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Reset

Porque sempre é tempo de começar de novo

26/04/2013 às 09h54m



Sou nerd de carteirinha. Mesmo passando dos 40 anos, ainda perco horas com o "rostinho de menino" hipnotizado e com olhos sonhadores brilhando em frente à tela da minha TV gigante, enquanto jogadores de futebol, futebol americano, carrinhos, carrões, gladiadores e tantos outros seres do mundo dos games embalam meus sonhos de vovô criança naqueles pequenos universos fascinantes e alienantes ao mesmo tempo.

O que fascina lá é que é uma vida paralela sem as consequências chatas do chato, entediante e modorrento Mundo Real (arghh!!). Levou uma goleada? Sofreu 3 touchdowns em um minuto? Estraçalhou sua Ferrari e deu perda total tão totalizante que o carro evaporou no ar? O monstro arrancou sua cabeça levando junto sua espinha? Sem problemas. Basta um aperto de botão e as possibilidades estarão todas ali à sua frente outra vez.

Opa... Parece que escrever nesse espaço aqui anda fazendo papel de auto-análise. Volta e meia acabo descobrindo algo sobre esse meu estilo de vida para o qual ainda não havia voltado os olhos. Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores... Todos eles maravilhosamente passíveis de um tranquilizador e refrescante "RESET".

Hummmm... Então será esse o segredo de Tostines? A nossa derrota para aquele time com nome de remédio, o Audax, no último domingo, fez o mesmo dos monstros, batidas de Ferrari e revezes desportivos de alguns parágrafos acima. Consequência prática e efetiva? Nenhuma. "Deu ruim", para usar uma expressão que acho bem simplificadora. Hora de pensar, em um primeiro momento no jogo contra o Remo amanhã e, mais seriamente, no Brasileirão que vai se aproximando a passos largos.

Ver o que está errado, o que pode ser mudado, e simplesmente começar de novo. Pra ajudar na sensação de vida nova, até a nossa roupa já será outra. Com as prováveis chegadas de mais alguns atletas para compor elenco e com a Nação unida fazendo o nosso sócio-torcedor "bombar", podemos pensar em um "RESET" total. Começar de novo.

O Carioca de 2013? Foi só um pequeno sonho ruim que passou.

Vai, Flamengo. Aperta "START". O jogo vai começar. Ele sempre vai recomeçar.

CURTAS

. FRACO. Grato ao mundo por ter conseguido chegar ao seguinte estado de demência: O Flamengo vai jogar no Pará, achei prudente não ir, com medo de faltar verba lá na frente para os 38 jogos do Brasileirão e, ainda assim estou me sentindo um fraco e traidor da pátria. Acho que cuido bem da minha paixão, não é mesmo?

. FLA MOCHILA. Já meus companheiros estarão presentes e me enchendo de orgulho, como de hábito.

.OFF RIO: Amanhã, dia da Nação Off Rio fazer festa no Pará, texto em homenagem a isso por aqui vindo claro, da minha parceira aqui do blog, a Off Rio, Bruna Uchôa. Só um favor. Reparem não que a moça escreve muito melhor que o velhinho aqui. Ou melhor... Reparem sim que é de dar gosto.

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CARIOQUISMOS DO CARIOQUETA

Todo mundo dando F5 no site da CBF.

18/03/2013 às 13h59m



Eu, tu, ele, nós, vós, e por que não dizer? Eles também. "Tamo" tudo com a janela do computador aberta, e também dos nossos corações e mentes, aguardando a tabela do Brasileirão 2013.

Não vi o jogo do Vasco ontem. Vejo pouquíssimo futebol na TV. Decorrência dessa mania demente/apaixonada de ir a tudo quanto é jogo do Flamengo e não estar presente só em uns três ou quatro no ano, quando muito.

Só soube que perdeu por conta das boas e divertidas provocações de ambos os lados nas redes sociais. Aliás, diga-se de passagem, elogiável a criatividade do povo nas brincadeiras por lá. Tom bom nos deboches, lembrando em muito o clima saudável de tempos idos, tempos em que, por exemplo, as torcidas do Flamengo e do Vasco desciam juntas as rampas do Maracanã, sem provocar mais que uns impropérios e, quando muito, um empurra-empurra para inglês ver.

