Instagram Facebook Twitter



30/08/2011 às 13h47m



Tem umas frases que você escuta e não consegue esquecer.

Geralmente faço algumas anotações no celular, ou até mesmo notas mentais de coisas que podem vir a ser abordadas por aqui.
 
Acontecimentos dos jogos ou das arquibancadas por aí afora. Qualquer coisa que sirva para um possível texto. O  cérebro acaba filtrando algumas e mantendo no "HD" do córtex. Outras, descarta e joga na lixeira. As que anoto no celular, muitas delas frases soltas, muitas vezes no dia seguinte parecem não fazer sentido, já que são coisas mal digitadas,  no calor da partida.

As que ficam arquivadas na mente costumam ser as melhores. Aliás, meu escritor favorito diz que prefere não anotar coisa nenhuma mesmo fora do cérebro. Segundo ele, o que realmente importa vai acabar ficando grudado na massa cinzenta e não vai sossegar enquanto não for posto no papel/monitor. É como se fossem as coisas que realmente valessem a pena ser partilhadas com todo mundo. E não vão sossegar enquanto isso não acontecer.

É assim que chegamos à explicação do título desse texto. A origem dele vem lá de trás. Da eternamente gravada na memória de todos nós, Épica Vitória da Vila Belmiro. Como todos nós lembramos muito bem, as coisas não correram muito bem no início daquilo tudo. Apesar de não estarmos jogando mal, em questão de minutos o Santos abriu uma vantagem de três gols que parecia naquele momento intransponível e indício de acontecimentos bem piores por vir.

Nem lembro se um toque cheio de categoria do Ronaldinho, que acabou não dando certo, aconteceu quando o placar da Vila Famosa estampava 1, 2 ou 3 gols  a favor do Santos, enquanto o nosso lado na tela luminosa estampava ainda um incômodo e sofrível ZERO. Só sei que um senhor ao meu lado, com olhos esbugalhados e sem acreditar no que estava acontecendo, irritado com o jogo, proferiu: "Ronaldinho, dá pra parar com a graça? Faz o feijão com arroz, caramba!"

Desde então, a cada malabarismo, passe de gênio, toque de classe, cobrança indefensável de falta do nosso camisa 10, minha mente volta até a Vila Belmiro e à frase daquele senhor. E cada vez me convenço mais de que o Ronaldinho não sabe fazer o básico. Alguns amigos meus concordam com isso. Ronaldinho só sabe fazer desse jeito aí que estamos vendo.

É comum ver torcedores irritados na arquibancada quando as coisas ímpares que Ronaldinho tenta não saem como planejado. Esses ainda não entenderam que não se trata de firula, deboche, enfeite, máscara. Trata-se do futebol praticado por um artista. É só assim que ele sabe jogar. Frase certeira de meu filho/amigo Zé Paulo, "É o único recurso que ele tem. Ele só sabe desse jeito".

Se seu maior destaque internacional foi na Espanha, lugar de culinária pesada. O seu futebol tem muito mais relação com o requinte da culinária francesa. E lá vai a minha esclerose... Ele atuou em algum clube francês por algum tempo, não atuou? Paris Saint Germain talvez? Sei que poderia salvar nesse ponto e dar uma pesquisada na internet, mas não vou fazer, fica como homenagem ao futebol do cara. Cada um usa os recursos e a memória que tem.

Ainda bem que ele não se faz de rogado em usar os recursos que tem, seja lá em que situação for. Só assim aquele gol de falta contra o Santos foi possível. Até hoje penso na imensa possibilidade que aquilo tinha de dar errado. Ia ter gente vociferando até hoje e creditando o erro a um certo desleixo do dentuço.

Muitas vezes o feijão com arroz aplaca a fome de vitórias. Não contemos que nosso 10 venha a agir assim se necessário. Desconhece o fácil. Não se contenta com comida congelada. É um chef refinado na arte de fazer gols ou de servir seus companheiros. Para deleite da Nação, Ronaldinho não sabe fazer miojo.

Bom apetite.

CURTAS

. Agora é aguardar e torcer para que as sequelas não sejam graves para Ricardo Gomes.

. Inveja branca e orgulho do meu "filho" Zé Paulo. O jogo é na quarta e na segunda pela manhã o cara já estava lá por Floripa. Ele diz ter se inspirado em mim para iniciar nessa vida de ficar correndo atrás do Flamengo. Pelo jeito, fiz um belo trabalho.

.  Como os vídeos do Flamengo e Vasco não ficaram lá dignos de Oscar, devido ao zero a zero, vão para o site mais para o final das semana com uma "faixa bônus". Alguns takes curiosos do jogo contra o Avaí visto pelo ângulo da esmagadora maioria da Nação: de olho na telinha... ops... não posso ferir os sentimentos da minha amada TV, de olho na telona.

