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29/09/2011 às 14h31m



E então aconteceu...

Não. Não sejamos pessimistas. Está acontecendo… Mas a sagrada instituição do capitalismo há de dar um jeito.

Com a compra da Web Jet pela Gol, e a ligeira falta momentânea de concorrentes à altura, os preços e horários das passagens não estão andando nada agradáveis. Em alguns casos, até proibitivos mesmo estão os valores dos sagrados bilhetes que nos proporcionam a oportunidade de ver nosso amado time bem de pertinho.

Alguns membros da minha pequena trupe de viajantes já andam dando claras demonstrações de preocupação. Isso para não dizer que estamos mesmo a ponto de irmos todos para o Galeão/Santos Dumont e fazer uma manifestação, implorando pelos preços absurdamente baixos de pouco tempo atrás.

Como conseqüência imediata já estamos olhando com outros olhos para as empresas rodoviárias, começando a achar que 13 horas para Curitiba ou 17 para Goiânia, nem é tanto tempo assim. Dá pra tirar de letra a viagem de ônibus.

Faltei apenas um jogo até agora no Brasileirão. A próxima ausência será no próximo dia 16, no jogo contra o Ceará. Das viagens restantes, pelo menos das um pouco mais complicadas, restam só Porto Alegre e Goiás. Acho... Ou pelo menos estou me forçando a acreditar nisso... Que vai dar para acompanhar o time nessas duas. Caso as passagens estejam caras, compra a volta de avião e mete a cara na estrada na ida.

O problema maior que assola nossas mentes doentias é a possibilidade de as coisas continuarem piorando e comprometerem o nosso desempenho e presenças no Brasileirão 2012. Acho que não haverá problemas maiores. Otimismo desvairado? Não. Simples confiança nas leis que regem o mercado.

Alguma Cia aérea há de ocupar o espaço e nos adotar. Além de levar nossa fidelidade e dinheiro, levará nossos corações para colocar no Balanço de Final do ano, na coluna destinada aos Patrimônios da Empresa. É óbvio que isso vai acontecer. Já perdi as contas das inúmeras reportagens sobre a descoberta da possibilidade de voar das classes menos favorecidas da população. Não é possível que um nicho de mercado forte como esse deixe de ser explorado de uma hora para outra.

Posso apostar. Avianca, Azul, Trip, qualquer uma, alguma delas irá ser a nossa nova casa em 2012. Isso se a própria Gol não perceber que não é exatamente o melhor dos mundos abandonar o seu povo à míngua.

Texto curtinho hoje. Sei que esse assunto não interessa a todos mesmo. Como o espaço foi dado para relatar as nossas aventuras e desventuras nessa vida itinerante que escolhemos, achei bacana relatar o tipo de coisas com que temos que nos preocupar, e o embasamento teórico que somos forçados a usar como ajuda para nossos nervos em frangalhos.

O Capitalismo há de nos estender a mão em 2012. Oremos. Se não estender, pé na estrada. Sem problemas. Se não der... Com o perdão do Grêmio de Porto Alegre, já tomamos o Ronaldinho Gaúcho mesmo, vamos nos apropriar um pouco dos versos do belo hino. Até a pé nós iremos...

CURTAS

. Nem pensar em cair na armadilha de novo. Nessa noite de quarta me dediquei a outras coisas. Ver o jogo da Seleção, nem pensar. O outro jogo contra a Argentina foi das coisas mais chatas que já assisti.

. Morumbi lotado no domingo. Vai ser um belo espetáculo. Cenário ideal para darmos continuidade à nossa arrancada rumo ao HEPTA.

. Parte da minha trupe vai radicalizar. Sair do Morumbi, correr para o aeroporto e desembarcar direto para a última noite do Rock in Rio.

. Olha... O texto anterior a esse inflou o ego dos rubro-negros off rio até não poder mais. A promessa da paulistada é de, se o jogo contra os chilenos for marcado para o Pacaembu, abarrotar o troço e esnobar as imagens costumeiras do Engenhão com pouco público.

. Abração pra todo mundo off Rio que mandou mensagens no twitter e comentários pelo meu e-mail. Vocês não são o orgulho da Nação. Vocês são a própria Nação.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fl e outros assuntos: @sorinmercio

Autor: Vida de Torcedor

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27/09/2011 às 10h10m



Na noite da última sexta, quando muitos de nós nos esbaldávamos pela animada, apesar de fria, noite carioca, o jogo contra o América Mineiro já havia começado para Orlando e Sérgio.

Quando o juiz ergueu o braço na noite de sábado, decretando o fim do jejum de vitórias, após um jogo que pelas posições das equipes na tabela e na história do futebol, deveria ter trago consigo uma menor, ou nenhuma carga dramática, a partida estava longe de acabar para Orlando e Sérgio.

O Engenhão, praticamente abandonado pela Nação na fria noite de sábado contou com a ilustre e apaixonada presença de dois rubro-negros, que partiram de São Paulo, um da cidade de São Bernardo e o outro de Santo André, para ser mais exato, ainda na noite de sexta para ver de perto a partida do nosso time após uma longa estiagem de vitórias que durou 10 jogos.

Não que seja fator inédito as idas e vindas pela Via Dutra de alguns amigos que tenho, moradores de São Paulo. Além desses dois, Fred, outro apaixonado pelo Manto, volta e meia torna a Via Dutra pequena e desprezível demais, insuficiente para separar a verdadeira devoção pelo time do coração.

Fiquei sabendo que viriam na sexta à noite. A mensagem era direta, bem humorada e profetizava: "Estou indo aí para acabar com a zica desse time". A gíria com toda a cara de São Paulo tornou a mensagem ainda mais forte. Ainda lendo o resto do texto, fui lembrando todos os conhecidos que, mesmo morando no Rio de Janeiro, já foram logo avisando durante o decorrer da semana que não iriam marcar presença nas arquibancadas para essa partida.

