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28/01/2011 às 17h52m



Domingo é dia de clássico no Engenhão. Clássico dos milhões que agora mudou de endereço. Mudou-se de mala e cuia do velho e bom Maraca para o Engenhão. De vez, até sei lá quando.

Neste estadual reme-reme, tudo que nós torcedores podemos aguardar é um clássico para espantar o sono. Passei anos reclamando de quem fazia a tabela. Perguntando se o responsável pela mesma não tinha percebido ainda que marcar os clássicos na última rodada de cada turno era uma péssima idéia. Geralmente os dois grandes já estavam classificados para as semifinais e entravam em campo com times reservas e sem estímulo algum.

De tanto outro monte de gente reclamar, resolveram marcar os clássicos ali, pelo meio do turno, quando as coisas ainda não estão definidas. Aí acontece ISSO. Não quero e nem vou me estender muito no significado de "ISSO". Meus seletos e espertos leitores já devem ter percebido sobre o que estou falando.

No caso, ISSO até poderia gerar uma falta de interesse pelo jogo. Pelo jeito, vamos ter que bancar essa sozinhos.  Mesmo que a grande expectativa da Nação gire em torno da estréia do Ronaldinho contra o Nova Iguaçu, no dia 2. Aliás, foi até bom deixarem a estréia pro outro jogo. A lógica até indicaria um clássico para dar início aos trabalhos de R10 com o manto sagrado. Só que aí, não seria uma festa com o estádio só com as nossas cores e menos rubro-negros iam ter a possibilidade de ver ao vivo a tão aguardada estréia.

A decisão passou a ser mais sábia movida pelas mãos do acaso. Já que com o acontecimento de ISSO, só a metade do estádio ficará lotada.

Prometi não me estender, mas não tem jeito. Sou só eu ou alguém aí também acha ISSO muito preocupante?  Não faz muito o meu feitio, mas quem defende os Estaduais sempre usa como argumento as rivalidades regionais. O velho blá, blá, blá, de que o torcedor gosta mesmo é de ironizar o colega do colégio, do trabalho, etc. Se essa era a defesa, ISSO, pelo menos nesse ano, jogou tudo por água abaixo.

Eu estava na Gávea na quarta quando a Internet começou a anunciar por todos os meios possíveis que com o segundo gol do Boavista, ISSO realmente estava acontecendo e que os dois ISSOS anteriores não tinham sido obra do acaso. Na hora fiquei até meio desconfiado do que estava vendo. Com a confirmação algum tempo depois, pensei em ligar para alguns dos muitos amigos que tenho no, digamos, outro lado. Cheguei mesmo a discar e antes que a ligação completasse, antes até mesmo de dar tempo de o meu nome aparecer no celular do outro lado, apertei a tecla cancelando tudo.

Eu ia perguntar o que? E aí tudo bem?  

Um desses meus amigos sempre exalta a minha humildade nessas questões. Quando o Vasco teve a infelicidade de ser rebaixado, cheguei ao nosso tradicional boteco de todas as quintas, abracei cada um deles repetindo a mesma coisa: "Sinto muito. Só não abandona o time. Vai passar". Tenho orgulho de ter essa boa imagem. Deixa o meu fanatismo em tons mais suaves. Menos loucos.

Confesso que não sei muito o que vou dizer na próxima quinta. Se é que vou ter coragem de dar as caras. ISSO é muito grave. Que eu me lembre ISSO nunca deve ter acontecido antes nos fracos campeonatos Estaduais. Estou me referindo aqui aos três ISSOS consecutivos e inquestionáveis.

Bem, é assustador, mas não temos nada com ISSO. Vamos lotar nosso lado domingo para continuar com os 100% de aproveitamento e fazer um ensaio geral para a grande festa de quarta-feira. Essa sim, só nossa e com o Engenhão todo pintado nas cores mais bonitas do planeta.

CURTAS

. A segunda parte do relato das aventuras em Macaé fica para segunda ou terça. Ia ser na sexta, mas como entraram as imagens da viagem...

. Aliás, perdão pela qualidade. Prometo que vou melhorar os takes na próxima gravação. Ia ser na próxima viagem, mas com a estréia de quarta, acho que vale uma local da grande festa que vamos fazer.

. Uma pena que não filmei a parte mais patética da viagem. Essa vai chegar até vocês por meios tradicionais mesmo.

. Se alguém tem alguma sugestão sobre o que seria legal mostrar, podem se sentir a vontade para falar.

. E esse calor hein?

. mercioquerido@hotmail.com  

. twitter com Flamengo e outros assuntos: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

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27/01/2011 às 18h06m - Atualizado 27/01/2011 às 18h13m
































Autor: Vida de Torcedor

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27/01/2011 às 10h03m



O mundo das viagens é regido pela teoria do caos. Quem não souber que teoria é essa, o modo mais simples é assistir/rever o primeiro Parque dos Dinossauros. A mesma é muito bem explicada pelo matemático chamado para ser um dos cobaias de uma primeira exibição dos monstrengos.

Já disse por aqui em algum texto do ano passado que não há rotina nessa vida de fanático viajante. Muitas vezes você vai daqui até o Nordeste, volta, e segue sua semana sem nem lembrar que foi tão longe para ver um jogo. Vai e volta de Porto Alegre como se tivesse dado um pulo no shopping mais próximo.