. A mudança de datas só causou transtorno na minha vida. O que era pra ser uma agradável viagem em meio a um feriado, no jogo contra o Corinthians, se transformou na tradicional correria dos jogos de meio de semana. Como decorrência do adiamento, o jogo do final de semana seguinte, que seria sábado no Engenhão, passou para domingo em Macaé, impedindo que eu vá ao show de uma das minhas bandas favoritas, Gangrena Gasosa, que vai tocar pertinho da minha casa.  Chato isso.

. mercioquerido@hotmail.com

. Twitter: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










29/08/2011 às 10h06m



Como dizia insistentemente Léo Jaime lá pelos idos dos anos 80, nada mudou.

Muita emoção de Norte a Sul no país e lá no alto da tabela, o Corinthians continua líder do campeonato e nós seguimos ali na cola. Bem como os outros que nos seguem e estão todos embolados na busca pelo título.

Brasileirão é isso aí mesmo. Estivéssemos todos em terras espanholas, italianas ou de muitos outros países europeus, a essa altura dos acontecimentos poderíamos já ter uma equipe abrindo vários pontos de vantagem sobre as demais, com grande possibilidade de em mais umas dez rodadas, transformar a disputa em algo mais enfadonho que nossos campeonatos estaduais tupiniquins.

Ainda bem mesmo que não estamos. Tropeçou o Corinthians em muitas rodadas, tropeçamos nós em tantas outras, e a disputa continua bonita, acirrada, imprevisível. Como é bom ter um campeonato nacional assim.

Sei lá como foram as coisas lá no Palmeiras x Corinthians. Não sei quem jogou melhor e também não estou nem um pouco interessado em saber. Por aqui, jogamos boa parte com um a menos em campo por conta da expulsão do nosso zagueiro Wellington, que utilizou o recurso que dava na hora do lance. Motivo mais que suficiente para os chatos de plantão passarem o dia de segunda reclamando do pobre do rapaz.

Além da inferioridade numérica, com a expulsão nos tirando um dos zagueiros que começaram a partida, o outro titular para o clássico, Alex, saiu logo no começo do jogo. Fazer o que?  Tem dias que as coisas são desse jeito. Tudo acontece contra. Não dá pra reclamar do resultado. Empatamos o jogo com uma das grandes equipes que estão na disputa pelo título. Com os resultados das outras partidas, aí é que não dá para reclamar mesmo.

Amanhã a turma do "e se" vai dar as caras. Dirão eles: "e se o Wellington não fosse expulso?"; "e se o Léo Moura não tivesse perdido a bola que resultou naquele ataque?";  "e se o Luxa tivesse entrado com dois atacantes?".

Dá pra responder todas as reclamações com um grande: "e se vocês calassem a boca e parassem de reclamar o tempo todo?".

Estamos mais que vivos na luta pelo título. De agora até dezembro, provavelmente ocuparemos a liderança em alguma rodada, também cairemos para terceiro ou quarto lugar em algumas outras. O caso é estarmos todos juntos para o que der e vier. Time e torcida. Essa até que vem deixando a desejar, já a equipe, vem fazendo tudo direitinho e seguindo a rotina eficiente e nem sempre cômoda e atrativa do nosso técnico Luxa.

Treinos e concentrações aos borbotões. O nome dessa equipe que só perdeu dois jogos no ano, é Trabalho. Como você e eu estamos cansados de saber, ainda mais sendo esse texto publicado em uma modorrenta e exaustiva segunda, trabalho nem sempre dá os frutos que esperamos. Foi assim nesse domingo. Do outro lado, vestindo a camisa do Vasco, também tinha um pessoal correndo atrás dos três pontos. Sei lá como é a rotina de treinamentos por lá. Mas certamente também não deve ser das mais fáceis, ou não estariam na posição atual na tabela, e com a vaga na Libertadores 2012 já garantida. Só que nesse domingo, o trabalho não rendeu os frutos esperados para nenhum dos lados. Zero a zero acontece.

CURTAS
. Terrível é o mínimo que se pode dizer deste lamentável acontecimento com Ricardo Gomes. Enquanto escrevo isso aqui, por volta de nove da noite de domingo, a TV informa que o quadro clínico só faz piorar. Espero não ter acontecido o pior quando você estiver lendo o blog. Muito chato isso. Nós realmente somos um monte de nada.

