29/09/2011 às 14h31m
Autor: Vida de Torcedor
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27/09/2011 às 10h10m
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21/09/2011 às 14h59m
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20/09/2011 às 11h51m - Atualizado 20/09/2011 às 11h51m
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14/09/2011 às 10h44m
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12/09/2011 às 16h49m
Apesar de minhas convicções de ateu... Meu deus do céu!!!!
A turma mais irritada e sem paciência está arrancando as cuecas/calcinhas pela cabeça de tanto desespero.
Minha caixa de e-mails e meu twitter estão sendo obrigados a acolher dezenas de soluções esdrúxulas e sem sentido para resolver a, temos certeza, breve escassez de vitórias que se instalou sorrateira e estimuladora do ódio alheio sobre a nossa amada equipe.
Como sempre no mundo do futebol, a primeira coisa que o pessoal quer fazer é mandar todo mundo embora. Tem uns e-mails que recebi que tenho até vergonha/ética de relatar aqui, de alguns nomes de técnicos, jogadores e até dirigentes que seriam, segundo as vozes que bradam uma balbúrdia incompreensível de soluções, a única saída para resolver os nossos problemas.
Respondi todo mundo de maneira polida e educada, já que após a derrota para o Bahia andei... Digamos... Pegando um pouco pesado com a turma do Muro das Lamentações.
Eu acho que esse pessoal ficou é mimado demais com o longo tempo que permanecemos sem perder no ano de 2011. Não tenho uma memória lá muito boa para essas coisas, mas juro que a impressão é a de que a indignação, não apaziguável dessa gente, está muito maior agora, no comecinho do segundo turno com pouco mais de meia dúzia de pontos nos separando do líder, que nos anos negros e preocupantes em que nosso Manto Sagrado andou flertando perigosamente com a série B.
Tudo bem que eu sou suspeito. Sou tarado demais da conta por esse time e essas cores. Porém, por baixo da consciência que tenho do meu fanatismo desmedido, consigo enxergar com frieza científica alguns fatos.
Em 2009, em um momento muito mais próximo da derradeira rodada do Brasileirão daquele ano, lembro que estávamos a NOVE pontos do Palmeiras, líder de então. Sendo assim, como pode a nossa posição atual ser toda essa certeza absoluta da chegada próxima do apocalipse?
Outra coisa que foge à minha compreensão: o nosso elenco é esse aí. Com esse elenco que está aí estávamos todos eufóricos com nosso desempenho até o mês passado. E agora acham julgam estar tudo errado e que estamos mal providos de jogadores? Mesmo se os mais exaltados responderem sim... Estamos já no meio de setembro, o campeonato acaba no começo de dezembro... O que essas pessoas querem? Pegar uma mala de dinheiro, bater na porta do Barcelona e gritar: "Ô espanhol, dá cá uma meia dúzia desses jogadores daí do seu elenco que a gente ta precisando de reforço em tal e tal posição", no mínimo deve ser esse o plano infalível.
Mas tudo bem. Imagino que nessa manhã de segunda deve ter sido a mesma coisa com os menos pacientes do Corinthians que perdeu... Do Grêmio que também perdeu... Do Botafogo que foi goleado... Do Palmeiras que perdeu de três em seus domínios. O campeonato está uma embolação completa, quem ganha bem hoje é goleado três dias depois. Quem estava em crise em uma semana, duas depois já está se achando sério candidato ao título. Repito mais uma vez: Quer moleza vai acompanhar Campeonato Espanhol. Aqui o negócio é complicado assim mesmo.
Dedico muito do meu tempo e dinheiro para acompanhar a nossa amada equipe pelo país afora. Nessa atual edição do Brasileiro só não estive presente em um jogo e acho que isso só se repetirá em mais dois até o final. Acho que 35 de 38 é uma boa média não é mesmo? Estou irritado e querendo que o mundo desmorone porque as nossas habituais vitórias estão em um momento de estiagem? Nem pensar. Meu humor não se alterou, assim como a minha confiança no trabalho que vem sendo feito. Sou maluco? Talvez. Mas a base dessa minha calma é uma só. Amor por essas cores. Amor incondicional. Não vou vaiar e protestar se perdermos o jogo no domingo. Vou aplaudir, dar apoio, pegar meu avião para Minas na rodada seguinte e repetir tudo de novo. Peço desculpas aos mais desesperados, eu só sei torcer assim.
