Abel Braga
De Flapédia
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Introdução
Abel Carlos da Silva Braga ( Rio de Janeiro, 1 de Setembro de 1952 - ), é um ex-jogador de futebol que atuou de zagueiro em grandes clubes brasileiros. Trabalha como treinador desde 1985, no seu currículo acumula conquistas ímpares nas duas carreiras. Treinou o Al Jazira-EAU, Famalicão-POR, Rio Ave-POR, Belenenses-POR, Vitória de Setúbal-POR, Olympique de Marselha-FRA, Goytacaz, Coritiba, Atlético-PR, Santa Cruz, Vitória, Botafogo, Internacional, Vasco, Atlético-MG, Ponte Preta e Fluminense. Foi campeão Mundial com o Internacional em 2006.
Dados
Nome Completo: Abel Carlos da Silva Braga
Apelido: Abelão
Data de Nascimento: 9 de janeiro de 1952
Cidade de Nascimento: Rio de Janeiro
Nacionalidade: Brasileiro
Período como técnico: De 18/01/2004 até 17/07/2004
1ºjogo: 18/01/2004 (Flamengo 3x2 CFZ-DF)
Último Jogo: 17/07/2004 (Flamengo 0x1 Juventude)
Carreira
Como jogador
Foi nas Laranjeiras que Abel Carlos da Silva Braga, o Abel Braga se profissionalizou como jogador de futebol. Zagueiro vibrante, do estilo xerife, Abelão como é ainda hoje chamado ficou no arqui rival rubro-negro até o ano de 1976, tendo conquistado nada menos do que quatro títulos de Campeão Carioca.
Egresso do Fluminense, Abel Braga teve a mais brilhante fase da sua carreira em outro clube carioca, o Vasco da Gama. Apesar de só ter conseguido um título carioca para a galeria de troféus de São Januário, o ex-zagueiro brilhou e se sagrou como um dos grandes zagueiros do clube cruzmaltino, despertando a atenção do poderoso Paris Saint-Germain.
Em Paris, Abelão ficou de 1979 até 1980, quando resolveu voltar a terras tupiniquins. Na sua volta, ainda atuou por Cruzeiro e por outro carioca, agora o Botafogo, até enfim encerrar sua carreira no modesto Goytacaz.
Pela Seleção Brasileira participou da Copa do Mundo de 1978 e das Olimpíadas de 1972. Conquistou o Torneio Pré-Olímpico de 1971. Fez 15 partidas.
Como treinador
Curiosamente Abel Braga teve sua primeira chance na função de treinador no mesmo clube em que encerrara sua carreira, o Goytacaz. Lá esteve por uma temporada, até embarcar ao velho continente.
Foi para Portugal treinar o Rio Ave, regressando ao Brasil em 1987 para assumir o comando da equipe do Botafogo. Foi curta a sua passagem pelo alvi-negro carioca e no mesmo ano seguiu para a Cidade do Recife a fim de treinar o tradicional Santa Cruz.
Já no ano de 1988 Abel faz a sua primeira passagem pelo Internacional, clube que mais tarde o brindaria com a taça de Campeão Mundial, no entanto, naquela opoortunidade Abelão optou por abandonar o clube prematuramente e voltar a Portugal para assumir o comando do Famalicão, clube que fez subir à primeira divisão em apenas um ano.
Ainda em terras lusitanas, treinou o Belenenses e o Vitória de Setúbal. Após cinco anos no país de Cabral, o treinador voltou ao Brasil para novamente assumir o comando do Internacional até o fim de 1994. Em 1995 ele assumiu o Vasco da Gama, e apesar da identificação com o clube pelo qual passou ainda nos tempos de jogador, Abel ficou em São Januário por apenas dois meses.
Em 1997 assumiu o Atlético Paranaense e permaneceu no cargo por um ano, quando foi contratado pelo Coritiba. Ainda no mesmo ano treinou o Paraná Clube. Em Julho de 2000 voltou a França, por onde havia atuado como zagueiro e treinou o Olympique de Marselha por quatro meses, antes de retornar novamente ao Brasil, para comandar o Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Botafogo e Ponte Preta antes de finalmente chegar ao Flamengo.
Na Gávea, Abel chegou com o aval do então diretor técnico e ídolo rubro-negro, Junior. Sua missão, se não era das mais fáceis, também não era das mais árduas. O scratch comandado por Waldemar Lemos no ano anterior havia se encontrado e conquistado uma gloriosa oitava posição no Campeonato Brasileiro de 2003, coisa que não acontecia de 1997, ou seja, há seis anos. Além disso, a equipe contava com o meio-campo Felipe que vivia talvez a melhor fase da sua carreira e havia se tornado o maestro do time.
O trabalho de Abel Braga seria o de organizar o Mais Querido do Brasil de forma a transformar toda produção em título. Dar continuidade ao futebol de jovens promessas como Ibson e Jônatas também era tarefa de Abelão. Foi seguindo esta linha que o treinador se sagrou Campeão Carioca no ano de 2004 e chegou a final da Copa do Brasil para disputar a decisão com o modesto Santo André.
É nesse ponto que o então conto de fadas entre Abel e Flamengo se tornou um desastre. A equipe que no primeiro jogo havia conseguido um empate na cidade paulista, tinha o segundo jogo no Maracanã como favas contadas. Um empate sem gols ou até mesmo uma vitória simples daria o título ao Fla. Não foi o que aconteceu. Por uma dessas surpresas que o mundo da bola oferece, o Santo André ganhou do Fla por dois tentos a zero e se sagrou campeão do certame.
Como era de se esperar, a partir deste ponto não só a relação com a torcida, mas a própria situação do treinador se tornou delicada. A equipe também havia sentido a perda do título e os bons resultados não mais eram conquistados. O Flamengo que havia começado uma temporada promissora, agora amargava a lanterna do Campeonato Brasileiro. Assim, o próprio Abel, ainda abalado, preferiu por se demitir e se afastar por um tempo do futebol.
Em 2005, após seis meses longe do futebol, o fato da derrota na Copa do Brasil tornou a se repetir. Dessa vez, com o Fluminense, quando foi derrotado, também em casa, pelo Paulista de Jundiaí. Mas o destino traria boas surpresas para Abelão. Quando o ex-zagueiro retornou ao Internacional pela terceira vez, conseguiu a mais vitoriosa passagem dele por um clube. Foi campeão da Taça Libertadores, batendo o então campeão mundial São Paulo, e do Mundial Interclubes, vencendo o todo-poderoso Barcelona.
Com as conquistas, Abel foi mantido para o ano seguinte para a continuidade do trabalho, renovando o contrato por mais um ano. Mas os bons resultados não se repetiram. No Campeonato Gaúcho a equipe colorada não passou da primeira fase e na Taça Libertadores não chegou às oitavas-de-final. Após os fracassos Abel foi demitido do cargo, mas readmitido, quatro meses depois. Em 2008 saiu mais uma vez do clube gaúcho e seguiu para o futebol árabe.
Estatísticas
| Ano | Jogos | Vitórias | Empates | Derrotas | Aproveitamento |
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 44 | 19 | 12 | 13 | 52,27% |
| Total | 44 | 19 | 12 | 13 | 52,27% |
Títulos
Pelo Flamengo
Por outros clubes
- Campeonato Paranaense: 1998
- Campeonato Parananse: 1999
- Taça Libertadores da América: 2006
- Mundial Interclubes: 2006
- Copa Dubai: 2008
- Campeonato Gaúcho: 2008