Já que não vi, não posso julgar o tropeço cruzmaltino. Vamos nos deter então à topada nossa mesmo, aquela fatídica da quarta passada contra o Resende.

Perdoados os nossos atletas. Podem me ofender lá nas redes e me chamar de complacente, porque é isso mesmo que eu sou, Amélia do Flamengo. Não tenho amor-próprio nenhum, o amor que tenho, divido uma parcela com mulheres e a carga quase total é do Flamengo mesmo.

Em detrimento de pedras e termos chulos que possam vir a ser dirigidos a minha pessoa, vejamos:

Jogo de estréia da Taça Rio, quarta-feira dez horas da noite, contra o Resende, com menos de duas mil parcas e distraídas testemunhas no Engenhão... Isso aí já é um quadro que não é de empolgar ninguém, não é mesmo?

Pra piorar, o Flamengo abre vantagem e vai para o vestiário ao final do primeiro tempo com dois gols na frente. Só pra lembrar: isso aqui é Flamengo, é Rio de Janeiro. Nós na arquibancada, o povo que estava assistindo pela TV e, com todo direito, os nossos atletas, voltaram para a segunda etapa com um relaxamento natural que é a cara do Rio de Janeiro.

Prova do que estou falando foram as muitas pessoas que me disseram que foram dormir com o Flamengo ganhando e só souberam da reviravolta na manhã da quinta-feira. Na arquibancada da Engenhoca, eu e o meu povo da Fla Mochila também "voltamos" para o segundo tempo fazendo figuração e cantando de leve, certos da vitória.

Em campo, correria monstra dos atletas do Resende (diga-se de passagem, preparo físico pra disputar vaga no atletismo para 2016). Merecida a vitória e, apesar de algumas irregularidades, inquestionável o mérito de terem feito 3 gols em 20 minutos. Coisa que não acontece todo dia, ainda mais envolvendo equipes de porte tão diverso.

Acontece. Isso também é inquestionável. Tanto acontece... Que aconteceu.

Nossos jogadores também estão no "bonde do F5". Na testa de todos nós está piscando em neon: STATUS: AGUARDANDO A TABELA DO BRASILEIRÃO.


CURTAS

. NÃO PODE. Rubro-negro que não foi ao jogo (perdoável), e ligou depois de encerrada a partida perguntando um perdidão "Quanto tá o jogo?". Estamos de olho.

. BRUNA UCHOA. Ímpar a alegria da moça de Salvador, cujo belo texto eu postei por aqui na semana passada. Feliz da vida com o acontecido. Nós é que agradecemos tanta sensatez... Bem... Teve gente da Nação Rio que deve ter vestido a carapuça e não ter gostado nada, nada, da bronca. Bem feito. Vocês merecem.

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A graça de vossa presença

De Bruna Uchôa Travassos para o Vida de Torcedor, do ilustre Sorin.

14/03/2013 às 15h01m



O Flamengo é tanto que deixa sem palavras. E sendo assim, inenarrável, nos dá todas as palavras da galáxia. E isso não só para corações líricos como o meu ( tem gente azeda que chama de frescura ). Para mim, casimiriana¹ que sou , o Fla também é poesia.

O rubro-negro da Gávea, quando entra em campo,leva consigo os corações de uma imensa nação. E creio eu ( God, eu creio em tanta coisa ), que apesar dos desgostos que vez ou outra chateiam a nossa massa, cada um que veste o Magistral Manto Sagrado  por um pouco mais de 90 minutos se torna maior  do que em qualquer outro momento de sua existência. Ali, no gramado verde, torna-se, junto com mais 10, agraciado pelo poder de unir estranhos em prol de uma maior paixão de forma sublime.

É essa união sublime que tem me atormentado há alguns longos e chateantes meses. Na verdade que tanto prezo, não é a união, e sim a falta dela, companheiros muitíssimo bem vestidos.

Eu sei,eu sei. O preço das entradas está salgado. O acesso ao Engenhoca não é o melhor do mundo. E, quem diria? O Cariocão não é nenhuma Champions League. Todavia... somos ou não somos a Nação? Apoiamos VERDADEIRAMENTE o nosso Flamengo quando ele precisa? Vestimos o Manto quando ele  está em momentos difícieis? Se a sua resposta para a primeira pergunta for sim mas para as outras nem tanto/não/nunca, está na hora de repensar o seu Rubro-negrismo.

