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10/09/2010 às 12h37m



Perdemos mais uma e ficamos muito próximos da zona de rebaixamento. A bola, caprichosa, continua teimando em não entrar. Ora os goleiros, ora as traves, ora o escudo invisível. Tudo conspira contra. Sobre essa derrota pro São Paulo, tenho só uma coisa a declarar: é possível que tenha doído mais em mim que em qualquer outro rubro-negro. O motivo é simples. Eu não estava lá.

Cabeça de fanático classe A é assim mesmo. Em uma noite fria como a da capital paulista no dia do jogo, muitos que foram ao estádio devem ter saído repetindo aquela conhecida ladainha de torcedor: "O que eu vim fazer aqui?"; "Podia estar na minha cama"; "Bem que me avisaram".

No meu raciocínio deturpado funciona justamente pro lado oposto. Devido a algumas passageiras (tomara!) atribulações financeiras, não pude ir ao jogo em São Paulo. Fiquei lá nos meus pufs com cara de culpado e me sentindo um traidor da pátria. E olha que esse foi o primeiro jogo em território nacional que eu faltei esse ano! Ainda sim me corroí de remorso. A derrota só piorou a sensação. Não pela derrota em si, que não me abala. Foi mais pela minha ausência mesmo. Sei que é meio (meio!?) estúpido mas quando não vou e o time perde a culpa de não ter ido aumenta. Meu time entrou em campo, perdeu, e eu não estava lá para sofrer junto. Imperdoável.

Agora é alerta vermelho e preto ligado a pleno vapor. Estamos só uma posição na frente do abismo e não tem mais Maracanã. Uma sequência de jogos no Engenhão ia acabar deixando aquela bela escultura com a nossa cara. Afinal de contas, é dentro da nossa cidade. Com todo respeito ao belo Estádio da Cidadania, já jogamos lá muitas e muitas vezes e jogaremos outras, mas algo lá é de caráter não "consertável": simplesmente não é a nossa cidade.

Não sei pros jogadores, mas pra mim e muitos dos meus amigos fica a sensação de que todos os jogos são com mando de campo do adversário. Não só pelo deslocamento. É algo intangível e inexplicável. Na temporada em que jogamos no acanhado estádio da Portuguesa, na Ilha do Governador, mesmo contabilizando algumas derrotas memoráveis, estávamos mais em casa. Muitos do público presente por lá estariam no Maracanã se o mesmo não estivesse fechado. Deve ser isso...

Bem, a realidade é que no próximo sábado estaremos em campo contra o Vitória, em Volta Redonda. O fechamento do Maraca já era algo anunciado e adiado várias vezes. Não é hora de lamentar. A tabela não perdoa distrações. Torcida e time têm obrigação de passar o resto da semana repetindo mentalmente o seguinte mantra: "o mando de campo é nosso e temos que atropelar quem vier pela frente, o mando de campo é nosso e temos que atropelar quem vier pela frente, o mando de campo é nosso...".

Galera de Volta Redonda, inclusive a belíssima presença feminina que sempre há por lá, não existe no país torcedoras mais bem trajadas para um jogo de futebol. Sei que não é bem o espírito local, mas não custa nada tentar: "Berrar, gritar, urrar e transformar tudo em um imenso caos sonoro. Essa é a nossa missão". Quem sabe no domingo o post é implorando por mais e mais jogos por lá?

CURTAS
. Assistir jogo em casa deturpa minha noção de tempo e espaço. Quando acabou, enquanto bebia água, olhava para a geladeira e me perguntava: como diabos eu cheguei tão rápido aqui?

. Para a próxima semana tenho passagem comprada para voltar de Presidente Prudente, pelo andar da carruagem não vou ter como ir para lá. A volta dos que não foram.