Porém, quando você menos espera, é pego pelo redemoinho do acaso e arrastado pro odiado e ao mesmo tempo amado mar chamado Perrengue. A viagem para Macaé foi bem isso. Um caos do início ao fim. Não estou reclamando. Faríamos tudo amanhã outra vez se fosse preciso. Mas que é de ficar abismado, lá isso é.

A trupe partiu cada um de um lugar para essa viagem. Posto que jogo no meio de semana é assim mesmo. Cada um dá o seu jeito como pode e nos encontramos dentro do estádio no fim da jornada. No meu bloco, fomos seis mais o motorista da van.

O calor insuportável já prenunciava uma viagem cansativa por si só. Dentro do carro parecia que o opcional de fábrica tinha sido um potente aquecedor, colocado caprichosamente onde deveria ser instalado um dócil e reconfortante ar-condicionado.

Na maior parte das vezes, nosso motorista é um simpático tricolor que tem um pé revestido do mais puro chumbo e voa pelas estradas. O troço fica tão veloz que já prometi nunca mais fazer viagens até São Paulo ou Minas com o mesmo. Uma questão de probabilidade. Quanto menor o percurso, menor o risco. Desta feita, um imprevisto ocorreu e ele mandou um substituto. Já conhecemos o cara, que é igualmente gente boa. O único problema é que marcamos três e meia contando que quem ia pilotar era Leandro-pé-de-chumbo-Mansel. Soubéssemos nós que o líder seria um ser normal como todos nós, teríamos agendado para as duas.

Como tudo começa a jogar contra nessas horas, a Ponte Rio-Niterói estava mais engarrafada que o habitual para o horário. Após a Ponte, todos os caminhões do mundo resolveram entrar na nossa frente daqui até Macaé.

Para completar, o motorista não sabia chegar lá. Pra completar mais ainda, ninguém sabia. Para arrematar de vez a tragédia, pediram a minha opinião. Quando isso aconteceu, percebi que assistir o jogo seria improvável.

Um dos caras que já estava lá em Macaé nos esperando começou a surtar já que seu ingresso estava com a gente. Ligava, ligava e ligava. Ora pro Zé Paulo, ora pro Paulinho, ora pra Otília, ora sabe-se lá como, pra todo mundo ao mesmo tempo. Isso só fez aumentar a tensão de todos. O calor acabou por fundir os miolos da única mulher dentro da van.

Comentei banalmente que, como Sorinzinho tinha pela primeira vez atravessado a Baía de Guanabara sozinho para me encontrar no Rio, e como ele mora comigo, meu "coração de mãe" tinha ficado meio apertado no peito. Pelos anos de convivência, jamais pensei que a Otília me achasse um cara durão. O que sei é que ela achou graça naquele troço de coração de mãe batendo no meu peito e danou a rir, grunhir e falar frases que ninguém entendia. A crise de riso demorou mais que o normal para acabar, movidos pela preocupação com o horário, acredito eu, todo mundo danou a rir ao mesmo tempo, inclusive eu. O calor vencera a batalha, o circo de loucos estava armado.

Ao entrar em Macaé, fizemos um monte de falta de educação com os transeuntes que não conseguiam nos explicar como chegar ao estádio. A pior foi com um senhor que parou, pensou, balbuciou e, quando teve um lampejo nos olhos de que iria falar, ficou para trás com a arrancada do carro a ressoar nos ouvidos. Não foi por maldade. Faltava então menos de meia hora para o jogo. Não podíamos perder tempo.

A pressa, o Marcelo ligando de 15 em 15 segundos, o calor, tudo parecia correr lento, inclusive as tentativas frustradas dos locais em explicar algo, já que cortávamos as repostas no meio com mais perguntas.

Nunca vou entender duas coisas sobre essa viagem: como chegamos a tempo, uns sete minutos antes da partida, e como o nível de tumulto para entrar no estádio tão em cima da hora foi zero. Juro, sem exageros, chegar até a entrada e passar da roleta não demorou, e estou puxando pra cima, mais que dez segundos. Impressionante.

Entramos. Antes de nos posicionarmos, um valentão-de-torcida-organizada quis agredir alguns de nós. O motivo? Sei lá?  Ele estava lá com sua bandeira, abaixei tentando falar com alguém da nossa trupe que estava atrás da mesma, ele se irritou e começou a gritar impropérios. Minha reação foi estática e perplexa até um policial chegar e empurrar o valentão, não sem antes sentar o sarrafo no mesmo. Gargalhei e segui meu caminho. Vá entender esses caras.

Continua...

CURTAS

. Curtas??? Tenham dó de mim. Levanto 5 da matina para trabalhar e enquanto escrevo essa linha já estão faltando apenas 5 minutinhos para as três.

. Mercioquerido@hotmail.com

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26/01/2011 às 11h02m



Simbólica a vitória dos meninos na Copinha. Uma vitória que simboliza o tempo por todos os ângulos. Começamos cedo a tornar realidade o 2011 que sonhamos desde que Luxemburgo, e com ele novos ares, assumiu o time, em 2010.

Ainda é janeiro e a nação já pôde, de maneira um tanto quanto precoce, fazer ecoar o grito de campeão em um estádio. E olha que com essa ninguém contava. Não que ninguém contasse que poderíamos vencer a Taça São Paulo, só não lembrávamos dela quando ficávamos projetando as conquistas para 2011.

