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26/04/2012 às 10h19m - Atualizado 26/04/2012 às 11h30m



Que a torcida do Flamengo é mal acostumada não dá pra negar. Afinal, é decorrência natural de nossa superioridade estúpida quando analisados vários aspectos do futebol tupiniquim. Quando as coisas não saem do jeito que esperávamos, é mais que natural que uma parte da torcida fique por aí cuspindo marimbondos e com cara de poucos amigos.

Não faço esse estilo, mas faço esforço imenso para tentar compreender e responder todos que me interpelam no trabalho, no meu bairro, nas redes sociais e em outros lugares com toda a educação possível. Sou democrático e acho mesmo que todo mundo tem direito de manifestar sua opinião sobre algo que mexe tanto com nossos corações

Até admito que seja "radical às avessas" ou, nas palavras sábias de um grande amigo meu, sou mesmo uma "Amélia do Flamengo".  Pra não ficar com mais delongas e explicar de uma tacada só até onde vai minha adoração por esse clube, escutem isso... A última vez que perdi minha paciência e cometi o ato atroz de vaiar algum jogador, esses eram Delacir e Luvanor. Não lembra quem são?  Dá uma procurada lá nos sites de busca porque a memória do tio aqui é uma droga e não há a menor probabilidade de lembrar em que período da Era Jurássica foi isso.

Costumo dizer que sou programado igual ao Robocop (e tome mais coisa da Era Mesozóica) no primeiro filme da sequência. Sou incapaz de disparar contra membros da organização, no caso, do nosso amado clube.

Isso é assim desde quase sempre, ou pelo menos desde aquele dia fatídico (do qual me arrependo) em que passei um segundo tempo inteiro entoando a ladainha "IH...ih...ih... fora Delacir. Ô... ô... ô... fora Luvanor". Atualmente até ando sofrendo umas acusações de quem não me conhece tempo o bastante, de que a minha "paciência" é fingida e decorrência direta do fato de ter um espaço aqui no Site Oficial do clube. Pura balela. Já era assim desde muito pequeno, cometi o que considero um lapso no jogo já citado acima, e permaneço com a minha "amelice" sem limites, espero que para sempre.

Não tenho nada com a vida de ninguém. Quer vaiar? Vaia. Quer ficar na poltrona de casa arremessando objetos na tela da TV? Arremessa. Quer morar no Rio e NUNCA dar as caras no Engenhão? À vontade.

Só uma coisa tem me incomodado e muito nos últimos tempos digitais/internéticos. Alguém criar um perfil pessoal que envolva o sacro-santo nome do Flamengo, e usar esse mesmo perfil para ficar berrando em CAPS LOCK após os jogos em que não saímos vitoriosos, ofendendo com termos pra lá de chulos e desrespeitosos a tudo e a todos que são considerados culpados pelo insucesso.

Eu, mesmo sendo um ‘Amélio", tomei o cuidado de me chamar de @sorinmercio no twitter, sem usar o Santo Nome Flamengo em vão, porque sei que escrevo um monte de asneiras por lá sobre tudo quanto é assunto.

Não acho que quem critica está errado, mas que seja feito com bom gosto e parcimônia, e não na forma de tempestade de ódio, jogando respingos de lama para todos os lados. Por quê?

Porque aconteça o que acontecer, uma coisa não muda.

AQUI É FLAMENGO.

Respeito, se não for pedir muito.

CURTAS

. Avisando desde já. Estarei presente no último jogo do Modorrento Estadual. Fluminense contra quem seja lá quem for.

. Motivo 1 para fazer isso: faz parte da criação do meu garoto. Envolvi-o nessa paixão e, para que não se transforme em um monstro radical, cultivo a convivência respeitosa com os nossos adversários. Tem dado certo. Por sorte nossa, é muito raro não estarmos na final.

. Motivo 2. Quero ter certeza absoluta de que o Estadual Modorrento está morto e enterrado até janeiro do ano que vem. Esse campeonato é um pesadelo para quem se predispõe a ir a todos os jogos.