. Nem tudo está perdido, passagens para Porto Alegre já estão ok nos dois sentidos. Falta muito para o jogo contra o Goiás. Cheiro de nada ou de uma excelente aventura: 17 horas para ir e outras 17 para voltar de ônibus. Caso ocorra, renderá dores na coluna e um ótimo post... mercioquerido@hotmail.com


Autor: Vida de Torcedor

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09/09/2010 às 15h41m



Malditos sejam Zeus, Júpiter, Netuno e todos os outros brincalhões do Olimpo. Como disse no post anterior, perder para o Cruzeiro em Minas por um gol de diferença não é problema. Ainda mais que, admitamos, tivemos uma atuação confusa e azarada. Além de nossas falhas a sorte estava do lado de lá. Tudo quanto era bate rebate, e não foram poucos, acabava nos pés dos caras.

A partida contra o Santos foi diferente. Fizemos, sim, uma boa partida. No primeiro tempo, o Marcelo Lomba nem viu a cor da bola de tanto que atacamos. Pensei que a sorte tinha virado outra vez para as nossas bandas e que o gol sairia fácil na segunda etapa. Ledo engano. Era apenas uma pegadinha dos deuses para tornar mais dramática ainda a nossa situação e a despedida do nosso velho e bom Maracanã.

Chega de racionalizar e ser sensato. Chega de treinar conclusões até a exaustão. Silas, não precisa queimar os neurônio procurando soluções. É hora de ser tribal e voltar aos comportamentos mais elementares do ser humano: Imolar gado é a solução.

Não tem mais nada com lógica e sensatez. Os deuses, vá saber porque, voltaram sua ira contra o Flamengo. A bola não entra de jeito nenhum. Nem fazendo tudo certo a desgraçada balança as redes adversárias. O problema é com esses caras não dá pra comprar briga. Se alguém está acompanhando a ótima série Spartacus, exibida pelo canal da Globosat, sabe do que estou falando.

Já que o Maracanã fechou mesmo e vai ser praticamente demolido, vamos pedir autorização pra Suderj e oferecer um sacrifício aos deuses no meio do gramado. A minha sugestão são, digamos... 100 cabeças de gado. Do jeito que a maré de azar anda é melhor exagerar logo pra garantir. Pode ser até que os caras lá de cima estejam querendo cobrar uma dívida do ano passado. Ganhamos o título com uma arrancada brilhante na reta final, mas a derrapada maluca do Palmeiras, que estava com o título praticamente nas mãos, foi pra lá de esquisita.

A gente faz o sacrifício. Se uma semana depois as coisas continuarem na mesma, aí é hora de apelar outra vez. Em Spartacus tudo se resolve facilmente. Não chove há meses?  Sem problemas, manda uma meia dúzia de gladiadores pra  lutar na Arena que a água cai aos borbotões. Como centenas e centenas de anos depois, até hoje tem um pessoal maluco que acha que diferenças têm necessariamente que ser resolvidas na pancadaria, resolvemos dois problemas de uma vez só.

Chamamos os brigões pro Maracanã e deixamos os caras a vontade para fazer o que sabem de melhor. Eles fazem isso nas ruas mesmo, colocando nossa saúde em risco. Pelo menos estarão em um ambiente controlado e cheio de pedras e pedaços de ferro e pau por causa da obra.

Por falar em sacrifícios, sábado tem jogo em Volta Redonda. Agora todo jogo é fora. Você aí com o raio na mão. Isso, você! Como é seu nome mesmo?  Zeus? Será que jogar todo jogo fora do Rio não vale como oferenda não?

CURTAS
. Lastimável o comportamento de alguns torcedores ao final do jogo contra o Santos. Muitos começaram a depredar as cadeiras para levar como souvenir para casa. Não é exatamente um manual de bom comportamento para a Copa.

. Até que, fora o placar em zero a zero, o Maracanã teve uma despedida bacana com a torcida fazendo uma bela festa nas arquibancadas.