Mas ela veio. E não veio simplesmente. Veio com a nossa cara. Nem falo de nossa cara quando vemos que quem marcou o gol derradeiro, o do título, foi um garoto conhecido por Negueba. Jeito e nome que se encaixam bem no clube mais popular do país. Nossa cara foi um estádio lotado em uma competição fadada a ver suas partidas serem mais testemunhadas que torcidas de verdade.

Nossa cara mesmo, porque o estádio era em São Paulo e ainda assim estava lotado. Mostrando pra todo mundo que o Flamengo não é da Gávea, o Flamengo nem tão pouco é do Rio. Rio e Gávea apenas formam o nosso endereço. O Flamengo, por mais que a turma do arco-íris deboche nervosamente pra tentar esconder a realidade, é do Brasil.

Começamos cedo porque, ironia do destino, até o jogo foi cedo. Horário pra lá de atípico para um jogo de futebol, ainda mais se tratando de um jogo decisivo. Terça-feira é ainda só o começo da semana. Dez horas é ainda só o começo do dia.

Começamos cedo porque o primeiro título do ano nos foi entregue por uma turma de moleques. Começamos cedo porque ainda que novos, estão sendo constantemente monitorados pelo General Luxa. Quase uma certeza de que cedo também acabarão chegando a curto e médio prazo na equipe principal.

E justamente porque começamos cedo a responsabilidade aumenta na mesma proporção. Pode perguntar pra qualquer rubro-negro com um mínimo de envolvimento. Estamos, como há muito não se via, esperando um ano não só vitorioso como histórico. E já que é pra ser histórico, não deu nem pra esperar as coisas esquentarem em campo para o time profissional. Cedo contratamos Ronaldinho. Dita pela FIFA, a maior contratação do futebol nos últimos tempos. Cedo convertemos logo o Thiago Neves ao "flamenguismo".

Entramos cedo também com velocidade máxima no Campeonato Carioca. No passado recente, estendemos as temporadas de treinamento até um pouco depois da estréia para preparar melhor o time. Em 2011 botamos logo o melhor que se podia em campo nas primeiras rodadas, como se pretendêssemos garantir logo vaga nas finais da Taça Guanabara para antecipar os festejos.

Somos uma Nação só de risos nesse começo de ano. Começamos muito cedo a esgotar ingressos para jogos que, a bem da verdade, não iriam atrair tanta gente em um ano normal. É que esse não é mesmo pra ser um ano normal. Não foi de propósito, é claro, mas não ter conquistado títulos em 2010 fica parecendo uma licença poética para emoldurar e dar um destaque maior para 2011.

E a gente lá se importa que o Rei Momo só chega em março?  E a gente lá se importa que o jogo contra o Americano hoje a noite é em Macaé?  E a gente se importa com as estatísticas frias e, porque não dizer corretas, que mostram o Estadual como um campeonato deficitário?  Não! Em 2011, a gente não está nem aí. O belo e rancoroso arco-íris vai ter que aturar. A gente está mais é querendo botar nosso bloco na rua já. Antecipar o nosso Carnaval.

- Não é muito cedo pra isso? - questionarão os que torcem contra, com aquele riso entre debochado e nervoso nos lábios.

Ficarão sem resposta. Nós não conseguimos nem ouvir a pergunta. Já estamos rindo e sambando. O motivo? SOMOS TODOS FLAMENGO. E isso nos basta.

CURTAS

. Ricardo, mais conhecido como Bolinha, grande irmão rubro-negro lá do Nordeste, saiu com uma das boas após ler o texto de ontem. Disse que o arco-íris está com TPM. Tensão Pré-Mengão.

. Será que agora vão rolar finalmente as filmagens da viagem?  Se não rolar, vocês podiam fazer o favor de me dirigir alguns impropérios quando eu passar na arquibancada?  Serão merecidos.

. Oba!!!! Dia de sair cedo do trampo para ir pro jogo!!!

. Estamos muito requintados, não é mesmo?  Apesar de sermos taxados de favelados, como bem lembrou Raimundo Martins lá de Brasília, temos um time com as grifes Luxemburgo e R10.

. Com o destaque de ontem na Home do site, acabei recebendo e-mails de muitos lugares do país, provando que somos mesmo uma nação. Aí fica complicado citar todo mundo. Então aí vai um abraço pra galera toda. Respondi todos os e-mails. Um abração, sintam-se representados no forte abraço para  Flávio Jesus lá do Espírito Santo.

. Queria lembrar mais uma vez que o meu twitter não é só para falar do Mais Querido, uso para comentar qualquer outra coisa que vem na mente. Só para ninguém dar unfollow depois. De qualquer forma, nas viagens o assunto é só esse mesmo. Hoje, por exemplo, de 14:30 até pisar em casa no retorno, só comentários sobre as nossas "aventuras".

.  mercioquerido@hotmail.com      twitter: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

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25/01/2011 às 09h43m - Atualizado 25/01/2011 às 10h00m



Tudo bem que venho pressentindo um 2011 bem bacana já desde o fim do Brasileirão do ano passado. Tudo bem que minha opinião é suspeita e não deve ser levada em conta. Mas, descontando a falta de isenção desse fanático que vos fala...  Que começo de temporada é esse?

Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho, pré-temporada de alto nível, começo de carioca sem tomar ciência dos adversários mesmo sem as estréias dos reforços, incontáveis opções para as bolas paradas e, se não bastasse, a gurizada arrebentando na Copinha, o que só pode significar ainda mais melhorias no elenco a médio e longo prazos.