Fico pensando naquela pessoa que mora no interior do Brasil, muitas vezes em regiões paupérimas, onde internet é lenda, e TV é o auge da tecnologia. Isso quando se tem.                     Essa pessoa que aprendeu a amar o Flamengo, ouvindo com a turma toda pelo radinho velho um Flamengo que se revelava para eles como algo surreal, algo utópico. O Fla de Zico,de Andrade,de Adílio, em fim... fico imaginando seus olhinhos  marotos de criança brilhando. Essa  pessoa sonha em ver seu Mengão virado nos mói de cuentro² bem de pertinho. No meio da torcida, num estádio. Aí ela acorda e tudo que ela vê é labuta,e muitas vezes seca e até fome.  Mas ali,esquecida, tão longe do Rio de Janeiro, ela também tem sede de Flamengo, tem fome de gol. E o sonho, ela vai alimentando no peito.

Se você, meu ilustre irmão de Manto, ainda não entendeu o que quis dizer,eu resumo agora. Não julgo, pois cada um sabe de suas prioridades e motivos. Mas, se você tem condições + oportunidades + amor ao Clube de Regatas do Flamengo, demonstre que você tem orgulho a camisa. Vá apoiar de perto  aquele que já te deu uns desgostos, mas em compensação, milhares de alegrias. Por você e pelos milhões de off-Rio que dariam um rim para poder ver o Mengo nem que fosse uma vez a cada três meses.  Não permitam que o Flamengo seja obrigado a jogar com menos de 2000 presentes, como aconteceu na infeliz partida contra o Resende. Aliás, o que ocorreu  não foi só uma infeliz partida, marcada por erros bobos e  recorrente falta de atenção por parte de nossos jogadores. Perceba, amigo (a)! É a pústula que denuncia a varicela, a náusea que anuncia el embarazo³ ! Em palavras mais claras, é o índicio que algo não vai bem. Flamengo sem a massa é como Yn sem Yang. Músico sem música. Piu piu sem Frajola.

Sejam nas arquibancadas o que vocês querem que o Flamengo seja em campo: intensos, enérgicos, vibrantes, persistentes. Nós temos a voz. Vamos mostrar para os jogadores  que o Flamengo não é terra de ninguém. E assim, principalmente com a volta do Templo Sagrado, vulgo Maraca, as coisas vão voltar a ter o fluxo perfeito.

 Que hoje e sempre, nossa alma seja rubro-negra e o nosso  corpo se enobreça  enrolado na tua bandeira, Mengão!

 LEGENDA

1 - Refiro-me a Casimiro de Abreu, poeta mais romântico desse país.

2- No vocabulário nordestino, como posso dizer... algo que vai muito bem.

3- Gravidez em espanhol. Quis dar um charminho ( sou mulher, poxa! ).


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HABEMUS GRAMA

Agora sim eu acredito que o Templo está voltando.

12/03/2013 às 10h02m



Sei lá se por implicância, carência, desespero emocional mesmo, vivo olhando torto para as obras do Maracanã toda vez que passo por lá. Não é de hoje. Isso já vem desde o fatídico dia em que fui "despejado" de lá pela derradeira vez. Opa... Só um instante.

Sim. Prossigamos. Fui consultar a parte do meu cérebro que funciona, Sorinzinho, meu filho. O dia do derradeiro "despejo" não foi assim das coisas mais agradáveis do mundo. Um cinzento empate sem gols contra a equipe de uniforme sem cores do Santos. Nada mais melancólico... Bem... Uma derrota seria pior. Passaríamos do cinza sem graça para o negro amargo.

Fato é que já na semana seguinte ao fechamento do estádio eu comecei com meu desdém. É passar na porta, olhar de soslaio, e proferir um lacônico e pessimista; "Humpfff... continua a mesma coisa. Não vai ficar pronto nunca".

