28/10/2011 às 19h30m
Chegando o momento de mais um dos 38 jogos que envolvem nossa luta pelo HEPTA Campeonato Brasileiro de Futebol.
Mais um mesmo. Esperemos que a vitória aconteça e, se ela vier, será especial por serem três pontos disputados fora de casa contra um adversário que reconhecidamente é um osso duro de roer quando atua em seus domínios.
Lá pelas bandas do Rio Grande do Sul o jogo está sendo tratado como um duelo contra quem cometeu a pior das traições. Gremistas enfurecidos andam babando de ódio pelas ruas da sempre aprazível Porto Alegre. Mais que a relevância do jogo, já que o Tricolor Gaúcho freqüenta aquela zona do "não fede e nem cheira" da tabela, se não me engano em nono ou décimo lugar, e os três pontos não são nem fundamentais e nem dispensáveis para eles, eles cismaram de que a honra gremista está ferida porque o Ronaldinho Gaúcho (gaúcho mesmo? Com aquela cara e jeitão de carioca?) decidiu jogar no Flamengo e não regressar para o time que o revelou para o resto do mundo.
Tenho achado a abordagem um tanto quanto exagerada. As faixas que vão preparar com a inscrição "Pilantra" fazem parte da "brincadeira" e protesto que farão para demonstrar que a traição cortou fundo que nem faca amolada na picanha, para ir logo imaginando e salivando com as suculentas carnes que pretendo ingerir na minha breve estada por lá. Os prováveis gritos de traidor também estarão no script e são previsíveis e aceitáveis, pois não há que se julgar e entender as feridas abertas no coração de quem se considera traído.
Agora, pelo que ouvi falar, os caras mandaram fazer milhões de "dinheiros" em cédulas com o rosto de Ronaldinho estampado...
Deixa ver se eu entendi direito. O cara jogava na Europa. Não estava lá exatamente no momento mais especial da sua carreira, porém teria vaga certa na esmagadora maioria dos times daquele continente. Caso quisesse ainda ganhar mais e nem precisar apresentar futebol tão vistoso assim, os petrodólares do Oriente Médio estariam logo ali do lado e disponíveis para uma possível negociação. E essa gente acha que ele veio para o Flamengo por causa de dinheiro???!!!
Essa não. Vocês que nasceram no Sul que se entendam nesse relacionamento conturbado entre supostos traidores e traídos. Essa suposição aí não deve estar ofendendo em nada o Ronaldinho, mas que eu fiquei ofendido, lá isso fiquei. Somos milhões e milhões de torcedores espalhados pelos quatro cantos do planeta. Temos uma torcida inflamada que é reconhecida por sua força muito além de territórios tupiniquins, mesmo que, com nossas próprias crises de frescurite aguda, estejamos fazendo muito feio no que diz respeito à nossa presença no sempre tão deserto Engenhão. Nossas cores são fortes e vibrantes. Estamos situados em um paraíso tropical de natureza exuberante e mulheres idem. Nosso carnaval e vida noturna aqui no Rio de Janeiro causam inveja a todo o planeta. E vocês acham que o problema que deu para ele ter escolhido o Manto Sagrado em detrimento da camisa gremista foi uma questão financeira?
Aí é querer muito tapar o sol com a peneira, ou melhor dizer com o chimarrão? Será que os caras pensam que o Ronaldinho Carioca após perder o emprego na Europa, juntou suas coisinhas, comprou uma passagem parcelada no cartão para retornar ao Brasil, desceu no Nordeste porque era mais perto e a passagem era mais em conta, pegou um pau-de-arara e foi bater lá na Gávea com um envelope de papel pardo embaixo do braço com axilas suadas contendo uma cópia muito mal xerocada de um currículo seu?
"Oi, Dona Patrícia" – teria dito ele – "Será que vocês não têm uma vaguinha no time aí não? É que estou precisando trabalhar e estava precisando só de uma força. Olha, Dona Patrícia... Nome bonito o da senhora... Eu jogo no meio-campo, não sei se a senhora já ouviu falar, mas não estou em condições de escolher não. Sabe como está dura a vida, não é mesmo? Tendo aí uma vaguinha no ataque, ou até mesmo na defesa, prometo fazer o melhor para ir crescendo aos pouquinhos e conquistando meu espaço aí na firma. Pode ser? Por favor, dá essa oportunidade aí? Estou precisando de um qualquer? Vocês pagam bem?"
Não meus queridos gremistas. Aprendam a conviver com isso. O dinheiro não tem rigorosamente nenhuma relação com a escolha do R 10. Não é muito difícil entender. Ele mesmo explicou em pouquíssimas palavras. No final das contas, ele hoje veste o Manto Sagrado que tem o número 10 nas costas, por um único motivo.
"O Flamengo é o Flamengo".
CURTAS
. Tensão para essa viagem. As coisas lá sempre são complicadas. Esse ano prometem ser mais ainda. Justo na estréia do meu filho nesse estádio. Vai dar tudo certo, afinal... na outra semana tem jogo do Flamengo e não podemos faltar.
. Chegam durante a semana mais um pacote de Filminhos Toscos. Os do jogo contra o Santos e os da viagem para POA. Juro que ia cumprir a promessa de fazer umas tomadas da gente vendo o jogo contra os chilenos na TV... Simplesmente esqueci. Acho que os takes in door ficarão para 2012. Assim espero. Quero estar presente nos outros dois jogos fora que ainda teremos até o final do Brasileirão.