Realmente a turma do arco-íris não deve estar gostando nada do começo das brincadeiras.

Dia desses estava em um bar com amigos e a TV passava um jogo do Fluminense. Em uma mesa próxima um senhor berrava a plenos pulmões, ordenando que todos parassem de atrapalhar a sua visão. "Sai da frente, sai da frente deixa eu ver o campeão jogando. Nenseeeeee....". Eu e meus companheiros de mesa nos olhamos com um certo constrangimento. Afinal de contas era só a estréia do Carioca. Comentei naquele momento que o coração do animado cidadão ao lado corria risco de pifar logo na primeira fase da Libertadores se aquela euforia toda fosse sincera.

Acabado o jogo, o senhor comentou com a mulher que o acompanhava: "Vamos ganhar tudo esse ano... Bem, o Carioca pode ficar com o Botafogo que eu não estou nem aí, contanto que o Flamengo não ganhe, por mim tudo bem".

Os caras acabaram de ganhar um Brasileiro. Não estou levando em conta aqui se eles tinham ou não o direito de disputar o mesmo sem passar pela série B, mas, agora que a regra já foi burlada mesmo, fazer o que?  Enfim, jura que a maior preocupação da vida do animado cidadão é o Flamengo não ganhar o Estadual? Mesmo em ano de Libertadores?

A turma da cruz de malta também deve andar com o cabelo de pé com a proximidade do Clássico dos Milhões no dia 30. Nem acho que somos favoritos, mesmo o Vasco tendo perdido nas duas primeiras rodadas de forma inesperada. É bordão. É batido. É verdade. Clássico é clássico, tudo pode acontecer. Ainda mais que os caras do lado de lá sabem que, mesmo se perderem na terceira rodada, uma vitória sobre nossa equipe cura todas as feridas e ameniza a revolta da torcida. Por outro lado, mesmo se a colocação na tabela não fosse das piores, perder pra gente é um prato que não é muito bem digerido por aquelas bandas.

O problema maior do lado de lá, estou falando só da torcida, é que eles já devem ter notado nossa felicidade com a equipe. Com isso, provavelmente seremos maioria absoluta no clássico. Essa turma do arco-íris não suporta nossa felicidade. Aqui não é opinião de fanático não. É fato. Dia que o Flamengo perde pra eles é feriado santo. Todo mundo compra jornal e quer saber todos os detalhes. Como alguém disse um dia: "pobre dessa gente que torce contra. Eles almoçam, jantam e dormem pensando no Flamengo".

Já do pessoal do Botafogo eu prefiro não comentar. Os comentários que fiz são baseados na convivência com amigos tricolores e vascaínos. Não é deboche não, mas eu não tenho nenhum conhecido que torce pro Botafogo. Até tenho alguns que se proclamam botafoguenses, mas não o suficiente para que eu possa tecer comentários embasados. Curioso isso...

CURTAS

. Caravana da coragem já preparada para o primeiro evento um pouco mais distante do ano. Quarta, três e meia da tarde, partimos do Norte Shopping em direção a Macaé. Novidade para todos os integrantes. Pelo que pude perceber ao telefone, viagem inédita também para o motorista tricolor da van que alugamos, será ele "o sabotador"?

. Estamos com boas expectativas. Não gostamos muito de ir para Volta Redonda. Estamos apostando em uma empatia com o nosso novo lar off Rio. Espero que renda boas histórias para colocar aqui.

. Esse ano não vai ter jeito, o Flamengo vai atrapalhar minha tarde de sábado no Carnaval. Pior para meus amigos que vão ter que me aturar chegando fantasiado para o jogo. Adereços são segredo de estado, mas garanto que não são nada discretos.

.  Adoro carnaval. Gostaria muito de ter discernimento e gazetear esse jogo. Meu coração não deixa. Fantasiado, alcoolizado e disperso. Presente de qualquer forma, é isso que importa.

.mercioquerido@hotmail.com     twitter: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

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24/01/2011 às 12h40m



Sssssshhhhhhh........

Balde de água fria rubro-negro exorciza o diabo dentro do caldeirão do próprio. Como previ por aqui, o calor lá pelas bandas de Édson Passos estava de rachar o cérebro. Aos cinco do primeiro tempo eu já estava doido pra acabar o jogo. Cheguei até a comentar com o Zé Paulo e com a Thaísa (por menos que admita, uma recém convertida ao "Flamenguismo", nem que seja temporariamente) que podiam criar uma regra para o Estadual, adaptada do futebol de rua para agilizar o negócio: 90 minutos ou 2 gols. Se rolasse, o tempo de exposição ao sol inclemente teria sido bastante abreviado no último final de semana.

Na entrada, minha meia dúzia de seguidores do twitter pôde acompanhar, os tumultos costumeiros do estádio local. Uma fila curta com menos de 15 pessoas ficava completamente parada sob o sol. O motivo era que a moça da bilheteria disse que tinha acabado a meia-entrada. O desafortunado que seria o próximo a usufruir da vantagem do tal desconto se recusou a aceitar, empacando assim o andar das coisas.