Essa semana os fatos foram mais fortes que meu pessimismo. Esse, a bem da verdade, tinha ganho um reforço naquele dilúvio que transformou o Estádio Mário Filho em uma imensa lagoa de barro poucos dias atrás. Apesar de não chegar nem aos pés do "tragedista" mor de plantão, o meu patrão. Na ocasião da violenta intempérie, disse ele: "Agora acabou. Não tem mais Copa" (??!!)

A esperança é verde mesmo. O lugar comum e bobo que fica atribuindo poderes bestas às cores dessa vez é pra valer. Tá lá estampado em tudo quanto é jornal, tela de TV e monitor de computador.

Estão colocando a grama no Maracanã.

Isso aí significa para a torcida do Flamengo mais ou menos a mesma coisa que significa para um católico fervoroso o resultado lá do conclave aonde o novo papa está sendo escolhido. O Templo Sagrado da Nação Flamengo está voltando.

Sim, porque vamos falar a verdade... A gente na arquibancada não fica parecendo menos Flamengo lá no Engenhão? Mesmo quando enchemos a bagaça, como por exemplo, naquele histórico jogo contra o Galo Mineiro, aonde mais da metade dos presentes pareciam ter ido lá para ver o Ronaldinho (??!!). "Óazidéia".

Mais ou menos como se fora do Maracanã a gente ficasse meio... Sei lá... Refrigerante sem gás.

Bem... O pesadelo está acabando.

Pouco nos importa a Copa das Confederações, o conclave papal, o que falta colocar em volta do estádio, quantas vagas para automóveis terão, o trânsito ao redor (mesmo porque não tem como ser pior que no Engenhão), nada.

Estão colocando a grama no Templo. Com isso já é quase como se já desse pro Flamengo marcar um gol. Quase como se quem está na UERJ, na Mangueira, na Avenida Maracanã e outras proximidades, pudesse ouvir o ronco gigante e ensurdecedor de nossas vozes e tambores a empurrar o Flamengo em direção ao gol.

Habemus Grama.

Flamém.

CURTAS

. SEMPRE TEM UM PORÉM. Não quis manchar o texto emotivo acima, mas há uma possível decorrência da reabertura do Maracanã que o tio aqui não vai gostar nada, nada de ouvir da ala mais preguiçosa e acomodada da Nação Rio. Quem já me alertou pedindo para proselitar sobre a questão foi a leitora Bruna Uchoa Travassos lá de Salvador. Falo sobre isso em próximo texto.

. ETERNO DEBATE. Todo ano a mesma ladainha. Quem ganha a Taça Guanabara quer comemorar como se não houvesse amanhã. Quem não ganha desdenha e diz que final de turno não é título. Até quando sobreviverás, Carioqueta?

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SR. JEFFERSON, CANDELABRO, BIBLIOTECA.

Porque perder não é nenhum crime.

07/03/2013 às 10h37m



Ainda vende jogo de tabuleiro hoje em dia. Sim, na era cibernética, dos consoles de vídeo-game de última geração, do 3D, ainda há espaço para os jogos que encantaram os mais antigos como o tio aqui.

Um desses fósseis lúdicos facilmente encontrado em qualquer loja de brinquedos se chama "DETETIVE". Teve seu auge na culturalmente efervescente década de 80. Um jogo de tabuleiro aonde, seguindo algumas pistas, os participantes do jogo tinham que descobrir três coisas sobre um assassinato. Por quem, em que local da mansão, e com que arma o mesmo havia sido cometido.

Lembrei dele porque, desde domingo último, muitos rubro-negros vieram me perguntar, e alguns mais afoitos e esclarecedores já vieram logo para me explicar, os porquês da derrota para o Botafogo.

Gente querendo crucificar o juiz. Outros tantos achando que entendem mais de futebol/escalações que o Dorival. Um povo que, mesmo com o nosso óbvio e ululante fraco desempenho no primeiro tempo, fica olhando torto para a falta de ritmo do Carlos Eduardo, como se só o ritmo dele tivesse sido inadequado na primeira etapa. Outros, pasmem, querendo saber exatamente por que o Felipe voltou em corrida conformada no derradeiro ataque da equipe alvinegra aos quarenta e muitos do segundo tempo.

E tem mais. Gente culpando a zaga, o preço dos ingressos, a saída do papa, a festa para o Zico, as águas de março fechando o verão, culpados é que não hão de faltar para serem apontados pelo terrível crime de ter perdido uma partida de futebol.