. Só um pedido de desculpas para os leitores mais assíduos. Tenho escrito um pouco menos que o habitual por aqui. Não é desleixo. É que estou dando uma carga maior nos tais treinamentos para trazer aqui para o site, ainda nesse próximo verão, umas tirinhas e histórias em quadrinhos. Em breve... Flatoons Toscos.
. Já vai tarde Sul-Americana. Você só não é mais chata que o Estadual.
. mercioquerido@hotmail.com
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26/10/2011 às 09h57m - Atualizado 26/10/2011 às 10h09m
Êpa... Parou, parou, parou.
Pode ser que eu esteja enganado. Aliás, eu espero mesmo que eu esteja enganado. Vi alguém nas redes sociais dizendo que acreditava fortemente em uma classificação do Flamengo para a fase seguinte da Sul-Americana no jogo de hoje à noite.
Não estou aqui para criticar/julgar esperanças e crenças de ninguém. Todo o problema reside em que eu ACHO que já vi essa mesma criatura, após algum tropeço nosso no Brasileirão, decretar o fim do sonho do HEPTA.
Aí já é abusar demais da minha paciência. Só posso deduzir uma coisa: dizer da boca pra fora que acredita que um Flamengo que vai a campo com apenas dois titulares na partida em terras chilenas, pode reverter o placar elástico que sofremos no jogo do Engenhão, virou uma forma de declarar amor ao time.
Já vou logo avisando. Eu não acredito nem um pouco que consigamos a classificação para a próxima fase. Terei eu virado um terrível #FlaFake ?
Não creio. Na semana passada, antes do primeiro jogo contra os tais universitários dos Andes, minha cabeça estava no Santos. No jogo que faziam naquela mesma noite contra o Botafogo, e no do fim de semana, esse contra o nosso time mesmo. Acabada a partida de domingo, minha mente já se transportou direto para Porto Alegre, no Estádio Olímpico para ser mais exato. Pelo que pude perceber, nos meus vôos imaginativos de como faremos para alcançar o HEPTA, não havia nenhuma escala ou conexão em que o Chile estivesse incluído.
Vou assistir ao jogo, é claro. Vou torcer por uma vitória condizente com o tamanho de nosso amado Flamengo, para que esta página da nossa história não fique registrada com duas derrotas na eliminação. Mais por isso mesmo. Porém, dessa vez, assim como na primeira partida, vou estar com uma tranqüilidade que convenciono chamar a partir desse momento de Espírito de Estadual. Estarei confortavelmente instalado em meus puffs, com uma bebida gelada na mão, e quem sabe vou até dar uma cochilada lá pelos 30 minutos do segundo tempo. Se acontecer, o farei sem o menor remorso. E caso não aconteça, será porque estou com a cabeça já no Rio Grande do Sul com... Espírito de Final de Copa do Mundo.
Só tenho dois interesses na partida de logo mais. A atuação de nossos reservas é uma. É sempre bom ver a quantas anda o nosso potencial de substituições. A outra é a presença nesse jogo de um dos meus companheiros de viagens. Paulinho estará lá. Se eu pudesse, estaria lá também. Não conversei com ele sobre isso, mas acho que ele também não deve estar esperando uma reviravolta milagrosa. Vai estar lá pura e simplesmente porque o Flamengo vai estar em campo, e é assim mesmo que as coisas devem ser feitas. Esse é o verdadeiro amor desinteressado.
A ida dele e de mais outros tantos que irão para o Chile, é um tapa na cara de todo mudo que mora no Rio e não vai para o Engenhão nessa reta final de Brasileirão porque o estádio "é longe". Para Paulinho e mais outros tantos essa lógica funciona de maneira totalmente diferente. O Flamengo vai jogar ? Então é perto.
Bom jogo para todos nós. Boa despedida do torneio. Ou não. Quem sabe? Eu não acredito em fadas, mas se tanta gente acredita... Pode ser até que elas existam.
VAI PRA CIMA DELES FLAMENGO.
CURTAS
. O clima está tão tenso entre os gremistas para o jogo do próximo domingo que até a diretoria deles está preocupada e pedindo calma para a torcida, com medo da ... Digamos... Intensidade dos protestos contra o Ronaldinho.
. Já ouvi até falar em esquema especial de proteção policial para o nosso craque. Espero que tenham um bom esquema para me proteger também. Filminhos Toscos prometem.
. Acho que não precisarei mais faltar nenhum jogo do Brasileirão esse ano. Só está faltando a passagem para Goiânia para garantir isso. Confirmando essa viagem, terão sido duas as faltas em toda a competição. Até que é uma excelente média, mas quero corrigir isso em 2012. Quero os 38 outra vez.
. Ah... Tem também a indefinição de onde será o jogo contra o Vasco. Recebi o e-mail de uma campanha para levar esse jogo para o Arrudão. Parece que lá cabem 60.000. Confesso meu egoísmo nessa questão. Estou divulgando que há essa mobilização em respeito ao torcedor que me enviou. Boa sorte a todos os envolvidos. Meu papel de divulgar está feito, agora vem a confissão. Estou torcendo contra. O motivo é o mais egoísta possível. Se acontecer, não terei dinheiro para viajar até lá. Prefiro arriscar meu pescoço em São Januário.
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24/10/2011 às 10h32m - Atualizado 24/10/2011 às 10h33m
No que se refere à luta pelo título, tudo indefinido ainda.
Nossa distância para o Corinthians continuou a mesma, já que os dois times empataram seus compromissos na rodada. A distância para o Vasco aumentou... Mais ou menos... Apesar dos cinco pontos que nos separam, a última partida é justamente um Flamengo e Vasco e, com todo ou quase todo respeito para com a equipe cruzmaltina, se os deuses do futebol acharem por bem transformar esse confronto do dia 4 de dezembro em uma final... Sem querer parecer presunçoso, o nosso retrospecto recente, e que nem é tão recente assim, nos credencia a estarmos otimistas no que diz respeito a nossas intenções obcecadas de conquistar o HEPTA.