Se você chegou até o fim desse texto e está boquiaberto achando que essas idéias expostas aqui são um monte de asneiras, só resta dar um conselho e me oferecer para um serviço de Utilidade Pública: manda um e-mail pra mim e diz que não está mais agüentando tanto sofrimento (essa é uma palavra que os FlaFakes adoram usar), dá uma pausa e não assiste mais os jogos do nosso time. No lugar disso, acompanhe uma bela de uma novela... De preferência a das seis que é mais açucarada. Quando retomarmos uma sequência de... Digamos... Umas três ou quatro vitórias, prometo que aviso e aí você já pode voltar, vibrar com nossos gols, beijar o escudo e bater no peito gritando para a vizinhança inteira ouvir que você é Flamengo na vitória e na derrota. Não conto pra ninguém que você abandonou o barco quando esse atravessou águas turbulentas. Prometo.
CURTAS
. Minha opinião sobre a derrota para o Atlético-PR é uma só: quando que começa a vender ingresso para o jogo contra o Botafogo?
. Falando nisso, meu e-mail da Cia. Aérea confirmando a compra das passagens para o jogo contra o Atlético-MG, jogo após o clássico de domingo, já chegou. Que bom.
. Perder o jogo é uma coisa que eu até consigo digerir bem... Pra quem não sabe, a derrota é uma das três possibilidades em um jogo de futebol. As outras são o empate e a derrota. Agora, ver jogo em Macaé e não estarem vendendo aquele sacolé bonzão na arquibancada, isso aí eu não tenho a mínima condição de agüentar. Tem que ver isso aí.
. O jogo em Minas no dia 21 deve ser o último fora do Rio e no meio da semana. Meu patrão agradece a gentileza da tabela.
. O próximo jogo que deve "contar com a minha ausência" será contra o Ceará. Sofrendo horrores desde já. Dinheiro maldito.
. Qualquer coisa... Mercioquerido@hotmail.com
. Twitter com Fla e outros assuntos @sorinmercio
Autor: Vida de Torcedor
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08/09/2011 às 18h35m
Quarta-feira. Feriadão. Tranquilidade. Tinha tudo pra ter sido aquela ida a São Paulo pra lá de tranqüila, sem precisar abusar da paciência de ninguém no trabalho, colégio, faculdade e afins.
Contudo, a mudança da data para quinta dez da noite, nos jogou a todos naquela velha conhecida nossa. A espiral de paixão/insanidade que faz com que alguns de nós larguemos tudo pra trás. Faz com que raciocinemos o tempo de forma diferente. Subvertamos a ordem natural da rotina que indica ser quinta um dia normal de trabalho e estudo.
Da minha parte, vou sair do trabalho meio-dia. Da parte do meu filho, nem ao colégio vai comparecer. Da parte de muitos outros que conheço, algumas responsabilidades serão deixadas de lado. Digo algumas, porque a maior delas e que mais nos parece fazer sentido em nossa lógica um tanto quanto deturpada, essa será feita. Estaremos lá no Pacaembu.
O jogo está sendo tratado com pompa por parte da imprensa em geral. Alguns lugares se referindo ao mesmo como o "SUPERCLÁSSICO". Será mesmo um confronto interessante. Os dois times mais populares do país, fazendo campanhas que, apesar dos últimos tropeços de ambos, os colocam como candidatos sérios ao título nacional do ano.
Para os que se deslocarão até lá, é dia de decretar, e logo após o 7 de setembro, feriado nacional de várias modalidades. Feriado completo para alguns, ponto facultativo para outros, meio expediente, seja lá o que for. O que importa é estar lá quando der 10 da noite.
Dessa vez, devido à mudança tardia no dia do jogo, não rolou de encontrar passagem de avião a preço acessível. Tanto melhor. Vou matar saudade das viagens básicas de toda a minha adolescência e juventude. Ônibus para ir, ônibus para voltar. É até melhor assim. Deixa a coisa toda com mais cara de jornada, como vocês poderão conferir nos filminhos toscos que aparecem por aqui qualquer dia desses.