. mercioquerido@hotmail.com

. Lá pelo twitter: @sorinmercio

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24/04/2012 às 10h45m



Fala, meu povo. Estou aqui atônito com esse mês de férias que nos caiu no colo em pleno abril/maio. Confesso que no pós-maratona do Brasileirão, depois de tantas viagens e noites passadas em chão de aeroporto e rodoviária, até curto de verdade o período sem futebol que sempre ocorre entre a despedida do Brasileirão e a estreia no Modorrento Estadual.

Por essa de agora eu... Eu não, nós não esperávamos mesmo. Além de termos o hábito de disputar/ganhar as finais do Estadual, óbvio que todos contávamos com um avanço para as fases posteriores da Libertadores.

Foi um bom jogo esse contra o Vasco. Resultado justo, assim como uma vitória nossa também faria justiça ao clássico. Não vou ficar aqui me lamentando sobre pênaltis existentes ou não, posto que a atitude de ficar reclamando de arbitragem e empurrando pra ela todos os motivos de uma derrota é mais pertinente aos nossos adversários. Dão a impressão de nunca terem perdido um jogo para nossa equipe sem que esse resultado tenha sido forjado por forças ocultas.

Perdemos e pronto. Um mês para nos prepararmos até o Brasileirão. Luxo forçado, mas que pode ser de bom proveito para nosso desempenho em tão complicada disputa. Dá pro elenco chegar voando baixo na nossa estreia no dia 20 de maio na Ilha de Nárnia, contra o Sport.

Vai passar rápido. Já, já, o Flamengo, razão maior de nossa paixão desmedida estará em campo outra vez. Até lá, vou ficar por aqui batalhando pelo Prêmio Nobel da Literatura, já que passar um mês escrevendo sobre o Flamengo, sem o mesmo estar em campo, será tarefa árdua.

Mas dá pra levar. Não abandonarei minha querida meia dúzia de leitores durante esse período de tanto marasmo. Farei por aqui umas projeções sobre os jogos do Brasileirão, sempre dando uns toques para a galera interessada em seguir por esse Brasil afora para torcer pelo nosso Flamengo bem de perto.

Além disso, vamos comentando por aqui as contratações que forem feitas ou aquelas que serão desfeitas.

Falando nisso, é trabalho pra ontem do Departamento de Futebol decidir quem fica, quem sai, quem vem, quem vai. Fechar o grupo para a disputa do Brasileirão para começar os trabalhos já.

Desnecessário dizer, eu fico. Tentarei, e acho que vai rolar, estar presente nas 38 rodadas. Divido por aqui as emoções da jornada com vocês.

CURTAS
. Não é que o Vasco atrapalhou de novo o bom andamento das #BrincadeirasToscas aqui do blog. Malandra foi @IvanyaDamazyo que faturou sem Manto Sagrado logo, acertando número de gols marcados e derrubando 16 outros concorrentes no sorteio.

. Passagens já compradas: Recife, Campinas, Porto Alegre, Florianópolis e Bahia. Já, já saio comprando o resto. Décimo terceiro, férias vendidas, empréstimo, limite do cartão, tudo empenhado na campanha do Brasileirão. Vida inconsequente, você vê por aqui. Amo muito tudo isso.

. mercioquerido@hotmail.com
. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio


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17/04/2012 às 11h39m



Não. Não bati o pino de vez e não estou publicando esse texto no dia errado.

Hoje é o dia da alegria porque, finalmente, vai acabar a via crucis que atende pelo nome de fase de Grupos do Estadual. Ou seja, em breve abandono meu lar para me dirigir à Engenhoca, assistir ao último jogo chato da temporada.

Com requintes de crueldade. O jogo vem logo após a noite banhada de adrenalina que vivemos na quinta passada. Como se não bastasse, o confronto contra o Americano não vale rigorosamente nada. Ganhemos de sete a zero, ou em caso de derrota por 127 gols de diferença, no próximo final de semana estaremos disputando a semifinal do Estadual 2012.

O que pode decorrer dos confrontos de logo mais, é enfrentarmos o Bangu ou o Vasco na próxima semana. Sem menosprezo. Pra mim tanto faz. Não sou muito de escolher adversário. O que vier veio.