. Lamentável também o clima mais que tenso na saída do Engenhão. Não sei se era isso mesmo, mas no twitter se falou de conflitos internos de rubro-negros contra rubro-negros e vascaínos contra vascaínos. Não é possível que não dê pra pegar meia dúzia desses caras e punir exemplarmente.

. Bem. Chegou o dia que eu já previra. Quarta próxima faltarei meu primeiro jogo no Brasileirão. Faz parte. Estarei como milhões de rubro-negros espalhados pelo país e pelo mundo, roendo as unhas em frente à TV. Prometo que, se acontecer de novo, serão no máximo mais duas nesse campeonato.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos; @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










25/08/2011 às 16h34m



Ops... 23:55 da noite, o jogo do Flamengo acabou agorinha mesmo e eu já estou aqui na minha cozinha escrevendo atualização para o blog... Como posso ter percorrido tão velozmente os sei lá quantos quilômetros de distância entre as duas cidades em tão pouco tempo?

Simples. Hoje foi dia de trair a minha pátria... Exagero, vai. Tive que optar, desde o princípio do ano, e priorizar uma das duas competições. Ou viajava no Brasileirão ou na competição internacional. Escolhi sem nem pensar duas vezes. A vontade era estar nos jogos fora de casa nas duas frentes, como o dinheiro não ia dar, resolvi ficar vendo na telinha os jogos que podem nos dar antecipadamente a vaga na Libertadores de 2012.

Sem perdão. Não importam os motivos. Traição é traição. O Flamengo jogou e eu não estava lá. Fui fraco.

O que importa mesmo é que quebramos esse maldito tabu de não ganhar jogos naquele belo estádio conhecido como Arena da Baixada. Antes mesmo de acabar o jogo já iam chegando provocações de meus companheiros de jornada que lá estavam, afirmando que finalmente descobriram o nome do urubu que, enterrado naquele local, impedia uma vitória da nossa equipe: Sorin.

E a vitória veio tranqüila e sem sustos. Apesar de jogo decisivo, o clima em campo não era de desespero entre as duas equipes. A Copa Sul - Americana é o Torneio da Felicidade. Não importa qual seja o resultado você sempre sai de campo satisfeito. Ou feliz porque conseguiu classificação para a próxima fase, ou feliz por se livrar da sobrecarga e poder direcionar todas as suas forças para a campanha no Brasileirão.

Quando seu time tem potencial para ter certeza que estará entre os primeiros do Campeonato Brasileiro no final da coisa toda, aí é que dá pra jogar/torcer tranqüilo sabendo que não se tem tanta coisa assim em jogo.

O curioso é que quando sua equipe vai mal das pernas na competição nacional, aí mesmo é que o tal torneio parece perder a razão de ser. Prova disso é o largo sorriso no rosto do Renato Gaúcho quando o árbitro pediu a bola e encerrou a partida. O cara chegou e deu uma ajeitada no time do Atlético, que vinha flertando perigosamente com a zona de rebaixamento, melhor continuar focado nisso que colocar tudo a perder atrás da tão sonhada vaga na Libertadores.

De qualquer forma, do lado de cá, temos elenco suficiente para lutar nas duas frentes e, como seguro morreu de velho, não seria nada mal chegar na final e garantir logo nossa vaga para a principal competição do continente. Aí a gente pode pegar a outra vaga que vamos ganhar com a campanha do Hepta e anunciar nos classificados.

Bem. Vou ficando por aqui. Hoje não tem chão de aeroporto e nem falta de banho na volta para o trabalho. Minha cama, aliás, meu colchonete, está aqui pertinho e talvez me dê até ao luxo de umas partidas de vídeo-game antes de me deitar. O remorso é imenso de não ter estado lá, mas seria muito pior se o Flamengo saísse com uma derrota. Na minha cabeça invertida, fico muito, muito triste mesmo quando perdemos um jogo e eu não estou lá perto. Sei lá, fica parecendo omissão da minha parte. Não há sensação pior pra mim que "O Meu Time Saiu de Campo Derrotado e Eu Não Estava Lá Para Aplaudir". Loucura?  Pode até ser, mas tenho muito orgulho de pensar assim.

Agora é pensar no jogo de domingo contra o Vasco. Um jogo contra um grande rival na luta pelas primeiras posições. Isso pra nós. Pra eles é jogo pra ficar falando a semana inteira. Motivo para dar volta olímpica e fazer carreata em caso de vitória. Sou grato por eles pensarem assim. Reforça ainda mais a nossa grandeza.