Aquilo ali pra mim foi como se fosse um gol. Olhei para minha senhora, companhia certa das noites de sexta, ainda iniciante nas arquibancadas, e falei: "Os caras lá de Sampa vêm... Esses caras são F...". Em segundos, liguei para meu filho e passei a notícia: "Os mano tão vindo pro jogo... Muito sinistro isso. Tapa na cara de um monte de ‘apaixonadinhos’ pelo Flamengo que eu conheço".

Sabe o que mais impressiona nisso tudo?  Eu nasci no Rio, fui criado aqui do lado dessas cores, o Flamengo joga "no quintal da minha casa" toda semana. Nem conheço muito o Sérgio, já o Orlando conheço de longa data, das arquibancadas desse país afora. Posso afirmar que o cara é paulistão mesmo. Daqueles que falam "meu" e provavelmente, não tenho certeza, "dois pastel e um chopps". Não é um cara que nasceu no Rio e depois teve que se mudar para São Paulo. Nascido e criado na Terra da Garoa, é apaixonado pelo Flamengo e acalenta o sonho de um dia vir morar definitivamente na Cidade Maravilhosa, quando poderá finalmente decretar um "Final Feliz" para a história de amor que vive com o rubro-negro.

Se isso que fizeram no último final de semana não for a materialização do meu Ideal de Vida e Lema Máximo de Comportamento, o velho e tradicional "apoiar sempre, na boa e na podre", eu não sei mais o que é. Durante o jogo, fiquei imaginando a quantidade imensa de rubro-negros que moram ali, ao lado do Engenhão, nas ruas e bairros próximos e nem sequer haviam cogitado a possibilidade de aparecer pra dar um apoio ao Flamengo no momento difícil que, esperamos, tenha sido deixado pra trás no momento em que aquele bate rebate na área dos mineiros terminou por balançar a rede adversária e nossos corações, até então estrangulados de tanta apreensão.

Somos mais de 35.000.000!!!! Número expressivo. Quantidade populacional maior que de muitos países. Somos uma verdadeira força da natureza. Mas uma coisa deve ser dita. Se tivéssemos, só aqui na capital carioca, uns 35.000  Orlandos, Sérgios e Freds, construiríamos um Império de fazer inveja aos romanos de antigamente.

Muito obrigado, "manos". Ganhamos o jogo. Ganhamos um jogo que não era mais que obrigação. Com todo respeito, ou não, o América Mineiro não podia nem sequer ter feito uma partida dura contra nossa equipe. Foi mais um jogo entre tantos outros que presenciei com o Engenhão vazio. Mas dessa vez, quem "pagou" o meu ingresso foram vocês. Trouxeram com vocês na bagagem, a esperança que tenho de dias melhores do lado de fora do campo, dias em que lotaremos qualquer estádio, em qualquer jogo, em qualquer situação da equipe.

No próximo final de semana, é a minha vez de atravessar a Dutra. Quero a vitória. Caso ela não me venha, estar lá ao lado do meu time me basta. Certeza mesmo eu só tenho uma. Do outro lado da estrada, apoiando de forma incondicional, lá estarão os "manos", rubro-negros de verdade.

CURTAS

. Enfim. Botar o sono em dia no próximo domingo. Muita estrada para dormir na ida, muita estrada para dormir na volta.

. Quando tem que dar errado não há coisa que faça dar certo. Eu e meu filhão, adeptos da barulheira sem limites e destruição sem dó de nossos tímpanos, não compramos ingressos para a noite metálica do Rock in Rio porque podia ter jogo do Flamengo no mesmo dia... Óbvio que o jogo tinha que ser no sábado. Caso a compra tivesse sido feita, aposto que a história seria outra.

. Nem tudo perdido. Como a grana não vai dar para ir ao Ceará, nos esbaldaremos no próximo dia 15, viajando até Friburgo para o show da Melhor Banda do Planeta, Matanza

. O jogo no Morumbi marca, espero, a volta dos Filminhos Toscos. Andam meio sumidos por questões técnicas e outras coisas mais.

.  E esse jogo contra o Fluminense que pode/deve ser marcado para Volta Redonda?  Ninguém merece.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter: @sorinmercio

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21/09/2011 às 14h59m



Nessa quarta é dia de largar tudo mais uma vez e ir correndo ver bem de perto a minha paixão jogar.

Espalhados por todo o país, é dia de muitos irem para os bares ou sentarem bem na beirinha do sofá para acompanhar o Flamengo em mais uma tentativa de acabar com um inesperado jejum de vitórias, em um ano em que todos chegamos a pensar, admitamos, que as derrotas sequer aconteceriam.

Sabe que sinto um alívio danado quando essas fases acontecem?  Não que eu goste de ver meu time envolto em tentativas de remar contra uma correnteza que teima em nos empurrar para uma direção contrária aos nossos anseios. Também sou como todo mundo. Estava feliz que nem pinto no lixo com os mais de 100 dias sem uma única derrota. Dado a exageros, já vislumbrava a festa que faríamos todos quando a contagem chegasse a 200... 400... 1000. Sabia que tal coisa não aconteceria, mas também sei ser muito improvável acertar os números da loteria, volta e meia me flagro pensando em como seria uma vida em que eu teria certeza absoluta de estar presente em 100% dos jogos.

O meu alívio é proveniente do estado de espírito com que encaro essas adversidades momentâneas. E olha que estou falando isso em valores absolutos. Quando passo para as comparações relativas e penso em alguns amigos que são tão perdidamente apaixonados pelo Flamengo, que mudam de humor e vociferam o tempo todo contra os atletas, a torcida, os Deuses do Futebol enfim, chego até a achar graça.