Minha alegria vem do fato já conhecido por todos de que odeio esse Modorrento Estadual por muitos motivos. O primeiro é que, sendo eu um maluco, fui mais uma vez a todos os jogos sonolentos que vêm se arrastando desde janeiro. Tarefa muito mais difícil, pelo menos no quesito paciência, que a de tentar estar presente em todas as 38 rodadas do Brasileirão lindo que se aproxima.

Outro motivo de repulsa a essa competição, é ver meu time com Felipe, Ronaldinho Gaúcho, Love, Léo Moura, Gonzalez, etc. e tal, sendo obrigada a disputar jogos contra os ditos pequenos que, a cada ano, parecem honrar mais ainda esse rótulo, quase uma marca registrada.

Sendo assim é que não julgo desempenho do time em nenhum desses jogos sonolentos do Estadual. Amo o Flamengo acima de qualquer coisa e odeio estar presente nos jogos contra os nanicos. Vocês imaginem uns caras que têm vasta experiência em sua carreira, como por exemplo, R10 e Love, sabendo que terão que se despencar para acanhados estádios do interior do Estado, para jogar contra clubes que raramente participam até mesmo da Série B do Brasileirão. Ninguém merece.

Mas está próximo do fim. Só mais alguns bocejos na tarde desse domingo para 2012 começar para valer, já que na Libertadores não conseguimos avançar para a emocionante fase de mata-mata. Que venham Vasco e Fluminense. Que venham Corinthians e Santos. Inter e Grêmio. Cruzeiro e Atlético. Que venha o Brasileirão.

Como já disse: "Tenho mais prazer em perder para o Inter no Beira Rio, que golear o Xurupita F.C. no Estadual". Tenho dito.

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. @sorinmercio lá no twitter, onde sempre rolam umas brincadeirinhas valendo um Manto Sagrado

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14/04/2012 às 18h19m



Já lamentamos o apagão do empate em três a três contra o Olímpia. Já lastimamos também a crueldade com que foi construído o placar final do jogo entre os mesmos paraguaios do empate acima e o Emelec.

Passou. Bola pra frente que isso aqui é Flamengo.

Pra voltarmos aos poucos para nosso mundo pós-eliminação, temos um jogo sem muita importância contra o Americano nesse domingo. Logo após, se tudo correr como esperado, algumas semanas seguidas de jogos decisivos pelo Estadual.

Campeonato que, apesar de modorrento, dá uma ligeira esquentada em seus momentos decisivos, fato de grande utilidade para chegarmos ao clima exato para a estreia no Brasileirão na Ilha de Nárnia, em Recife.

Nada de clima de fim de festa. Como já falei, pior pra Libertadores se vai ter que seguir sua vidinha sem a nossa exuberante presença.

Mas falando ainda na noite de quinta, algo que aconteceu naquela noite ficou de positivo e tem que servir de bússola e compromisso para todos nós no decorrer do ano: o choro de Vágner Love.

Em um mundo em que o futebol milionário serve de pano de fundo para as eternas lamúrias dos que ficam na ladainha do "hoje não existe mais amor à camisa"; "tudo virou um grande negócio"; blá, blá, blá... O choro de Love ao saber do gol derradeiro do Emelec e a nossa consequente eliminação serve para pôr esses argumentos por terra.

Não é mais e nunca vai ser como em tempos idos, onde alguns craques passaram a vida inteira defendendo as cores dos times do coração. Porém, por vezes, um ligeiro lapso no mercado torna possível imagens como aquela.

Love participou intensamente das negociações para que os russos o liberassem para defender nosso Manto Sagrado nessa temporada. Está no lugar onde quer jogar, mesmo sabendo que muitos clubes europeus pagariam muito mais que o Flamengo para ter seus gols e sua disposição.

Temos todos um compromisso. Fazer com que o garoto Love chore mais uma vez em campo ainda nessa temporada. Dessa vez de alegria por um título conquistado.

O choro do nosso atacante nos honra a todos sem exceção. Torcida e jogadores. Reta final de Carioca e início de Brasileirão. Hora de mostrar que um resultado tão adverso quanto esse de ser eliminado na fase de grupos da Libertadores não abalará nossas motivações.

Teremos um adversário que não enfrentamos há tempos nas Finais do Estadual. Vamos começar nossa escalada na busca pelo Hepta em breve. Motivos para chorarmos todos de alegria junto com Love não faltarão. Só nos resta agora buscá-los.

