Instagram Facebook Twitter



28/01/2010 às 16h34m



* Por Julio Veloso

E os ventos da mudança trouxeram... caos. Como sempre... Essa partida marcou o primeiro compromisso do Flamengo no Maracanã com a setorização do estádio posta em prática. Com isso, algumas respostas para perguntas cabeludas foram encontradas. A principal delas foi desvendada: por que cargas d'água a venda de ingressos a princípio seria encerrada três horas antes do jogo, cedendo aos cambistas o monopólio da comercialização de ingressos?

Resposta: é que com a setorização vigente, é mais ou menos esse tempo que o coitado do torcedor gasta para andar cerca de 500 metros e conseguir chegar ao seu setor.

Acho que para colocar esse miraculoso plano em prática, primeiro a Suderj deveria ter resolvido outros problemas crônicos de mais fácil solução, como a sinalização precária do estádio. Vou dar um exemplo prático. O torcedor que vai a primeira vez ao estádio tem enorme dificuldade de encontrar sua entrada, o local onde vende ingressos para onde ele quer ver o jogo, onde estacionar seu carro, por um motivo óbvio: o estádio é muito mal sinalizado.

Agora, soma-se a isso mudanças feitas nas coxas, sem preparação prévia dos envolvidos e todos estamos misturados. Quem vai ao Maracanã com freqüência e quem não vai. Ninguém mais sabe andar no Maracanã.

Enquanto isso, nosso amigo Josevan, do Gease-Fla, ia dando a cara a tapa na bilheteria, tentando corrigir o incorrigível, complementando com caneta marca-texto as informações incompletas das placas que foram colocadas nas bilheterias a título de sinalização.

Infelizmente, apesar da enorme boa vontade do amigo, tal medida altruísta não melhorou muito a situação. Em suma, o estádio tem problemas muito maiores para serem sanados antes de serem implementadas novas mudanças radicais em sua estrutura. Se o objetivo era reduzir filas, nota zero. Em um jogo com dez mil pagantes, vimos filas que não se formavam em jogos com o quádruplo de público. É preciso sinalizar decentemente o Maraca para que os planos postos em prática surtam efeito. È necessário ter algum doutorado para entender isso?

Agora, outro ponto essencial: controle de bebidas alcoólicas dentro do estádio.

Eu, Julio, vi com meus próprios olhos (perdoem-me a redundância) um ambulante vendendo cerveja com álcool dentro do primeiro banheiro da arquibancada amarela A, escondendo o produto dentro da lata do lixo. É essa a moralização que a SUDERJ quer implantar na mente do torcedor? No estádio, só não bebe cerveja com álcool quem não quer. É só pedir a qualquer ambulante e pagar o risco do negócio (geralmente R$ 5,00).
    Ah, em tempo: na última quarta-feira, o Colón, jogando em casa, venceu a Universidad Católica, do Chile, pelo placar de 3x2 e vai para Santiago com a vantagem do empate. O vencedor desse jogo será o terceiro adversário do Flamengo na Libertadores.

Próxima partida – Flamengo x Fluminense – Estádio Maracanã – 31/01 – 19:30h

Nesse domingo, o rubro-negro fanático tem rodada dupla. Às dez da manhã, nosso basquete bicampeão brasileiro irá desafiar o líder da atual edição Brasília na HSBC Arena, no duelo de maior rivalidade do momento no basquete brasileiro. Imperdível. Depois, é arrumar alguma coisa para fazer nesse lapso temporal e chegar bem cedo ao Maracanã para enfrentar as novas transformações do Maior do Mundo. Nós, do GEASE, recomendamos que o torcedor chegue pelo menos três horas antes do jogo para não encontrar dificuldades para entrar no estádio. Sem esquecer que não haverá venda de ingressos no domingo, então adquira o seu antecipadamente para não ser mais um a alimentar a indústria asquerosa dos cambistas. Para esse domingo, o torcedor deve levar consigo reservas extras de paciência, pois com as pequenas amostras que presenciamos nas partidas entre Fluminense e Bangu, e Flamengo e Americano, infelizmente, tudo o que esperamos é mais um espetáculo deplorável de desrespeito ao torcedor, com mais filas enormes para entrar e falta de informação e sinalização. E apesar de tudo, esperamos um grande jogo e que você, torcedor, aproveite o clássico, talvez o mais esperado do campeonato.


Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










24/01/2010 às 09h14m



A terceira rodada da Taça Guanabara marcou a estréia de Vagner Love com chave de ouro e dois gols e o retorno de Leo Moura e Adriano. Apesar disso, o público foi apenas razoável para a partida. Apesar disso, mais uma vez fiquei com a impressão que o estádio, moderno e bonito, não possui infra-estrutura para abrigar jogos do Flamengo.

Que me perdoem diretoria e torcida do Botafogo, mas a primeira precisa entender que a torcida do Flamengo não pode ser comparada à segunda e que o serviço do jogo deve ser diferenciado quando o jogo envolver o rubro-negro. Nas entradas das alas leste e oeste superiores só havia três catracas em funcionamento, gerando filas enormes e desnecessárias. Os banheiros estavam simplesmente imundos. Fora o gramado...

O gramado. Era mais fácil colocar o jogo para o campo auxiliar, do lado de fora, que estava em muito melhores condições de jogo. Não sei qual a explicação para tamanha desídia, mas seja qual for, deve ser muito boa. Culpar a chuva é leviano. Outros estádios também sofreram com as precipitações pluviais e seus gramados não estão daquele jeito. Todos perdem com isso: o espetáculo fica prejudicado, jogadores podem se machucar, a TV acha ruim. Um estádio do nível do Engenhão não pode sofrer com esse descaso e depreciação. O governo deve tomar as medidas legais cabíveis urgentemente. Antes que não sobre mais estádio.