E não sou melhor que ninguém não. Minha pequena trupe de viajantes é toda assim. Vamos nos despencar para Sete Lagoas no meio da semana; vamos vivenciar a costumeira hostilidade da torcida do adversário dessa rodada; vamos combalir um pouco mais nosso orçamento; vamos sair de Sete Lagoas no meio da madrugada; dormir de maneira desconfortável no aeroporto em Belo Horizonte; ir do Santos Dumont direto para nossos trabalhos. Garanto uma coisa: se o jogo for 5 x 0 para o Flamengo, um empate modorrento sem gols, ou até mesmo uma vitória do time local... Estaremos sorrindo no aeroporto e preparados para a próxima.

Sei que na quinta pela manhã, quando estiver na minha mesa entre muitos bocejos e olhadas impacientes para o relógio, a não ser que ganhemos com uma goleada incontestável, um dos meus patrões vai ligar reclamando do time. Desde já sei que terei argumentos para defender o Flamengo. Se não tiver nenhum plausível... Sem problemas. Improviso e invento um na hora.

Mas isso não será necessário. O jejum acaba nessa quarta. Vamos retomar o caminho das vitórias que nos levará ao Hepta. Tenho certeza disso?  Claro que não. Aí é que está o grande barato de ser apaixonado pelo futebol. Se as coisas não acontecerem do jeito que esperamos, é assimilar  golpe e nos preparar. Porque no sábado tem mais. Sempre tem mais. Até dezembro.

Você é desses também?  Orgulho incondicional e tranqüilo de ser Flamengo?  Meus sinceros parabéns. Você é o tipo de gente que o Flamengo precisa nesses momentos.

Um forte abraço leitor. Vou ali em Minas e volto já. Certeza mesmo eu só tenho uma única.

Vou e volto sorrindo. Eu sou Flamengo. Motivo maior da minha felicidade.

CURTAS

. Até que eu estou aprendendo a brincar lá pelo Cartola. Estou até com esperança de não fazer feio na Liga dos Blogueiros que pretendo montar em 2012.

. Muito bacana a iniciativa de duas torcidas, uma do Flamengo e outra do Botafogo, de promover uma partida de futebol no sábado anterior ao  clássico. A Fla Manguaça e a Bota Chopp se enfrentaram no campo. Belo exemplo. Ah se todo mundo fosse assim...

. Em tempo: vou procurar me informar do resultado da partida e coloco por aqui no próximo texto. Ê blogueiro incompetente...

. Falando em blogueiro... Que lástima as imagens veiculadas pela imprensa da agressão que o Arthur sofreu, no que deveria ser uma festa para o lançamento do nosso belo terceiro uniforme.

. Qualquer coisa... Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outras cositas mais... @sorinmercio

. VAI PRA CIMA DELES, FLAMENGO


Autor: Vida de Torcedor

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20/09/2011 às 11h51m - Atualizado 20/09/2011 às 11h51m



Chego em casa logo após o clássico contra o Botafogo e o telefone toca. Ligeiro pânico. Achei que era algum dos meus inúmeros amigos rubro-negros reclamões querendo apregoar o apocalipse que já vêm profetizando a tantas rodadas.

- Alô - digo, já conformado em ouvir as lamúrias de alguém que provavelmente nem tinha ido ao estádio mas, força do hábito, iria reclamar um monte por não termos ganho a partida, dizer (mais uma vez) que agora definitivamente perdera as esperanças, que já nem acompanharia mais os jogos, que o negócio era pensar em 2012, blá, blá, blá...

Alívio. Do outro lado um eufórico vascaíno havia ligado para resolver outras coisas que em nada se ligavam ao futebol mas, aproveitando a oportunidade, não quis se privar de dar uma provocada no amigo.

Esse cara está ficando maluco. Provavelmente é o que muitos estão pensando ao ler esse texto. Quer dizer então que eu prefiro receber a ligação de um vascaíno engraçadinho e saltitante de felicidade que a ligação de um irmão rubro-negro? SIM, SIM, SIM, SIM, SIM e SIM é a resposta exata.

Entre receber a ligação de um lamurioso que só vai fazer resmungar o tempo todo e, muito provavelmente, vai encerrar a ligação com uma pergunta cretina, geralmente dividida em duas partes... A saber: "Você vai ao jogo na quarta?"... para ao ouvir o meu "Sim, é claro.", emendar com um detestável... "Você é maluco", prefiro atender um vascaíno que, de tão acostumado a fazer campanhas no Brasileirão muito aquém da história e tradições do seu time, vai ficar tagarelando feliz, curtindo o momento e de bem com a vida.

Preferi mesmo que a ligação que recebi tenha sido do Gumercindo (o nome dele não é esse, mas o cara é vascaíno roxo, se sabe que o nome dele anda estampando as páginas do nosso site, é capaz de terminar a amizade comigo e ainda me tacar um processo). O curioso é que a mesma resposta dada ao meu exaltado amigo cruzmaltino poderia servir também para qualquer um dos "apaixonados" pelo Flamengo que, apesar de não terem feito contato no domingo à noite, certamente o farão durante toda a enfadonha segunda que se aproxima.

Não sei se em março, ao imprimir a tabela do campeonato eu cliquei duas vezes no ícone que traz uma impressorazinha e tenho páginas de sobra na minha gaveta. Será a primeira coisa que farei quando chegar ao escritório. Entre o vascaíno que me ligou, e o tom dos rubro-negros que terei de aturar na segunda, há uma semelhança. A euforia de um e a depressão fresca dos outros indicam que vivenciamos a última rodada do campeonato ou, na melhor das hipóteses, essa acontecerá no próximo final de semana.

Estou enganado ou a história do Brasileirão 2011 ainda tem muitas páginas a serem viradas/lidas/escritas?  