De qualquer forma, toda essa análise do parágrafo anterior ainda é muito precoce. É quase certo que nenhuma das equipes consiga vencer todos os jogos restantes, então vira uma corrida para ver quem erra menos até o início de dezembro. Tudo pode acontecer até lá.
Ahn? O que? Eu esqueci de citar o Botafogo na breve análise de possibilidades aí em cima? Tá, eu esqueci mesmo. Sinto muito. Não é provocação. Não é falta de respeito. Não é nada disso. Acho que o Botafogo tem um grande elenco e vem fazendo, assim como todos os cariocas, um belo trabalho no Brasileirão. Mas sei lá. Não consigo acreditar em Botafogo Campeão Brasileiro. Pode até ser que tenha que amassar esse texto e engolir daqui a algumas semanas, mas estou sendo sincero. A vida que levo acompanhando o futebol me fez ser assim. Não confio mesmo. Pronto, falei.
Empatar com o Santos não era o resultado que queríamos, mas com tantos desfalques e com os demais resultados da rodada, até que não foi exatamente uma catástrofe. E ainda teve algo a comemorar e muito. Algo que só foi possível justamente por conta dos desfalques que tanto devem ter dado dor de cabeça ao Luxemburgo para escalar a equipe que foi a campo compondo o time titular.
A entrada de Thomas e Vander, que já recebem minhas boas vindas com um possível erro na grafia de seus nomes, encheu os olhos da torcida presente ao Engenhão. Foram audaciosos e buscaram o jogo desde que pisaram no gramado. Não deixaram pesar a responsabilidade de jogar pelo time titular do Flamengo em jogo tão importante. Pediram a bola e arriscaram várias jogadas individuais. Não ficaram tímidos quando essas mesmas jogadas, vez por outra, não alcançavam sucesso.
Provavelmente os mais afoitos e imediatistas vão ficar perturbando querendo a entrada dos garotos a cada resultado adverso daqui pra frente, mesmo se eles não estiverem no banco de reservas. Não é bem assim que as coisas funcionam. Mas de qualquer forma, é muito bom saber que a produção de novos talentos continua a pleno vapor na Gávea.
Teremos a volta dos titulares para a partida do próximo domingo. Muito bom que isso aconteça. O jogo no Olímpico, com o ódio que essa gente está sentindo após a contratação do Ronaldinho Gaúcho, torna essa partida uma brincadeira para gente grande.
Nós da torcida nunca somos muito bem recebidos nos domínios gremistas. Chegar e sair de lá não é tarefa das mais fáceis. Já houve viagem, há não muito tempo atrás, que me joguei de um táxi em movimento, pois o mesmo fora invadido por um lunático troglodita que se explicou dizendo para a polícia local que só estava querendo "rachar a despesa da condução até o aeroporto". Rachar era o termo certo, contudo a despesa era a última das coisas que podiam se juntar ao verbo na ocasião. Minha cabeça seria a opção mais correta.
Filminhos Toscos prometem na edição da próxima semana, quando teremos as imagens da nossa ida para Porto Alegre. Pela primeira vez levarei meu filho ao sempre arriscado lugar. Já com 14 anos, não admite ficar de fora da partida por conta das más intenções de gente que de torcedor de futebol não tem nada. Confio na calma do garoto, já mostrou tranqüilidade em muitas situações adversas no tempo que freqüenta estádios comigo.
Assim como Thomas e Vander deram conta direitinho da tarefa que caiu no colo deles nesse último domingo, sei que meu garoto dará conta fácil da difícil e arriscada tarefa que teremos no próximo domingo. E assim a vida corre e a história rubro-negra vai sendo construída. Nova geração pronta para seguir adiante. Dentro e fora do campo.
CURTAS
. Orlando, aquele meu amigo paulista que é fanático pelo nosso querido Flamengo, é realmente um exemplo. Flamengo perdeu de quatro para os chilenos? Não houve outra atitude. Meteu o pé na estrada e veio para o Engenhão assistir o jogo contra o Santos. Pouco mais de 17000 foi o público. Sei lá o porque dessa implicância com o Engenhão. Orlando é a prova viva de que o estádio no final das contas, dependendo do tamanho da sua paixão, não é tão longe assim.
. Brasileirão na reta final. Já começa a deixar saudade. Melhor campeonato do mundo. Não há a menor dúvida quanto a isso.
. Deuses do futebol parecendo querer programar algumas decisões e finais, mesmo o campeonato sendo de pontos corridos. Vai se delineando um Flamengo e Vasco decidindo coisas na parte de cima e, momento mais dramático ainda, quem sabe um Atlético-MG x Cruzeiro decidindo permanência ou não na primeira divisão para as equipes de Minas. Adrenalina pra coração nenhum botar defeito.
. Mercioquerido@hotmail.com
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21/10/2011 às 15h11m - Atualizado 21/10/2011 às 15h36m
1, 2, 3, 4...
Tudo bem que podia não ter sido com um placar tão elástico. Tudo bem que ninguém gosta de perder por quatro gols (fato que gera aquelas tradicionais e incômodas manchetes de jornais com duplo sentido), ainda mais em seus domínios. Mas agora já foi.
Com o resultado nos primeiros 90 minutos estamos precocemente eliminados do que costumo chamar de o Torneio da Felicidade, já que, pelo menos eu, fico feliz quando avanço para fases seguintes da Sul-americana... e fico mais feliz ainda quando saio do torneio.