De resto, tudo funcionou normalmente, mesmo porque o público pequeno ajudou. A torcida do Flamengo se comportou como o nome do seu artilheiro da tarde pede: só Love!!!!

Próxima rodada – Flamengo x Americano – Maracanã – 27/01 – 19h30

O próximo duelo do rubro-negro será contra o Americano de Campos e marcará o retorno da equipe ao Maracanã depois de duas rodadas. Nessas duas rodadas, muita coisa mudou para o torcedor. Depois da proibição de venda de ingressos ter sido ampliada para o dia do jogo, a SUDERJ voltou atrás e mudou, como eu apostei, as regras do jogo. Agora, os jogos terão venda normal de ingressos, exceto os clássicos, semi-finais e final do campeonato. Essa notícia, associado ao bom horário do jogo (ninguém chega tarde demais em casa), deve atrair um público um pouco maior, mas eu aposto em cerca de 10 mil pagantes. Afinal de contas, ainda é um jogo de estadual em uma quarta-feira contra um time considerado pequeno. Até lá!

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










23/01/2010 às 02h45m



Agora quem escreve é o Mércio.

Vou falar do mais novo hit da torcida do Flamengo, surgido logo na estreia do estadual.

Pode bem ser que quando você estiver lendo esse texto, outra música já tenha tomado o posto de favorita da nação. Paixão desperta inspiração, o que dizer de uma paixão que não esmorece nunca e que conta com milhões e milhões de poetas em potencial.

A que me refiro diz: "Uma história de amor sem ponto final. Eu quero o tetra do Rio Flamengo. Libertadores e Mundial".

Será pedir muito? É claro que o hepta brasileiro não entrou em pauta na canção por uma simples questão de métrica. Isso deve aparecer na próxima música.

Cabeça de torcedor é assim mesmo. Ganhar tudo. Ganhar como se não houvesse concorrência. Tem um amigo meu que me chama de Amélia do Flamengo.

- Pô, assim não dá. Pra você sempre tá tudo bom.- reclama quando chego envolto em meus mantos rubro-negros após qualquer derrota.

Funciona assim mesmo. È claro que o ideal é ganhar tudo. Do campeonato mundial até o cuspe em distância. Mas a gente sabe que não dá não é mesmo? Esse ano temos várias possibilidades interessantes em disputa: ganhar libertadores e mundial por si só já são de máximo e óbvio interesse; tetra carioca seria uma delícia também; passar a frente do São Paulo de novo no brasileirão...

É só escolher. Tem pra todos os gostos. Porém o que mais importa é o Flamengo ter construído todas essas deliciosas probabilidades. E tem algo que é mais legal ainda: se alguma delas não vingar, ainda assim estaremos todos lá no estádio, orgulhosos da nossa condição de torcedores do Flamengo. Essa é a nossa verdadeira alegria.

Tudo bem que boas campanhas significam estádios lotados. Mas no nosso caso, basta uma seqüência de três vitórias,ou a contratação de um reforço ou até mesmo um clássico regional para enlouquecer todo mundo e a cidade ficar toda pintada em preto e vermelho.

A gente é o que é. Tem muita gente que não entende e fica perplexo com o nosso jeito de torcer. Os mais cultos chamam de alienação. Vai ver é mesmo. Torcer para o Flamengo e ver tanta gente mobilizada em torno da mais mediana das partidas é de deixar qualquer um meio aéreo.

O tom desse texto está um tanto quanto sério, alguém já deve ter notado.

É que o ano é sério mesmo. Muita coisa alta em disputa. Inclusive temos que comemorar um título em nome da breve despedida por três anos do nosso velho e bom lar, o Maracanã.

Todos juntos até lá. Nada de perder a cabeça e sair vaiando o time em qualquer reles tropeço. Esse ano, mais do que nunca, temos que fazer valer a frase do mosaico gigante que fizemos no Brasileiro de 2009.

A MAIOR TORCIDA DO MUNDO FAZ A DIFERENÇA.


Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










21/01/2010 às 23h20m



Fala, pessoal. Mais uma vez sou, o Julio.

O tema desse texto é a segunda rodada da Taça Guanabara marcou o primeiro compromisso fora do Rio do Flamengo na competição. E o time brindou a torcida presente com uma boa apresentação na Cidade do Aço. Na verdade, quem foi ao jogo, não encontrou grandes obstáculos para chegar a Volta Redonda. Muito em decorrência do feriado municipal da capital, a Dutra estava com pista livre e o torcedor chegava em uma hora e meia na cidade do Vale do Paraíba. O único percalço da viagem ocorreu já em perímetro urbano de Volta Redonda. A chuva forte que castigou a cidade na terça-feira provocou a queda de uma barreira na Rodovia do Trabalhador, que foi interditada no sentido Centro. Essa interdição fez com que o torcedor tivesse que passar pelo centro da cidade para chegar ao estádio, um pequeno atraso de cinco minutos.

Ao chegar no estádio, o clima era de tranquilidade absoluta, não havia filas para compra de ingressos nem para entrar no estádio. Por falar no estádio, o Raulino é um exemplo de Cidadania, alcunha que inclusive carrega no seu nome. Academia de terceira idade, ótica popular, faculdade à distância, entre outros serviços, estão disponíveis no complexo. Outro achado interessante foi um bar na descida do viaduto de acesso ao bairro do estádio. O nome desagrada um pouco (Tricolor), mas os petiscos são de primeira, além de o proprietário ser uma figuraça.