CURTAS
. PODE? Ando precisando ir ao cartório mudar meu nome. Passei a sexta pós-eliminação tendo que dar satisfação aos mais variados tipos de rubro-negro dos porquês da nossa saída precoce da Libertadores.

. FINAL FELIZ. Se sempre recomendo ao povo que só que saber de resultados e positivos e voltas olímpicas, desistir de acompanhar futebol e passar a ver novela, essa seria a hora mais apropriada, já que na novela das oito tem até jogador do Flamengo. Que um Tufão leve os #FlaChatos  pra longe de mim.

. MEGA SENA. Nada menos que 16 leitores acertaram que marcaríamos 5 gols, somados os jogos contra Vasco e Lanus. Gravo sorteio esse final de semana e deve aparecer no site até quarta. Caso não apareça. Divulgo o vencedor lá pelo twitter. Não foi um dos 16? Fica triste não que aqui não tem miséria. Já, já tem mais brincadeira valendo um Manto Sagrado.

. FALTA DE BOM SENSO. Tem um amigo meu que mora no Rio, NUNCA vai ao Engenhão, e veio reclamar comigo (??!!) dizendo que acha que falta empenho ao time. Cara de pau.

. TORCEDOR OFICIAL. Acabado o jogo de quinta, comentei que Ronaldinho Gaúcho havia feito uma ótima partida. Fato. Por conta disso, proveniente de alguém que realmente não deve ter visto o jogo e não conhece meu empenho nesse troço de torcer pelo Flamengo, veio a ofensa. Fui chamado de "torcedor chapa branca". Eu posso com isso?

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13/04/2012 às 15h32m



Não é segredo pra ninguém, cansei de repetir isso por aqui, não acreditava que o resultado do jogo lá no Paraguai seria o necessário para que nossa classificação para as oitavas acontecesse.

Pela lógica do futebol, daria Olímpia fácil. Como sei que nós, membros da Nação, somos os brinquedinhos favoritos dos deuses do futebol, sabia que o troço por lá sairia da lógica para nos torturar. Se logo no primeiro tempo, refletia em minha inocência, os paraguaios enfiam um balaio de gols nos equatorianos, acabava a tortura. Como aqui no Flamengo as coisas não costumam funcionar dessa maneira, logo concluí que o outro jogo do grupo ficaria indefinido até bem próximo do fim. Imaginava um zero a zero ou, no máximo, diferença de apenas um gol até o derradeiro apito do juiz.

Tolice. Precisamos passar mesmo por jorros de adrenalina que cairiam mais bem em um filme da série "Jogos Mortais".

O Olímpia fez um a zero lá e serviu como ducha de água fria.

Posso imaginar o nervosismo de quem estava em casa, zapeando entre os dois canais ou esperando o alarme da emissora indicando que algum gol acontecera em algum lugar do planeta. Agora, pra explicar o que sentimos dentro do Engenhão, onde tudo que tínhamos eram notícias berradas por quem acompanhava o outro jogo pelo rádio ou pela internet, faltam-me as palavras.

Comemoramos o 1 a 1 duas vezes. A primeira vez se revelou um alarme falso de alguém desesperado na arquibancada. A segunda porque havia sido gol mesmo, e o oráculo que definiria nosso destino, o telão do Engenhão, "gritara" em grandes letras para quem quisesse acreditar.

Mais um gol lá. Balde de água fria final, pensamos todos. Até parece...

Nesse momento todos já tinham percebido que o oráculo-telão era muito atrasado. Valia mais tentar decifrar o que acontecia no Paraguai através dos olhares e gestos dos torcedores que estavam "conectados" com o estádio em Assunção. Desespero total. Sofrer assistindo futebol é comum. Sofrer por uma partida que está acontecendo muito, muito distante, a qual não temos acesso visual ou auditivo direto... O purgatório.

Gol de empate. Explode o Engenhão. Abraços.  Choros. Por sorte, esse exato momento eu consegui documentar para os Filminhos Toscos.

Em meio ao berreiro, um silêncio começou em algum ponto do estádio e foi se espalhando rápido por todos nós. Gol do improvável. Gol do Emelec. Terminava a nossa história na Libertadores de 2012.