CURTAS

. Só coincidência hein gente. Desde o início tracei um objetivo de ir a pelo menos 35 dos 38 jogos do Brasileirão. Ainda não faltei nenhum. Por motivos mais profissionais que financeiros, já que as passagens até que não estão tão absurdas assim, devo ficar de fora do jogo contra o Avaí. Último dia do mês fica muito complicado lá no trampo. Não quero ninguém pensando que acostumei aqui com a boa vida de terminar de ver o jogo e partir pra caminha. Minha vida é a estrada. Meu leito é o chão do aeroporto.

. Todo mundo aí conhece um desenho chamado Yu-Gi-Oh (ou qualquer coisa parecida) ?  É aquele em que uns moleques ficam duelando com umas cartas-monstro e a vitória depende da força das criaturas estampadas nas cartas. Os dois jogos que eliminaram o Atlético-PR ficaram parecendo isso. Quando a chapa esquentou, Luxemburgo olhou pro seu baralho mágico e proferiu em alto e bom som: "Ronaldinho Gaúcho em modo de ataque, eu evoco você!!". E aí a coisa toda se resolveu como em um passe de mágica.

. Já reclamei muito por aqui, mas há horas em que agradeço a preguiça que parte da Nação residente na Zona Sul tem de ir ao Engenhão. Comprei ingressos para o Flamengo e Vasco na terça sem NINGUÉM no que deveria ser uma longa fila na Gávea.

. Sei lá porque, uma grande marca esportiva, que já estampou seu símbolo em nosso Manto Sagrado em fase áurea do mesmo, andou divulgando meu blog pelo twitter. Agora não adianta chorar pelo leite derramado, a favela toda veste Olympikus. Eh,eh... Brincadeirinha. Se o responsável ler isso aqui, muito obrigado pela força.

. Rede Globo, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Muitas pessoas falando que fui insistentemente focalizado pela mesma no Beira Rio. Já enviei comunicado dizendo que o meu contrato com o Flamengo e com a Filminhos Toscos Produções é vitalício. Sem mais para o momento... qualquer coisa meu e-mail está logo aí embaixo.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos... E angariando, sem saber porque, muitos seguidores/seguidoras da paradisíaca Santa Catarina, @sorinmercio. Flamém.


Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










23/08/2011 às 14h37m - Atualizado 23/08/2011 às 14h40m





















Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










23/08/2011 às 10h39m



Nossa ida até o Rio Grande do Sul foi pra lá de  tranqüila.

Muito mais calma e agradável do que faziam pensar as previsões meteorológicas pra lá de pessimistas, que nos deixaram receosos nos dias que antecederam o confronto contra o Internacional.

Saindo de casa pouco antes das cinco da manhã de domingo, entupi a mochila com tudo quanto é trapinho que chamamos de casaco. Consciente desde sempre que não seriam adequados para nos proteger de uma previsão que contava com uma máxima de 10 e mínima de 3 graus.

Exageros de meu coração de mãe obrigaram meu filho a colocar uma calça por cima da outra. O frio em São Gonçalo, aonde resido, era intenso e cortante e fazia prever uma verdadeira calamidade climática ao descermos do avião em Porto Alegre poucas horas depois.

Nada aconteceu. Estava até frio lá nas terras gaúchas, mas nada que torne esse jogo memorável nesse quesito. Nenhum de nós lembrará um dia dessa partida dizendo coisas do tipo "E aquele frio do jogo contra o Inter na campanha do Hepta?" Longe disso.

Na hora da partida até um sol pálido se fez presente no belo e já parcialmente demolido estádio do Internacional. Um dos setores da arquibancada já entrou em obras. Provável reflexo da Copa de 2014.

E o jogo?  Enfrentar o Inter em seus domínios não é tarefa das mais fáceis para ninguém. Contudo, em um ano em que só temos duas derrotas e a surpreendente contagem de ZERO resultado negativo em jogos fora de casa, nada nos causa receio. E assim foi. Mais uma vez jogamos de igual para igual fora do Rio de Janeiro.

Por pouco não arrancamos a vitória. Os chatos de plantão já estão querendo debitar os dois pontos que ficaram pra trás na conta do pobre do Deivid, que figura entre os principais na lista de artilheiros do campeonato e, ainda assim, não tem o direito de perder um ou outro gol que todo mundo começa a ter crise histérica. Quando fez dois contra o Figueirense, os mesmos chatos exaltaram o oportunismo e boa colocação dentro da área.

O gol de empate que sofremos, fatalidade. O Leandro Damião é um baita jogador e soube usar o recurso inusitado da bicicleta para igualar as coisas no Beira Rio e nos deixar com aquela sensação, compreensível, de que os dois pontos que ficaram por lá pesaram mais do que o colocado em nossa bagagem na volta para o Rio de Janeiro.