Até que diminuiu em muito o número de conhecidos que vão ao jogo. Quando seria no feriado e o Flamengo estava embalado sem perder pra ninguém, a sensação que dava era que seriam necessários uns três Pacaembus pra comportar todo mundo. Com a mudança para um dia útil, desculpa mais que justa, e os últimos resultados não tão favoráveis assim da nossa equipe, falta de amor deixar de ir só por causa disso, o número de loucos tinha mesmo que cair consideravelmente.
Para os que entre nós conseguiram driblar as responsabilidades de modo inconseqüente ou não, e não estão nem aí para os resultados, já que trazem no peito um amor puro e incondicional, tanto melhor que seja na quinta. Perdemos em tranqüilidade e em número de pessoas. Ganhamos em nível de loucura e em "qualidade insana" dos que lá estarão.
Estamos todos juntos. Os que estarão lá e os espalhados por todos os cantos do planeta acompanhando a partida.
Ouvi muita reclamação nos últimos dias, de rubro-negros incomodados com o fato de "estarmos dando mole em um campeonato que está fácil de ganhar". Desconheço a lógica de qualquer frase que envolva "Campeonato Brasileiro" e "fácil" na mesma linha de raciocínio. E a pergunta que me fizeram mais ou menos assim: "Estamos ou não dando mole?"; respondo com outra: "Se estamos, quem é que não está?".
Ninguém prometeu que seria fácil. Além disso, faz parte do nosso estilo a dramaticidade. Somos desse jeito mesmo. Bater Santos, Cruzeiro e Grêmio em sequência e depois perder pontos para equipes menos expressivas no cenário nacional é bem a nossa cara. Ou eu estou enganado?
Aqui é Flamengo. Adrenalina é o nosso sobrenome. Te cuida Corinthians. Aí vai o bando de loucos. No campo e nas arquibancadas.
CURTA
. VAI PRA CIMA DELES FLAMENGO
Autor: Vida de Torcedor
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05/09/2011 às 15h12m
Enxergava um dezembro dourado e reluzente no final da campanha, tal qual um pote de ouro no final do arco-íris. Nos abraçaríamos todos então. Choraríamos em conjunto comemorando não só um título, mas um campeonato conquistado de forma invicta, para entrar nas manchetes de jornais espalhados ao redor de todo o planeta, ancorados no nome forte e sempre atrativo de nosso Relações Públicas, Homem Forte do Marketing e Show Man, Ronaldinho Gaúcho.
Ainda continuo vislumbrando o Hepta no final da campanha. Porém, de uma maneira mais próxima às nossas tradições. Com dúvidas e provações mil no meio do caminho que nos levará até a glória e o triunfo.
Para lembrança dos que fatalmente irão prever o fim de tudo nesta manhã de segunda, na campanha de 2009 nos encontrávamos em situação muito menos favorável em muitos momentos do segundo turno, com léguas e léguas de distância entre nossa posição e a do então líder do campeonato
Chegou a hora. E eu achando que ela nem seria necessária. Hora de dividir a torcida em Homens e Meninos. Modo de dizer, mais para efeito literário que de exclusão. Podem se incluir nessa divisão, Mulheres e Meninas, parte integrante e representativa da Nação.
Sou Homem, aprendi a ser desde muito cedo influenciado pelo meu pai. Meu filho, flamém, já é Homem desde os sete ou oito anos. No lugar de ficarmos nos lamuriando com a sequência de resultados, tal qual meninos chorões e mimados, ou procurando a culpa em complôs imaginários e/ou teorias conspiratórias que buscam explicar tudo como injustas armações feitas para prejudicar a nossa equipe, vamos seguir torcendo e acreditando, função básica, elementar e obrigatória de qualquer torcedor.
Homens e Mulheres farão assim na próxima quinta, quando entrarmos em campo para o jogo contra o Corinthians. Os poucos que estaremos no Pacaembu, na pequena área destinada à nossa torcida, e os milhões espalhados por todo o país e pelo mundo de olho nas telinhas e telonas em todos os lugares. Na hora em que o apito do juiz trilar iniciando a partida, os resultados adversos dos jogos contra o Atlético-GO e o Bahia farão parte de um passado longínquo e não pertencente ao que chamaremos de "a nova arrancada para o título".