Sei lá por que motivo, mas essa competição não "pega" de jeito nenhum. Talvez as constantes mudanças na nomenclatura do que um dia já se chamou Mercosul, e já teve outros muitos nomes ao longo da sua existência. Talvez a lembrança inevitável de que você está ali porque no ano anterior as coisas não correram da maneira como foram programadas, com um desempenho um pouco abaixo do esperado no Brasileirão.
Nem a recente e inteligente medida de dar uma merecida vaga na Libertadores para o vencedor do Torneio pareceu balançar muito o interesse das multidões. Nem estou falando aqui do público presente ao jogo. Já desisti de reclamar da ausência deste no Engenhão. Por decreto irrevogável e até um tanto quanto idiota, com aprovação de 99% dos rubro-negros do Rio de Janeiro, ficou decidido que o estádio fica "muito longe" e que a atitude mais inteligente a tomar é esperar o retorno breve (??!!) do Maracanã para ficarmos todos juntos da nossa paixão. Fazer o que? Quando falo em multidões, falo do interesse provocado pelos jogos no público em geral. Ninguém comenta nada, ninguém lembra quem é o possível adversário na fase seguinte e eu mesmo, pasmem, só fiquei sabendo que o primeiro confronto era no Rio e não em terras chilenas, três dias antes do mesmo.
Luxemburgo, na coletiva após o jogo, cuspiu marimbondos para todos os lados e tem lá suas razões. Boa parte dos poucos presentes ao jogo vaiou e gritou "olé" embalando os toques chilenos em direção ao gol e não têm razão nenhuma para se denominarem rubro-negros de verdade. Uma coisa que o Luxa falou na entrevista despertou interesse especial. Disse que o time havia entrado em campo com a cabeça no jogo do Santos. Nem sei se ele se referia ao jogo da mesma noite, no qual a equipe do litoral paulista impediu o Botafogo de assumir a liderança, ou se ao nosso próximo jogo contra o time da Vila. Pouco importa. Se o time estava funcionando assim eu não sei... Pra mim estava sendo assim mesmo. Ainda do lado de fora do estádio, ao saber dos dois a zero na Vila "a nosso favor", suspirei aliviado e comecei a pensar no jogo de domingo. Jogo no qual estaremos desfalcados e tentando dar mais um passo importante na direção do tão esperado HEPTA.
Nem me "concentrei" direito para o jogo contra os chilenos. Conversava comigo mesmo sobre os resultados possíveis na rodada do Brasileirão do final de semana, interagia com os amigos do twitter, ia vendo tão dormente quanto nossa equipe um time de chilenos correndo em desespero pelos quatro cantos do gramado. Incansáveis na arte de procurar as redes adversárias. Pelo que me disseram, eles nem precisam tanto assim da vaga na Libertadores via Sul-Americana, já que são líderes incontestáveis do Nacional deles, com vários "corpos" de vantagem sobre o segundo colocado.
Pode até parecer papo de derrotado, mas quem me conhece sabe que não sou disso. Já vai tarde Sul-Americana. Aliás, é com prazer que informo à senhora que não nos encontraremos no próximo ano, já que temos encontro marcadíssimo com a sua prima rica, a tal da Libertadores da América, esse sim, motivo para roermos unha até machucar os dedos desde o primeiro minuto da estréia, até aonde pudermos avançar nessa competição que já começa boa até no pomposo nome que a difere de todos os demais torneios.
Dúvida atroz: Será que nem com uma Libertadores no caminho o Engenhão vai deixar de ser longe? Respostas em 2012.
CURTAS
. LÍNGUA DE TRAPO. O busão que liga direto minha longínqua cidade até o Engenhão demora um bocado pra passar. Perdemos um e, conformados, íamos pegar uma outra condução qualquer que nos levasse até o metrô. Em menos de 5 minutos eis que, como uma miragem, surge outro. Proferi solene: "Esse troço vai bater". Não deu outra, lá foi o busão arrastando placas e vegetação em uma calçada da Avenida Brasil. Pena que essas minhas nostradamices não funcionam com a loteria.
. NOVO ENDEREÇO. Fiquei sabendo de um stand da Web Jet instalado em plena Central do Brasil com preços atrativos para as classes menos favorecidas. Se ainda estiver lá quando a tabela do Brasileirão 2012 sair, vou montar acampamento lá no citado lugar. Aceitarei doações de alimentos.
. Domingo é dia de ignorar adversidades. Se já não bastassem as ausências de Ronaldinho e Thiago Neves, Bottinelli só volta em 2012. Só há uma coisa a declarar: "Vai pra cima deles, Flamengo".
. A turma do arco-íris ficou animadíssima com nossa derrota para os chilenos. Confesso meu constrangimento durante toda a quinta-feira. Os caras rindo de orelha a orelha e eu me perguntando se eles realmente achavam que eu estava me importando com isso.
. Achei muito pequena a quantidade de Mantos Sagrados nas ruas após a derrota. Tem que consertar isso aí. Amor condicionado a vitórias não é amor. É interesseiro, mal educado e feio.
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17/10/2011 às 17h00m - Atualizado 17/10/2011 às 17h00m
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15/10/2011 às 13h28m - Atualizado 15/10/2011 às 13h36m
Felipe, Alex Silva, Wellington, Léo Moura, Júnior César, Aírton, Willians, Renato, Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e Deivid.