Prova maior de que estamos muito bem na campanha, é o fato de a parte mais exigente e ranzinza da torcida estar reclamando por termos empatado com o Internacional no Beira Rio. Quando empatar lá com o Colorado é encarado como um resultado ruim, é porque realmente as coisas estão indo a pleno vapor na Operação Hepta Quase Invicto.

O frio não fez medo, o Inter tão pouco. Se houve algo intimidante por lá pelos Pampas... Foi o de sempre. Êta mulheril bonito aquele viu. É uma top model atrás da outra. Que chegue logo o jogo contra o Grêmio. Nesse a gente traz os três pontos. Gol, ou porque não dizer, gols do Ronaldinho em pleno Olímpico pra ficar mais gostoso. Vitória no campo e, é difícil, mas sonhar não custa nada, fim do zero a zero eterno do lado de fora.

CURTAS

. Na última hora nosso guia gastronômico atendeu aos meus apelos. Nosso almoço foi mesmo em uma das muitas e maravilhosas churrascarias locais.

. Pra quem quer ver jogo do Flamengo fora do Rio, nada pode ser mais tranqüilo, seguro e agradável que a boa e velha hospitalidade Colorada. Dá pra chegar e sair no estádio com o Manto Sagrado. Bater papo com os caras do lado de fora. Cantar nosso hino a plenos pulmões sem ser incomodado. Muito bom mesmo.

. Enquanto esperava meus companheiros que foram em vôo diferente, caí na asneira de comprar uma lata de ice no aeroporto. R$ 11,00 custou o troço. Chegou até a dar uma aquecida.

. No retorno, eu e Sorinzinho só chegamos ao Galeão por volta das duas da manhã. Como resultado, minha noite de sono se resumiu a pouco mais que uma hora e meia na cama antes de encarar a segunda-feira no trampo. O que é que a gente não faz por amor ?

. Coração já apertado. Já tinha percebido que o dinheiro não daria para tudo. Como sempre, resolvi priorizar o Brasileirão e não viajarei nos jogos da Copa Sul Americana. Não vou ver de perto a quebra do tabu na Arena. Fazer o que?

. Enquanto isso vou travando um verdadeiro pôquer com os sites de Cia aérea pra ver se consigo estar presente em Floripa no jogo contra o Avaí. Fazer a composição preço bom e horário decente para sair cedo e chegar tarde sem exageros no trabalho está bastante complicado.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










20/08/2011 às 13h12m



E não é que nós somos mortais?

Aconteceu. Demorou mais de 100 dias para acontecer, mas finalmente nos reencontramos com uma derrota.

E como por aqui tudo é grande e exagerado, não podia ser uma derrota comum. Perder em um clássico por um reles um a zero com, quem sabe, um gol de pênalti?  Não, isso é para os fracos e previsíveis. Já que é pra fazer, tínhamos que fazer direito. Algo memorável, histriônico, digno de ficar registrado em nossas mentes quando erguermos a Taça do Hepta em dezembro.

Já que é para perder, levamos logo de quatro para um dos chamados times de menor expressão. Um daqueles que vêm flertando perigosamente com a Zona de Rebaixamento. Nem acho que esse termo, "de menor expressão", se encaixe direito aqui, nossa enormidade é tão óbvia que, diante dela, seríamos forçados rotular todos os outros 19 times do campeonato com essa mesma denominação.

Porque Flamengo é Flamengo, já disse certo dia um poeta. Somos capazes das coisas mais épicas e memoráveis. Após uma partida como a de quarta, em que nada parecia querer dar muito certo para nossa equipe, é bem provável que façamos um jogo daqueles de encher os olhos do mundo no próximo domingo, quando visitaremos a fria Porto Alegre e enfrentaremos o calor que emana do Beira Rio em jogos do Internacional.

Resultados da derrota: Praticamente nenhum. Poderíamos falar tranquilamente que se trata de um acidente com ferimentos leves. Continuamos lá em cima na tabela, lugar que nos é devido. Ainda temos uma temporada pra lá de positiva, com apenas duas derrotas e, para desespero da turma do arco-íris aqui do Rio, fomos vencidos em ambas as oportunidades por times reconhecidamente inferiores ao nosso. Como gostariam os chatos de serem os primeiros a derrotar o Manto Sagrado no Campeonato Brasileiro. Seria para eles quase como um título. Vitória simples, valendo três pontos, que seria comemorada com pompas de uma final de Libertadores.

Fiquei tão chateado com a derrota que, ao descer as arquibancadas do Engenhão, tratei logo de confirmar e pagar os ingressos para o jogo contra o Internacional. Não só os meus, como o de toda a minha trupe de fiéis guerreiros. Nada há de abalar nossas convicções e fidelidade.