A partida em si agradou bastante a torcida presente, a equipe realmente nos convenceu. O público foi bem superior ao esperado, pois o horário da partida não ajudava nem um pouco, mesmo com o feriado da capital, pois o público local predomina nas partidas no estádio. O que me dá satisfação em Volta Redonda é que lá as torcidas organizadas não se acham maiores do que o clube, costumam torcer em paz, sem provocações, enfim, lá todo mundo é FLAMENGO e, incidentalmente, membro de alguma organizada. Isso torna a partida mais segura para quem não pertence ao meio. A nota dissonante foi uma bomba que foi detonada no meio da arquibancada após o terceiro gol do Flamengo, assustando os torcedores próximos. Na hora de ir embora, nada de congestionamentos. Só uma chuva na Serra das Araras comprometia o sucesso absoluto da viagem.

Próxima partida – Bangu x Flamengo – Estádio Engenhão – 23/01 – 17h
- O próximo compromisso do time é contra o Bangu, no Engenhão, estádio em que o time continua invicto. Quem lê o blog sabe que eu tenho lá minhas reservas em relação ao estádio, mas esse jogo não deve atrair um público muito numeroso, logo não devemos ter problemas de trânsito nem de acesso e dispersão de torcedores. Mas é bom o torcedor adquirir seu ingresso com antecedência, porque caso se repita o ocorrido na partida entre Vasco e América, não haverá venda no dia do jogo. A venda de ingressos será na Gávea, Laranjeiras, bilheteria 8 do Maracanã, São Cristóvão, além de alguns postos autorizados, principalmente as lojas de roupas da marca South. Não tem desculpa, pelo menos dessa vez, todo shopping tem uma. No nosso site (www.gease-fla.com.br), já está disponível o relatório pré-jogo dessa partida com informações mais completas sobre o jogo.
 
 

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










19/01/2010 às 18h43m



Como adiantei aqui nesse blog mesmo, a primeira rodada do campeonato estadual seria pautada por mudanças que muito provavelmente não surtiriam efeito ou, pior, surtiriam efeito inverso. Pois é, infelizmente, eu estava certo. O encerramento da comercialização dos ingressos três horas antes do jogo só foi bom para os cambistas. Essas pragas que, até o ano passado, ganhavam dinheiro só quando os ingressos estavam esgotados ou quando as filas estavam enormes, agora possuem o monopólio da venda de ingressos depois de as bilheterias serem fechadas.

Agora, o ingresso tem dois preços: na bilheteria, até as duas da tarde, o preço de tabela. Depois desse horário, a combinar, normalmente entre R$ 50,00 e R$ 60,00. Para um Flamengo e Duque de Caxias... é melhor nem comentar. Posso apostar duas mariolas com quem quiser que na próxima rodada, o sistema volta a ser o do ano passado. Imagina a rodada do meio de semana, com jogos às sete e meia. Você, que trabalha, vai comprar ingresso quando? Na hora do seu almoço? Porque a venda vai acabar às quatro e meia e, caso você não faça isso, vai ficar sem ingresso.

Aí, quando o caos estava completamente instalado, o que acontece? Liberam as bilheterias para a venda de ingressos 45 minutos antes do jogo. Bom, eu tenho uma opinião: ou você cria uma regra para seguí-la ou você não cria. Criar uma regra para descumpri-la na primeira oportunidade é leviano e uma prova inconteste de incompetência administrativa. Além da possibilidade de multa, que deve ocorrer, essa medida gera impacto na confiança que o torcedor tem acerca da mudança das regras do jogo. Algo do tipo: "Ah, vou chegar faltando meia hora mesmo, a bilheteria vai acabar abrindo...". Em suma, deve ter sido a primeira e última vez que esse arranjo foi adotado.

Quanto à triagem, mais críticas. É fácil fazer checagem de ingressos de um jogo de 15 mil pagantes. Quero ver funcionar na final do campeonato. Alguém quer apostar dois pacotes de jujuba?

Se essas medidas não funcionaram, o que esperar da setorização do estádio. Muito provavelmente, vai ter torcedor rubro-negro comprando ingresso para o setor da torcida vascaína e vice-versa,  pois, como sabemos, não há orientação nenhuma ao torcedor no momento da aquisição do ingresso. Vai ser o caos.

Bom, esse foi o retrato da primeira rodada. Cambistas agindo livremente, produtos pirateados sendo vendidos por ambulantes, problemas para o torcedor comprar ingresso. Em tempo, já estamos em 2010? Porque às vezes parece que 2009 nem acabou... nem 2008... nem 2007, 2006, 1970... Nada mudou de lá para cá.
    
Próxima rodada – Flamengo x Volta Redonda – Estádio da Cidadania – 20/01 – 18h30 - Existe uma expectativa de bom público para esse jogo, pois é feriado municipal na capital fluminense e alguns torcedores devem aproveitá-lo para assistir à partida, o que em condições normais de temperatura e pressão, não seria possível. Eu considero marcar jogo para esse horário um desrespeito ao torcedor de arquibancada, que trabalha e dificilmente vai chegar na Cidade do Aço a tempo.

No meu caso, como não trabalho na capital, vou ter que dar um "jeitinho" de sair mais cedo do serviço e pegar a estrada lá pras quatro da tarde, torcendo para não ter congestionamento na Dutra. Se você não tem esse percalço, saia cedo de casa. De resto, o estádio é bom, não vai encher, e você chega em casa antes das dez e meia. Então, se você puder, não perca!!!! O Flamengo precisa de você!!!

Um abraço!!!
   
 

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










14/01/2010 às 20h07m - Atualizado 15/01/2010 às 09h21m



Quem escreve agora é o Mércio.

Bom, vai começar o Cariocão 2010. Concordo com o Júlio que já estava demorando muito. A gente sem Flamengo fica meio sei lá. Meio cinzento. Meio sem sentido.