Quando os resultados de outros adversários ajudam, é muito comum dizermos que "estão deixando a gente chegar". O que dizer então quando após tantas e tantas rodadas sem as abundantes vitórias que formaram  nosso habitat natural por todo o primeiro semestre, continuamos por ali na parte de cima da tabela? Em sexto lugar se não me engano.
 
Sou fanático, apaixonado, mas não sou burro. Sei muito bem que o campeonato tupiniquim é duríssimo e tantos pontos assim não podem ser desperdiçados, pois farão falta (e muita!) quando chegarmos à reta final. É óbvio que a situação é incômoda. Não a posição na tabela, já que a sexta posição ainda nos credencia a lutar pelo título. O incômodo é uma equipe que não mudou seu elenco e ganhou tanto, de uma hora para outra passar tanto tempo sem vencer.

Mas quem disse que seria fácil?  Isso aqui não é, e não lembra nem de longe aquela pasmaceira dos jogos do Estadual. É complicado mesmo. Tivessem esses empates e derrotas que tanto irritam boa parte da torcida, acontecido distribuídos aleatoriamente ao longo de toda a competição, seria bem menor o número de insatisfeitos apregoando o apocalipse.

Querem saber do que mais?  Quem não estiver preparado para QUALQUER coisa, tem mais é que abandonar o barco mesmo. SER RUBRO-NEGRO é um espírito/lugar pra gente muito forte. Gente que ama as vitórias, mas está plenamente consciente da existência das derrotas.
 
Só dá pra ser assim. Quem não for assim... Sinto informar, não é torcedor, é criança mimada. Tem mais é que procurar outro brinquedo pra se distrair.

FLAMENGO É COISA SÉRIA.

CURTAS

. Quarta feira em Sete Lagoas? Mas é claro que eu vou? Existe algum motivo para abandonar o barco e jogar a toalha? Desconheço completamente a existência de tal coisa. Se o jogo contra o Atlético-MG fosse na última rodada e já não houvesse possibilidade de conquistar nada... estaria lá assim mesmo. Flamengo é minha vida.

. Última dormida no chão do aeroporto de BH na temporada. Já estou ficando com saudades.

. Olha, não é querer resmungar não, mas o refrigerante no Engenhão é vendido a preço de vinho importado. Até compro, mas degusto cada gole como se fosse a última gota de água no deserto.

. Mercioquerido@hotmail.com    

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Autor: Vida de Torcedor

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14/09/2011 às 10h44m



César aprendera a amar o Manto desde muito pequeno. Teve a felicidade de nascer em 1971, dez anos antes do pleno domínio que levou o Flamengo a dominar o mundo de forma incontestável no início da década de 80.

Na inocência de sua infância, achava estranho naquela época que alguns seres humanos adultos, e até mesmo outros tão pueris quanto ele, torcessem por outro time. Quando se encaminhava para o estádio, de braço dado com seu orgulhoso pai rubro-negro, de quem herdara a adoração pelo manto, observava curioso os poucos que passavam trajando as camisas dos clubes adversários e pensava: "Caramba!! Não é tão óbvio que o Flamengo vai acabar vencendo? Por que essas pessoas insistem em torcer para outras equipes?"

O tempo passou, e o domínio já não era tão absoluto assim. Pelo menos no campo. Nas arquibancadas, continuava vendo os shows incomparáveis proporcionados pela Maior Torcida do Planeta. Já no campo, os tempos tinham mudado. Ainda torcia por um forte time, mas vez ou outra algumas equipes ousavam desafiar a hegemonia rubro-negra e vencer um campeonato aqui e outro acolá.

César, que passara a infância e adolescência acompanhando verdadeiros massacres contra os adversários, não conseguia se acostumar com aquilo. Tornou-se um adulto emburrado nesse seu lado de torcedor. Vociferava e rangia os dentes quando o resultado em campo não era uma vitória. Muitas vezes chegava a rosnar furioso quando o placar era favorável, mas por um magro um a zero, acostumado que estava em tempos idos, a ver goleadas memoráveis contra os mais diversos times.

Vivia remoendo reminiscências do passado, deixando até mesmo de curtir os bons momentos que, pelo menos do seu ponto de vista primário, não se comparavam às épicas vitórias do que convencionou chamar de "os tempos bons".

O tempo passou e César, como todo ser vivente do planeta, acabou por se adaptar. Não via muita graça, mas ainda assim era o seu time que estava em campo. As cores eram as mesmas. A camisa muito parecida, "é até mais bonita agora", admitia em segredo. A torcida então, vivia proporcionando tardes e noites que não ficavam devendo nada aos saudosos tempos de outrora.

Eis que em 2011 algo aconteceu. A diretoria se esforçou. Trouxe técnico de ponta, craques mundialmente reconhecidos, arrumou mesmo a casa e o time do coração de César começou a reinar absoluto naquele ano. Sua mente começou a fazer um volta deliciosa à infância passada. O tempo foi voando naquele fatídico ano e os resultados positivos apareciam aos borbotões. Até que, exagero de grandeza, o Flamengo ultrapassou a marca de 100 dias sem uma única derrota.

Aquilo fez muito bem ao coração de César. Voltou a olhar com curiosos olhos de menino para a arquibancada oposta, onde torcedores infelizes de outros times observavam estupefatos o renascimento de um Império que os incomodava muito. César só sabia bater palmas. Já com 40 anos, comportava-se nas arquibancadas ou diante do aparelho de TV como um garoto mal saído das fraldas. Aplaudia, urrava, batia no peito, beijava o escudo estampado no Manto Sagrado um sem fim de vezes a cada partida. Havia reencontrado uma felicidade que julgava não ver mais em sua vida...

