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29/07/2010 às 13h06m



Perdemos para o Inter. Nada desesperador. Estamos ainda na primeira página da tabela, local  aprazível que nos dá total condição de encostar nos líderes a qualquer momento.

Estive, como de hábito, no estádio. Ir aos jogos contra o Inter em Porto Alegre é meio como estar dentro de um universo paralelo. Um mundo melhor, pacífico, bonito, democrático. Sempre somos absurdamente bem recebidos pelos colorados. Tem um bar em frente ao estádio onde as duas torcidas se concentram muitas horas antes do jogo. Cada um com seus "mantos", cada um com seus cânticos, dividindo os mesmos copos e o mesmo churrasco.

Outra coisa boa por lá, só que isso é assim em todo lugar, é a grande quantidade de rubro-negros que se deslocam das cidades mais próximas e também das mais distantes para acompanhar a partida. Tinha por lá dessa vez uma excursão de um pessoal de Santa Catarina (se não me engano o nome da cidade é Jaraguá do Sul), que mais parecia um desfile de moda tamanha a beleza das meninas. O churrasco pré-jogo na partida contra o Avaí em outubro já está agendado.

O tempo até que deu uma trégua e a temperatura não era das piores. Quem estava por lá pelo bar também era o sempre alegre Serginho. Para quem não sabe, Serginho é o nome de um torcedor emblemático do Inter que sempre vai aos jogos com uma fantasia de gorila. A paciência do cara com as dezenas ou centenas de fotos que ele tem que tirar é louvável. Sem brigas, sem agressões, sem problema. O clima é tão pacífico que pelo bar passou um desavisado com a blusa do Botafogo e o fato só gerou risos e provocações inocentes de ambos os lados.
 
No avião de volta, cansado da viagem, já que ela começou na prática por volta de quatro da manhã, dormia como um bebê. Depois do agradável dia, já que derrotas não tiram nunca o meu humor, algo me trouxe de volta para a realidade. A comissária de bordo me tira bruscamente dos braços de Morfeu para perguntar se eu aceitava o maldito biscoitinho sem graça do avião.

Hora de voltar para a realidade. Afinal, no próximo final de semana tem Flamengo e Vasco, dia de sair de casa com a camisa do meu clube do coração escondida, dia de olhar duas vezes antes de subir no ônibus, prestar atenção em quem está subindo no coletivo durante o caminho, sair o mais rápido possível do estádio quando o jogo acabar, escolher caminhos mais longos e mais seguros para voltar ao lar, ufa... Até quando vai precisar ser assim?

CURTAS
. pra turma que gosta de resmungar de tudo, a ordem certa é a seguinte: primeiro o Leandro Amaral e o Gilberto Silva chegam. Aí a gente dá apoio incondicional, aí eles jogam uma sequência de jogos, se eles não forem bem, aí sim vocês começam a reclamar, combinado?

. sobre o mesmo assunto, o argumento de que eles já passaram dos trinta eu rebato com apenas três letras: PET. Alguma dúvida?

. parece que o jogo contra o Cruzeiro no começo de setembro será em Uberlândia. Começam oficialmente os transtornos gerados pela Copa para quem gosta de ver os jogos de perto. Já me considero um colaborador do evento já que a minha cota de sacrifício nesses quatro anos será imensa.

. até a próxima, mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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24/07/2010 às 15h57m



Vamos mais uma vez lutar para entrar no G-4. Podia ter sido na quarta contra o Avaí. Não deu. Não sei em que ano exatamente a vitória no futebol passou a valer três pontos. Quando eu era criança, acho que na adolescência também, os triunfos contabilizavam apenas dois pontos. As tabelas dos campeonatos eram bem mais estáticas.

Quando mudou  o regulamento da brincadeira, criei uma nova regra para o futebol, talvez mais fruto da imaginação que de observações práticas do cotidiano: "qualquer sequência de três vitórias pode mudar toda a história de um campeonato".

Sei lá se é assim, só sei que passei a acreditar nisso. No retorno pós-copa, se tivéssemos conseguido os três triunfos, saltaríamos de uma posição nem lá nem cá na tabela para o G4. Talvez tivesse sido a senha para a nação rubro-negra voltar a lotar as arquibancadas.

Bem, não deu, não deu. Vamos tentar outra vez. Nossos três próximos adversários são pela ordem:  Internacional, com Mais da metade do time reserva, Vasco, pressionado pela colocação incômoda na tabela, e Corinthians, no Pacaembu.

O mais difícil deve ser mesmo o jogo em São Paulo. Não que os outros dois sejam exatamente fáceis. Porém, são jogos que, pelos fatores presentes, não seria absurdo pensar em duas vitórias.