Parece que o Love vem mesmo, já veio o Fernando, o Andrade ficou mesmo, mas isso tudo já tem gente demais analisando. Gostaria aqui de abordar um outro tópico.

Estou começando a temer que a expressão "estou morrendo de calor" deixe de ser apenas uma maneira de falar.

Tá quente, muito quente mesmo, parecendo um desses filmes que abordam o fim do planeta e da humanidade. Em alguns dias parece existir um sol pra cada um quando você anda pela rua. Estive em Friburgo nos dias 8, 9 e 10 do corrente mês... Estava quente também. Concordo com o Júlio quando ele diz que esta agradável cidade é o melhor lugar para viajar dentro do nosso Estado.

A viagem tinha dois objetivos: fazer uma média com a namorada antes da estréia do estadual, quando a coitada volta a me dividir com o Flamengo. A outra idéia era fugir do calor mesmo, confesso que não deu muito certo. Dez da noite de sábado lá estava eu sem blusa, do lado de fora do chalé, com garrafas e mais garrafas de ice e vinho.

Quando a gente atinge um certo nível de envolvimento com o clube, não passa muito tempo sem pensar nos jogos. Quando o meu nível de sangue no al... quero dizer, nível de álcool no sangue subiu o suficiente para começar a embolar os neurônios eu lembro que um único pensamento martelava minha cabeça: "Se aqui está assim as dez da noite, quero ver em Bangu cinco da tarde como vai ser".

Na análise que o Júlio fez da tabela do Estadual ele abordou esse ângulo da questão.  Podem acreditar no cara. Jogo em Bangu é aquilo ali mesmo, se não for pior.

Bangu será o ápice, mas convenhamos, todo o resto não vai ser nada fácil. Nessa época do ano, na parte da tarde-noite, quando são realizados os jogos, parece que só há duas opções: calor incandescente ou vendaval bíblico.

Mas tudo bem. Estamos todos com saudade do nosso Flamengo, razão maior da nossa existência e estaremos lá, na chuva, no sol, de qualquer jeito. Esse negócio de Gease dá uma fortalecida na nossa preocupação com o bem do próximo, então vai aí uma dica: seria de bom tom a galera se prevenir passando protetor solar antes de ir para os estádios, as conseqüências de uma exposição dessa magnitude não são brincadeira.

Então é isso: que venham Vasco, Fluminense, Botafogo, Sol e todos os outros obstáculos. Queremos o tetra e vamos lutar para isso. Óculos escuros na mão, protetor solar na outra, vai começar a festa...

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










13/01/2010 às 14h55m - Atualizado 13/01/2010 às 14h58m



Aqui é o Julio Veloso.

Finalmente, vai começar o ano de verdade para nós, doentes. O período de abstinência está chegando ao fim, graças a Deus! Não agüentava mais ficar olhando todo dia para o calendário com aquela sensação de que os dias não passavam. Para me ocupar, até adiantei meu trabalho do Gease do ano quase todo. Enfim, a hora chegou...

E, com ela, todos os problemas que já conhecemos de longa data e todas as soluções que não solucionam nada. Esse ano, a proposta para melhorar a vida do torcedor é muito pretensiosa. A venda de ingressos no dia do jogo será encerrada três horas antes do início da partida. Depois disso, a polícia  militar fará uma espécie de triagem para retirar do entorno do Maracanã toda e qualquer pessoa que esteja sem ingresso naquela região. Minha singela opinião: sem chance de dar certo. Os motivos são óbvios. Primeiro, a Suderj vai acabar cedendo no ponto do encerramento antecipado de ingressos, pois essa medida certamente vai gerar muita confusão e, no fim, vai acabar favorecendo justamente a figura que, em tese, é o motivo central de todo esse projeto: os cambistas, que venderão livremente seus ingressos superfaturados para quem chegar com as bilheterias fechadas. Ou seja, agora além de eles ganharem quando os ingressos acabam, também vão ganhar mesmo com ingressos disponíveis. Só para lembrar, ano retrasado houve algo parecido. A venda de ingressos no dia de jogo foi suspensa e haviam alguns postos para a aquisição dos mesmos espalhados pela cidade. Não durou nem a primeira rodada.

A outra medida é menos discutível em sua eficácia e só valerá a partir da terceira rodada: a setorização das arquibancadas. Tudo bem, isso já existe. Mas não é aplicado. Agora, vai ser. Se você comprar Arquibancada Verde "A", você só pode assistir o jogo nesse setor. A intenção dessa restrição é evitar a superlotação de determinados setores do estádio e o conseqüente esvaziamento de outros. Apesar de achar correto, também não acredito que vá vingar. O torcedor está acostumado a assistir às partidas sob determinado ponto-de-vista e vai ser difícil para ele admitir essa mudança.

Mas, o Cariocão não vive só de Maracanã e esse ano o Flamengo terá vários desafios fora do Maior do Mundo. Na Taça Guanabara, depois da estreia contra o Duque de Caxias, o time já viaja para o Vale do Paraíba para enfrentar o Volta Redonda no feriado municipal de 20 de janeiro. Para o torcedor, já é a primeira jornada incrível. Jogo às 18h30 de uma quarta-feira é estranho, afinal de contas, o feriado é só na capital fluminense. E já dá para botar na conta duas horas, no mínimo de Via Dutra. Pelo menos, o estádio é bom e não deve encher.