Já os meninos e meninas, esses seguirão dois caminhos. Ou olharão meio de soslaio para o que estiver acontecendo dentro das quatro linhas, fingindo uma falta de interesse ou, pior que isso, nem se preocuparão em assistir à partida, já que passaram a esperar o pior e estão convencidos que, por causa de um ou dois tropeços, todo o belo trabalho que vem sendo realizado irá por água abaixo.
Quando dezembro chegar, seremos campeões ou não. Mais uma vez então ficará clara a divisão entre Homens e Meninos. Aqueles envergarão o Manto Sagrado com o orgulho que só os realmente apaixonados por essas cores possuem, estes "darão um tempo", se sentirão diminuídos e irão se preocupar com outras coisas se a vitória derradeira não for alcançada. Mas isso só se ela não vier. Caso o Hepta se configure em realidade, os meninos serão os mais histriônicos em sua comemoração, os que mais baterão no peito dizendo que não duvidaram em momento algum que a nossa conquista viria.
Quando isso acontecer, os Homens cumprirão seu papel de mais maduros. Comemorarão abraçados aos meninos, fingindo não saber que aqueles são tão dependentes assim de bons resultados para expressar sua paixão.
Ao meu lado, por acaso do destino, no Engenhão, estava um senhor que nunca vi na vida. Vociferava a cada gol levado. Urrava impropérios contra nossos jogadores a cada lance que não dava certo. Sofria de maneira tão exagerada que chegava a ser engraçado. Pela aparência, devia ter lá seus 50 anos de idade. Um dos meninos mais inocentes que já vi. Tanta vivência não lhe serviu de aprendizado. Não valeu de nada para que ele entendesse que a verdadeira alegria de torcer para o Flamengo está contida na própria frase. Ser feliz simplesmente por ser Flamengo. Vitórias, derrotas, triunfos, fracassos, tudo fazendo parte de detalhes muito pequenos.
Te cuida Corinthians. Estamos chegando para retomar o nosso rumo. Rumo vitorioso que é a alegria dos Homens, e a única opção de contentamento para os Meninos.
CURTAS
. Correria na quinta para estar no Pacaembu. Vou gostar bastante dessa viagem. Farei à moda antiga. Ida e volta de ônibus. Apesar de ser no meio da semana, dá pra trabalhar tranquilão no dia seguinte, já que serão muitas horas de sono na ida e na volta. Mal posso esperar.
. Para os chatos que julgavam ser o Wellington o responsável por todos os males... Perdemos dois jogos sem ele em campo. E agora?
. Estão meio ausentes, mas voltam com estilo no jogo contra o Corinthians os filminhos toscos. Dessa vez, em versão on the road.
. Quase uma da manhã de segunda. O "CURTAS" honrará o nome dessa vez. Fico por aqui. Segunda será um longo dia de ouvir reclamações e lamúrias de rubro-negros de araque.
. Ah, essa é boa. Quando o Bahia fez o terceiro gol, twittei uma pré-agressão verbal aos rubro-negros que porventura reclamariam comigo (??!!) do resultado. Alguém achou que eu era do arco-íris e partiu pra dentro (via digital). Achei muito bacana. O cara achou que ES estava provocando a Nação e se indignou de forma imensa. Tem que ser assim.
. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio
Autor: Vida de Torcedor
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01/09/2011 às 17h23m
Um dia tinha mesmo que acontecer.
Perdemos a primeira partida disputada fora de casa no ano de 2011. Até normal ter acontecido na região Sul, localidade onde realmente não temos um histórico dos mais favoráveis.
Ferimentos leves. Continua uma embolação só a disputa pelo título de Campeão Brasileiro deste ano.
Estou escrevendo esse texto e já passa de meia-noite. Pelo menos dessa vez, o adiantado da hora em que preciso redigir isso aqui não tem relação com o horário em que a partida foi disputada. Dessa vez já podia ter redigido antes mesmo de a bola rolar.
O tema natural de hoje deveria seguir dois caminhos: ou o jogo contra o Avaí, ou o meu Muro das Lamentações particular de ter faltado meu primeiro jogo no Brasileirão, justo no dia de uma derrota, dia em que eu mais faço questão de estar presente, exercer minha fidelidade cidadã, e estar lá aplaudindo a equipe que sai de campo com placar adverso.