Como tudo na vida, tem que ser uma coisa de cada vez. O clima em Porto Alegre deve estar frio. Esperemos que o time do Inter também acompanhe as baixas temperaturas, com a cabeça no jogo contra o São Paulo na quarta. Esses jogos por vezes se mostram facas de dois gumes. É claro que o time titular é sempre mais complicado, porém, quando reservas decidem mostrar trabalho para o técnico é um Deus nos acuda.

Existe a possibilidade da entrada do Val Baiano. Um jogador estreando com o manto é sempre motivo de atenção. Quando é um atacante então a camisa deve pesar toneladas. Todos os olhos rubro-negros do estádio e os espalhados pelo país estarão, caso ele entre no jogo, vidrados esperando por uma atuação empolgante. Mesmo que não faça gol, é só entrar com espírito guerreiro que já ganha a simpatia de todo mundo. Pimenta no churrasco, tchê...

CURTAS
. O Muricy recusou o convite da CBF. Caramba, alguém já tinha feito isso? É o Fluminense que está em alta ou a Seleção que não tá com esse cartaz todo?
. No outro domingo, tem jogo contra o Vasco. Vamos lá Nação, já passou da hora de enchermos o estádio.
. Flamengo e Vasco.  Caso os vândalos consigam êxito em suas atitudes pra lá de idiotas vai pegar mal para o país-sede da Copa  de 2014. Temos que começar a virar esse jogo desde já. Repetindo, punição exemplar é o único remédio.
. Tomara que o jogo contra o Inter não seja outra vez de polo aquático. No brasileiro do ano passado chovia tanto que quase não teve jogo... Na verdade não teve jogo de futebol, teve aquilo lá que eu não sei que esporte seria...
. mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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22/07/2010 às 10h00m



Vamos para mais um jogo rumo ao topo da tabela. Bem, se você é rubro-negro o bastante para esmiuçar todos os setores do site e chegar até aqui, provavelmente a essa hora já sabe hora do jogo, escalação, em que lugar vai assistir e com quem. Amanhã falo sobre o resultado da peleja contra os "avaianos".

Queria tocar aqui em um último ponto sobre a viagem de domingo passado para Goiânia. Lá pelas dez e meia da noite chegamos, eu e Ricardo, ao aeroporto local. Escolados, percebemos pela movimentação que mais uma vez voltaríamos no mesmo vôo do time. Para nós, nenhuma novidade. Só na campanha do hexa deve ter acontecido uma meia dúzia de vezes.

Não gosto muito de fotos e autógrafos. Não tenho mesmo interesse. É como eu sempre digo, o Flamengo é objeto de amor de milhões de pessoas espalhadas pelo país e pelo mundo. Cada um dos  loucos tem a sua mania. Uns querem ter todas as blusas oficiais, outros fazem questão de saber na ponta da língua títulos e escalações do passado, tatuar o corpo com as cores do Flamengo, colecionar todo e qualquer objeto que esteja associado ao clube, transferir a paixão para filhos e sobrinhos, ufa... dá pra escrever até um livro sobre nossa devoção.

Sou um dos loucos também. A minha insanidade é a de querer estar em todos os estádios quando o Mais Querido entra em campo. Nem sempre dá e eu acabo perdendo em média uns três ou quatro jogos por ano. Um dia ainda vou corrigir essa falha.

Pois bem, voltando. Quando estava me dirigindo para a sala de embarque, um senhor se aproximou e disse: "Moço, dá pra você levar meu celular e tirar umas fotos dos jogadores?". Tentei argumentar que, uma vez no saguão de embarque, não teria como voltar para devolver o aparelho. Não deu certo. "Se não deixarem você passar, pode jogar o celular pelo chão mesmo", foi a resposta.

Fiquei lá dentro uns bons 10 minutos me remoendo. Tenho um outro problema com fotos e autógrafos. Até que algo abale minha saúde e minhas finanças, estarei lá nos mesmos estádios, aeroportos e rodoviárias ano após ano.  Os jogadores, esses eventualmente terão que deixar o clube, explorar outros mercados e, muitas das vezes, jogar contra o Flamengo. Prefiro me acostumar a enxergá-los como funcionários do clube apenas.

Testei o aparelho tirando uma foto da minha própria perna, meio sem querer. Lembrei de quantos amigos e amigas sempre ficam me cobrando: "pô, traz um autógrafo aí cara"; "tira umas fotos pro meu orkut seu chato". Não teve jeito. Voltei disposto a entregar o celular e dizer que não ia rolar. Faltou coragem. As funcionárias do aeroporto evitaram o arremesso do aparelho.