Pobre Libertadores. Naquele momento, perdia o Flamengo.

O nosso jogo?  Esse nós sabíamos desde sempre que ia ser fácil.

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12/04/2012 às 13h11m



Nos textos que antecederam esse, "48 horas" e "24 horas", fomos gradativamente vendo a nossa emoção/paixão/loucura empurrando o raciocínio frio e lógico para o seu devido lugar: o precipício mais fundo e distante que possa ser encontrado.

Se fosse pra ficar analisando tudo fria e racionalmente, a gente largava nosso Manto Sagrado no fundo de uma gaveta qualquer e ia para alguma biblioteca. Torcer por futebol tem que ter apenas uma pequena base racional, do tamanho minimamente necessário para que não comecemos a tomar atitudes tresloucadas tais como jogar pipoca em ônibus e querer agredir torcedores rivais.

Tem que ser na emoção mesmo. Deixarmos qualquer percentual frio de possibilidades se multiplicar, sem que nenhum fator externo intervenha, até beirar a quase certeza de sucesso nos nossos objetivos.

Insano? Sim. E porque não ser dessa forma?

Tem uma parte da torcida que continua manifestando sua descrença na possibilidade de que a noite de hoje termine feliz para nosso Flamengo. Alguns chegam ao cúmulo de dizer que nem vão assistir ao jogo. Não acredito muito nisso. Não em rubro-negro de verdade. Acho que é tudo da boca pra fora e que, lá no fundo, devem estar todos contando as horas para as partidas de hoje à noite.

Eu não tenho porque fingir. Não estou mesmo muito confiante no empate lá do outro lado. Mas e daí? Por conta disso vou deixar de torcer? Não é assim MESMO que se faz.

Alguém mandou por e-mail a lembrança de que em nossa última (ou teria sido penúltima) participação na Libertadores, precisávamos também de uma combinação de resultados ao chegarmos à derradeira rodada. Salvo engano, fora o nosso placar, precisávamos de mais uns dois ou três resultados envolvendo os mais diversos grupos da competição, para pegarmos uma vaguinha na oitava que se encontrava bem lá no fundo do pote. Conseguimos.

Com esse e-mail, encerrei a colheita de informações para alimentar o meu otimismo. Não preciso receber mais nada. Agora é só torcer pro Flamengo e ficar de olho naquele maldito telão do Engenhão, que há de permanecer estático no nosso jogo durante 90 minutos, sem informações sobre nenhum placar da Libertadores seja lá em que país for. Hoje, tirando a nossa goleada, o mundo inteiro vai empatar em zero a zero.

Chegou a hora quase definitiva. Quase, porque só define a nossa permanência ou não na Libertadores. Importante e desejada competição continental. Lindo nome. Passaporte para, quem sabe, conquistar o mundo em dezembro e termos todos um natal pra lá de feliz. Ainda assim, por mais que tenha todo um brilho e charme próprios, não dá nem pra saída.

A Libertadores é muito menor que o Flamengo. Se ficarmos no meio do caminho, sinto muito por todo o continente, pior pra Ela.

CURTAS

. NOVO FORMATO.  Valeu a opinião dos leitores para quem pedi opinião sobre mudar o formato aqui e tentar fazer um blog mais ágil. Textos menores, mais diretos e, principalmente, mais freqüentes. Até o momento o povo parece ter aprovado..

. ETERNA PROMESSA. Sigo manifestando minha intenção de incluir aqui uns quadrinhos. Não é preguiça não, muito pelo contrário. Parti pra isso praticamente do zero. Desenhava MUITO mal até bem pouco tempo atrás. Tenho me esforçado e já estou desenhando mal no momento. Boto fé que vai dar certo. Só aguardar mais um pouco.

. EXPLICAÇÃO. Com esse novo formato mais dinâmico, por vezes devem pintar dois ou até mesmo três textos em um mesmo dia. Não posto isso por aqui diretamente. Envio para o pessoal do site dar uma olhada antes. Sendo assim, não reparem se eu frequentemente situar o texto no tempo logo no primeiro parágrafo. Não é estilo não. Só pra servir de orientação sobre o momento em que foi escrito.

