Instagram Facebook Twitter



22/04/2010 às 22h52m



No momento em que comecei a escrever esse texto, dois dos resultados que precisávamos para prosseguir na Libertadores estavam acontecendo. Quando isso chegar até você meu caro amigo, tudo já estará decidido.

Se conseguimos avançar, o olhar de seca pimenteira de toda uma nação deu certo. Se não rolou nada do que esperávamos, paciência. É começar tudo de novo pelo caminho mais longo. Buscar o hepta até dezembro ou, na pior das hipóteses, chegar entre os quatro primeiros.

Deve ter dado. As combinações não eram tão improváveis assim.

A única combinação que realmente não tem dado muito certo, é a que teria tudo para acontecer. Admitamos, Flamengo e Libertadores não estão se entendendo muito bem nos últimos tempos.

Não estou aqui falando só dos nossos jogadores ou do desempenho na primeira fase. Nada está se encaixando. Nós torcedores, razão de ser desse blog, também temos andado meio incompatíveis com o mais importante torneio de futebol das Américas. É só dar uma olhada nos públicos presentes na primeira fase para perceber isso.

Não quero analisar possíveis causas disso. Já tem blá-blá-blá adoidado sobre os motivos dos estádios estarem esvaziados. Só estou citando um fato inquestionável. Mandamos mal demais nessa primeira fase. O único jogo que tem desculpa mesmo, foi aquele remarcado para uma quinta na parte da tarde por causa das chuvas.

Só um instante por favor...
Voltei, fui dar uma olhada nos resultados. Continuam favoráveis. Vou arriscar dar uma de Mãe Diná. Passamos. Temos que dar a volta por cima na fase de mata-mata. Provavelmente enfrentaremos Corinthians ou São Paulo na próxima fase. Filas intermináveis para comprar ingresso e Maracanã lotado, é o mínimo que podemos fazer para agradecer aos deuses do futebol por terem nos concedido mais uma chance na Libertadores. Tentamos, time e torcida, de todas as maneiras a eliminação, mas o mundo não quis. Talvez não consentindo uma edição do torneio com a nossa participação e sem um Maraca colocando gente pelo ladrão, daquelas noites para ficar na memória de todos para sempre.

No mais é nos benzer porque nos últimos tempos tá esquisito. É Defensor, América do México, Caracas. Caracas, quanto urucubaca tem envolvido nossas participações(desculpem o trocadilho patético, não pude resistir). Eparrê, pé de pato, mangalô 7 vezes.

Fui. Enquanto escrevo, os resultados continuam favoráveis. Acho que vai dar. Mas só para garantir vou na encruzilhada aqui perto de casa, pegar uns vinte e sete galhos de arruda e esfregar na orelha até tirar caraca. Caracas. Perdão outra vez. Eh, eh, eh...

CURTAS
. Fiquei impressionado com uma das garotas qua assistem jogo lá na Urubuzada. Quando o Caracas empatou, caiu em pranto compulsivo. Quando o Flamengo fez o terceiro, caiu desmaiada. Realmente me deixou pasmo.

. Por falar nisso, quero assumir parte da culpa no mau placar. Mesmo quando os venezuelanos faziam gols, eu continuava com uma confiança esnobe e despreocupada no resultado favorável. Igualzinho ao jogo contra o América do México.

. Acho que agora aprendi a lição. No próximo jogo da Libertadores, sinto que vou ficar nervoso e roendo a unha até em cobrança de tiro de meta.

. Odeio quando, em qualquer situação, qualquer mesmo, a torcida vaia o time. Acho que o apoio tem que ser incondicional ganhando ou perdendo, jogando bem ou mal. Juro que, nestes meus quase 40 anos só perdi a paciência e vaiei dois jogadores (Delacir e Luvanor).

. Bom vaiar ou não é escolha de cada um. Pra quem gosta da primeira opção e estava no Maraca no jogo contra o Caracas, agradeço profundamente por vocês terem poupado o Andrade. Aconteça o que acontecer o cara não merece.

. Valeu galera, até qualquer hora. Caso precisem: Sorin ao seu dispor. mercioquerido@hotmail.com


Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.