Depois, vem o Bangu. Você já foi assistir jogo no Moça Bonita? Imagina você passar três horas na laje da sua casa, sem sombra, com sol na cara o tempo todo, num calor infernal de mais de quarenta graus. Experimente a sensação e seja bem-vindo ao estilo banguense de ver jogo. Depois, vem três jogos no Maracanã, contra Americano, quarta tarde da noite; Fluminense, primeiro clássico e prova de fogo; e Olaria. Aí, para fechar, uma viagenzinha a Saquarema para visitar o acanhado estádio Eucyr Resende de Mendonça, onde o Flamengo encara o Boavista. Para esse jogo, é bom garantir o ingresso antecipadamente. Talvez, a partida seja transferida para a Arena Guanabara, na vizinha Araruama, mas não acho muito provável e, além do mais, não faz muita diferença: o estádio também é pequeno. Aí, vem semifinal e final e, conseqüentemente, a batalha dos ingressos. Quais serão as super-eficazes medidas desse ano?

Partindo para o segundo turno, que ainda não tem horários definidos, a Taça Rio começa para o Flamengo contra o Macaé. Esse jogo deve ser em Campos, no estádio Godofredo Cruz, que costuma lotar em jogos do Flamengo (compre antes seu ingresso). Como o time local está finalizando a reforma de seu estádio, esse jogo já pode ser em Macaé mesmo, mas é difícil. As outras opções são a Arena Guanabara e Volta Redonda, onde os times se enfrentaram ano passado. Depois, vem o Madureira no Maracanã. Em seguida, o Flamengo pega o Resende, no estádio do Trabalhador. Porém, esse jogo tem grandes possibilidades de ser na vizinha Volta Redonda, pois o estádio do clube local é bem simples e não parece preparado para receber jogos dessa magnitude. Na quarta e quinta rodadas, vem as provas de fogo: dois clássicos seguidos, contra Vasco e Botafogo, respectivamente. Esses jogos devem atrair um público maior do que o normal para jogos de Taça Rio, pois acontecerão em um momento em que as equipes não estarão com suas situações definidas na tabela, ao contrário do que aconteceu nos últimos anos. Na sexta e sétima rodadas, mais dois jogos no Maraca, agora contra o emergente Tigres do Brasil e contra o ressuscitado América. Para fechar, vem a cereja no bolo, para quem gosta de viajar: na última rodada, o Mais Querido pega o Friburguense, lá em Nova Friburgo. Para quem não conhece, na opinião desse humilde blogueiro, ela é a melhor cidade do estado para passar um fim-de-semana. Se você tiver condições, viaje no sábado para a Serra, passe a noite curtindo o frio, acorde cedo, garanta seu ingresso e aproveite o passeio!

Depois, vem as finais da Taça Rio e, em seguida, as finais do Carioca. Aí, a gente vai ver se todas as medidas que foram planejadas para melhorar a vida do torcedor vão realmente surtir algum efeito. Até lá, a gente vai ver o que acontece...

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










11/01/2010 às 19h33m



Fala, pessoal! Sou novamente o Julio.

Tem muita gente que acha que essa galera louca que viaja para tudo que é jogo do Flamengo está podre de rico, jogando dinheiro ao avanço. Mas a verdade é bem diferente...

Eu gostaria muito de estar nessa condição financeira que o pessoal imagina que eu esteja, mas a situação é outra. Por exemplo, o quarteto fantástico, que já foi notícia aqui mesmo no site do Flamengo por ter ido a todos os jogos é composto por mim (Julio), Mércio, Zé Paulo e Ricardo. Eu sou bancário, só vejo muito dinheiro quando mexo no dos outros. O Mércio é gerente financeiro de um restaurante e também mantém uma relação distante com o dinheiro que movimenta. O Ricardo é taxista, logo, nem preciso dizer que não é rico. E o Zé Paulo trabalha na Petrobrás, mas está longe de ser o Sérgio Gabrielli... então, a gente parte para a mágica para conseguir a multiplicação dos reais.

O principal componente da nossa calculadora financeira é comprar as passagens com a maior antecedência possível. Caso você não consiga fazer isso, você vai ser obrigado a entrar todo dia nos sites das companhias aéreas para tentar "pescar" alguma promoção de ocasião. Mas elas não são tão raras assim, logo, você tem boas chances. Já descobrimos até os mecanismos de algumas cias. Por exemplo, a GOL pontua as promoções de acordo com a demanda pelos assentos. Já a Webjet reserva assentos com desconto e, à medida que os mesmos vão sendo ocupados, o preço vai subindo percentualmente.

Outra medida indispensável é evitar estadias muito prolongadas na cidade. Normalmente, a gente chega à cidade de manhã, assiste à partida e já vai correndo para o aeroporto. Alimentação sempre dá para economizar, mas nesse quesito a gente não é especialista. Comida boa é nossa meta. Aonde nós vamos, procuramos os melhores lugares para comer bem e bastante. Minha cidade favorita nessa questão é Porto Alegre, pois meu forte é churrasco. Dá para reduzir custos também dividindo o táxi com os amigos.

Mas deve-se cuidar de outros fatores que não são financeiros para garantir o bem-estar nas viagens. O principal deles é não levar bagagem desnecessária. Para mim, já basta duas camisas do Flamengo, uma camisa neutra, duas bermudas e a roupa do corpo, além de objetos de higiene pessoal e eventuais gadgets. Outra precaução é chegar cedo ao aeroporto para não ter nenhuma surpresa desagradável com os horários.

Então, o que falta para você começar a viajar com a gente e aumentar a caravana rubro-negra que nos acompanha? Sempre tenha em mente: o Flamengo precisa muito de você!!!! Então, sempre que você puder, pegue um ônibus ou um avião, meta o pé na estrada e comece a se acostumar a gritar "mengoooooooooo" em lugares diferentes. Esperamos por você, meu amigo rubro-negro!!! Onde você estiver acompanhando nosso Mais Querido, com certeza você vai me encontrar. Não hesite em falar comigo!

Estou sempre à disposição, apesar da cara de mal-humorado...