. PROMOÇÃO. Logo mais a noite ficaremos conhecendo os nomes dos acertadores da quantidade de gols que nosso time marcou contra Vasco e Lanus. Todos os vencedores participarão do sorteio que define quem leva o Manto dessa vez. Se marcarmos três, totalizando cinco na soma final, a lista é pra lá de extensa.

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. VAI PRA CIMA DELES FLAMENGO

Autor: Vida de Torcedor

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12/04/2012 às 13h08m



Entardecer de quarta.

Faltando pouco mais de 24 horas para os confrontos que selarão nosso destino na Libertadores de 2012, o clima reinante começa a sofrer a última mudança.

Se pelo lado racional sabemos que a situação é complicada, o mesmo lado racional trata logo de ir tornando viável o empate em terras paraguaias entre os nossos adversários na luta por uma vaga nas oitavas-de-final.

Ao entrar nas redes logo cedo, cinco da matina, um link de uma reportagem sei lá eu de que jornal, dá conta de que os salários do Olímpia estão atrasados e que os jogadores ameaçam não se concentrar antes da partida contra o Emelec.

Checamos a fonte? Não. A notícia nos interessa e muito. O Olímpia é mais forte e joga em casa. Um fator extra-campo desse porte, pelo menos em nossas lentes rubro-negras, só pode significar uma única coisa: Pronto. Primeiro problema resolvido. O Emelec pode ter menos técnica, mas vem embalado no campeonato equatoriano e empolgado com a vitória conseguida sobre o Flamengo. Logo... Empate é o resultado mais provável.

Não checar a fonte de tal notícia nem é tão grave, já que boa parte da torcida sempre acredita em tudo de ruim que qualquer jornalecozinho fala sobre o nosso amado Flamengo e desanda a difundir idéias que só atrapalham o dia-a-dia do clube. Pelo menos esse comportamento nocivo, dessa vez, será usado para "melhorar" o mundo e torná-lo mais... Compatível com os nossos interesses.

Lado racional resolvido. Agora é só na emoção.

Passamos do problema lá no Paraguai para o nosso próprio problema... Aí é que está tudo resolvido mesmo. Começamos todos, jogadores e torcida, a nos convocar para a batalha. Nada mais importa. Precisamos ganhar o jogo contra o Lanus e ponto final. Isso nos bastará. E ai dos deuses do futebol se não moverem os seus desígnios na direção que nos interessa. Sentirão o peso da fúria de toda uma Nação.

Se na quinta passada a frustração tomou conta, partiremos para essa batalha final em um clima conflitante com a realidade. Um clima  de  quase euforia.

Passamos do "já era" e do "não deu", para o "eu acredito" e o "já conseguimos passar em situações piores" em um intervalo de uma semana.

Eu já falei aqui que não tava botando fé, não é mesmo?  Esquece. Fui contaminado pela onda de otimismo. Até tabela mostrando qual será nosso adversário na próxima fase eu já recebi. Sempre comento que sou fanático, mas não sou maluco... Esquece isso também.

É como eu disse no texto anterior. Sete e meia da noite estaremos classificados. Nosso jogo, como todos temos consciência, já está ganho. Lá vai estar zero a zero no apito inicial. Ou seja: MOLEZINHA PEGAR ESSA VAGA NAS OITAVAS.

Te cuida Barcelona. Estamos de olho em você. Nos vemos em dezembro.

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Autor: Vida de Torcedor

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10/04/2012 às 21h29m



Não sei em que momento você está lendo isso. Escrevo essas poucas linhas no final da tarde de terça, pouco mais de 48 horas antes dos jogos de quinta pela Libertadores.

Vagando pelas redes sociais, enquanto tento dar algum sentido à papelada espalhada pela mesa, reflito sobre como a paixão vai direcionando todo mundo para o otimismo. Não tinha como ser diferente.

Terminado o jogo contra o Emelec na semana passada. O vozerio mudo e estridente ao mesmo tempo das redes sociais era digitado em CAPS LOCK e selava um único destino possível para o nosso amado Flamengo na Libertadores 2012. O fim inevitável.

