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Lalalaiá.... Em Madureeeiiiraaa...

E não é que estou gostando do Estadual?

23/01/2013 às 09h44m



Carência afetiva das pós-férias do Flamengo? Hipótese descartada. Todo ano tem férias do Flamengo. Excesso de otimismo porque minha miserável vida pessoal começou-muito-bem-obrigado em 2013? Refuta-se também, já que não tenho lá muito disso e geralmente estou me lixando para esse tipo de coisa que envolve algo não tão importante assim como a minha pessoa.

Diretoria/patrocínio/fornecedor tudo novo e já encaminhado? Nananinanão. Sou apolítico e, apesar de gostar muito das coisas estarem tomando o rumo que estão nas finanças do meu time... Isso lá seria motivo pra chegar a esse nível do primeiro parágrafo? Um nível de bom humor que parece coisa de desenho animado dirigido para a faixa etária de 1 ou 2 anos de idade.

Sim meus amigos. Essa é a verdade. Estou gostando do Estadual. E sei os porquês.

Conheço meu segundo coração. Sim, porque rubro-negro que se preza tem dois corações. Um para dividir com seja lá quem ou que tipo de coisas você queira, e outro, pulsando firme na garganta e em cuja superfície há uma etiqueta dizendo: "Propriedade Exclusiva do Clube de Regatas do Flamengo".

Só há uma única, irrefutável e paradisíaca verdade. Pode parecer uma lógica meio controversa, mas a empatia momentânea e que andava sumida atende por um único nome: PERRENGUE.

Hoje tem jogo em Madureeeiiiraaaa Lalalaiá. Domingo tem jogo em Moça Bonita. Em poucas rodadas teremos em Friburgo. E o melhor de tudo, esse último será no meio da semana e na parte da tarde. Dá até para ouvir o Milton Leite brindando a isso com um "Que beleeeezaaaa!"

Piscando como um farol para onde deve seguir meu coração, lá na última rodada do primeiro turno há um jogo contra o Olaria com um "a definir" com luzes pulsantes ao lado. Tomara MESMO que seja na Bariri.

Perrengue é o que nos move. Cada vez que nos deparamos com uns desafios chatinhos de encarar como esses, eu e meus companheiros da Fla Mochila damos um largo sorriso, falsamente disfarçado de um amarelo Mona Lisa, e pensamos: nosso amor e dedicação a essas cores são maiores que isso. Lá estaremos.

Mercadologicamente falando não dá muito pra entender um jogo do Flamengo cinco da tarde no meio da semana. Esquisito. Porém, como meu amor não é feito de lógica mesmo...

Esse é o tipo de Estadual que eu gosto.

Partiu para... Madureeeiiiraaaa... Lalaiáááá... Madureeeiiiraaaa... Lalaiá...

CURTAS

. PREÇO INJUSTO. O texto emotivo acima não revoga a opinião de que 40 pratas contra os times pequenos do Estadual é um preço um pouco acima do que a maioria pode pagar. Os clássicos até valem mesmo um preço maior, mas Audax? Quissamã? Sei não.

. CARNE FRACA. Rubro-negro da Fla Mochila que ficou pregando que ia pegar um pouco mais leve nessa temporada, pelo menos no tocante aos jogos dispensáveis e afetadores-de-todo-o-desempenho-no trabalho, e que já está pensando no jogo contra o Friburguense na quinta de carnaval. Estamos de olho.

. SEGURANÇA INSEGURA. A medida de não vender ingresso na hora do jogo de hoje lá em Conselheiro Galvão é mais ou menos aceitável. Digo mais ou menos por que... Imagina se você inventa um monte de desculpas esfarrapadas, sai mais cedo do trabalho, chega lá de calça social, blusa de botão e "papato" engraxado... E descobre que não vai poder entrar? Grande potencial de "dar ruim" para a pessoa que informar isso ao nosso desavisado torcedor.

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ARENINHAS

Quarta o Flamengo enfrenta o Madureira em Conselheiro Galvão, o Estádio Difícil de Entrar.