Lá é sempre tumultuado. Logo em seguida, uma "autoridade" não uniformizada e truculenta chegou para resolver o problema. Berrou, vociferou, tratou todo mundo mal e, resolver o troço que é bom, nada.  Quando chegou nossa vez de comprar os ingressos, tchan, tchan, tchan...  A bilheteira fecha o guichê e diz que acabaram os seus ingressos. Caso estivesse sozinho, seria o caso de já me encaminhar, ainda na segunda rodada, para uma precoce negociação com cambistas asquerosos, raça abundante no local.

Porém, como nosso mais novo reforço, Thaísa, a mulher-passaporte, é mais de lutar pelos seus direitos, convenceu o segurança a deixar com que entrasse na fila ao lado pela frente. Como a mesma tem, digamos, muitos atrativos físicos e jeitão de quem vai esmurrar se alguém burlar as regras com ela, na confusão acabamos até comprando meias-entradas sem nem pedir.

É a velha e boa bagunça do Estadual. Ah, no final de semana comecei uma campanha e quem aí se sentir lesado no tratamento que recebe nos estádios, joga isso no twitter. Sem esquecer de colocar no final da mensagem o termo #torcedorotario. Vai resolver algo? Não. Mas fica servindo como desabafo. Se puderem, espalhem para os amigos, rubro-negros ou não.

No campo foi aquilo que todos viram. Os jogadores do América observando nosso elenco deitando e rolando sem nem se dar conta que estava fazendo uns 50 graus na sombra.  É o poder da pré-temporada se impondo sobre os pobres mortais.

Provável que o pior já tenha passado para os aguerridos torcedores. Acho improvável que enfrentemos calor maior ainda nesse campeonato. Se eu estiver enganado e rolar, tanto faz, estaremos lá do mesmo jeito. Exorcizamos o diabo em seus domínios. Devemos temer alguma coisa?

CURTAS

. No intervalo passou uma moça com uma caixa cheia de salgados. Deve ter saído de casa com os mesmos ainda crus e fritou enquanto caminhava sob o sol escaldante.

. Perdão galera, fico devendo as filmagens. Fiquei de "bichice" querendo caprichar e não fiquei satisfeito com o resultado. No dia seguinte, quando olhei as gravações que  fiz para guardar de lembrança em alguns jogos de 2010, percebi qual foi o erro. Querer caprichar tirou a espontaneidade. Lá em Macaé vou ligar a câmera e deixar fluir. Fica bom e dá mesmo o tom de como são nossas aventuras para acompanhar o time.

.  Foi mal, mas é conseqüência de querer levar o melhor pra vocês.

. E a molecada lá na Copinha hein?  Alguns amigos meus vão para São Paulo acompanhar o jogo de perto. Como já vou sair cedo na quarta para ir até Macaé, fico devendo essa aos guris. Bem, sem hipocrisia, era provável que eu não fosse mesmo. É bom não queimar muitos cartuchos lá no trampo antes de começarem a Copa do Brasil e o Brasileiro.

. Em tempo. Um dos meus companheiros comprou ingresso 2 dias antes da partida e foi barrado porque a polícia disse que havia uma lotação acima do normal. É o não é um #torcedorotario?  Ajudem a divulgar esse nosso grito de desabafo no twitter.

. Mercioquerido@hotmail.com     twitter: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

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22/01/2011 às 13h24m - Atualizado 22/01/2011 às 13h24m



Agora sim a coisa vai literalmente esquentar.

Jogo em Édson Passos na tarde de sábado. Cinco da tarde.  Com o horário de verão, raios solares das quatro. Em Édson Passos, sensação de duas horas. Arquibancada descoberta, efeito moral de meio-dia no deserto do Saara. É assim nosso amor sem limites, como diria o Rei Roberto Carlos.

Antes que os moradores locais me aguardem com uma (não precisam perdoar o trocadilho) calorosa recepção com pedaços de pau, não é uma crítica ao local em que residem. É só um fato inegável. Mesquita é quente até não poder mais. Onde eu moro?  São Gonçalo, igualmente uma fornalha a céu aberto. Essa balela das últimas décadas sobre aquecimento global chegou muito antes onde nós moramos não é mesmo?

Fala sério. Da minha casa até lá deve rolar, no mínimo, uns 50 quilômetros de distância. Com esse clima absurdo, vamos arredondar para 100 quilômetros morais. Só o Flamengo mesmo.

Os recentes comentários e e-mails que tenho recebido de torcedores de outros estados, me despertaram para o fato de que um jogo lá em Édson Passos é tão exótico para meus leitores que qualquer outra viagem para um  outro lugar  do país. Mais ainda, muitos de meus amigos rubro-negros acomodados que moram por aqui nunca pisaram no estádio do América.

Sendo assim, decidi realizar a filmagem inaugural da "Perrengues Produções" neste jogo. Não estou prometendo qualidade. Mesmo porque, como vocês já devem ter percebido, sou um bocado judiado pela natureza. O que posso fazer pra amenizar? Só demonstrar um pouco de respeito e trajar gola pólo neste jogo da segunda rodada. Na verdade a promessa de vídeo nem é 100% confiável. Vai que o pessoal lá do site olha aquela tosqueira toda e informa que um mínimo de estética seria pré-requisito essencial para a divulgação das imagens. Vamos ver no que dá. Se rolar, estas imagens chegarão a vocês na terça-feira, logo que voltarem da edição luxuosa feita no Projac. Eh, eh, eh...