Eu, naquele momento, fazia parte da turma que encarava o resultado como nosso ato final. A única diferença é que meus sentimentos reinantes com as coisas que envolvem o Flamengo nunca passam pela raiva. Frustrado é claro, mas de forma alguma nutrindo um quase ódio pelo Manto Sagrado, como faziam pensar os pouco respeitosos comentários feitos por muitos rubro-negros naquela noite.

Os dias foram passando e o tom nas redes e no bate-papo da esquina, dos botecos, dos elevadores, foi mudando. Pouco a pouco a Nação foi se afastando das cores cinzentas que coloriam seu estado de espírito para tingir, como sempre, tudo em preto e vermelho.

Como tudo ajuda nessa hora, um a um foram pululando em nossas mentes desejosas de alguma crença, todos os resultados adversos que já aconteceram no nosso passado e que nos deram auxílio em situações até mais delicadas. A patinada do Palmeiras em 2009; a classificação que veio por intermédio de uma vitória do Goiás sobre o São Paulo em alguma edição do Brasileirão, não recordo se em 87 ou em 92; a imagem da torcida do Vasco gritando em São Januário para o próprio time entregar o jogo em uma vitória cruzmaltina que nos colocou nos trilhos de uma de nossas conquistas. Tudo.

A imprensa, que tanto atrapalha e tenta fazer sempre o circo pegar fogo, necessitada de vender idéias que tornassem viáveis vender jornal para a Nação, aderiu por interesse à causa e começou ela também a achar a combinação de resultados que precisamos a coisa mais normal do mundo.

Rubro-negros que ameaçavam em altos brados ignorar o jogo que seria o nosso derradeiro, já admitem que um empate entre dois times que precisam da vitória não tem exatamente a mesma impossibilidade de um acerto com aposta em bilhete único na Mega da Virada.

As probabilidades mudaram?  Os rubro-negros mudaram? Mudaram as equipes do Olímpia e do Emelec? Nossas chances mudaram desde o apito final do jogo no Equador?

A resposta para todas essas pergunta é não.

Nada mudou. É só nosso amor pelo Flamengo fazendo com que o mundo fique novamente, e sempre vamos fazer assim, tingido de preto e vermelho.

Quem sabe ele não amanhece mesmo assim na sexta-feira?

. mercioquerido@hotmail.com

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Autor: Vida de Torcedor

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10/04/2012 às 12h57m



Apesar de (não canso de dizer) ter presenciado aquilo tudo que aconteceu em preto e vermelho no início dos anos 80, sob a ótica pura de um menino que contabilizava dez aninhos quando o Flamengo sagrou-se Campeão Mundial em 81, posso afirmar que se há uma coisa que esse troço de ser Flamengo me ensinou para usar na vida foi saber perder.

Foi com uma derrota com D maiúsculo para o Vasco, vinda pelas mãos, ou melhor dizendo pelos pés de Tita, por intermédio de um balaço indefensável no Estadual de 1987 que decidi levar minha paixão/dedicação/loucura/seja lá como chamem até as últimas conseqüências.

Foi por uma campanha desastrosa que guardo no meu coração aquilo que considero O-JOGO-MAIS-IMPORTANTE-QUE-JÁ-PRESENCIEI... Um no agradável Estádio de Juiz de Fora, contra o Palmeiras, no qual saímos vencedores e conquistamos apenas o simples direito de permanecer sendo um dos poucos times brasileiros que nunca freqüentaram a segunda divisão.

Foi após uma derrota para o Santos em Volta Redonda que presenciei pela primeira vez o nascer do sentimento rubro-negro certo no coração do meu filho, herdeiro legítimo e merecedor de toda essa minha loucura pelo Manto Sagrado. Perdemos e, já no segundo degrau da descida rumo à saída do estádio, o questionamento quase pedido do garoto querendo ter certeza de que estaríamos presentes no próximo compromisso do Flamengo, me deu a certeza de que ele entendera muito precocemente, anos antes do que eu mesmo esperava, o SER FLAMENGO... Ou melhor... O que era SER FLAMENGO na minha concepção, posto que há dezenas, centenas, milhares de maneiras de SER FLAMENGO.

Respeito quase todas elas. Exceção para aquele povo ranzinza, meus maiores antagonistas, que acha que para provar amor ao Flamengo tem que passar o tempo todo achando tudo ruim e insuficiente. Gente que parece não achar a menor graça em qualquer outra coisa que não seja uma volta olímpica. Isso aí eu não respeito e nem entendo.