22/01/2013 às 10h44m



Dois dias antes do carnaval, o destino do Mais Querido será o estádio do Friburguense, o Eduardo Guinle, areninha bem situada em uma região bastante bonita da aprazível cidade serrana.

Teremos ainda como adversário em alguma rodada aí não sei quando (acho que já é logo na terceira), o calor abrasivo do estádio do Bangu. Só de ouvir o nome Moça Bonita já dá vontade de tirar a blusa e parar na frente do ventilador, em detrimento da chuva fina e do clima agradável que circundam minha casa enquanto escrevo esse texto (sou um velhinho conservador. Post pode até ser um nome muito bonitinho e ter uma vibe super sei lá, mas o que eu escrevo gosto de chamar de texto mesmo)

Gosto desses jogos nas areninhas acanhadas.

Há muito que o apelido "O Campeonato Mais Charmoso do Brasil" tem a maior cara de exagero. Não que tenha algum outro mais ou menos charmoso nos outros estados. É que não tem tido mais muita graça mesmo, com a lacuna imensa que se formou entre os times grandes e os de menor expressão.

Aí quando você bota os "nanicos" para jogarem fora dos seus domínios a situação só piora, ficando cada vez mais raros os desempenhos bons dessas equipes.

Bom saber que alguns desses estádios serão usados no Estadual. Mesmo sabendo das provações e da falta de conforto que terei que encarar junto com meus amigos em alguns desses lugares. Talvez... E veja bem o que estou dizendo... TALVEZ não torne o Cariocão exatamente charmoso, mas pode até ser que dê um temperinho especial à competição.

Sei nem se isso tudo aí é raciocínio lógico ou é só esperança mesmo. Isso só o passar das primeiras rodadas poderá dizer. Mas que há uma grande diferença entre enfrentar os nanicos no Engenhão e/ou Volta Redonda e/ou Macaé, ou jogar contra eles em lugares bem mais... Aconchegantes , lá isso há.

CURTAS

. O PIOR É QUE EU GOSTO.  Na tabela que tenho ainda consta o jogo contra o Olaria como local "a definir". Confesso que estou mais é torcendo para que seja no famoso Alçapão da Rua Bariri. No barato, já era bom pro meu filho ver como eram os Estaduais de tempos idos. Apesar de o mesmo já ter ido à Conselheiro Galvão e Moça Bonita... Bariri é Bariri.

. QUE TROÇO É ESSE? Confesso que nunca havia escutado o nome Audax. Aí agora fico sabendo que tem não só no Rio como existe um também em São Paulo. Tá parecendo um episódio do antigo "Além da Imaginação". 

. Cine Fla: "DETONA RAFA". Com a saída de muitos jogadores, garoto arisco das divisões de base de um grande clube ganha uma chance entre os titulares. AVENTURA ESPORTIVA. Com Rafinha, Nixon, Matheus, Adryan e grande elenco. 

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Quissamã

Pronto. Agora foi. Bola rolando para o Estadual 2013.

21/01/2013 às 14h44m - Atualizado 21/01/2013 às 14h59m



Começou até melhor que eu esperava do lado de fora do campo. Quase dez mil presentes. Não é nada, não é nada, é mais ou menos a mesma quantidade meia boca que costumava frequentar os jogos da equipe no Brasileirão 2012. 

Levando-se em conta que era apenas o início do Modorrento Estadual. Considerando também que houve um reajuste no preço dos ingressos em relação ao Cariocão do ano passado... Isso confirma o meu raciocínio. Do lado de fora até que não fomos tão mal.

Falando nisso, acredito que 40 pratas contra os times pequenos no Estadual é realmente um preço um pouco salgado. Contudo, não sei como definir um preço justo para um jogo contra as equipes menores do Campeonato Carioca. Não sei mesmo. Sei lá... Dois reais e grátis um copo de refresco tava bom?

Do lado de dentro das quatro linhas, deu mesmo o que tinha que dar. Apesar do mimimi dos pessimistas e chatos de plantão. Sim, alguns deles já começaram com suas ladainhas chatas. Blá, blá, blá repetitivo na linha do "Pô... mas era o Quissamã... Se não ganhasse também..."