Voltando ao jogo, o negócio lá é bizarro. É um sol pra cada um que for ao estádio. Levem protetor, boné, óculos escuros, banheira, piscina Toni, qualquer coisa que estiver ao alcance e que possa diminuir em meio grau aquilo que chamam poeticamente de sensação térmica.

General Luxemburgo, não fica chateado não, mas dá pra você mandar o Ronaldinho assistir o jogo na TV?   Eu sei que ele precisa se adaptar ao clima e tudo o mais, porém, nesse jogo específico, essa adequação às altas temperaturas só estaria valendo se o resto do campeonato fosse disputado em Mercúrio. Por mim..... Ah,ah,ah, vocês vão ter que aturar mais essa... só de pensar no calor que vou enfrentar amanhã já estou ficando sem noção do que falo ou escrevo... Enfim, por mim o Thiago NEVES também ficava em casa. Quarenta e cinco graus na sombra não é lugar apropriado para NEVES... Perdão, é que eu preciso me preparar, e preparar vocês para o pior. E também porque...

Acho que estou delirando... Dei uma passada na sede social do América para comprar logo meu ingresso e a moça lá disse que SIM, estava vendendo SIM, mas que NÃO, eu NÃO poderia adquirir os mesmos. Só SE eu torcesse pelo América... Sem querer ofender ninguém: quem é que torce pelo América?

Até breve pessoal, vou torrar meu cérebro de amendoim vendo os gols do Vander. Fui.

CURTAS

. A molecada passeou na Copinha em cima do Coxa.  Deixaram chegar...

. Jorge Teixeira mandou e-mail informando que tem uma molecada mirim rubro-negra fazendo o diabo na Copa Cidade Verde lá no Rio Grande do Sul. Três vitórias na primeira fase e eliminando o Vasco na semi-final. Aguardo informações sobre a final e agradeço ao Jorge pela informação.

. Lembrando aos mais aguerridos. Ficaremos na arquibancada DESCOBERTA em Édson Passos.

. Inaugurando a Série Canções:  música para ouvir no jogo contra o América:  "QUANDO OLHEI A TERRA ARDENDO, QUAL FOGUEIRA DE SÃO JOÃO..."

.mercioquerido@hotmail.com      twitter: @sorinmercio

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20/01/2011 às 18h19m



Ah, o doce prazer de uma estréia sem sustos...

Como é bonito ver nossos operários-atletas percebendo que todo o suor derramado em Londrina tinha um fundamento. Na beira do gramado, General Luxemburgo exibindo a tranqüilidade comum dos grandes estrategistas.

Sou corredor de rua e sei que exercícios físicos exaustivos por vezes provocam reações estranhas no cérebro. Dependendo do limite físico e de paciência da pessoa, pensamentos do tipo "pra que tudo isso?"; "eu podia estar deitado descansando" e outros ocorrem a todo instante.

Tenho certeza absoluta que tais pensamentos andaram puxando pra baixo a disposição dos nossos jogadores lá pelas aprazíveis terras paranaenses em Londrina. Nada de mal. É inerente ao esforço físico. É um dos três sacro-santos pilares da correria: pulmão, perna e cabeça. Dois dos três, no mínimo, precisam estar bem para um desempenho aceitável.

Lá em Londrina, em meio aos litros de suor derramados, deve ter rolado gente olhando meio atravessado para o Luxa e para os preparadores físicos. "Ih, qual é a desses caras?  Será que não há limites não?  Isso aqui não é pra ser a pré-temporada?  Desse jeito a gente vai compactar tudo em 20 dias e terminar a temporada por aqui mesmo, desmaiados com a língua arrastando na grama". Nem adianta negar. Não deve ter sido com essas palavras, mas a idéia básica certamente foi essa em alguns momentos.

Porém, ontem tudo deve ter feito sentido. O Flamengo só não fez uma estréia avassaladora porque Campeonato Estadual é assim. O toque de bola, sobretudo no segundo tempo, deixou um gosto de trabalho recompensado. Mesmo contra um adversário dos ditos de menor porte, foi bonito de ver. Lá do alto, os olhares na arquibancada não deixavam negar que estamos botando fé.

Após toques rápidos e precisos na bola e inevitáveis conclusões ao gol, olhares de aprovação e movimentos positivos com a cabeça eram vistos aos montes nas arquibancadas. Nos olhares, aí eu já estou intuindo mais do que relatando, vislumbres de que está bom e que ainda vai melhorar muito já que os  maiores reforços ainda não estrearam. E que reforços!!!

Deu pro gasto. E não vai nessa frase nenhuma crítica. Estadual, antes de chegarem as partidas decisivas é pra dar pro gasto. Como deu pra perceber na noite de quarta, nem todo mundo conseguiu nem esse mínimo necessário para chegarmos a semi-finais só com os grandes.

Do lado que nos interessa aqui nesse espaço, não deu muito pro gasto, já que o público foi aquele ali tremendamente mais ou menos. Como já disse, a turma está perdoada. Jogo  dez da noite passando ao vivo na TV aberta... É ou não tentador assistir no conforto do lar ou do bar? Tenho até uma pontinha de inveja de quem consegue esse razoável comportamento. Porém, o orgulho de ser um fundamentalista exagerado e não conseguir desgrudar da arquibancada é maior.

Sábado tem Édson Passos. É no Rio. Mas parece que você está indo para outro país. O calor é assombroso. Lá o estádio deve ficar cheio, já que muitos rubro-negros locais aproveitam a proximidade para comparecer, e como o estádio não tem uma capacidade muito grande...