. Ao final do jogo, muita gente retardou um pouco mais o momento da despedida simplesmente ficando por ali. Eu fui um deles. Da próxima vez que subir aquela rampa com meu filho, este já será um adulto.

. Fizemos questão do pacote completo. Chegamos bem cedo ao estádio, fomos para o bar próximo que concentra mais rubro-negros, entramos bem antes do jogo. Nostalgia reforçada pelo entardecer cinzento do Rio de Janeiro.

. Até breve Maraca... mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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03/09/2010 às 14h52m



Não tinha mais ingresso para o nosso setor quando o Ricardo foi comprar pela manhã. Solução foi comprar para o local reservado para a torcida do Cruzeiro. Não só nós tivemos a idéia. Apesar dos pouco mais de 4.000 ingressos destinados aos rubro-negros, como era de se esperar, metade do estádio era nossa.

O jogo começa e percebi que a sensação de estar sonhando ainda não fora embora. Lá na frente, como já acontece há alguns jogos, a bola teima em não entrar. O campo de força invisível que nossos adversários compraram continua ativado na pequena área alheia. Novidade foi que dessa vez as coisas pareciam confusas também na nossa área. Bate, rebate, bate, rebate. A bola cruzeirense quica e se debate pra lá e pra cá um sem número de vezes perto do nosso gol. Uma hora ela vai acabar entran... entrou. Gol do Cruzeiro.

O tempo avança e o placar continua inalterado. Perdemos outra. Nada fora do comum perder por um gol para o Cruzeiro em Minas. O ruim foi que dessa vez começamos a olhar mais para a parte debaixo da tabela que para o G4. Pelo menos até domingo, quando venceremos o Santos e despertaremos desse breve sonho ruim.

Ao final do jogo os acontecimentos esquisitos se sucedem, como que para corroborar que a nossa posição na tabela,  no ano em que estamos defendendo o título, é apenas um  dispensável início de pesadelo.

Zé  Paulo puxa uma nota de dois e compra um churros. Ricardo puxa uma nota de dois e compra um churros. Saco duas notas de dois da carteira e peço um pra mim e outro para o meu filho. Resposta do rapaz do carrinho: "Dois por cinco". Viro com o semblante contraído para meus amigos e pergunto: "Quanto vocês pagaram?". Confirmam o valor de dois reais e eu insisto esticando as duas notas azuis na direção do vendedor de churros. Já com uma certa irritação ele rebate: "Dois por cinco". Desisti sem entender muito o que aconteceu. O problema não era o preço. Lá fora acabei comprando um outro por R$ 3,00.

Nem tudo foi pesadelo. Em uma lanchonete próxima ao estádio, nossos paladares foram brindados com uma iguaria dos deuses disfarçada em um simples sanduíche Bauru. Barato, farto até não poder mais, extremamente bem temperado. Igualmente fartos e saborosos foram os 20 bolinhos de camarão com que se refastelou meu filho Sorinzinho.

Aeroporto humilde o de Uberlândia. Bancos muito  confortáveis. Melhor noite dormida em banco de aeroporto. Em muitos deles o chão acaba sendo a melhor opção. Nosso vôo estava marcado para seis da manhã. Descemos do táxi por volta de duas e meia e fomos questionados por um rapaz que estava, aparentemente, aguardando o embarque do time: "Vocês são jogadores de bola?". A construção meio esquisita da frase continua trazendo a impressão de que tudo faz parte de um sonho. Ao ouvir a nossa negativa o rapaz se afasta e volta para o seu local de espera.

Cinco horas.  O celular desperta avisando que é hora de fazer check in.  A fila cheia apressa as ações. "Filho, vou fazer check in". "F....-se" foi a resposta. Então ainda era o maldito sonho. Costumeiramente dócil e educado, o garoto não lembrou tempos depois porque acordara cuspindo marimbondos daquele jeito. Pediu desculpas e eu disse que não precisava.