Técnico: Luxemburgo
Presidente: Patrícia Amorim
Basicamente é isso. Nosso time, técnico e dirigente são esses aí que descrevi acima. Algumas variações na escalação decorrentes de lesões, cartões amarelos e vermelhos, opções táticas do Luxa, convocações para amistosos sem importância do time da CBF e outras coisas mais... Ah, e é claro, pode ter o nome de alguém escrito errado. Nunca lembro se o do Willians tem letra "l" dobrada ou não. O do gringo que fez os dois gols contra o Fluminense então é o meu terror. Nunca acerto, mas isso não vem ao caso.
Estou redigindo isso na manhã que antecede o jogo contra o Ceará. Ainda não sei, obviamente, qual será o resultado da partida, mas já sei de uma coisa. Dependendo do placar, o Flamengo amanhece sendo chamado por muitos de "o melhor time do mundo, disparado" ou de "timezinho safado esse...". Já em relação aos nossos anseios de nos sagrarmos HEPTA, na manhã de domingo, para essas mesmas pessoas será "deixaram a gente chegar, vamos levar o título" ou "agora já era, não vai dar mais".
Isso não ocorre de hoje, mas esse ano o troço tá exagerado. O Campeonato Brasileiro, que já é disputado de forma acirrada habitualmente, ao contrário dos bilionários e previsíveis campeonatos europeus, esse ano está mais complicado ainda. A diferença de pontos entre os clubes que estão lá na parte de cima da tabela é muito pequena. Está tudo em aberto e, nem analisando desempenho dos times rodada por rodada, dá para cravar um favorito.
Confesso que por vezes me irrito e em outras dou boas gargalhadas com a bipolaridade de boa parte da Nação. Essa semana então foi uma maravilha. Ganhamos do Fluminense em partida pra lá de emocionante e a manhã de segunda exalava otimismo rubro-negro pra dar e vender. Aquela vitória era um sinal claro, diziam os bipolares, de que a arrancada para o HEPTA estava consolidada e que o bonde perdera o freio outra vez. Seria um atropelo só até a última rodada em dezembro. Tentei aplacar a euforia de um deles dizendo que ainda faltava muita coisa e que seria muito complicado ganhar todos os jogos restantes... Tomei uma ligeira bronca e fui acusado de pessimista.
Aí veio o empate com o Palmeiras no Dia das Crianças. Na manhã de quinta, os mesmos eufóricos de dois dias anteriores, deixaram o "desconfiômetro" ligado na potência máxima. O rapaz do parágrafo acima me encontrou no elevador e disparou: "Vá entender esse time... o campeonato estava na mão... agora fica muito difícil...". Lá foi o idiota aqui defender e dizer o óbvio. Expliquei que se o Vasco não ganhasse o jogo contra o Furacão, e que acabou não ganhando, no final das contas iríamos tirar um ponto da diferença anterior para o time líder do campeonato. Nem bronca rolou dessa vez, só um estalar de beiços indicador de que é melhor pensarmos em 2012 porque esse ano já era.
Será que dava pra esse povo se decidir? O pior é que tem uma turma da qual já ouvi o irritante "agora já era" quando ainda estávamos na metade do campeonato. Ou eu sou maluco ou essa gente não tem a mais básica noção de matemática. E olha que eu sou péssimo nesse troço de contas.
Um amigo próximo me perguntou como se houvesse uma resposta definitiva para essa pergunta: "Se não ganharmos do Ceará, ainda dá pra ser campeão?". Quem essa gente pensa que eu sou? Nostradamus? E eu lá sei quais serão os resultados de todos os outros times envolvidos na disputa? Será que esse povo não sabe que isso deve ser levado em consideração?
Uma coisa é certa... Vou falar... Arremessem pedras em minha direção quando eu passar com minha filmadora na mão pelas rampas do Engenhão. Muito provavelmente nós NÃO VAMOS GANHAR TODAS AS PARTIDAS ATÉ O FINAL DO BRASILEIRÃO. Pronto falei. Isso nos tira a possibilidade de conquistar o título? Não. Nenhum time vai realizar essa façanha. A peleja é dura mesmo. Como já disse por aqui e tornarei a repetir outras tantas vezes: Quer molezinha? Vai acompanhar o Campeonato Espanhol.
CURTAS
. Até eu estou bipolar nesse sábado. Depressão de não ter rolado grana para ir até Fortaleza. Euforia de ir para Friburgo para o show da Melhor Banda do Planeta... MATANZA.
. Não é que nem quando eu não vou ao jogo fora não escapo de uma viagem. Vou viajar para ver o jogo na TV de algum boteco na Região Serrana.
. Com esse jogo contra o Ceará, já são duas as minhas ausências nessa edição do Brasileirão. Não é exatamente uma média ruim, mas confesso que me sinto um lixo quando a Razão da Minha Vida entra em campo e eu não estou lá para aplaudir.
. Vida de maluco. Já estou começando a arquitetar planos financeiros para que não ocorra nenhuma falta na edição de 2012 do Brasileirão. Obviamente que vocês podem ler "empréstimos" e "endividamentos" onde está grafado "planos financeiros".
. A bruxa tá solta aqui no blog. Só consegui levar a filmadora no final da tarde de sexta até a Gávea. Não rolou tempo hábil para a "edição". Filminhos Toscos dos últimos jogos pintam por aqui no decorrer da semana.
. Falando em bruxa solta... Chego em casa e meu amado e inconsequente filhão tinha emprestado meu computador para alguém sem me avisar. Tome correria para encontrar uma Lan House aberta e redigir isso aqui antes de partir para Friburgo.
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10/10/2011 às 10h44m
E eis que o dia começou meio errado.