No jogo de tabuleiro que citei lá em cima a situação é pior. Podem jogar umas seis pessoas se não me engano, e só uma vai decifrar o mistério na frente de todas as outras e levar a melhor. No caso do jogo de domingo, em se tratando de partida eliminatória, já era sabido que uma equipe avançaria e a outra não. Simples assim.

Não há culpados. NUNCA antes havíamos saído do Engenhão com uma derrota para os donos da casa. Se as palavras "jogo" e "probabilidade" são minimamente associadas por definição, podemos encontrar aí a tão procurada culpa.

Com as cartas que tenho e os dados que lancei no tabuleiro, concluo humildemente o que está no título desse texto. Se há mesmo a necessidade de apontar o dedo em riste para alguém, culpo o Jefferson. Sua arma? Luvas de goleiro. Seu crime? Fez o seu trabalho. Taí um caso raro na criminologia. Até o culpado é inocente na derrota de domingo.

Que venha a Taça Rio.

CURTAS

. PRENSA NA IMPRENSA. Fla invicto, melhor campanha, e tudo quanto é jornal elogiando o trabalho pé no chão e a valorização da molecada da base. Uma derrota banal em um clássico e alguns vêm questionar o mesmo trabalho e a necessidade de reforços. Fala sério.

. EXEMPLO. Torcida presente ao estádio mandou muito bem no final. Zero vaia e muita gente cantando o hino a plenos pulmões. É assim mesmo que o tio aqui gosta. Parabéns a todos os envolvidos.

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ALEGRIA DE POBRE. O CARNAVAL DO ARCO-ÍRIS.

Era só a semi da Taça Guanabara. Confere, produção?

04/03/2013 às 11h04m



Não fizemos lá grande partida na quente tarde de ontem no Engenhão. Principalmente no primeiro tempo, momento em que tivemos realmente um desempenho bem abaixo daquele que vínhamos apresentando nos últimos jogos.

Na segunda etapa até que foi melhor. Não vi os scouts da peleja, mas acredito que tivemos maior posse de bola e uns 837 escanteios cobrados no segundo tempo da partida, por baixo.

De nada adiantou. Futebol é bola na rede. Assim como ganhamos do próprio Botafogo durante o turno com gol único do Hernane no início da partida de então, saímos da disputa do PRIMEIRO TURNO DO CAMPEONATO ESTADUAL, com um gol igualmente marcado no início do jogo, posto que o segundo gol, o golpe derradeiro nas nossas aspirações em chegar à final, foi feito com o jogo já tecnicamente encerrado. O passo conformado de Felipe na corrida de volta, já que tinha ido (acertadamente) se aventurar na área adversária em busca do gol, decretava o fim da batalha até antes mesmo do apito final do árbitro.

Ferimentos leves. Vem aí a Taça Rio.

Aí... Ao sair do Engenhão, adentro nas redes sociais para ver o que comentavam sobre o jogo por lá.

Ao entrar no twitter e facebook, uma dúvida se abateu sobre mim. Estava eu enganado? Era mesmo a SEMI DO PRIMEIRO TURNO DO ESTADUAL? O carnaval da arcoirisada por lá tava bonito de dar gosto. Alegria por pouco mesmo. Era um tal de comemorar "a queda da mulambada" (??!!); "o fim da invencibilidade dos favelados" (!!??); "o cala-boca daqueles que vinham falando demais" (??!!). Só para citar algumas das abominações/alucinações tresloucadas que presenciei por lá em poucos minutos.

Olhei altaneiro para tudo aquilo. Não sei se pela superioridade natural de torcer pelo Flamengo, ou porque fui para a Engenhoca em traje de gala, devido ao preço dos ingressos. Só sei que "saí" dali mais contente. Agradecendo ao destino por saber que NUNCA vou comemorar daquela maneira esfuziante e exagerada a eliminação de qualquer time da SEMI DO PRIMEIRO TURNO DO ESTADUAL. E nem hei de comemorar com tal alegria, uma vitória do Flamengo em uma SEMI DO PRIMEIRO TURNO DO ESTADUAL.