Aí o Flamengo tropeçou. Perdera a invencibilidade diante do olhar incrédulo de César que nem vira os gols que causaram a derrota, já que em ambos os lances estava com a cabeça inclinada beijando a camisa.

Aí o Flamengo tropeçou de novo. E não uma vez só. Duas, quatro, uma sequência. Foi demais para César.

A tabela não mostrava situação muito dramática. A distância entre o Flamengo e o então líder era de pouco mais que meia dúzia de pontos. Espaço curto e facilmente eliminado com uma pequena sequência de vitórias. Era tarde. César não racionalizava mais nada. Acabou que os 100 dias fizeram mal ao "garoto". Queria o fim de tudo. Queria derrubar várias instâncias. Queria jogar violentos impropérios do porteiro do clube ao atacante. Julgava estar tudo errado. Urrava. Tratava sua camisa com desleixo, chegando até mesmo a dar um pequeno rasgo em um de seus momentos de fúria. Gemia seu sofrimento e já nem conseguia prestar atenção aos jogos e muito menos na tabela do campeonato.

César regredira. Já não era mais um torcedor. Havia se transformado em uma força destruidora da natureza. O desespero sem causa suplantara o amor. César era um monstro.

THE END

CURTAS

. Imprensa malvada. A folga de dois dias para os jogadores já tinha sido combinada a muito tempo, devido ao acúmulo de jogos e conseqüentes concentrações. Muitos jornais trataram isso de forma sensacionalista, tentando transformar em desleixo aparente. Malditos.

. Agora que eu quero ver todo aquele amor que a turma adora cantar aos quatro ventos. Clássico importante contra o Botafogo no domingo. Quem está reclamando de tudo, mora no Rio, e não vai ao jogo, perdeu direito de ficar torrando a paciência.

. Show do Ronaldinho logo mais trajando roupa amarela. O cara é tão sinistro que vai até me fazer assistir jogo do Brasil.

. Estou melhorando naquele troço lá do Cartola. Vamos ver se consigo não fazer muito feio na Liga dos Blogueiros que pretendo montar com os caras dos outros clubes no ano que vem.

. Mercioquerido@hotmail.com    

. Twitter: @sorinmercio

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12/09/2011 às 16h49m



Apesar de minhas convicções de ateu... Meu deus do céu!!!!

A turma mais irritada e sem paciência está arrancando as cuecas/calcinhas pela cabeça de tanto desespero.

Minha caixa de e-mails e meu twitter estão sendo obrigados a acolher dezenas de soluções esdrúxulas e sem sentido para resolver a, temos certeza, breve escassez de vitórias que se instalou sorrateira e estimuladora do ódio alheio sobre a nossa amada equipe.

Como sempre no mundo do futebol, a primeira coisa que o pessoal quer fazer é mandar todo mundo embora. Tem uns e-mails que recebi que tenho até vergonha/ética de relatar aqui, de alguns nomes de técnicos, jogadores e até dirigentes que seriam, segundo as vozes que bradam uma balbúrdia incompreensível de soluções, a única saída para resolver os nossos problemas.

Respondi todo mundo de maneira polida e educada, já que após a derrota para o Bahia andei... Digamos... Pegando um pouco pesado com a turma do Muro das Lamentações.

Eu acho que esse pessoal ficou é mimado demais com o longo tempo que permanecemos sem perder no ano de 2011. Não tenho uma memória lá muito boa para essas coisas, mas juro que a impressão é a de que a indignação, não apaziguável dessa gente, está muito maior agora, no comecinho do segundo turno com pouco mais de meia dúzia de pontos nos separando do líder, que nos anos negros e preocupantes em que nosso Manto Sagrado andou flertando perigosamente com a série B.

Tudo bem que eu sou suspeito. Sou tarado demais da conta por esse time e essas cores. Porém, por baixo da consciência que tenho do meu fanatismo desmedido, consigo enxergar com frieza científica alguns fatos.

Em 2009, em um momento muito mais próximo da derradeira rodada do Brasileirão daquele ano, lembro que estávamos a NOVE pontos do Palmeiras, líder de então. Sendo assim, como pode a nossa posição atual ser toda essa certeza absoluta da chegada próxima do apocalipse?

Outra coisa que foge à minha compreensão: o nosso elenco é esse aí. Com esse elenco que está aí estávamos todos eufóricos com nosso desempenho até o mês passado. E agora acham julgam estar tudo errado e que estamos mal providos de jogadores?  Mesmo se os mais exaltados responderem sim... Estamos já no meio de setembro, o campeonato acaba no começo de dezembro... O que essas pessoas querem?  Pegar uma mala de dinheiro, bater na porta do Barcelona e gritar: "Ô espanhol, dá cá uma meia dúzia desses jogadores daí do seu elenco que a gente ta precisando de reforço em tal e tal posição", no mínimo deve ser esse o plano infalível.

Mas tudo bem. Imagino que nessa manhã de segunda deve ter sido a mesma coisa com os menos pacientes do Corinthians que perdeu... Do Grêmio que também perdeu... Do Botafogo que foi goleado... Do Palmeiras que perdeu de três em seus domínios. O campeonato está uma embolação completa, quem ganha bem hoje é goleado três dias depois. Quem estava em crise em uma semana, duas depois já está se achando sério candidato ao título. Repito mais uma vez: Quer moleza vai acompanhar Campeonato Espanhol. Aqui o negócio é complicado assim mesmo.

Dedico muito do meu tempo e dinheiro para acompanhar a nossa amada equipe pelo país afora. Nessa atual edição do Brasileiro só não estive presente em um jogo e acho que isso só se repetirá em mais dois até o final. Acho que 35 de 38 é uma boa média não é mesmo?  Estou irritado e querendo que o mundo desmorone porque as nossas habituais vitórias estão em um momento de estiagem?  Nem pensar. Meu humor não se alterou, assim como a minha confiança no trabalho que vem sendo feito. Sou maluco? Talvez. Mas a base dessa minha calma é uma só. Amor por essas cores. Amor incondicional. Não vou vaiar e protestar se perdermos o jogo no domingo. Vou aplaudir, dar apoio, pegar meu avião para Minas na rodada seguinte e repetir tudo de novo. Peço desculpas aos mais desesperados, eu só sei torcer assim.