A primeira coisa que vi sobre o Fla-Flu na manhã de domingo foi uma matéria sobre toda a história que envolve o, com o perdão de vascaínos e botafoguenses, Maior Clássico do Futebol Brasileiro. Como não podia deixar de ser, dentre muitos e muitos lances e gols históricos, lá estava o tal Gol de Barriga de 1995, a maior dor que já tive no futebol, trauma que persiste até hoje, nunca será curado.
Cheguei a pensar em mau presságio. Passar em frente à TV justo no momento em que aquele maldito gol, já tão reprisado em minha mente, acontecia pela milésima vez? Bola pra frente. O que passou, passou... Ou não... Mas não vem ao caso.
Parti com minha família para o Engenhão esperando um placar de um a zero. Clássico é sempre difícil, muitos desfalques do lado de cá, ganhar os três pontos essenciais na reta final, mesmo se fosse com um gol em impedimento, parecia ser o paraíso.
O primeiro tempo foi aquilo. Troço meio morno que me fez pensar, sem muita certeza, que isso aconteceu inúmeras vezes esse ano no Engenhão, Primeira etapa morna e sem gols, e vitória incontestável na etapa final. Pode ser uma peça da minha memória, mas acho que já deve ter acontecido uma meia dúzia de vezes em 2011.
Vem o segundo tempo e o gol do Fluminense. Sem problemas. A torcida se inflamou e cantou a plenos pulmões o nosso lindo hino que só fala em "Vencer, Vencer, Vencer...". E se é pra vencer um jogo contra o Fluminense, nada melhor que começar com um gol do Thiago Neves. Ele veio e o hino foi entoado ainda mais alto.
Gol do Fluminense de novo... Sem querer adquirir comportamento típico de botafoguense, mas não podendo evitar, confesso: Grunhi, Vociferei, Ofendi, Rosnei (tudo com maiúsculas mesmo, maiúsculas e neon piscando). A bola era nossa, a bandeirinha linda e equivocada, disse que não. Resultado: gol dos caras. Fazer o que? Bom, o que deu pra fazer está resumido nesses quatro verbos agressivos que citei acima.
Luxa fez a torrente de alterações que está acostumado a fazer. Mudanças que são tão criticadas pelos chatos de plantão quando não dão certo. Dessa vez parece que não foi o caso. Negueba entrou muito bem. Bottinelli... Acho que nem precisa dizer não é mesmo.
A cobrança de falta, com um gol mais ou menos feito pelo traseiro do goleiro tricolor, me fez lembrar do maldito gol de barriga de 1995. Nem pensar em achar que um vinga o outro. Situações totalmente diversas. O empate até que não estava tão mal assim, devido às circunstâncias, mas eis que o gringo decide soltar a bomba mais uma vez... Pancada que ultrapassou os 140 km de velocidade... Mortal... Indefensável... Explosão em preto e vermelho, em um onda que se iniciou nas arquibancadas do Engenhão, e foi se expandindo até atingir todos os recantos desse país continental, ocupado de forma extra-oficial pela Nação mais linda e apaixonada do planeta.
O caminho para o Hepta ainda está aberto. O resultado que poderia até complicar a caminhada, foi chutado para longe com a bomba do argentino. Todos já podem fazer juras de amor eterno ao Flamengo. Principalmente aqueles que torceram o nariz quando Bottinelli saiu do aquecimento e se preparou para entrar em campo. Não estou aqui querendo defender o jogador em si. Falo em defesa do Manto. QUALQUER JOGADOR que entrar em campo trajando nosso belo uniforme deve, enquanto estiver em campo, independente de qualquer opinião que alguém tenha sobre ele, contar com nosso apoio incondicional. Isso aqui é Flamengo.
Como um inspirado Luxemburgo citou na coletiva, "agora já são cinco jogos sem perder". Talvez marca suficiente para acalmar os resmungos dos mais exigentes. Talvez não. Do outro lado, entre nossos adversários, uma torrente de reclamações e mimimis para justificar o resultado. Os são paulinos foram melhores desportistas na rodada anterior.
Nada de exageros de otimismo. Quarta já tem jogo novamente. Contra o sempre perigoso Palmeiras. Três pontos que têm a mesma importância desses conquistados no clássico regional. Estamos com uma campanha digna das nossas tradições. Lutando pelo título. Se ele vier ou não, logo após a última rodada, é hora de botar o Manto e gritar bem alto para todo mundo ouvir: EU TE AMO FLAMENGO.
CURTAS
. Gosto muito do Adriano. Agora... O cara fazer a estréia em outubro, fora de forma, e ter que aturar rubro-negro se lamentando que ele não "joga" pelo nosso time, é dose pra elefante.
. Diálogo financeiramente surreal nas arquibancadas do Engenhão. Garoto: "Moço, quanto é uma Coca e um saco de batatas?". Ambulante: "Onze reais". Mais caro que comida de aeroporto.
. Filminhos Toscos retornando essa semana. Pacote da devastação que causamos em terras tricolores paulistas e cariocas. Incluindo cena bônus desse patético senhor que vos escreve fazendo a dança do João Sorrisão.
. Muito comum no Engenhão: ingressos esgotados para determinado setor... e visual não compatível com essa informação. Tem que ver isso aí.
. Que troço foi aquele que o Abel falou sobre tirar a calcinha?
. Mercioquerido@hotmail.com
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Autor: Vida de Torcedor
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07/10/2011 às 18h26m
A cidade sede das Olimpíadas de 2016 está com tudo e não está prosa... pra falar a verdade está toda prosa sim. Olimpíada, Cidade sede da Copa do Mundo, Palco da Final de 2014, desenho feito nos Estados Unidos tendo seu nome como título, Rock in Rio terminado e mais dois já programados para os próximos anos, tudo.