Sem mais. Como é bom ser Flamengo.

CURTAS

. PREÇO JUSTO. Olha... Justo, justo não é. 80 pratas para um jogo do Carioqueta é salgado mesmo. Agora, se serve como estratégia de marketing para incentivar a galera a se associar ao enfim-e-com-117-anos-de-atraso-Programa-Sócio-Torcedor, tá valendo. É dar um passo atrás para avançar uns tantos outros depois.

. TRAJE DE GALA. Dito o dito no tópico acima, eu e povo da Fla Mochila não nos omitimos de brincar com o aumento do preço. Fomos como a ocasião pedia. Eu, com colete risca de giz, blusa social e chapéu palheta. Um luxo só. Divulguei isso para o mulheril no facebook com um aviso: "eu me pegava fácil". Não deu resultado o apelo. Como de hábito.

. ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE. É essa semana. Mudo de Estado Civil oficialmente nos próximos dias. Só acertar a papelada.

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BARCELONA, O FLAMENGO DO MUNDO

A arte de atrair o ódio.

28/02/2013 às 17h18m



Fenômeno que veio com a Internet e as TVs a cabo, tudo ficou muito mais próximo de todo mundo. Não só no futebol, mas como em quase todos os campos do conhecimento/entretenimento.

Bem... Dane-se o resto que por aqui o assunto é só futebol mesmo. Ando até pensando em criar um blog pra escrever sobre outros assuntos fora desse sacro santo espaço. Destilar mais e mais besteiras sobre outras coisas. Sem pânico. Por enquanto perturbo a paciência de vocês só sobre futebol e só por aqui mesmo.

Enfim... Cada vez mais comum entre a molecada de hoje em dia o hábito de acompanhar seriamente os campeonatos europeus. Em tempos idos, a oferta de tal mercado do futebol na TV era bem mais limitada. Da minha época, a lembrança mais forte é a de ter um ou dois jogos do Campeonato Italiano no domingo pela manhã.

Hoje em dia passa jogo de tudo quanto é campeonato e em grande quantidade. Comum ter uma galera que passa a acompanhar mais esse PROGRAMA DE TV que o futebol tupiniquim.

Se a pessoa não tem o hábito de ir ao estádio e vai ver tudo pela TV mesmo, como não se deixar seduzir pelo show da Champions League? Só para dar um exemplo.

Pode ser só uma colocação nerd minha, mas fora o fenômeno provocado pela TV/Internet, acredito mesmo que os consoles cada vez mais realistas do Playstation e cia. têm lá grande participação na construção dessas afinidades com o futebol do Velho Mundo.

Aí... O Barcelona começa a ganhar quase tudo, assombrar o mundo com um futebol quase imbatível e que é praticado também (e pelos mesmos jogadores) na Seleção Campeã do Mundo. Todo mundo parece torcer e esperar pelos shows do Barça e de seu uniforme feio. (alguém aí acha a blusa número 1 bonita?).

Quando a máquina começa a ratear o que a gente vê nas redes sociais? Uma pá de gente comemorando (??!!) a derrocada da máquina invencível. Logo após as recentes derrotas para o Milan e para o Real Madrid, o twitter e o facebook lembravam E MUITO o clima que reina por lá quando o Flamengo, por vezes, tropeça.

Somos odiados no Brasil, e mais notavelmente no Rio, a ponto de ninguém fazer questão de esconder que torce mesmo contra o Flamengo. A torcida do arco-íris é assumida e orgulhosa de todo seu ódio pelo Mais Querido. Levantam mesmo a bandeira do anti-flamenguismo.

Aqui acho que tem mais chance de ser pela nossa esmagadora maioria em número de apaixonados torcedores, posto que já angariávamos ódio alheio antes da mítica década de 80.

No futebol mundial, após um breve período de hegemonia quase absoluta, o Barcelona vai trilhando seriamente o caminho de assumir o posto de o Flamengo do Mundo, pelo menos no quesito "todo mundo me odeia".

Quem diria... Até o efeito arco-íris está sendo globalizado.

CURTAS

. E SE FOSSE COMIGO 2. Em texto recente, expressei alguns sentimentos em relação à tragédia na Bolívia. Nessa semana me ocorre outro estarrecedor: e se fosse o Flamengo na Libertadores, no Maraca, e eu não pudesse entrar para ver de perto? O horror, o horror.