Assim como não abalou os ânimos das poucas mais de dez mil pessoas que estavam no Engenhão. Fora um ou outro mimado que ameaçou vaiar nossa poderosa equipe, nos últimos minutos de jogo o estádio cantou, vibrou, aplaudiu, mostrando para nossos atletas que estamos fechados com eles até o final, aconteça o que acontecer.

Falando nisso... Bronquinha básica. Como assim o Flamengo lutando pela liderança do Brasileirão e só 10.000 míseras cabeças aparecem no Engenhão para apoiar a equipe?  A galera que mora no Rio está deixando  muito a desejar nesse quesito. Dez mil???  Esse troço não pode ser assim. E eu aposto dez contra um, justamente quem podia comparecer e não o fez, deve ter sido a parte da torcida que mais soltou gracinhas e reclamações nas redes sociais. Francamente. Nós já fomos melhores nisso. Dez mil. Humpffff....

A previsão dos institutos de meteorologia para o domingo que passaremos em Porto Alegre é de mínima de 3, e máxima de 10 graus. Do jeitinho que a gente gosta. Que venham as intempéries climáticas. Que chova. Que vente. Que se faça uma geada imensa sobre nossas cabeças. Que neve. Que venha a aguerrida equipe colorada. Descobrimos na noite dessa quarta que somos mortais. Já o nosso amor, esse é imortal mesmo. É pra sempre. É Flamengo.

CURTAS

. Nossa aventura, ou desventura em Florianópolis está rendendo até hoje. Muita gente com pena de nós. Muitos achando que foi loucura nossa entrar para acompanhar o jogo na torcida deles. Nós, os diretamente envolvidos, não estamos dando a mínima para o acontecimento. Moramos no Rio. Chegamos à aprazível Floripa no sábado. Era pra fazer exatamente o que? "Ih, não temos ingresso para o nosso setor, vamos voltar para o albergue e ver o Domingão do Faustão na TV". Era pra ser isso o normal?

. Já pensando na próxima viagem. Júlio, nosso líder gastronômico está com um papo de que vamos almoçar em uma galeteria em Porto Alegre. Quer dizer que eu saio de São Gonçalo, onde em cada esquina tem um forno daqueles onde são assados os famosos "Frango de Padaria", vou para o Rio Grande do Sul... E almoço galinha??!! Improvável.

. O que o povo deve estar fazendo de festa com a nossa derrota. Os pobres de espírito do arco-íris eu até entendo. O que vai doer é quando chegar o primeiro FlaFake e proferir a tão esperada: "Não falei que esse time não era isso tudo?". Será a hora em que realmente vou agradecer pelas pessoas que lutam pelo desarmamento da sociedade. Velho Oeste Feelings.

. FlaMusicHall. De: Nação Quase Invicta. Para: Derrotas. "Poxa, como foi bacana te encontrar de novo..."

. Parabéns ao Ronaldinho Gaúcho pelo seu merecido retorno à Seleção Brasileira. Estou apostando que o cara vai arrebentar contra Gana e ainda chegar a tempo de enfrentar o Corinthians. Caso isso não aconteça, é torcer para o Adriano jogar. Tanto tempo de inatividade, sem ritmo de jogo, fica um a menos para cada lado. Mesmo sendo ele um craque.

. O Flamengo pode perder quantas quiser que eu continuarei lá apoiando. Acreditem, nesses anos todos já viajei muito em umas campanhas pra lá de complicadas. Vocês devem lembrar. Agora... O resultado dessa derrota no meu time do Cartola F.C. foi devastador. Se eu encontrar os caras em um vôo desses pelo Brasil afora, vou cobrar dos responsáveis. Eh, eh, eh...

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntinhos: @sorinmercio


Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










17/08/2011 às 12h11m - Atualizado 17/08/2011 às 12h20m































Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










16/08/2011 às 15h49m



E então aconteceu. O vermelho e o negro se fizeram negro, branco e verde.

Não me impressiona que tenha acontecido. Era questão de dar tampo ao tempo. O que me deixa pasmo na verdade é ter demorado tanto pra ter que assistir um jogo do Flamengo, fora do Rio, no meio da torcida adversária.

Já QUASE acontecera em outras oportunidades. Do QUASE ao fato concreto e irreversível vai uma grande distância.

Quem acompanhou a cobertura underground que costumo fazer pelo twitter pôde rir, interagir, perguntar, e até se emocionar com a situação esdrúxula que eu e meus companheiros de tantas jornadas nos encontramos. Destaque especial para quando informei a todos os que, agradeço, acompanharam com uma mistura de curiosidade e apreensão a nossa incursão para torcer para o Flamengo em meio à torcida do Figueirense, o seguinte: "E agora? Gol do Flamengo. Estou aqui chorando. Nós vamos ser Hepta. Cada gol fora me traz essa certeza."