Um abraço a todos!!!!!  E rumo ao tetra, ao bi, ao hepta, ao outro bi...

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










05/01/2010 às 10h31m



Sou o Julio.

Dando uma olhada nos meus textos anteriores, percebi que cometi um lamentável esquecimento. É que eu falei como foram os jogos do ano passado, fiz piada, falei um monte de baboseira, mas não fiz o mais importante: falar sobre como funciona o trabalho do GEASE, quem é quem nesse time e como o nosso suor reflete no seu bem-estar.

Bom, para começar, posso dizer que temos duas linhas de ação. A parte estratégica, que planeja as ações a serem implementadas, e a parte operacional, que põe a mão na massa e coloca em prática tudo o que é discutido e decidido em nossas reuniões.

Os membros do GEASE-FLA, principalmente a diretoria, composta por mim, pelo Mércio, pelo Marcelo Santos, pelo Marcos Silveira, mais o Josevan Gondim, todos coordenados pelo Alexandre Moraes e vinculados até segunda ordem à pasta de planejamento do clube, presidida na gestão anterior pelo nosso nobre guerreiro Mário Cruz, trabalham tanto na parte estratégica quanto na operacional, sendo bastante auxiliados nessa pelos voluntários que se oferecem.

Todas as medidas passam pelo consenso do grupo. Assim nasceram os relatórios dos jogos, que, a princípio, cobriam somente os jogos no Maracanã, mas hoje informa o torcedor sobre o que ocorre em todos os jogos do Flamengo, inclusive com a cobertura da Libertadores da América esse ano.

Mas, afinal, como esses relatórios saem do forno? Bom, não é tão simples, mas já foi pior. Podemos dizer que existem dois modelos de relatórios, um para os jogos no Maracanã e outro para os jogos fora do estádio. No Maracanã, nossa equipe observa o movimento das filas para compra de ingressos, a ação dos "stakeholders" (cambistas, policiais, vendedores, flanelinhas, torcidas organizadas, etc.), avalia as condições de trânsito, policia as ações que envolvem a marca Flamengo, analisa a entrada e saída de torcedores no estádio, a visão do jogo, combate a pirataria, verifica as condições do estádio, enfim, cuida de todos os aspectos possíveis para que você tenha a oportunidade de presenciar um espetáculo em paz e segurança. Nosso foco é você, torcedor, onde você estiver. É lógico que nem tudo que buscamos implementar chega até o interessado final que é você, pois existem diversos obstáculos que, com o apoio dos nossos parceiros (GEPE, JECRIM, entre outros) e da diretoria do clube, esperamos superar nesse ano de 2010 para sermos mais efetivos ainda.

Depois dessa análise geral, enviamos tudo o que presenciamos para o Marcelo, que condensa tudo em um relatório completíssimo e manda para a revisão do Alexandre que, por sua vez, envia para o Josevan, o nosso "computer Guy", publicar no site em PDF. Esse produto final é distribuído para toda a imprensa especializada e órgãos envolvidos, com sugestões de medidas que possam ser introduzidas para melhorar a qualidade do espetáculo.

Já o mecanismo que cerca a elaboração dos relatórios dos jogos onde o time joga como visitante é bem mais complexa. Já começa pelo fato de não termos acesso a alguns setores dos estádios dos clubes rivais, salvo raras exceções. A partir daí, o relatório vira um retrato das nossas experiências e sensações. Todo mundo que viaja com a gente, seja do GEASE ou não, acaba ajudando. Esse relatório é comumente elaborado por mim, exceto quando o Marcelo viaja junto, quando este reassume a batuta. A gente avalia o estádio e as condições do torcedor da mesma forma que avalia o Maracanã, mas com um olhar mais clínico e uma visão mais colaborativa ainda. Daí, além de tudo o que é publicado no relatório (venda de ingressos, ocorrências principais, trânsito, entrada e saída de torcedores, etc), ainda elaboramos o ISQE, ou Índice de Segurança e Qualidade dos Estádios, que avalia objetivamente cada estádio onde o clube joga, atribuindo conceitos a diversos quesitos que, somados, refletem a sensação de segurança e bem-estar que aquele estádio proporcionou a ser visitante. Esse índice pode ser consultado nos relatórios em sua parte final e é dinâmico, ou seja, pode mudar a cada ano, de acordo com a melhora ou piora dos serviços prestados pelos anfitriões. Esse ano o campeão do nosso ISQE foi a Arena Barueri, que nos surpreendeu bastante. Só tenho pena de quem viaja comigo, pois normalmente faço todo mundo responder à planilha do ISQE, para que o resultado seja mais realista, mesmo que já sejam duas da manhã...

Outro fruto da nossa parte estratégica foi a criação dos relatórios pré-jogo, que também fazem parte das minhas incumbências no GEASE. Esses relatórios orientam o torcedor que vai acompanhar o time fora do maracanã em relação às peculiaridades de cada estádio. Nele, você descobre as várias formas de se chegar ao palco da partida, a relação entre as torcidas, recebe orientações para facilitar suas viagens, conhece um pouco a história do local do jogo, do rival e do confronto, além de poder consultar links com dicas para turismo, gastronomia e hotelaria na cidade da partida. Até o fim de 2009, também disponibilizávamos nesses documentos o serviço do jogo, mas com a criação desse blog, optamos por postá-lo aqui mesmo, por questões práticas e para, acreditamos, atingir maior público.

Também possuímos uma ouvidoria que funciona para receber reclamações e sugestões sobre questões relacionadas ao bem-estar do torcedor, um canal direto do GEASE com o torcedor da arquibancada. Esse é um serviço que o torcedor precisa conhecer melhor para poder utilizá-lo bem: é que boa parte dos e-mails que recebemos traz dicas sobre contratações, reclamações contra o presidente, entre outros assuntos que fogem da alçada do GEASE.