Porém dessa vez, antes mesmo de chegar em casa, deparei-me com o tema a ser abordado enquanto observava/participava do costumeiro torrencial de idéias soltas do twitter.
Eis que o Corinthians abriu o placar contra o Grêmio em uma penalidade que, bradavam todas as vozes na dinâmica rede social, não tinha acontecido e, mais que isso, diziam as vozes, só poderia fazer parte mesmo de um complô orquestrado para ajudar a equipe paulista. Fala sério!!
Deve ser o mesmo pessoal que tem aquela eterna ladainha de que no Campeonato Estadual, nunca deixam o time vencedor do primeiro turno levantar o caneco também no segundo, evitando uma final. Não adianta nada o Flamengo ter ganho a Taça Guanabara e a Taça Rio na edição desse ano. Em 2012 a mesma idéia estapafúrdia será propagada aos quatro ventos assim que conhecermos o vencedor da primeira fase da competição.
Sobre o lance do pênalti a favor do Corinthians, vi o lance na televisão no intervalo do nosso jogo e não há como negar que não deveria haver a marcação da penalidade. Daí a dizer que isso aconteceu de propósito e que há uma conspiração em andamento para impedir que o Flamengo seja campeão, vai uma longa distância.
Um lance que não vi de novo na TV, mas que muitos me disseram que deveria ter acontecido a marcação de um pênalti, foi aquele no minuto 47 do jogo contra o Vasco. Lá pelo twitter, quando fiz um apelo pelo fim da choradeira por causa de lances marcados a favor ou contra seja lá quem for nos jogos dos outros, no mesmo instante muitas vozes se ergueram para defender a idéia de que esse campeonato é de cartas marcadas e que querem ajudar a equipe corinthiana. Minutos depois perguntei a opinião sobre o lance derradeiro do clássico regional disputado no último domingo... Como já esperava, a resposta foi o silêncio.
Temos time suficiente para levar o troféu em dezembro. Não há necessidade dessa torrente de lágrimas, coisa que mais se assemelha e é marca registrada de uma outra equipe do futebol carioca.
No lugar de ficar chorando pelos pênaltis alheios, deveríamos nos preocupar sim, em colocar um número de pessoas mais decente nos jogos do Engenhão. Podíamos até já começar nesse jogo da segunda rodada do returno contra o Bahia... Êpa... Nem tinha me dado conta, mas o fenômeno que leva ao baixos públicos apresentados nos jogos em que disputamos no Rio também é fruto de uma choradeira, aquela que se desculpa entre soluços e profere baixinho que " o Engenhão é longe, não gosto de ir lá, me sinto mais a vontade no Maracanã".
Sei não hein Nação? Acho que esse troço de choradeira pega. Melhor todo mundo se policiar para não ficar com mi-mi-mi desnecessário e fora de propósito.
Contudo, se você está lendo isso aqui e compartilha da mesma opinião de que há um complô para favorecer A ou B e, mais que isso, simplesmente para nos prejudicar, pare de perder seu tempo. Já que está tudo armado, então pra que ficar acompanhando toda essa encenação? Meu conselho de programa para a próxima tarde de domingo de vocês não pode ser outro: "Que tal um cineminha?".
Só para constar, o final do filme é armado. Se isso incomoda também, o negócio é ir, por exemplo, jogar damas com alguma vó ou tia, não é possível que até ali os resultados estejam sendo manipulados para te prejudicar... Deixa de chororô.
CURTAS
. Vi meus companheiros de viagem na telinha. Todos menos Júlio, o Senhor do Tempo. Muito curioso para saber que horas o cara chegou por lá. Salvo engano, acho que ele ia chegar ao aeroporto de Florianóplis por volta das 21:20.
. Mal posso esperar para chegar o dia 8 e cair na estrada. Após assistir pela televisão os jogos contra Atlético-PR e Avaí, meu corpo clama por um pouco de desconforto e perrengue.
. Falando em desconforto, o que é aquele sol na cara nos jogos à tarde no Setor Leste Superior do Engenhão? Muitos me perguntaram na segunda se eu tinha ido à praia.
. E tome gol do Ronaldinho... De tudo quanto é jeito
. Twitter com Fla e outros assuntos de menor relevância: @sorinmercio.
Autor: Vida de Torcedor
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O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.