Uma confusão do cara lá de Florianópolis que ficou de agilizar os nossos ingressos, tornou a falta dos mesmos um problema complicado de ser resolvido de uma hora pra outra. Faltando uma hora pro jogo. Não havia muito o que pensar. Ingressos nos cambistas para ficar no setor do Figueirense caros, para ficar no setor reservado à Nação, valores intransponíveis para a quantia somada para que todos os seis pudessem entrar. Lá fomos nós para o lado dos caras.

Não é tão complicado assim. Ainda bem que existem os palavrões. Sem eles seria um tanto quanto complicado. "É só falar palavrão que tudo se resolve", instrui solene para meus amigos e meus dois "filhos". Um, filho mesmo, o outro, Zé Paulo, um garoto que adotei aí pelas arquibancadas do país.

Gol do Flamengo?  Gol do Figueirense?  Falta não marcada? Impedimento não dado? Sem problemas. É levantar e vociferar um bom de um Vai T... ou então Filho Da... Experimenta só na próxima vez que estiver assistindo futebol. Palavrões vociferados não determinam destino. Quem aí já não comemorou um gol marcado ou lastimou um gol sofrido com um belo de um palavrão?  Se Ronaldinho dribla dois, três, dez, apanha e o juiz não marca a falta e você grita "Filho da P..."... quem vai saber se a pessoa "elogiada" é o juiz ou o jogador?

Claro que sempre rola um escorregão ou outro. Em muitas faltas sofridas pelos nossos atletas proferi um instintivo "Êpa!!!". Mas é um estádio de futebol. Todo mundo tenso. Todo mundo gritando. É fácil de ficar camuflado se você tiver um mínimo de controle.

Geralmente acho os Filminhos Toscos abaixo do que desejava. Dessa vez não. Recomendo mesmo que você assista. Eles aparecem aqui ainda essa semana. Fiquei orgulhoso de verdade dessa vez. Assistir o jogo na torcida adversária e não dar bandeira é coisa de gente civilizada, gente controlada, gente que sabe que torcer contra alguém não é tornar esse alguém um inimigo mortal. Os muitos que raciocinam dessa maneira torta, não conseguiriam ficar em meio aos "inimigos" e se divertir mesmo assim.

Diego, um dos nossos, até comentar lances do jogo com o torcedor do Figueirense que estava ao seu lado comentou. Ainda esse, debochadamente, ao final do jogo, pediu para um local bater uma foto do nosso grupo. Momento eternizado que ficará pra sempre em nossas memórias. E nossa vida é feita disso. Muitos anos depois ainda vamos lembrar: "E aquela campanha de 2011 hein?  Lembra do jogo contra o Figueira?" E vamos rir tudo de novo, reviver o momento ímpar.

Foi ruim? Não. Foi bom. Foi inesquecível. Estávamos lá vendo Nosso Maior Amor de perto. Estávamos lá quando passamos dos 100 dias de invencibilidade. No nosso caso, Estar Lá é a felicidade suprema.

Sorinzinho, Zé Paulo, Paulinho, Júlio, Diego, meus parabéns. Muito, muito orgulho de ter passado por mais essa aventura com vocês. Que venham as próximas. Pra sempre Flamengo.

CURTAS

. A estadia em Floripa foi das mais agradáveis. Chegamos a uma conclusão. Em algum lugar nos limites da cidade deve haver uma cancela com uma fiscalização rigorosa. No alto, uma placa deve estar alertando: "Só entra mulher bonita".

. Nosso mestre da gastronomia de qualquer lugar, Júlio, falhou pela primeira vez. Pagamos caro e comemos pouco no almoço. Mas o cara tem crédito. No mesmo dia, na janta, comemos maravilhosamente bem e pagamos muito pouco se comparado à qualidade das iguarias.

. Eu e Sorinzinho comemoramos o Dia dos Pais do jeito que mais gostamos: Flamengo, frio, perrengue, acomodações precárias, risco físico potencial. Amo muito tudo isso.

. Bacana a "twittada" do nosso goleirão. Ao passar no ônibus e ver a histeria coletiva do monte de rubro-negros aplaudindo a passagem do time, mandou: "Estamos jogando fora de casa?"

. Fomos à bela Praia Mole. Vi algo que nunca tinha visto. O mulheril deslumbrante vai à praia de biquíni e, ao se levantar para ir embora, colocam casaco (??!!). Vá entender as deusas.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos de menor interesse: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










13/08/2011 às 18h11m



Calhou de a minha primeira viagem após completar 40 anos ser essa na aprazível e paradisíaca Florianópolis.