Esse ano nosso trabalho começa com uma equipe de voluntários bastante qualificada e compromissada. Teremos a Carina, a Tati, o Paulo Roberto, o Anderson, o Vinícius e o meu xará Júlio. Esperamos que muitos outros venham nos ajudar a realizar o nosso trabalho. Por que você não vem? Acesse o nosso site www.gease-fla.com.br, ou mande um e-mail para a nossa ouvidoria através do endereço ouvidoria@gease-fla.com.br. Caso você seja mais prático, fale com um de nós. Estamos identificados com a credencial do GEASE no Maracanã. No meu caso e do Mércio, não costumamos usá-la, pois nossas avaliações são mais sobre os estádios dos clubes adversários, mas a coisa mais fácil é nos encontrar no Maior do Mundo: o Mércio fica ali perto da bateria da Urubuzada e com aquele cabelo é difícil não identificá-lo, e eu fico lá no último degrau da arquibancada amarela, um pouco à direita da mesma torcida. Também é fácil me reconhecer, é só chegar no torcedor mais bonito que você encontrar no estádio todo. Brincadeira... então, fiquem à vontade para nos abordar, estamos à disposição de verdade. Sem demagogia.

Um forte abraço e conto com todos vocês!!!!!!!!

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










05/01/2010 às 10h20m - Atualizado 05/01/2010 às 10h29m



Nós, flamenguistas, somos reconhecidos mundialmente pela nossa paixão irrefreável e pela fidelidade que temos ao clube. Quando o Fla joga, não é um time que entra em campo. É um clube, uma camisa com 114 anos de história, que é muito maior do que qualquer um dos jogadores que estão em campo. Esse é um dos meus combustíveis para ir ao estádio apoiar o meu time. Não importa se o jogo é com o Mesquita. Não interessa se não vale nada. Não quero saber se é o time misto. Aquele Manto Sagrado rubro-negro está em campo e é isso o que me leva à arquibancada, seja no Maracanã, seja na Etiópia... é Flamengo!!!

Nesse contexto, tem algumas coisas que eu escuto de alguns que chegam a doer meus ouvidos, coçam minha língua para falar alguma coisa. Algumas delas, qualquer torcedor apaixonado acha ridícula; outras são exclusividade de doentes como eu e o Mércio. Mas, pensa bem, boa parte delas desqualificaria seu autor a definição de "torcedor apaixonado". Vou apresentar agora as 13 mais recorrentes:

13ª posição – "O time está apanhando direto, vou ao estádio fazer o quê?" - Fala sério, o cara que diz isso, parafraseando meu amigo Sorín, merece ganhar uma TV de 100 polegadas e o pacote do pay-per-view vitalício para todos os campeonatos. Não importa se o time está bem ou mal, interessa que é Flamengo! O Flamengo é muito maior do que qualquer fase ruim!

12ª posição – "Minha mulher encheu tanto o meu saco que até fiquei em casa..." - Casou errado, amigo! Se você vive com uma mulher que torra tua paciência toda vez que você vai para o jogo, teu destino está selado: ou você vai se divorciar dela, ou do Flamengo. Paralelamente, você pode ser infeliz para sempre. Se você ainda não é casado, pense nisso, radicalmente falando, o Flamengo chegou na sua vida antes de sua pretendente. Portanto, ela tem que se adaptar ao seu amor rubro-negro e não o contrário.

11ª posição – "Não vou nada, é time misto..." - Não vai mesmo. Fica em casa! Pelo amor de Deus, fica em casa!!! Na minha singela opinião, você só quer ver o Flamengo vencendo. Se há algum risco disso não acontecer, você foge. Mas vai pra fila correndo se o Flamengo tiver ganhado os quatro últimos jogos e for enfrentar o lanterninha...

10ª posição – "Amor, você é mais importante do que tudo na minha vida" -
Fale isso e você acabou de dar um trunfo para sua namorada, esposa, noiva, etc, para ela vetar alguma ida sua ao Maraca. Exemplo: Flamengo x Olaria no Maracanã e visita da sua sogra na sua casa. Certamente, ela vai argumentar: "Ué, você não falou que eu sou mais importante do que o Flamengo, então fique em casa." Algumas mais radicais, resguardadas nessa sua frase infeliz, podem até mesmo determinar o seu afastamento total dos estádios".

9ª posição – "Vou lá pedir um autógrafo para o Everton Silva" - Everton Silva, caso você leia esse blog (acho difícil), saiba que não é nada pessoal, foi só um exemplo. Poderia ser o Adriano ou o Pet.  É que eu acho absurdo ficar babando pelos jogadores. Eles são funcionários, remunerados pelo clube, para fazer aquilo. O amor que, eventualmente, algum deles demonstre pelo clube, você demonstra todos os dias. Isso vai fazê-lo ser mais respeitado por mim, mas jamais me fará pedir autógrafo ou ficar puxando assunto com ele no aeroporto. Quase todos os meus retornos de viagem são no vôo da delegação e eu NUNCA pedi autógrafo para ninguém. Para não falar que eu nunca me dirigi a nenhum deles, já reclamei com o Imperador, pois ele estava na poltrona atrás da minha me dando joelhada direto. Minha opinião é terminativa: o grande patrimônio do clube é a torcida, então se alguém tem que pedir autógrafo para alguém, são eles que têm que pedir a mim. E um dia isso vai acabar acontecendo...

8ª posição – "Ficou difícil, acho que não dá mais" - Seja sincero, quantas vezes você falou isso esse ano? E em 2007? E em 2001? Não faz mal, o brasileiro é pessimista mesmo... só lembre que, acima de brasileiro, você é flamenguista e, nessa condição, você tem a obrigação aquiliana de ser otimista, pois você torce para um time de chegada, comprovadamente.