Atravessei aqueles cinco metros sem coragem de falar. Entreguei e recebi de volta um empolgado "valeu mesmo cara, muito obrigado", com toda sinceridade devolvi um "não tem de quê". Corri de volta antes que o rapaz verificasse as fotos.

Rimos muito da história, mas até agora não me sinto bem com o que fiz. Em uma próxima oportunidade farei diferente, juro. Vou até os jogadores, explico a maldita situação e tiro as fotos. Qualquer coisa... quase qualquer coisa... mercioquerido@hotmail.com

CURTA
VAI PRA CIMA DELES FLAMENGO...

Autor: Vida de Torcedor

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20/07/2010 às 13h12m



No ano passado, na campanha do hexa, eu e mais quatro amigos fomos aos 38 jogos do campeonato. Sem falsa modéstia, começamos a nos chamar pelo apelido de Quarteto Fantástico.  Entre nós, havia uma espécie de líder gastronômico do grupo. Com a viagem marcada, ele se encarregava de pesquisar e marcar almoços e jantares nos melhores restaurantes de cada destino. Hábito prazeroso e encarecedor de custos ao mesmo tempo.

Envolto em problemas pessoais, esse líder não está mais entre nós. Esperamos que temporariamente. Então, nossa rotina gastrônomica ficou mais ou menos dispersa e sujeita ao acaso. Descobrimos, no jogo contra o Atlético-GO, que o acaso também tem lá os seus prazeres.

Com os horários apertados, chegamos na porta do Serra Dourada apenas com o parco biscoitinho da cia. aérea em nossos estômagos. Solução do lado de fora, os tradicionais espetinhos de gato até que quebraram um galho. Havia, e porque não dizer com um requinte inesperado, frango envolto em tiras de bacon, aquele macio, estas com mais gordura que carne, até que o saldo final, ajudado por uma fome imensa, foi positivo.

Já no ambiente pós-roleta, fomos igualmente surpreendidos por uma carroça de churrasco grego. Para quem não conhece a iguaria, não tenho como explicá-la, meu português não é suficiente, peço que pesquisem nos sites de busca (fotos são indispensáveis). O pão estava ótimo, o molho absolutamente fantástico, a carne, como é hábito e característica fundamental da guloseima em questão, não era lá grande coisa.

Após o prato principal do dia, ou seja, Defesas ao Molho de Confiança servidas por Marcelo Lomba com uma boa fartura e Cobrança Perfeita Regada ao Talento que nos trouxe o chef Petkovic, degustamos os já esperados três pontos e começamos a pensar em quais quitutes poderíamos apreciar da culinária "avaiana" na próxima quarta em nosso lar, o Maracanã.

Ao deixar o estádio, uma vendedora de pamonha frita parecia pontuar com uma sobremesa digna um dia de culinária de rua tão agradável. Como nosso vôo estava marcado para meia-noite, eu e Ricardo, únicos representantes do Quarteto na aprazível Goiânia, acompanhamos amigos cariocas, o Róbson e o Felipe, a um lugar badalado da noite da capital. Não sem antes filar uma bela ducha no hotel em que estes estavam hospedados.

O local reúne um bom número de bares. Estavam abarrotados, o que foi surpresa para uma noite de domingo. De entrada,  traímos logo a alimentação rústica a que tanto nos havíamos dedicado durante todo o dia. Um escondidinho de carne-seca e uma picanha aperitiva com aipim, decoradas com requintes artísticos atordoou nossos paladares.

Tal como na parte da tarde, o prato principal não foi servido aos nossos estômagos, mas sim aos nossos espíritos. A frequência feminina no local era i-na-cre-di-tá-vel. Deusas gregas, ou melhor, goianas se espalhavam por todos os setores do local. Mais uma vez meus dotes literários me impedem de descrever a experiência a contento. Dessa vez não tem como ir em sites de busca. A única solução é você reservar vôo para o jogo contra o Goiás em setembro.

Só para dimensionar, proferimos frases do tipo: "Deus livre o Atlético-GO do rebaixamento";  "será que tem chance do Vila Nova subir?";  "da próxima vez, vou alugar uma roupa de caubói"; e a indispensável,  e agora regada ao saboroso Molho da Sinceridade": "EU AMO GOIÂNIA".

Hoje vai sem curtas, me estendi no texto por demais. Ah, a parte mais engraçada da viagem fica para o próximo texto.
mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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19/07/2010 às 10h44m



Calor, calor, calor... Ao contrário dos termômetros de boa parte do país, que têm andado mais por baixo que a popularidade do polvo vidente nas terras holandesas, o coração dos torcedores mais exaltados do nosso querido Flamengo está a ponto de derreter.