. ZICO 60 ANOS. Justas as homenagens ao Galinho que, com a bola nos pés, elevou o Manto Sagrado a uma condição mítica e para todo o sempre. Flamém.

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E SE FOSSE COMIGO?

Reflexões sobre a tragédia na Bolívia.

26/02/2013 às 11h46m



Natural do bicho-homem pensar sempre que acontece uma tragédia: "e se fosse comigo?"

Tem até uma linha de pensamento interessante (sinceramente não me lembro de quem, mas tenho quase certeza que é do Stephen-melhor-escritor-do-mundo-King) que segue mais ou menos isso: Quando acontece uma tragédia, aquela gente toda aglomerada em volta da mesma, e no dia seguinte se emocionando em segunda mão, amontoados em volta das primeiras páginas dos jornais, está apenas celebrando a felicidade de poder dizer "obrigado meu deus, dessa vez AINDA não foi comigo".

Sobre a tragédia alvinegra na Bolívia, provocada pela insensatez/estupidez de um qualquer lá da Gaviões, em se tratando de uma criança de 14 anos a vítima, aí é que o "e se fosse comigo?" ganha força maior, já que transformado em algo mais doloroso para a sociedade, o "e se fosse com meu filho?"

Tudo bem que nesses dias passados, tem uma pá de gente que NUNCA vai ao estádio tagarelando por aí frases do tipo: "Tá vendo porque eu não vou?"; "Agora é que eu não vou mais" e outras afins. Escondendo sua preguiça/vergonha/constrangimento de não apoiar NUNCA seu time de perto por trás de uma peneira completamente esburacada. Falam como se aquele acontecimento funesto fosse a norma. Como se os nossos estádios fossem pequenas reconstruções da Faixa de Gaza.

Claro que passou pela minha cabeça o tal "e se fosse com meu filho?". O meu viaja comigo para tudo quanto é canto, até nas viagens mais arriscadas, e tem idade pouco maior que o menino vitimado na tragédia.

Contudo, e confirmei com o povo da Fla Mochila, todos nós, aguerridos viajantes e mochileiros do bem, que vamos e voltamos para apoiar o nosso amado Flamengo sem nunca arrumar confusão com quem quer que seja, pensamos por outro lado também.

E se estivéssemos próximo a um primata desses em algum estádio distante, esse atingisse alguém, e nós fôssemos arrastados para a prisão por engano?

Já pensou um troço desses? Ia parecer aqueles filmes doidos de prisão nos quais um cara vai parar lá de forma injusta. O problema é que nesses filmes geralmente o cara consegue provar sua inocência e se livrar da roubada. Já vou logo avisando que comigo não ia ter tempo pra isso. Morria de ataque cardíaco fulminante antes de chegar ao presídio.

Por essas e outras que defendo a PUNIÇÃO EXEMPLAR para os envolvidos em atos de violência/vandalismo nos estádios e em suas proximidades. O único jeito de solucionar essa questão. Na Inglaterra era bem pior e deu uma boa melhorada.

CURTAS

. INVEJA. Após a derrota para o Milan, deu pra perceber mesmo que o Barcelona está virando o Flamengo do mundo. Disserto mais sobre isso em uma próxima oportunidade.

. STATUS: Faltando poucos dias para que eu mude de Estado Civil. Love is in the air. 

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VAI COMEÇAR O ESTADUAL

Previsíveis confrontos das semi do Estadual definidos, vai começar a competição propriamente dita.

25/02/2013 às 10h43m



Sim. Em detrimento do bom jogo que fizemos contra o Botafogo, e da goleada que aplicamos no nosso arqui-rival, Vasco da Gama, agora é que o Carioqueta realmente dá as caras e mostra a que veio.

Sendo posto que o Estadual é isso aí mesmo. Ir cozinhando em banho-maria contra os pequenos, disputar um clássico aqui e outro acolá na fase classificatória, e aguardar a fase decisiva que, quase sempre é composta pelos "quatro grandes", uma espécie de clube seleto e que, arrisco dizer, NUNCA irá aceitar novos membros.