Tudo. O motor quebrado, o táxi que nunca chega, o portão 10 que não aparece, o churros "1 por 2 e 2 por 5", o bauru do Olimpo, agressividade gratuita, tudo parece ter feito parte de uma ruptura temporal.

Nossa colocação na tabela também. O domingo próximo chegará contando toda a verdade. O domingo próximo nos colocará outra vez no trilho da realidade que nos conduzirá para a parte de cima, onde é o nosso lugar. Gostaria que a parte do fechamento do Maracanã permanecesse no limbo dos sonhos. Gostaria que o jogo contra o Vitória não fosse em Volta Redonda.

Na verdade gostaria de ainda em vida participar do mesmo tipo de realidade mágica que vive a torcida do Corinthians. Um estádio só nosso. Todo pintado de preto e vermelho. Milhares de bandeiras tremulando em um sem fim de mastros. Sessenta mil rubro-negros urrando de felicidade por estar em casa. Quem sabe um dia?...

Autor: Vida de Torcedor

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02/09/2010 às 22h49m



No nosso particular mundo das viagens é assim. Algumas duram dois três dias e não deixam marcas relevantes na memória. Algumas não contabilizam 24 horas e ficam marcadas para sempre. Uberlândia foi uma dessas. Tudo pareceu esquisito. Vinte e duas horas que pareceram constituídas pelo tênue material que tece os sonhos e pesadelos.

A começar pelo horário do vôo. Jogo dez da noite bem longe. Avião marcado para decolar perto das cinco. Tem jogo as dez no Maracanã que por volta das cinco já estou nos preparativos para sair de casa. Dessa vez, motivado pelos compromissos profissionais do Zé Paulo, topei deixar o Galeão em um vôo que ainda teria uma troca de aeronave em São Paulo no horário já citado.

Horário apertado. Se alguma coisa pode dar errado, essa coisa vai dar errado. Quando já estávamos no segundo avião e com sinais de apertar cintos já acesos, o aviso  inédito. Os motores são desligados e a voz do comandante informa pelos alto-falantes que havia um problema no motor (??!!) e que o mesmo em breve seria reparado para prosseguirmos com a decolagem (??!!). Ficamos nos perguntando como é que um reparo no motor de um avião é testado no pós-conserto. Se o troço não ficasse lá  muito a contento seria percebido há quantos mil pés de altura?

Ainda assim, duvidosos da nossa segurança, torcemos para que não fosse necessário uma troca de aeronave. Se fosse o caso, não conseguiríamos chegar no estádio dez da noite em nenhuma hipótese. No final das contas fizeram lá o tal remendo e decolamos. Perto do fim do vôo, um senhor com cara de contador sentado em um local próximo ao nosso comentou com seu acompanhante: "Olha rapaz, o que tem de flamenguista em Uberlândia !!   A gente já andou matando alguns mas ainda tem um bocado!!". Até que a piada foi boa e pôs um fecho de ouro no nosso conturbado vôo.

Desce do avião. Manda mensagem para os amigos impacientes que nos aguardam do lado de fora do estádio  com nossos ingressos. Corre pelo saguão. Erra a porta da saída. Procura um táxi. Encontra. Faz sinal e entra. "Toca pro estádio". Como não podia deixar de ser, percebendo nosso desconhecimento da região, taxista escolhe um caminho um pouco mais longo para faturar uns dois ou três reais a mais. Não se sabe o que corre mais veloz, o taxímetro ou o relógio. Alguns retornos mal explicados depois, porta do Parque do Sabiá. O Ricardo nos aguarda no Portão 10. Pra que lado isso fica? Descemos em frente ao cinco. Sebo nas canelas. Passamos pelo portão 6. Logo depois outra placa diz que é o cinco de novo. E agora?  Corre no outro sentido refazendo o caminho. As numerações não ajudam em nada. Seis, cinco, oito, treze, é um pesadelo. Corre junto ao muro do estádio para encurtar a circunferência. Lógica refutada pela arquitetura do local. Esbarramos em uma pequena mas ameaçadora ribanceira. Recua um pouco e faz a volta por longe do muro. Surge, sem nenhuma lógica numérica, a porta do paraíso. P O R T Ã O  10.  Abaixo da placa, Ricardo com um sorriso e nossos ingressos na mão. Deu tempo, Vamos ao jogo...