O motivo? Nossos reforços não estrearam, ainda assim, ganhamos o primeiro desafio pós-copa, e logo um clássico. Como se não bastasse, nossos três próximos adversários no campeonato são o Atlético-GO, que não vem fazendo uma boa campanha; o Avaí, e como o jogo é no Maraca, nosso raciocínio distorcido de fanático já olha e joga os três pontos na conta e por último o Inter no Beira-rio.

O leitor mais desavisado deve ter parado de ler esse texto na última linha do parágrafo anterior e a essa hora está comentando: "o retardado que escreve um blog lá no site acha que ganhar do Inter no Beira-Rio é tarefa fácil". Tchan-tchan-tchan. o fato é que o Inter estará no dia do jogo envolvido até o pescoço com partidas decisivas da Libertadores. Deve entrar com os reservas e, mesmo estes, estarão com corpos e mentes distantes, pensando em outras coisas. A gente sabe como essa competição tira o foco de tudo o mais não é mesmo?

Já estamos ali na beira do G-4. Se conseguirmos esses nove pontos não vai ter jeito, é meter o pé na porta e entrar para o clube. Feito isso, já terá mais que passado da hora da Nação dar as caras nos estádios e fazer a temperatura subir ainda mais.

Se fizermos tudo direitinho, no dia 25 no jogo contra o Inter quero aos 45 minutos do segundo tempo estar vendo o jogo no Beira-Rio, sem camisa e aos berros, termômetro nenhum vai me impedir. Água no chimarrão que a gente tá chegando...

CURTAS
. A arrumação daquelas grades que ficam nas bilheterias do Maraca, pelo menos aquela que fica mais perto do Bellini (é assim que se escreve?), no jogo contra o Botafogo, parece ter sido feita pelo Mr. Magoo. Uma curiosa confusão. Sorte que o jogo não encheu.

. Será que quando o Maraca reabrir pós-obra haverá um cardápio um pouco mais saboroso?

. Tenho que descobrir onde diabos fica Sete Lagoas, serão lá os jogos contra os mineiros.

. Deve ter sido um encalhe daqueles, mas foi muito simpática a distribuição por uma emissora de rádio de CDs com gols históricos no Flamengo. Estamos tão acostumados a não ganhar nada, que a maior parte das pessoas só estendia a mão para pegar o brinde quando era avisada da gratuidade do mesmo.

. Pra cima deles Flamengo.
. mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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15/07/2010 às 12h38m



Agora a Copa do mundo acabou de verdade. Iniesta? Sjneider? Vuvuzela? Bafana-Bafana? Chega... Confesso que fui para o Maracanã meio ressabiado. Sabe como é, um mês inteiro confortavelmente instalado nos meus pufs curtindo o mundial. Grandes jogos. Transmissões em HD, com imagens captadas por 32 câmeras. Infinitas mesas de debate nos muitos jogos.

A noite chuvosa de inverno pré-clássico remetia de forma constante a uma nostalgia pós-mudial. O imenso banner na entrada do Maracanã lembrando que em 2014 a festa será por aqui, no lugar de dar ânimo, inspirava pensamentos do tipo "minha nossa, como é possível esperar quatro anos para acontecer tudo de novo?".

Porém, ao subir a rampa, ouvir os cantos da torcida e rever os amigos habituais da arquibancada, a Copa começou a não fazer tanta falta assim. Curioso que só ao chegar na arquibancada tenha me dado conta de como tudo aquilo estava fazendo falta. E olha que estamos falando de um clássico, sim, mas um jogo esvaziado pelo clima, pela colocação incerta na tabela, pela ressaca do fim da Copa e por tantos outros motivos que andam esvaziando nossos estádios.

Rola a bola e comento com o amigo do lado: "parece até que os caras leram meu último texto no blog, comentei que quando termina o mundial nossos jogos parecem ser realizados em câmera lenta e pedi um pouco mais de correria". Uma cobrança de falta dos alvi-negros me lembrou Forlan. Um ataque mais que veloz do nosso time remetia a Ozil, Klose, Podolski e porque não dizer Cacau? A falta de gols lembrava, sem rancor por ser torcedor da Holanda, o ataque espanhol.

E então algo aconteceu. O passe do Pet driblou até os olhares. Todos esperavam o passe.  Ele saiu para quem todos previam...   por uma trajetória diferente, trajetória que só um gênio poderia escolher. Vinícius retribuiu o lançamento certeiro e colocou Paulo Sérgio em condições  de por fim a qualquer nostalgia. A Copa do Mundo acabara, finalmente, naquele exato momento.