Apesar da equipe que enfrentamos não ser exatamente uma potência no cenário do futebol, fizemos lá o que era nosso dever. Ganhamos os três pontos; Hernane marcou os dois gols; tivemos algumas outras boas chances de ampliar o placar. É isso.

Mesmo que os mais exigentes fiquem clamando aos quatro ventos por uma goleada, isso pouco importa. Ganhamos. Três pontos na conta e ponto final.

Já na quarta tem confronto contra o Madureira em Conselheiro Galvão. Estádio que era conhecido em tempos idos como o Estádio Difícil de Entrar. Já não é tão complicado assim. Mesmo porque o horário e os preços tornam o programa um pouco complicado para muitos. Da parte da Fla Mochila... Fazer o que? Deixaremos cedo os nossos empregos e nos encaminharemos para Madureira. Só sabemos fazer assim. 

CURTAS

. Ê LAIÁ: Ainda nos arredores do Engenhão eu e meu fiel escudeiro, Sorinzinho, nos deparamos com parcela significativa da torcida feminina do Quissamã. E olha... Vou contar uma coisa pra vocês... Aliás, não vou contar não. Vocês já são bem grandinhos e sabem muito bem sobre o que estou falando.

. CAMPO PEQUENO: Atrás do gol no Setor Sul tinha lá um campo completo em miniatura, do tamanho de uma quadra das grandes de futebol de salão. Ao olhar aquilo pensei: Podiam disputar os jogos contra os pequenos em campos daquele tamanho e só com 45 minutos de duração. Ia poupar um bocado da paciência de todos nós.

. DIFERENCIAL: apesar da minha conhecida implicância com o Estadual, essa edição voltou a ter um diferencial que pode tornar as coisas menos entediantes. Falo sobre isso no próximo texto.

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ARRASTAI-NOS PARA O MAL

Jesus, Maria, José...

17/01/2013 às 13h08m



O bordão de uma das personagens da excelente novela Gabriela, exibida ano passado na Globo, serve bem para ilustrar uns pensamentos inéditos que me passaram pela cabeça uma boa meia dúzia de vezes no dia de ontem.

Já nessa vida de torcedor assíduo desde a mais tenra infância, por vezes me deparo com o que chamo de "sentimentos novos", em detrimento de a impressão ser a de já ter vivenciado quase todos os tipos de emoções provenientes da minha Paixão pelo Manto Sagrado.

Ontem, por volta das 4 da tarde, dentre as muitas asneiras habituais que costumo proferir durante o dia, as minhas companheiras de trabalho, ouviram um enigmático "Vixe... acho que tem algum espírito maligno atuando sobre mim". Habituais e protocolares risos de fim de expediente pediram o complemento do raciocínio.

Fato é que por várias vezes a frase "Tomara que chegue logo o dia 19" bailou sorrateira pela minha mente. Vinda lá do fundo mesmo. Nada consciente. Ia fazendo lá minhas contas de como desatar o nó financeiro habitual do após festividades de final de ano lá na firrrrrma aonde trabalho e volta e meia tava lá a frase. A tarde avançando e minhas tolas esperanças de, quem sabe almoçar antes das cinco da tarde e pimba, lá estava aquela ladainha-prece clamando PELO COMEÇO DO ESTADUAL.

Quem me conhece sabe que, em detrimento de todo o Amor que sinto pelo Flamengo, sou um grande defensor da idéia de exterminar ou dar um jeito de consertar o que chamo de Modorrento Estadual. Logo, nesse período em que me encontro de férias das atividades para as quais o meu rubro-negrismo me arrasta, geralmente vou curtindo o fato de poder levar uma vida normal, sem ir a dois ou três jogos de futebol por semana; sem amanhecer sempre pensando no próximo ingresso; essas coisas.

Nessa época, quando lembro que as "férias" terão fim, abomino o fato de que o primeiro desafio do ano é ir a todos os jogos do Modorrento Estadual. Amo o Brasileirão com suas dimensões continentais e sua imprevisibilidade, na mesma medida que antipatizo com o Estadual por conta do baixo nível técnico das equipes ditas menores e pela sua previsibilidade. Também, quem manda torcer pro Flamengo e ganhar essa bagaça aos montes, sendo presença quase certa na final, desde o momento em que a disputa começa?