Se você chegou até o fim desse texto e está boquiaberto achando que essas idéias expostas aqui são um monte de asneiras, só resta dar um conselho e me oferecer para um serviço de Utilidade Pública: manda um e-mail pra mim e diz que não está mais agüentando tanto sofrimento (essa é uma palavra que os FlaFakes adoram usar), dá uma pausa e não assiste mais os jogos do nosso time. No lugar disso, acompanhe uma bela de uma novela... De preferência a das seis que é mais açucarada. Quando retomarmos uma sequência de... Digamos... Umas três ou quatro vitórias, prometo que aviso e aí você já pode voltar, vibrar com nossos gols, beijar o escudo e bater no peito gritando para a vizinhança inteira ouvir que você é Flamengo na vitória e na derrota. Não conto pra ninguém que você abandonou o barco quando esse atravessou águas turbulentas. Prometo.


CURTAS


. Minha opinião sobre a derrota para o Atlético-PR é uma só: quando que começa a vender ingresso para o jogo contra o Botafogo?
. Falando nisso, meu e-mail da Cia. Aérea confirmando a compra das passagens para o jogo contra o Atlético-MG, jogo após o clássico de domingo, já chegou. Que bom.
. Perder o jogo é uma coisa que eu até consigo digerir bem... Pra quem não sabe, a derrota é uma das três possibilidades em um jogo de futebol. As outras são o empate e a derrota. Agora, ver jogo em Macaé e não estarem vendendo aquele sacolé bonzão na arquibancada, isso aí eu não tenho a mínima condição de agüentar. Tem que ver isso aí.
. O jogo em Minas no dia 21 deve ser o último fora do Rio e no meio da semana. Meu patrão agradece a gentileza da tabela.
. O próximo jogo que deve "contar com a minha ausência" será contra o Ceará. Sofrendo horrores desde já. Dinheiro maldito.
. Qualquer coisa... Mercioquerido@hotmail.com
. Twitter com Fla e outros assuntos @sorinmercio


Autor: Vida de Torcedor

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08/09/2011 às 18h35m



Quarta-feira.  Feriadão.  Tranquilidade.  Tinha tudo pra ter sido aquela ida a São Paulo pra lá de tranqüila, sem precisar abusar da paciência de ninguém no trabalho, colégio, faculdade e afins.

Contudo, a mudança da data para quinta dez da noite, nos jogou a todos naquela velha conhecida nossa. A espiral de paixão/insanidade que faz com que alguns de nós larguemos tudo pra trás. Faz com que raciocinemos o tempo de forma diferente. Subvertamos a ordem natural da rotina que indica ser quinta um dia normal de trabalho e estudo.

Da minha parte, vou sair do trabalho meio-dia. Da parte do meu filho, nem ao colégio vai comparecer. Da parte de muitos outros que conheço, algumas responsabilidades serão deixadas de lado. Digo algumas, porque a maior delas e que mais nos parece fazer sentido em nossa lógica um tanto quanto deturpada, essa será feita. Estaremos lá no Pacaembu.

O jogo está sendo tratado com pompa por parte da imprensa em geral. Alguns lugares se referindo ao mesmo como o "SUPERCLÁSSICO". Será mesmo um confronto interessante. Os dois times mais populares do país, fazendo campanhas que, apesar dos últimos tropeços de ambos, os colocam como candidatos sérios ao título nacional do ano.

Para os que se deslocarão até lá, é dia de decretar, e logo após o 7 de setembro, feriado nacional de várias modalidades. Feriado completo para alguns, ponto facultativo para outros, meio expediente, seja lá o que for. O que importa é estar lá quando der 10 da noite.

Dessa vez, devido à mudança tardia no dia do jogo, não rolou de encontrar passagem de avião a preço acessível.  Tanto melhor.  Vou matar saudade das viagens básicas de toda a minha adolescência e juventude. Ônibus para ir, ônibus para voltar. É até melhor assim. Deixa a coisa toda com mais cara de jornada, como vocês poderão conferir nos filminhos toscos que aparecem por aqui qualquer dia desses.

Até que diminuiu em muito o número de conhecidos que vão ao jogo. Quando seria no feriado e o Flamengo estava embalado sem perder pra ninguém, a sensação que dava era que seriam necessários uns três Pacaembus pra comportar todo mundo. Com a mudança para um dia útil, desculpa mais que justa, e os últimos resultados não tão favoráveis assim da nossa equipe, falta de amor deixar de ir só por causa disso, o número de loucos tinha mesmo que cair consideravelmente.

Para os que entre nós conseguiram driblar as responsabilidades de modo inconseqüente ou não, e não estão nem aí para os resultados, já que trazem no peito um amor puro e incondicional, tanto melhor que seja na quinta. Perdemos em tranqüilidade e em número de pessoas. Ganhamos em nível de loucura e em "qualidade insana" dos que lá estarão.

Estamos todos juntos. Os que estarão lá e os espalhados por todos os cantos do planeta acompanhando a partida.

Ouvi muita reclamação nos últimos dias, de rubro-negros incomodados com o fato de "estarmos dando mole em um campeonato que está fácil de ganhar". Desconheço a lógica de qualquer frase que envolva "Campeonato Brasileiro" e "fácil" na mesma linha de raciocínio. E a pergunta que me fizeram mais ou menos assim: "Estamos ou não dando mole?"; respondo com  outra: "Se estamos, quem é que não está?".