Estamos na porta do G4. O jogo domingo é fora. Com todo respeito a equipe do Atlético-GO, precisamos dessa vitória. Tem cruzamento do pessoal que está na frente no final de semana, se não me engano entre Fluminense e Santos. Depois temos jogo no Maracanã outra vez. É contra o Avaí e não haverá desculpas para um público menor que 30 ou 35 mil. Hora da retomada e olha que nossos reforços ainda nem estão em campo.
Pra cima deles Flamengo...

CURTAS
. Já que o Maraca não fechou até agora, dá pra esperar até dezembro?  Se atrasarem as obras me chama que eu dou uma ajudinha.
. Falaram de um trem-bala entre Rio-São Paulo. Adorei a idéia. Depois informaram que a passagem vai custar umas 190 pratas (??!!). De avião é mais rápido e mais barato.
. No Ceará algum oportunista resolveu criar a figura da égua vidente, nos moldes do polvo que acertou tudo durante a Copa. Colocou uma bandeira do Corinthians e outra do Ceará para ver qual ração o bicho ia preferir. Em um primeiro momento a égua saiu correndo pro outro lado. Após muita insistência, acabou escolhendo e "palpitou" vitória do time local. Como o jogo terminou em empate sem gols, acho que tecnicamente ela acertou o primeiro palpite.
. Confirmando. Em Marcelo Lomba we trust.
. mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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13/07/2010 às 12h35m



Terminados os vôos incertos da Jabulani e o som constante e incansável das vuvuzelas, retomemos o nosso feijão com arroz. Apesar de tantos jogos de mata-mata emocionantes (o que foi aquele jogo entre Gana e Uruguai?), os nossos pontos corridos tupiniquins já estavam  fazendo falta.

Ainda meio sob a ressaca da Copa, temos logo um clássico pela frente contra o Botafogo. Ainda deve demorar umas três ou quatro rodadas para o Brasileirão concentrar a atenção de todos. O público para esse clássico não deve ser lá dos melhores. Boa oportunidade para quem tem um pouco de receio dos tumultos em clássicos. Tudo deve transcorrer tranquilamente.
Esse é o ponto a ser abordado hoje.

Dentro das quatro linhas a Copa nos deixa o bom legado do futebol ofensivo de espanhóis, holandeses, alemães e argentinos. Nos deixa também, por oposição, um legado do Dunga: não adianta cara feia e isolamento, talento e nervos no lugar são o que, na maior parte das vezes, decidem os campeonatos. Fora das quatro linhas,  a maior de todas as lições pode ser resumida em uma só expressão: CIVILIDADE.

Temos quatro anos para tentar o que parece impossível: deter os vândalos. Não que a Copa da África tenha sido a pioneira em misturar torcidas adversárias sem brigas. Na verdade essa é uma característica comum ao evento. O problema maior seria nos tornarmos exceção. Não existe fórmula mágica.

A Inglaterra já enfrentou e resolveu o problema com os temidos hooligans. PUNIÇÃO EXEMPLAR é a saída. Não vale também tapar o sol com a peneira dizendo que o público que vai aos estádios na Copa, por causa do preço dos ingressos, é um público diferenciado. E os telões espalhados por toda a cidade que atraem em sua soma um público até maior que o encontrado em alguns jogos?

Tenho certeza que um número de policiais acima da média garantirá a segurança de todos os turistas durante a Copa. Porém, não era hora de tornar segurança uma coisa comum para quem vai aos estádios? De agora até lá, os olhos do mundo estarão voltados para nosso país. Os confrontos entre gangues travestidas de torcedores correrão o mundo pela Internet, e olha que esse ano já aconteceram alguns confrontos bem vistosos em nossos estádios e em seus arredores.
Com a palavra... todos nós, 190 milhões de responsáveis por organizar o Mundial de 2014.

CURTAS
. Será que a vuvuzela vai pegar em nossos estádios? Na Europa já tem estádio com placa de proibido vuvuzela na porta.
. O que foi a imagem do técnico Joaquim (???) da Alemanha comendo meleca?
. Viagem para Goiás domingo, já estava com saudade...
. Jogadores do Campeonato Brasileiro, de todos os clubes, corram, por favor. Sempre que acaba uma Copa, parece que os nossos jogos são transmitidos em câmera lenta.
. Em Marcelo Lomba we trust...
. Sintam-se em casa todos os reforços, amamos vocês! Amamos qualquer um que entre em campo envergando o belo manto sagrado.
. mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.