CONTINUA...

Autor: Vida de Torcedor

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01/09/2010 às 11h03m



Para quem não lembra, o título deste post é aquele dado por um garotinho sem camisa na vinheta de abertura de cada jogo da Copa do Mundo da África do Sul. Não sei bem se é assim que se escreve, mas como duvido muito que você entenda de línguas africanas, tá valendo.

O significado do grito é algo do tipo "vai começar". Isso aí, eu sei mesmo, aprendi nas centenas de horas passadas em frente ao televisor no período da Copa. Pois bem. Nesta quarta me considero oficialmente um colaborador da Copa do Mundo de 2014. Por causa do início das obras no Mineirão, o jogo contra o Cruzeiro será disputado em Uberlândia.

Em Belo Horizonte, seria mamão com açucar. Pegar o ônibus na rodoviária, dormir, acordar em BH, ver o jogo, voltar para a rodoviária, dormir outra vez, chegar ao Rio. Já Uberlândia será outra história. Tem que ir de avião, o que torna o "dormir" um ligeiro cochilo, interrompido pelos malditos biscoitinhos ofertados pela comissária de bordo. E pra voltar... vôo só seis horas da matina. Nesse caso, o "dormir" se resume a chão duro do aeroporto.

Estou ou não estou fazendo a minha parte? Muitas outras pedreiras estarão no caminho até 2014. Muitos lugares e estádios novos para conhecer e tornar habituais com o tempo. Vale a pena. Dá um tom mais aventureiro ainda nas viagens. Não li nada a respeito e não sei se já está decidido, mas se eu for poupado de ter que viajar para ver os jogos nos quais teremos mando de campo, já seria uma grande coisa. Por isso, torço pelo Engenhão. Na verdade, acho que poderíamos jogar até em São Januário algumas vezes, não seria novidade nenhuma, já que atuamos lá em outras obras do Maracanã.

Desse último comentário, sei que vou receber algumas pedradas. Não me importo. Torno a dizer que não considero nenhum dos nossos adversários inimigos mortais. Na verdade, tenho mais afinidade com tricolores e alvinegros frequentadores assíduos dos estádios do que com rubro-negros que não cultivam esse hábito. Estou errado?  Exceto os brigões inconvenientes, não é absurdo dizer que somos todos de uma mesma "tribo".

Não vai aqui nenhuma crítica aos milhões de torcedores que preferem viver as emoções pela TV. Faz parte do espetáculo. Na verdade, se não fossem as transmissões televisivas trazendo a maior parte da receita, acho que o futebol seria até extinto do mapa. Para voltar ao tema, o que seria uma Copa do Mundo sem TV?

Além do início das viagens geradas pela Copa 2014, temos um outro início hoje. Silas, boa sorte do fundo dos corações de milhões de rubro-negros. Com as palavras você começou muito bem. Chegou falando em mandar o time pro ataque e em títulos. O jeitão de técnico parceiro dos jogadores também é muito a nossa cara. Cara de Flamengo e de Rio de Janeiro. ENAKO...

CURTAS
. O centenário Corinthians rindo a toa com o aniversário e com a construção de um estádio para sediar seus jogos e, provavelmente, alguns da Copa do Mundo.

. Domingo tem despedida do nosso velho e bom Maraca. Agora parece que é pra valer. Vai fazer muita falta. Muita mesmo.

. As curtas de hoje fazem jus ao nome e são curtas mesmo. O chão do aeroporto nos aguarda... mercioquerido@hotmail.com

Autor: Vida de Torcedor

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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.