Com essa postura, a de encarar numa boa e com sorriso nos lábios os resultados adversos, já fui chamado de: acomodado, fanfarrão, maluco, burro, bobo alegre, otário, dentre muitas outras coisas mais, algumas impublicáveis em espaço tão nobre.

Na próxima quinta temos tarefa difícil na Libertadores? Não. A nossa tarefa não é exatamente das mais escabrosas e intransponíveis. Só precisamos ganhar do Lanus que, apesar de não ser comparável aos chamados Times Pequenos do Estadual, para repetir mais uma vez o bonito termo usado pelo nosso Maestro Júnior referindo-se a outra equipe, trata-se de um time bastante "abordável".

O problema todo está na dependência do outro resultado. Esse totalmente fora do nosso controle e improvável.

Coisas do Flamengo... Acredito que vamos atropelar o Lanus. Ter um desempenho no campo e na arquibancada que nos fará pensar em como tudo seria tão diferente não tivesse acontecido aquele apagão do jogo contra o Olímpia no Engenhão.

Se der o mais provável lá no Paraguai, vence o Olímpia e estaremos, mais uma vez, fora da Libertadores... Como somos mesmo dados a exageros, se o improvável por lá acontecer e nos classificarmos... Pintou o campeão.

Muitos têm me perguntado o que eu acho. A minha resposta é sempre a mesma. Pode acontecer? Pode. Já tivemos situações mais improváveis que se resolveram a nosso favor? Muitas vezes. Eu estou confiante? Não.

Aí já vieram algumas acusações daquele nível do "Caramba!! Nem parece que é Flamengo?"... Fazer o que?  O que está ao alcance do meu rubro-negrismo será feito. Estarei lá no Engenhão com um olho no campo e o outro no placar do estádio, aguardando notícias de Olímpia e Emelec.

Quando o juiz apitar o início dos dois jogos, levando-se em conta que sempre partimos do princípio de que o nosso jogo já está ganho, sejam as circunstâncias quais forem, estaremos momentaneamente na outra fase, afinal de contas o zero a zero lá no outro "é nosso".

Se duas horas depois vai ter dado certo ou não é imprevisível. Previsível mesmo é saber que, independente do que aconteça, na sexta já será dia de pensar no próximo jogo e estar lá. Será dia de SER FLAMENGO independente do resultado. Dia de SER FLAMENGO. Todo dia.

CURTAS

. Que descontrole tamanho foi aquele que se abateu sobre nossos rivais ao final da partida de domingo? Pelas cores do uniforme e choradeira, fez lembrar outros adversários nossos, mais afeitos a esse tipo de demonstrações emotivas.

. No placar do Engenhão aparece um curioso aviso pedindo para que nós, o público, não paguemos preços acima da tabela estampada nos coletes dos ambulantes. Também pudera. Quando uma lata de refrigerante é vendida a R$5,00, só faltava alguém querer vender acima do combinado.

. No gol do Deivid sobre o Vasco, o que não deve ter passado pela cabeça do nosso atacante naquela fração de segundos antes de finalizar para o gol? Deve ter feito cálculos matemáticos elaboradíssimos, para não haver chance do menor deslize na conclusão. Gato escaldado...

. Já na cobrança de pênalti do Ronaldinho, precisa e mortal como quase sempre, o nervosismo todo deve ter sido meu. Se a bola não entra, os mais exigentes da torcida, que andam pegando no pé do rapaz (e no meu!!??) por qualquer coisa, iam ficar a semana inteira matraqueando e prevendo o caos, se tratando da única atividade que realizam bem.

. Na boa... Aqueles caras que foram tacar alimentos no ônibus dos jogadores fizeram curso de psicologia aonde? Como ninguém nunca tinha pensado nisso antes? Fico pensando na linha de raciocínio que levou até aquilo. O cara em casa pensando na situação delicada da tabela da Libertadores... Quando de uma hora pra outra... A luz divina... "Ah, já sei... vou arremessar comida nos jogadores para demonstrar que estou triste". Brilhante.

. mercioquerido@hotmail.com

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Autor: Vida de Torcedor

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O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.