Sei lá porque cargas d’água me bateu essa ansiedade. Tenho certeza de que quando a bola rolar no dia 19 contra a equipe do Goytacazes (é isso?), vou me arrepender desse sentimento do "Chega logo, Estadual".

Porém, não sou de reprimir minhas emoções. Se fosse capaz disso, não teria feito a metade de todas as loucuras que já fiz na vida para estar ao lado do Flamengo quando ele entra em campo.

Que venha o Modorrento Estadual.

Arrastai-nos para o mal.


Autor: Vida de Torcedor

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04/01/2013 às 18h17m



De volta aos trabalhos após esse período festivo de natal, réveillon e falso fim do mundo (mais uma vez).

Bem... Ao trabalho, trabalho mesmo, só volto no próximo dia 19, quando o Amor Maior de nossas vidas retorna aos gramados, iniciando sua história na edição de 2013 do Modorrento Estadual. Em tempos outros ainda nem estaria pensando em Flamengo e continuaria curtindo minhas merecidas férias, alheio a tudo. Porém, como tenho esse honroso espaço por aqui, como diria o Homem-Aranha, "com grandes poderes vêm grandes responsabilidades".

Hora de deixar a preguiça de lado e ir acompanhando/comentando por aqui o que for acontecendo na pré-temporada... Taí... Fica valendo por aqui também essa fase inicial de trabalhos. Ir esquentando as turbinas para estar no ponto quando começarem os jogos. E olha que o Estadual é mesmo um desafio daqueles para quem tem que escrever sobre o Flamengo ou sobre qualquer outro time. Antes das fases decisivas a sensação que dá é a de que nada se move.

Para a turma fã do "quanto pior melhor", vou logo avisando que ando fazendo algumas pesquisas nos preços e há uma forte tendência de que aquele grotesco desfavor ao bom gosto que atende pelo nome de "Filminhos Toscos" volte em 2013. Em escala menor no Estadual e, espero, com força total nas viagens do Brasileirão. O troço é aguardar.

Prometo também ser mais assíduo lá nas fotos das viagens que jogo no facebook.  Para poupar o meu tempo/trabalho e o de vocês também, vou lançar os álbuns da Fla Tour 2013 por mês, já que por jogo fica um excesso de fotos que não levam a nada sob nenhum ponto de vista, jornalístico ou estético. Fazendo por mês e estabelecendo um máximo de 20 ou 25 fotos por álbum, há de ser mais filtrável a qualidade das imagens e legendas pouco inspiradas para as mesmas. Assim esperamos.

Só isso? Ah... Seguirão as Brincadeiras Toscas também, com aquelas perguntas brilhantes sobre números e estatísticas dos jogos do Flamengo. Fora isso, marco a costumeira presença lá pelo twitter e, pretendo, ter freqüência um pouco maio no Facebook também.

SEMPRE LEMBRANDO QUE >>  Esse espaço aqui está no site do clube e sou eu que escrevo. Já as asneiras que coloco nas minhas redes sociais não são de forma alguma ligadas ao clube. Combinado? Aqui é o Blog Vida de Torcedor contando as aventuras e desventuras de um povo aguerrido que passa o ano inteiro correndo atrás do Flamengo. Por lá pelas redes é só o Sorin falando um monte de besteiras sobre qualquer coisa.

Em sendo assim, e como diria Pedro Bial, "estamos de voooltaaa..."

Feliz Flamengo 2013 e 2000 e sempre pra todo mundo.
 
CURTAS

. PERMANÊNCIA: Muita gente me perguntando se o Blog Vida de Torcedor segue presente em 2013, por conta da mudança da diretoria. Bem, o Blog já está por aqui desde o final de 2009. Como fiz uma proposta de aumento do meu salário em apenas 80%... E como não ganho nada mesmo... Acredito que continue. Mas podem temer. Se por acaso não continuar aqui, em algum outro canto hei de continuar com minhas asneiras. Proposta milionária é o que não falta. Eh, eh, eh...