7ª posição – "Uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh" - Se você não entendeu, o título desse tópico são vaias. Pense bem: você sai da sua casa, gasta seu precioso tempo e dinheiro, enfrenta fila, perde tempo no trânsito, entra no estádio, para chegar lá e vaiar o time ou algum jogador específico? Quer vaiar? Tem onze caras do outro time, um juiz, dois bandeiras, em última instância tem o Eurico Miranda. Não gaste suas vaias com o seu próprio time. Não vai ajudá-lo a jogar melhor, por mais que você pense o contrário.

6ª posição – "Você é maluco de ir. Os caras estão ricos e você fica aí jogando seu dinheiro fora" -
Se vier de torcedor rival, é despeito. Mas, se o autor for rubro-negro, é uma vergonha. Pensa bem: para você ver sua novelinha em casa, você não paga luz? Ou é de graça? Para ir ao zoológico, a entrada é gratuita? Então, você gasta dinheiro para tudo e alguém lá no fim da cadeia está acumulando o seu e o dos outros. Se você se preocupar com isso, você não faz mais nada na vida. Gasto o meu dinheiro mesmo, é meu e eu trabalhei duro para ganhá-lo, logo, posso fazer com ele o que eu quiser e é isso o que eu quero fazer. Faça o mesmo com o seu sem me julgar.

5ª posição – "Até desanimei, o Adriano não vai jogar" - Partindo desse pressuposto, caso o Adriano vá para o Vasco, você muda de time, certo? Ou então, vai deixar de torcer pro Flamengo se ele voltar para a Europa? Vai começar a ir aos jogos do Milan, ou sei lá que time, para vê-lo jogar? Nunca se esqueça: no momento, ele é a estrela do time, mas o futebol é dinâmico e amanhã ele pode ter que falar que é uma honra vestir a camisa do Fluminense, que o Flamengo é passado, blá, blá, blá... já o Flamengo é eterno, nunca vai deixar de ser Flamengo e é muito maior do que o Adriano ou qualquer outro jogador.

4ª posição – "Gostei de o Vasco ser campeão, o futebol do Rio tem que se fortalecer" - Nunca diga isso!!! Você quer o futebol do Rio forte? Torça para que suba o Duque de Caxias. Para o Macaé ou o Madureira. Se Vasco, Fluminense e Botafogo estiverem bem, a gente vai tirar sarro de quem na segunda-feira? O Flamengo ganhou, mas eles também... ninguém caiu para a gente poder sacanear por um ano... que porre! Então, esquece essa história de que os outro times têm que estar fortes para valorizar as nossas conquistas. O título brasileiro desse ano foi conquistado contra os maiores times do Brasil, quer eles sejam paulistas, cariocas ou mineiros, a procedência é irrelevante. E, por exemplo, se o Fluminense se classifica para a Libertadores, a gente ia escutar até agosto: "Na Libertadores, vocês não arrumam nada, já a gente vai sempre longe". Para eles, sempre é de 30 em 30 anos, mas ainda assim me incomoda.

3ª posição – "Tem casamento da minha filha" - Essa é radical, eu sei, mas por outro lado, a tabela hoje em dia sai com grande antecedência, dezembro e janeiro quase não tem jogo, enfim, se ela realmente quer que eu a leve para o altar, que marque o seu casamento para um dia que o Flamengo não jogue. Comemoração de aniversário segue o mesmo script. Azar de quem nasceu no começo de maio ou de dezembro (finais do Estadual e do Brasileiro). Já para o evento morte, meu argumento é outro: já morreu mesmo, vai mudar se eu estiver lá velando? O único enterro que eu não posso faltar é o meu.

2ª posição – "Joguei 40 reais fora" - Relutei em colocar essa frase em segundo lugar, pois ela merecia até melhor sorte nessa lista. É seguramente a maior prova de que o autor dela só é flamenguista quando o time ganha. Pergunto: o Flamengo foi à sua casa te oferecer o ingresso? Alguém te obrigou a comprá-lo? Você estava ali ameaçado de morte? Então, não reclama!!! Na verdade, você, que deve ter passado o jogo todo vaiando e reclamando, deixou um torcedor sem ingresso, porque você acordou cedo e foi para a fila, enquanto o verdadeiro flamenguista estava trabalhando. Não importa se o Flamengo ganha ou perde, ainda assim é Flamengo!!!

1ª posição – "Depende do jogo de quarta" - É campeã!!!!!! O idiota que Quem vincula sua presença ao estádio ao resultado da partida anterior deveria ter de comparecer à delegacia ou ao hospício em todos os dias de jogo do Flamengo, só para eu não correr o risco de ver o jogo do lado dele. Veja bem: se o Flamengo perdeu o compromisso anterior, ele precisa mais ainda de você para apoiá-lo. Porque todo mundo sabe que o combustível para as vitórias do nosso time é o grito da torcida. O pior é saber que, normalmente, esse cara faz o seguinte: O Flamengo ganha na quarta, quinta de manhã, ele (que não faz nada para ninguém) vai para a fila, compra o ingresso que deveria ser meu, que vou a todos os jogos e, se bobear, eu tenho que perder uma fortuna para o cambista porque ele, que só iria ao jogo se o Flamengo ganhasse, tirou de mim o acesso àquele que seria o ROUBOU meu ingresso, subtraindo meu sagrado direito de ir ao jogo, independentemente do resultado de quarta. Aí, para coroar, se o Flamengo não ganha, ele fala: "Joguei 40 reais fora" Aí, a integridade física dele vai ficar comprometida...




De: Julio Veloso [mailto:juliolvelos


Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.