Pra galera que vai é sempre válido o conselho de ingerir muito líquido. Tudo que nossos atletas suaram em Londrina, vamos despejar também em uma única tarde.

CURTAS


. Já comentei e confirmo. A gastronomia de rua ao redor do Engenhão é das mais variadas e saborosas de porta de estádio. Tem de tudo: salsichão, churrasquinho, bolinho de bacalhau, empanado de frango. A rua que dá acesso ao Setor Leste é bem agradável e a maior parte dos quitutes é preparado pelos moradores locais. A galera aproveita o muro de casa mesmo e fatura um extra. Tudo caseiro e, por conseqüência, muito agradável.

. Além de saborosos, há aquele prazer que só a culinária de rua pode proporcionar: os cartazes e faixas ímpares. Uma delas, muito bem confeccionada diga-se de passagem, ao lado de uma bela porção de fritas e a imagem de bolinhos apetitosos, traz o slogan da "lanchonete": "UAU, KE DELÍCIA".

. Na porta passou um ônibus imenso, preto e amarelo, com escudo do Volta Redonda e a frase "Ame o Voltaço". O cara virou e explicou para sua companheira: "Esse aí é o ônibus do time deles" (!!!???). Era melhor ter poupado saliva para tentar explicar a Lei do Impedimento para a moça. A mesma franziu a testa para o ônibus com uma expressão debochada que parecia querer dizer: "Jura??!!"

. Em tempo. Galera que vai ao jogo contra o América, as comidinhas de porta de estádio por lá deixam muito a desejar é bom se alimentar bem antes de se dirigir ao estádio.

. Mercioquerido@hotmail.com     twitter: @sorimmercio

Autor: Vida de Torcedor

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19/01/2011 às 13h03m



Venho por meio desta comunicar as minhas solenes e alegres despedidas do mundo dos seres normais. Foi bom e ruim enquanto durou. Desde o dia seguinte ao término do Brasileirão 2010 até a noite de ontem, me esbaldei em normalidade... Tudo bem, confesso que por duas ou três vezes fiquei dez horas e meia seguidas assistindo futebol americano.

Fora isso, dormi domingo, depois do almoço; fui muito ao cinema; apesar do joelho danificado, dei minhas corridinhas ao cair da tarde de sábado; cachaças infindáveis na Lapa; tudo sem me preocupar com horários e com a manhã do dia seguinte.

Fiz até visitas demoradas na casa da mamãe. Ah, dessa atividade aqui eu já estava começando a enjoar: cumpri rigorosamente os horários estabelecidos em meu contrato de trabalho!!!!! Aí já é demais.

CHEEEEEEEGAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!

Hoje já é dia de sair mais cedo do trampo, já que a combinação trabalhar no Centro do Rio - morar em São Gonçalo - ver jogo no Engenhão exige algumas logísticas que não conseguem se encaixar naquelas 10 horas que eu deveria ficar trancado no escritório.

De agora até o comecinho de dezembro não dá para programar nada sem consultar as tabelas dos quatro campeonatos que vamos disputar. O que vai por água abaixo também no dia de hoje, é o boteco sagrado, pero no mucho, com os amigos do tempo de faculdade. Sabe-se lá porque, em sua maioria torcedores do Vasco.

Então é isso. Como antecipei no dia de ontem, tchau amigos e familiares queridos. Sou propriedade do Flamengo a partir da noite de hoje. Qualquer coisa é só pedir que envio por e-mail as tabelas pra vocês. Não haverá, como de hábito, concessões para casamentos, aniversários, batizados, enterros ou qualquer coisa do gênero.

Vou a todos os jogos do Flamengo no ano?  Não. Devo perder uma meia dúzia ou um pouco mais. Porém, podem ir tirando o cavalinho da chuva. Os jogos que perderei por insuficiência financeira, já que na maior parte das viagens minhas despesas são multiplicadas por dois, ficarei em casa vendo o jogo, bebendo, me deprimindo e me sentindo, com o perdão da palavra, um merda. Não me convidem para nada nessas ocasiões. Respeitem a minha dor.

Minha família hoje vira outra. Os nomes já são conhecidos de outros textos. Zé Paulo, Marcelo, Otília, Alvarenga, Barcela, Vítor, Rafael, Ricardo, Júlio, Marcinho, Róbson, Sorinzinho, Bocão, Paulinho, Henrique, Eduardo e alguns outros muitos. Família grande. Por coincidência, eu que não sou muito chegado a grandes reuniões familiares, passarei até dezembro envolto nelas com uma freqüência muitas vezes superior a duas por semana.

É como uma família comum só que sem as brigas. Tem de tudo: favores, dinheiro circulando de um lado pra outro, almoços, jantares, muitos cafés da manhã, madrugadas em claro, tristezas, alegrias muitas, ligações no meio da madrugada, combinações furadas de última hora, atrasos, festas, aniversários, planejamentos de viagens, tudo.

Sem exageros, na boa, AMO essas pessoas. O que nos uniu foi algo muito maior que laços de DNA. Foi sangue mesmo. Sangue rubro-negro. Eu não sei se já contei como conheci cada uma delas. É uma pena que só agora tenha me ocorrido essa idéia. Rolam algumas histórias interessantes envolvidas nisso que me ajudariam a cobrir de maneira mais apropriada esse período sem bola rolando. Mas tela branca com o cursor piscando é que não vai faltar....