Mesmo não sendo um daqueles acontecimentos incorporados à tradição anual da cidade, como o Carnaval ou o Flamengo Campeão Estadual, o término do Rock in Rio deixa um gostinho óbvio de final de festa no ar. Mesmo para quem não esteve presente na Cidade do Rock, o simples burburinho de notícias e imagens trazidas pela TV ou pela internet, impregnou a cidade com o clima descontraído do festival.
Poucos dias após o término, lá foi o Engenhão ficar abarrotado... ops... ah, tudo bem, pensei ter escrito errado, não consigo usar as palavras "Engenhão" e "abarrotado" na mesma frase sem ficar com a sensação de que falei besteira. Enfim, Engenhão abarrotado para o show do astro teen, Justin Bieber. Gostos musicais a parte, alguém que sigo no twitter mandou uma frase bem bacana no primeiro dia de show do garoto em terras cariocas: "as filas monstruosas das fãs de Justin me fazem lembrar as nossas em 2009. Respeito todas as paixões. Todas".
Obviamente não sou muito fã... pra falar a verdade não conheço uma sequer música do cara. Porém, isso vindo de alguém como eu, cuja banda preferida tem suas letras girando em torno de brigas, bebedeiras, assassinatos e demônios, não quer dizer muita coisa.
Enfim... o show não pode parar. Domingo já tem Flamengo e Fluminense decisivo para as pretensões de ambas as equipes na reta final do Brasileirão. Segundo informações que me chegaram também via twitter, os ingressos da nossa torcida para o setor Leste Superior se esgotaram logo no primeiro dia de venda... Até que enfim... Um dia isso tinha que acontecer. Mesmo que a não utilização de dois setores do estádio para essa partida possa ter colaborado para esse acontecimento.
O fato de jogarmos sem uma de nossas armas mais poderosas, Ronaldinho Gaúcho, que jogará o importante e esperado clássico mundial, disputado por duas das maiores potências futebolísticas da atualidade, Brasil e Costa Rica, e mais ainda, com os desfalques de Aírton e Willians, dá um tom todo especial ao clássico. Uma prova de fogo que pode servir como um dos marcos fundamentais da arrancada para o título.
Ganhar um Fla-Flu é bom. Ganhar um clássico desse porte na reta final do Brasileirão, melhor ainda. Moral imensa se for ganho sem todos os titulares em campo e, principalmente, sem um dos principais jogadores do elenco.
É óbvio que todos nós já fizemos aquele nosso tradicional exercício de futorologia tendenciosa. Nem adianta dizer que não. Quem aí ainda não olhou para a tabela e somou logo os três pontos do jogo de domingo e, por que não, os três do jogo seguinte contra o Palmeiras? Não somos matemáticos, somos apaixonados. Rubro-negro de verdade já computou esses seis pontos e ignorou solenemente o fato de que todas as outras equipes vão jogar também.
Domingo é dia de show mais uma vez. Show de comunhão bonita entre as arquibancadas e o campo. É ganhar os três pontos e repetir tudo de novo na quarta. Não é um show isolado. É um festival de vitórias que nos levará ao Hepta. Mesmo que muitos duvidem. E se ele não vier? Se o tão sonhado título for adiado para o próximo ano? Tanto faz. Ano que vem estaremos todos lá outra vez. O show não pode parar. Parafraseando o festival:
"Se a gente não parasse mais de cantar... se a gente não parasse mais de sonhar..."
CURTAS
. Mesmo com as dimensões modestas do Engenhão, se comparadas com os números megalômanos que estamos acostumados a ver no Maracanã, jurava que não veria a frase "ingressos esgotados" ligada ao nosso time ainda esse ano. Mesmo que tenha sido para só um dos setores.
. Se entrar como titular mesmo, hora do Diego Maurício começara a passar de promessa para realidade. Nada como um gol em um Fla-Flu para marcar essa transição.
. Já para o experiente Thiago Neves, hora de matar a bola no peito, botar ela no chão, e passar para o time e a torcida a mensagem de que "quando o dentuço não estiver em campo, seja por qual motivo for, joga comigo que eu resolvo o que tem que ser feito".
. Eu custei um pouco a acreditar, mas eu juro que ouvi um rubro-negro reclamando (ainda) porque o Adriano não veio. Campeonato quase no fim, o cara ainda não fez nem a estréia... vá entender essa gente...
. Durante a semana, pacote com os vídeos do jogo contra o São Paulo e os do clássico contra o Fluminense. "Detonando Tricolores" poderia ser o nome do "documentário".
. mercioquerido@hotmail
. Twitter: @sorinmercio
Autor: Vida de Torcedor
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04/10/2011 às 16h45m - Atualizado 04/10/2011 às 17h02m
Muito agradável foi a ida a São Paulo no último final de semana.
Pra começar foi ida e volta de busão. Isso dá um tom nostálgico e fica parecendo mais com as viagens do tempo de adolescência. Fazendo isso ao lado do meu filho teen, belo prato para parecer um elo dos tempos passados com o tempo futuro que estou criando para me suceder nessa coisa toda.
O ônibus partiu da rodoviária carioca ainda antes das seis da matina, significando isso que saí de casa com noite ainda fechada. Amo fazer isso. Passar pela sua rua enquanto todos dormem, para ir até outro estado assistir um jogo de futebol e voltar logo em seguida, dá a dimensão exata da loucura que envolve seguir uma paixão pelo país afora. Poderia passar um domingo agradável e confortável no conforto do lar, fazer um belo almoço, assistir horas e horas de futebol americano na TV, outra de minhas paixões, assistir o Flamengo em HD na tela gigante que nem combina muito com as dimensões acanhadas da minha humilde sala... Chega... eu e meu povo não somos disso. Não queremos conforto. Queremos mesmo é perrengue. Se ele vem acompanhado de uma chuva torrencial que teima em despencar sobre nossas cabeças durante toda a partida... tanto melhor.