Ninguém prometeu que seria fácil. Além disso, faz parte do nosso estilo a dramaticidade. Somos desse jeito mesmo. Bater Santos, Cruzeiro e Grêmio em sequência e depois perder pontos para equipes menos expressivas no cenário nacional é bem a nossa cara. Ou eu estou enganado?

Aqui é Flamengo. Adrenalina é o nosso sobrenome. Te cuida Corinthians. Aí vai o bando de loucos. No campo e nas arquibancadas.
 

CURTA

. VAI PRA CIMA DELES FLAMENGO  


Autor: Vida de Torcedor

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SOBRE MENINOS E HOMENS

Juro que eu já estava tão metido a besta com nossa campanha sem derrotas no Brasileirão, que já contava até que elas não aconteceriam

05/09/2011 às 15h12m



Enxergava um dezembro dourado e reluzente no final da campanha, tal qual um pote de ouro no final do arco-íris. Nos abraçaríamos todos então. Choraríamos em conjunto comemorando não só um título, mas um campeonato conquistado de forma invicta, para entrar nas manchetes de jornais espalhados ao redor de todo o planeta, ancorados no nome forte e sempre atrativo de nosso Relações Públicas, Homem Forte do Marketing e Show Man, Ronaldinho Gaúcho.

Ainda continuo vislumbrando o Hepta no final da campanha. Porém, de uma maneira mais próxima às nossas tradições. Com dúvidas e provações mil no meio do caminho que nos levará até a glória e o triunfo.

Para lembrança dos que fatalmente irão prever o fim de tudo nesta manhã de segunda, na campanha de 2009 nos encontrávamos em situação muito menos favorável em muitos momentos do segundo turno, com léguas e léguas de distância entre nossa posição e a do então líder do campeonato

Chegou a hora. E eu achando que ela nem seria necessária. Hora de dividir a torcida em Homens e Meninos. Modo de dizer, mais para efeito literário que de exclusão. Podem se incluir nessa divisão, Mulheres e Meninas, parte integrante e representativa da Nação.

Sou Homem, aprendi a ser desde muito cedo influenciado pelo meu pai. Meu filho, flamém, já é Homem desde os sete ou oito anos. No lugar de ficarmos nos lamuriando com a sequência de resultados, tal qual meninos chorões e mimados, ou procurando a culpa em complôs imaginários e/ou teorias conspiratórias que buscam explicar tudo como injustas armações feitas para prejudicar a nossa equipe, vamos seguir torcendo e acreditando, função básica, elementar e obrigatória de qualquer torcedor.

Homens e Mulheres farão assim na próxima quinta, quando entrarmos em campo para o jogo contra o Corinthians. Os poucos que estaremos no Pacaembu, na pequena área destinada à nossa torcida, e os milhões espalhados por todo o país e pelo mundo de olho nas telinhas e telonas em todos os lugares. Na hora em que o apito do juiz trilar iniciando a partida, os resultados adversos dos jogos contra o Atlético-GO e o Bahia farão parte de um passado longínquo e não pertencente ao que chamaremos de "a nova arrancada para o título".

Já os meninos e meninas, esses seguirão dois caminhos. Ou olharão meio de soslaio para o que estiver acontecendo dentro das quatro linhas, fingindo uma falta de interesse ou, pior que isso, nem se preocuparão em assistir à partida, já que passaram a esperar o pior e estão convencidos que, por causa de um ou dois tropeços, todo o belo trabalho que vem sendo realizado irá por água abaixo.

Quando dezembro chegar, seremos campeões ou não. Mais uma vez então ficará clara a divisão entre Homens e Meninos. Aqueles envergarão o Manto Sagrado com o orgulho que só os realmente apaixonados por essas cores possuem, estes "darão um tempo", se sentirão diminuídos e irão se preocupar com outras coisas se a vitória derradeira não for alcançada. Mas isso só se ela não vier. Caso o Hepta se configure em realidade, os meninos serão os mais histriônicos em sua comemoração, os que mais baterão no peito dizendo que não duvidaram em momento algum que a nossa conquista viria.

Quando isso acontecer, os Homens cumprirão seu papel de mais maduros. Comemorarão abraçados aos meninos, fingindo não saber que aqueles são tão dependentes assim de bons resultados para expressar sua paixão.

Ao meu lado, por acaso do destino, no Engenhão, estava um senhor que nunca vi na vida. Vociferava a cada gol levado. Urrava impropérios contra nossos jogadores a cada lance que não dava certo. Sofria de maneira tão exagerada que chegava a ser engraçado. Pela aparência, devia ter lá seus 50 anos de idade. Um dos meninos mais inocentes que já vi. Tanta vivência não lhe serviu de aprendizado. Não valeu de nada para que ele entendesse que a verdadeira alegria de torcer para o Flamengo está contida na própria frase. Ser feliz simplesmente por ser Flamengo. Vitórias, derrotas, triunfos, fracassos, tudo fazendo parte de detalhes muito pequenos.

Te cuida Corinthians. Estamos chegando para retomar o nosso rumo. Rumo vitorioso que é a alegria dos Homens, e a única opção de contentamento para os Meninos.
 

CURTAS


. Correria na quinta para estar no Pacaembu. Vou gostar bastante dessa viagem. Farei à moda antiga. Ida e volta de ônibus. Apesar de ser no meio da semana, dá pra trabalhar tranquilão no dia seguinte, já que serão muitas horas de sono na ida e na volta. Mal posso esperar.

. Para os chatos que julgavam ser o Wellington o responsável por todos os males... Perdemos dois jogos sem ele em campo. E agora?

. Estão meio ausentes, mas voltam com estilo no jogo contra o Corinthians os filminhos toscos. Dessa vez, em versão on the road.