Já escrevo esse pequeno texto sentado em uma mesa do baratíssimo albergue onde iremos nos instalar para a nossa estada na Ilha. Enquanto vou redigindo, vou praticando a atividade mor dessa minha vida de perrengues atrás do Fla: ESPERAR.

No momento, esperando a metade do dia para poder fazer o check in e largar as tralhas, esperando o Júlio que me deu ordens expressas de não comer nada até segunda ordem. Não sei se já citei por aqui, mas o cara aí, além de Senhor do Tempo, é o nosso guia gastronômico off Rio. Geralmente isso acaba elevando um pouco os custos, mas verdade seja dita, o cara sempre acerta na mosca.

Datas redondas são uma verdadeira atração em nossa sociedade. Qualquer coisa que completa um número redondo vira alvo de observação e comentários. Não poderia deixar de ser diferente no dia de hoje.

Minha primeira viagem após os redondos 40 anos bem vividos, muitos deles dedicados a acompanhar a Razão de Toda a Minha Vida, encaixou no dia em que nosso poderoso time completa 100 dias de invencibilidade.

Já vi até rubro-negro cometendo a heresia de dizer que seria de bom tom uma derrota logo, pois a responsabilidade da manutenção disso está começando a pesar nos ombros... Besteira. Vamos prorrogar isso até onde der. Nem é pela invencibilidade em si, mas pelo fato de que não perder ajuda e muito a atingirmos nosso objetivo maior de 2011, o HEPTA. Seja ele conquistado ou não de forma invicta.

Do lado do arco-íris é que  esse troço deve estar pesando mesmo. Na última rodada o Botafogo aplicou uma goleada sobre o Vasco. No dia seguinte, encontrei um amigo botafoguense e, antes mesmo de um educado e esperado "boa noite", saiu logo metralhando: "Quando perder umazinha acaba logo essa marra de vocês". Minha nossa! Os caras estão com uma campanha bem interessante, goleiam em um clássico, e a primeira coisa que ele diz quando me encontra é isso?  Pena dessa gente.

Menos de cinco minutos após esse encontro do parágrafo anterior, passo por um vascaíno que, sem nem se importar com o balaio de gols com que fora brindado na véspera, estava falando de... Alguém arrisca um palpite?  Da invencibilidade do Flamengo e de como, no seu entender, a mesma estava tão próxima do seu fim.

Quando nosso manto entrar em campo na tarde desse domingo, o país inteiro estará de olho. Toda a Nação torcendo humildemente por mais três pontos. Caso eles não venham, ferimentos leves e nossa campanha continua arrasadora em 2011. Do outro lado, sofrendo horrendamente, todo o resto torcendo para uma pequena, fortuita e patética alegria mais que fugaz. Esquecerão dos compromissos dos seus próprios times para torcer nervosamente por um tropeço do Mais Querido. Se ele acontecer, buzinarão, se abraçarão, espocarão fogos comemorativos. Tudo em vão. No dia seguinte quando olharem a tabela verão que nada mudou. Só estaremos começando mais uma jornada e dando um primeiro passo para mais um montão de dias de invencibilidade. Sofram pobres mortais.

CURTAS

. Não vou me estender muito por hoje. Muito trabalho a fazer com a produção de mais uma esperada edição da Filminhos Toscos Produções. Fora isso... Desfrutar dos colírios que são as belas habitantes dessa aprazível ilha. Quase todas apresentando a mesma estonteante ausência de cor da minha amada senhora, Juliana Fiaux. Amo muito tudo isso.

. Não é que a TAM, mais uma vez, pisou na bola. O vôo do nosso amigo Paulinho, marcado para a noite de domingo, já está, desde a manhã de sábado (??!!), cancelado. Tem que ver isso aí.

. Quase metade do dia e nada de saber o que vou fazer à noite. Sei muito bem onde isso vai dar. Mais um inevitável e costumeiro zero a zero. Ser "time pequeno" é dureza.

. E a última rodada em dezembro, hein? Fluminense e Botafogo no Engenhão e Flamengo e Vasco em São Januário é a maior probabilidade. O caos na Terra.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio

. Só pra garantir... É que as LEITORAS do blog que moram em Floripa podem não ter percebido... Mercioquerido@hotmail.com e @sorinmercio.

Eh,eh,eh,... A gente perde tudo de zero a zero, mas não perde o bom humor.

Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










10/08/2011 às 15h33m - Atualizado 10/08/2011 às 15h45m





















































Autor: Vida de Torcedor

Tags relacionadas:


Compartilhe:










Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.