Chegamos em Sampa um pouco depois do meio-dia. Acostumados com a sempre hospitaleira recepção dos torcedores do São Paulo, desembarcamos no shopping próximo ao estádio para uma rápida refeição sem nos preocuparmos em camuflar o Manto Sagrado... oh, oh, oh... aparentemente um erro grave...
Geralmente a praça de alimentação por lá, em dias de Flamengo x São Paulo, fica praticamente dividida entre as duas torcidas, sem exagero. Dessa vez, ao entrarmos orgulhosos com nossas camisas rubro-negras... um mar de camisas do tricolor paulista nos aguardava. Alguns dos olhares pareciam incrédulos, algo como "Ué? Esses caras aí são malucos ou o que?", ou ainda, "Tem gente que não tem mesmo amor pela própria vida".
Foram questões de segundos para ficarmos desconfortáveis. Demoramos bem uns 10 minutos até encontrarmos outras pessoas trajando o Manto Sagrado. Quando aconteceu, os dois pequenos grupos se entreolharam com caras de "até que enfim".
Compramos um sanduba. De fast food só tinha mesmo o nome de tanto que demorou. Pegamos a reta que leva ao estádio, não sem antes, já que o seguro morreu de velho, camuflarmos mal e porcamente nossas vestes. Digo isso, porque trocamos as cores rubro-negras por uma infinidade de tons totalmente divergentes do resto da multidão que andava ao nosso lado, essa naturalmente trajando o branco, o preto e o vermelho nas proporções próprias do nosso adversário do nobre bairro paulista.
Entrada tranqüila e muita, muita, MUITA água na cabeça. Estádio lotado, que é algo bonito de se ver mesmo quando não é torcendo a nosso favor... ainda mais agora que tenho sérias desconfianças, pelo andar da carruagem, que só veremos um estádio lotado torcendo pelo Flamengo quando o Maracanã voltar, já que a torcida do Flamengo decidiu que o Engenhão é longe. Não só os que moram a certa distância, mas parece, até mesmo os rubro-negros que moram nas ruas próximas ao estádio, já que aquilo não enche de jeito nenhum.
Para completar, paramos atrás do que parecia ser o único guarda-chuva em todo o Morumbi. Aquilo atrapalhava a visão do campo em muito, o que me fazia lembrar constantemente dos meus pufs aconchegantes e da transmissão em HD que descartei, e deixarei de lado todas as vezes que tiver oportunidade de fazer nessa vida.
Goooooooooolllllllllll do Flaaaaaaaameeeeeeenggooooooooo!!!!!!
Delírio. Calar um estádio lotado é sempre uma maravilha. Comemoramos e nos abraçamos encharcados, já que as inúteis capinhas de plástico compradas a 5 pratas do lado de fora pareciam ser de papel, de tanta água que passava para nossas roupas.
O Flamengo voltava a jogar bem. Voltava a ser o Flamengo que nos deixou mal acostumados no primeiro semestre. Furou a barreira intransponível que vinha sendo Rogério Ceni na tarde chuvosa. Mesmo quando Dagoberto lançou a bomba mortal que empatou o jogo, continuamos confiantes. O Flamengo ia vencer aquilo ali...
Gooooooooolllllllll do Flaaaaaaaameeeeeeenggooooooooooooo!!!!!!!
O chute meio sei lá do Renato, quase que por acidente do destino, encontrou as redes adversárias e decretou nossa vitória. Mais abraços. Mais água. Uma chuva de alegria no pequeno setor que era uma ilha feliz em meio ao mar calmo e cabisbaixo de são paulinos.
Mais chuva na cabeça no caminho até a rodoviária. Uma delícia a volta. Encharcados e dormindo no ar-condicionado do ônibus. Chegar em casa três e meia da manhã, não sei nem porque fazer isso após tanta chuva mas, tomar banho e dormir o sono dos justos... sono esse que só durou de 4:15 até 5:00... míseros 45 minutos. O mesmo tempo que embala nossos sonhos em meia partida de futebol. Dessa vez contagem regressiva e cruel para um encontro com a rotina de cada dia. Já era segunda-feira. Hora de esperar pelo próximo jogo, para viver e sonhar outra vez. Te amo, Flamengo.
CURTAS
. Isso magoa. Tem uns leitores desse espaço que me escrevem pontualmente após cada resultado negativo e NUNCA escrevem quando temos vitórias importantes como foi essa última. Não dá pra desconfiar das verdadeiras intenções dessas pessoas? Depois eu chamo de #FlaFake e a turma reclama.
. Paulinho, um dos membros da minha pequena trupe de viajantes, deu demonstração de fôlego de fazer inveja ao Willians. Saiu do Rock in Rio na madrugada de sábado para domingo... passou em casa para tomar banho e foi para a rodoviária... foi para Sampa ver o Flamengo... Saiu do Morumbi "voando" para o aeroporto... desembarcou e voltou para a Cidade do Rock para curtir a última noite do evento... ainda foi trabalhar normalmente no dia seguinte... Sinistro...
. Que bom que o Fla Flu será no Engenhão e não em Volta Redonda... Mas já pensaram esse troço no bom velho e, porque não dizer, saudoso Maraca? 80.000 certos. Fazer o que?
. mercioquerido@hotmail.com
. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio
Autor: Vida de Torcedor
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