. Quase uma da manhã de segunda. O "CURTAS" honrará o nome dessa vez. Fico por aqui. Segunda será um longo dia de ouvir reclamações e lamúrias de rubro-negros de araque.

. Ah, essa é boa. Quando o Bahia fez o terceiro gol, twittei uma pré-agressão verbal aos rubro-negros que porventura reclamariam comigo (??!!) do resultado. Alguém achou que eu era do arco-íris e partiu pra dentro (via digital). Achei muito bacana. O cara achou que ES estava provocando a Nação e se indignou de forma imensa. Tem que ser assim.

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio


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01/09/2011 às 17h23m



Um dia tinha mesmo que acontecer.

Perdemos a primeira partida disputada fora de casa no ano de 2011. Até normal ter acontecido na região Sul, localidade onde realmente não temos um histórico dos mais favoráveis.

Ferimentos leves. Continua uma embolação só a disputa pelo título de Campeão Brasileiro deste ano.

Estou escrevendo esse texto e já passa de meia-noite. Pelo menos dessa vez, o adiantado da hora em que preciso redigir isso aqui não tem relação com o horário em que a partida foi disputada. Dessa vez já podia ter redigido antes mesmo de a bola rolar.

O tema natural de hoje deveria seguir dois caminhos: ou o jogo contra o Avaí, ou o meu Muro das Lamentações particular de ter faltado meu primeiro jogo no Brasileirão, justo no dia de uma derrota, dia em que eu mais faço questão de estar presente, exercer minha fidelidade cidadã, e estar lá aplaudindo a equipe que sai de campo com placar adverso.

Porém dessa vez, antes mesmo de chegar em casa, deparei-me com o tema a ser abordado enquanto observava/participava do costumeiro torrencial de idéias soltas do twitter.

Eis que o Corinthians abriu o placar contra o Grêmio em uma penalidade que, bradavam todas as vozes na dinâmica rede social, não tinha acontecido e, mais que isso, diziam as vozes, só poderia fazer parte mesmo de um complô orquestrado para ajudar a equipe paulista. Fala sério!!

Deve ser o mesmo pessoal que tem aquela eterna ladainha de que no Campeonato Estadual, nunca deixam o time vencedor do primeiro turno levantar o caneco também no segundo, evitando uma final. Não adianta nada o Flamengo ter ganho a Taça Guanabara e a Taça Rio na edição desse ano. Em 2012 a mesma idéia estapafúrdia será propagada aos quatro ventos assim que conhecermos o vencedor da primeira fase da competição.

Sobre o lance do pênalti a favor do Corinthians, vi o lance na televisão no intervalo do nosso jogo e não há como negar que não deveria haver a marcação da penalidade. Daí a dizer que isso aconteceu de propósito e que há uma conspiração em andamento para impedir que o Flamengo seja campeão, vai uma longa distância.

Um lance que não vi de novo na TV, mas que muitos me disseram que deveria ter acontecido a marcação de um pênalti, foi aquele no minuto 47 do jogo contra o Vasco. Lá pelo twitter, quando fiz um apelo pelo fim da choradeira por causa de lances marcados a favor ou contra seja lá quem for nos jogos dos outros, no mesmo instante muitas vozes se ergueram para defender a idéia de que esse campeonato é de cartas marcadas e que querem ajudar a equipe corinthiana. Minutos depois perguntei a opinião sobre o lance derradeiro do clássico regional disputado no último domingo... Como já esperava, a resposta foi o silêncio.

Temos time suficiente para levar o troféu em dezembro. Não há necessidade dessa torrente de lágrimas, coisa que mais se assemelha e é marca registrada de uma outra equipe do futebol carioca.

No lugar de ficar chorando pelos pênaltis alheios, deveríamos nos preocupar sim, em colocar um número de pessoas mais decente nos jogos do Engenhão. Podíamos até já começar nesse jogo da segunda rodada do returno contra o Bahia... Êpa... Nem tinha me dado conta, mas o fenômeno que leva ao baixos públicos apresentados nos jogos em que disputamos no Rio também é fruto de uma choradeira, aquela que se desculpa entre soluços e profere baixinho que " o Engenhão é longe, não gosto de ir lá, me sinto mais a vontade no Maracanã".

Sei não hein Nação?  Acho que esse troço de choradeira pega. Melhor todo mundo se policiar para não ficar com mi-mi-mi desnecessário e fora de propósito.

Contudo, se você está lendo isso aqui e compartilha da mesma opinião de que há um complô para favorecer A ou B e, mais que isso, simplesmente para nos prejudicar, pare de perder seu tempo. Já que está tudo armado, então pra que ficar acompanhando toda essa encenação?  Meu conselho de programa para a próxima tarde de domingo de vocês não pode ser outro: "Que tal um cineminha?".

Só para constar, o final do filme é armado. Se isso incomoda também, o negócio é ir, por exemplo, jogar damas com alguma vó ou tia, não é possível que até ali os resultados estejam sendo manipulados para te prejudicar... Deixa de chororô.
 

CURTAS

.  Vi meus companheiros de viagem na telinha. Todos menos Júlio, o Senhor do Tempo. Muito curioso para saber que horas o cara chegou por lá. Salvo engano, acho que ele ia chegar ao aeroporto de Florianóplis por volta das 21:20.

.  Mal posso esperar para chegar o dia 8 e cair na estrada. Após assistir pela televisão os jogos contra Atlético-PR e Avaí, meu corpo clama por um pouco de desconforto e perrengue.

. Falando em desconforto, o que é aquele sol na cara nos jogos à tarde no Setor Leste Superior do Engenhão?  Muitos me perguntaram na segunda se eu tinha ido à praia.

. E tome gol do Ronaldinho... De tudo quanto é jeito

. Mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos de menor relevância: @sorinmercio.


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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.