CURTAS

. Não vi, mas pra jornal argentino estampar  "Neymaradona" na página principal o negócio deve ter sido bizarro.

. Uma pena a Globo passar esse jogo ao vivo. Dez da noite, telinha, quem sabe chuva. Sou maluco mas tenho consciência disso. Quem não for está até perdoado.

. Estréias sempre me deixam tenso, mesmo no Estadual.

. Sem provocações clubísticas, mas a Ariadna era namorada de um cara com toda pinta de "valentão-de-torcida-organizada". Esses caras nunca me enganaram.

. Boa estréia.

. mercioquerido@hotmail.com

. Twitter: @sorimercio (piadinhas em geral)

Autor: Vida de Torcedor

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18/01/2011 às 09h03m



Quero confessar uma coisa. Pode até parecer um pequeno deslize, mas acho que tenho crédito para sair disso sem ser apedrejado. Um amigo meu ligou perguntando se eu iria para Londrina assistir o jogo contra o América-MG. Informei que não iria, mesmo porque não costumo ir aos estádios assistir amistosos. Nem quando eles são realizados no Rio. Sempre deixando claro que se o jogo é na última rodada do campeonato e não vale mais nada, não considero isso um amistoso. Tanto que estive com meu aguerrido amigo Júlio pegando chuvas atrozes na última rodada do Brasileirão 2011 na Vila Belmiro.

Tudo ok até aqui. O que meu amigo não deve ter gostado muito foi de ter ouvido um "não vou nem assistir o jogo" partindo da minha boca. Não foi nada de marcar posição não. Como já citei por aqui algumas vezes, sou fã incondicional da Liga de Futebol Americana, a NFL. Sim, aquela mesmo com os grandalhões de capacete que jogam uma bola oval com as mãos. Gosto tanto, que já estou até contaminando alguns amigos rubro-negros que estão se tornando fãs da bola oval.

O mesmo Júlio, de dois parágrafos acima, já viciou total. Zé Paulo e Marcelo estão engatinhando ainda, mas acabam chegando lá. Pois bem, como no final de semana estavam rolando partidas válidas pelos playoffs, o mata-mata norte-americano, abri mão de assistir o amistoso, prolongando até onde posso as minhas "férias de Flamengo".

Contudo, curioso com as novidades no elenco, não me furtei, é claro, a uma olhadela nos melhores momentos da partida. Palavra de torcedor fanático geralmente é meio deturpada e não deve ser muito levada em consideração, pois há uma total e vergonhosa ausência  de isenção. Mas, se você chegou até aqui, deve ser fanático também e não há de levar por otimismo exacerbado as minhas considerações.

Estou mais do que animado com o que vi. O gol do Vander não foi nem de longe um acaso do destino. O Egídio estava inspiradíssimo e deu uma roubada de bola bem ao estilo argentino e... por falar em argentino, que cobrança foi aquela do gringo, hein? Categoria para Galinho nenhum botar defeito. E olha que antes daquela já tinha requisitado a bola em outra. O Renato, com jeito, informou que aquele brinquedo ali era dele e decidiu bater.

Pelo jeito, vai ter que dividir o brinquedo com mais gente. Na boa, se eu sou goleiro adversário do Flamengo, rola uma cobrança na entrada da área e se posicionam ao mesmo tempo Botinelli, Renato e Ronaldinho Gaúcho. Mando a barreira sair, sento encostado na trave e aviso pro pessoal da zaga que só pode fazer falta do grande círculo pra lá.

Fora isso, Vanderlei e Romário mostraram também bastante intimidade com a gorduchinha no pouco tempo em que estiveram em campo. Fora das quatro linhas, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho pareceram estar se sentindo bastante confortáveis com seus novos companheiros.

Pelas notícias veiculadas, fora do estádio, por todos os lugares que o time passou, deixou os paranaenses encantados com a atenção dada aos torcedores.

Enfim. O clima é o melhor possível. Dentro e fora das quatro linhas. Agora, é esperar a rede balançar. Vai começar a festa!!!

CURTAS

. Boa sorte para Galhardo e Diego Maurício no mundial sub-20 no Peru. Já começaram com vitória.

. Bom retorno ao lar para todos do elenco e comissão técnica que suaram litros lá em Londrina na pré-temporada.

. Bom retorno aos torcedores que já andavam loucos de saudade de bola rolando pra valer.

. Boa paciência em 2011 para meus familiares, amigos que não são rubro-negros e patrões. A loucura toda vai começar. Só paramos em dezembro.

. Bons instintos para o pessoal que decide os preços das passagens nas cias. Aéreas. Joga isso lá pra baixo, caramba.

. Abraços e saudações rubro-negras para Luiz Cláudio, de Niterói; Marcelo Gonçalves, de São Paulo; Geovani Gomes, de BH; Vinícius, de São Paulo; Gilmar, de Limeira do Oeste; Luciano Henrique, de João Pessoa; Nilma Santos, de Itabuna e Fernanda e Paulo Roberto, do Rio. Abraço também pra todo mundo que mandou mensagens por e-mail e que eu não citei aqui. Pra variar, minha internet caiu enquanto preparo esse post. Valeu pessoal.

. VAI PRA CIMA DELES FLAMENGO...

.  Mercioquerido@hotmail.com     twitter: @sorinmercio

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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.