Pode até, e volta e meia acontece mesmo, um dos ditos pequenos acabar, sabe-se lá como, conseguindo fisgar uma vaguinha na festa particular da reta final. Acontece até bastante. Por vezes, fato mais raro, até conquistam um turno. Mas podemos dizer a grosso modo que o Estadual é mesmo uma disputa entre Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, e uma pá de times coadjuvantes que tentam ser uma pedra no caminho dos quatro até as finais.

Então a bagaça ficou assim: Vasco contra o Fluminense e nós contra o Botafogo. A lógica de antes da última rodada indicava outros confrontos. Deu isso aí, e já "ouvi" vozes maldosas nas redes sociais comemorando a possibilidade da partida final ser contra a equipe de São Januário, que nos últimos tempos vem carregando a enorme e pesada cruz de perder tudo quanto é final para o Flamengo.

Devagar com o andor. Vamos pensar primeiro no Botafogo. Por mais que eu nutra uma profunda implicância contra a equipe alvinegra, e por mais que tenhamos jogado melhor contra eles na última partida, o jogo foi ganho por placar magro e eles até que finalizaram bastante contra a meta defendida pelo Paredão Felipe. Sem levar muito perigo, é bem verdade, mas vai que...

Cartas na mesa. Duas semanas das mais interessantes nas primeiras páginas dos jornais e nos papos no trabalho e mesas de boteco por aí.

Se ainda há mesmo algum charme no Estadual, são esses clássicos que estão por vir. Que todos nós tenhamos uma ótima diversão.

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PREOCUPAÇÃO COM 2014

Ano que vem é ano de quebrar tabu recente.

21/02/2013 às 10h13m



Tudo bem que 2013 está só começando e ainda não chegamos ao final nem sequer do primeiro turno do Estadual. Ninguém vai querer colocar aqui a carroça na frente dos bois, mas que estamos começando bem, lá isso estamos.

E não é só pelo fato da invencibilidade até o momento não, que se manter invicto no Carioqueta não é exatamente tarefa das mais difíceis. É mais um estado de espírito. Tanto da torcida quanto do time em campo.

Tudo bem que a gente não precisa de tanta coisa assim para estampar um sorriso orgulhoso no rosto, que ser Flamengo por si só já devia bastar. Um pena que uma boa parte da torcida seja um pouco resmungona demais e tem a mania feia de ficar se lamuriando pelos cantos quando as vitórias não aparecem.

Prova disso é a turma do mimimi que teve a cara-de-pau de dar as caras quando o nosso quase imbatível time de basquete tropeçou na NBB. Mas tudo bem... Vamos deixar os resmungões de lado que no ano passado o tio aqui teve que perder um tempão da sua vida passando sermão nesse povo.

Mas enfim... As coisas parecem que vão se encaixando da melhor maneira possível. Ibson e Léo Moura voltando a jogar o futebol que todos nós sabemos que eles têm, mas que alguns ingratos andavam fazendo questão de esquecer. Hernane, que já andava por aqui no ano passado, de uma hora para outra desandou a balançar as redes de tudo quanto é jeito. A molecada da casa, com maior destaque para o Rafinha, mostrando de verdade a que veio.

Fora essas coisas, a zaga consistente. O Elias batendo um bolão e roubando outras tantas bolas na meiúca. Cáceres, um leão em campo. João Paulo ensaiando uns petardos em direção ao gol adversário que, na hora que resolverem começar a estufar as redes, é capaz até de rasgar tamanha a força do chute.

Estou bastante esperançoso para 2014. Sim, porque 2013 tá com cara de que será uma festa. Também não é pra menos...

2009 bom... 2010 ruim... 2011 bom... 2012 ruim... Logo...

O negócio é quebrar esse ciclo no ano que vem. Fazer um 2014 também bom e um 2015 melhor ainda. 

Chega desse jogo de bem-me-quer-mal-me-quer.

CURTAS

. GENTE DOIDA. Não entendi ontem a esfuziante comemoração nas redes sociais porque o Barcelona perdeu para o Milan. Tem gente tomando um ódio gratuito pelo time espanhol. Eu hein...

mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos; @sorinmercio

. Facebook: Mercio Querido.


Autor: Vida de Torcedor

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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.