6ª Entrevista
De Flapédia
Entrevista com Oscar Schmidt
Recordista mundial de pontuação na história do basquete brasileiro e mundial, com
49.737 pontos ao longo da carreira, Oscar Daniel Bezerra Schmidt (2,05m de
Altura e 107 kg) jogou no Flamengo por cinco temporadas. Chegou à Gávea em
1999 e vestiu a camisa do clube até 2003, quando encerrou a carreira. Em 219
jogos, Oscar marcou 7.241 pontos uma média de 33 pontos por partida.
Participou decisivamente da conquista de dois campeonatos cariocas e, ainda,
da campanha que levou o clube ao segundo lugar de um carioca e de um
campeonato brasileiro.
São muitos os recordes do Mão Santa, apelido que Oscar ganhou pela precisão
nos arremessos fora do garrafão, principalmente da chamada linha dos três
pontos. Pela seleção, o potiguar nascido em 16 de fevereiro de 1958, em
Natal, disputou cinco Jogos Olímpicos, foi o que mais pontos converteu nessa competição (1.093) e mais vezes o cestinha (três). Foi o grande nome da
maior conquista recente da história do basquete brasileiro, a medalha de
ouro pan-americana de 1987, quando a seleção brasileira bateu a forte equipe
dos Estados Unidos na casa do adversário, em Indianapolis.
Jogando pelo Flamengo, ele foi o jogador que mais pontos marcou num
campeonato nacional de clubes (57) e num jogo pela Liga Sul Americana de clubes (46). Vestindo a camisa rubro-negra, o camisa 14 foi o cestinha do
campeonato carioca de 1999 à 2002 e do campeonato brasileiro de 2000 a 2003.
Ainda na Gávea, converteu 90 lances livres consecutivos em jogos profissionais no campeonato carioca. Foi ainda pelo Flamengo que o jogador
conquistou o recorde de pontuação na carreira.
- "Todos recordes são bons quando você vence. Mas uma situação que me deixou
orgulhoso foi um jogo contra americanos na Liga Sul Americana, onde fiz mais de 30 pontos no primeiro tempo e eles não conseguiam me marcar, com um, com dois, e todos poderiam ser meus filhos, eu tinha mais de 40 anos de idade,
relembra."
- "A lamentar, a perda do campeonato nacional de 2000. Talvez o mais difícil
da historia do nosso basquete. Perdemos um campeonato em que estávamos
embalados e entregamos o primeiro jogo da final, que estava ganho. Não
soubemos fechar um rebote e acabamos na prorrogação onde perdemos."
Oscar diz que não tem comparação atuar em um clube de massa como o Flamengo.
O time de torcida te identifica. É mais gratificante. Ao mesmo tempo, se
você não render, ai de você, é preciso muita coragem para jogar no
Flamengo."
Para ele, vestir a camisa do Flamengo representou um orgulho.
- "Foi uma honra enorme. Não era flamenguista e virei. Tive momentos maravilhosos no
Flamengo, virei ídolo da torcida e isso foi maravilhoso."
Um dos seus momentos mais marcantes na passagem pela Gávea, segundo ele, foi
o último título, quando tinha 44 anos. Foi em Campos, depois de ter tido um
problema sério de saúde no dia anterior, no jogo no Tijuca.
Mas Oscar guarda com carinho a lembrança do dia e quem jogou com seu filho
Felipe.
- "Sonhava com isso e não achei que seria possível. E o Flamengo me proporcionou esta alegria."