. ANSIEDADE. Povo da Fla Mochila indócil querendo voltar logo para as arquibancadas. A ansiedade é tanta que já estamos providenciando o agendamento da nossa Churrascaria de começo de ano para a "APRESENTAÇÃO OFICIAL DO ELENCO MOCHILANO PARA A TEMPORADA 2013". Se alguém estiver disposto a realizar as loucuras todas junto com a gente...

. mercioquerido@hotmail.com

. Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio

. Facebook com cobertura fotográfica das aventuras mochilanas e também com assuntos do mundo exterior ao Flamengo: Mercio Querido


Autor: Vida de Torcedor

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20/12/2012 às 11h54m



Salvo engano da memória do tio, nos tempos idos da década de 80, além do atrativo ímpar que eram as nossas escalações na época, o valor do ingresso era bem parecido com o valor que era cobrado nos cinemas.

 Devo estar certo em minhas memórias, já que além de rubro-negro fanático sempre fui cinéfilo e, até os dias de hoje, pasmem, vou mais ao cinema que a jogos do Mais Querido, apesar do ritmo alucinado e doentio com que pratico a segunda das atividades citadas.

Hoje em dia se cobra mais ou menos o dobro para entrar em um estádio que nas salas de projeção. Só um pequeno detalhe que não prova nada, mas que achei por bem citar antes das colocações próximas.

Nick Hornby, escritor inglês e torcedor fanático do Arsenal, em seu brilhante, comovente (fui ás lágrimas ainda no primeiro ou segundo capítulo) e indispensável "Febre de Bola", decreta em certo ponto a lógica irrefutável.

Alerta aos grandes clubes seduzidos, segundo ele, pelas grandes e luxuosas arenas com ingressos de preço proibitivo para as classes mais pobres. Avisa que está tudo ok em querer um público mais elitizado e de poder aquisitivo maior. Leis do mercado são assim mesmo. Porém lembra aos clubes que os torcedores apaixonados originais das classes econômicas mais baixas levam aquela história de Amor pelo clube bem mais a sério. A gente mais rica tem outras opções na vida e, caso seu time não dê um jeito de ganhar pelo menos um troféu muito importante por temporada, esse povo todo pode muito bem decidir, de uma hora para outra, ir fazer outra coisa das suas vidas.

Esse trecho, dentre muitos outros, me deixou impressões profundas. Enquanto apaixonado, sempre estranhei os outros "torcedores apaixonados" que passaram pela minha vida nesses quase 40 anos de arquibancada, que tratavam a coisa toda apenas como mais um programa dentre outras tantas opções de lazer opcionais. Nem estou dizendo que estou certo não. Só verificando que muita gente já foi o meu círculo de amizade de arquibancada em todos esses anos e a grande parte dessas pessoas agiu assim, vindo, fazendo juras de amor eterno, e partindo para viver suas vidas de uma maneira mais distante do Flamengo. Por simples observação, concluo que esse deve ser mesmo o padrão normal.

Acredito que o valor do ingresso mude não pelo que está impresso lá no papel. O valor que um cara paga quando é jovem é menor, em valores relativos, que aquele que vai pagar quando, por exemplo, tiver mulher, filhos e outras responsabilidades da vida adulta.

Tudo bem que em teoria sempre haverá mais e mais jovens para abastecer as arquibancadas. Porém, com a evolução das tecnologias de entretenimento, cada vez mais opções vão surgindo também. Por incrível que pareça, o que já foi o maior vilão no esvaziamento dos estádios, acabará por ser o meio pelo qual essas multidões anônimas serão encaminhadas outra vez para a arquiba.

TV.
Telas cada vez maiores. Definições de imagem cada vez mais impressionantes. Transmissões que contam a cada ano com mais inovações e câmeras espalhadas por todos os lugares do estádio. Cada vez mais jogos sendo exibidos em cada vez mais canais. A TV por assinatura cada vez mais acessível a todas as classes econômicas.

Tudo que vira uma indústria de entretenimento desse porte só acontece porque movimenta muito dinheiro. Não é segredo pra ninguém que os clubes recorrem às emissoras atrás do seu quinhão mais que merecido. Não é segredo também que essas prontamente atendem aos pedidos, até mesmo através de antecipações de receitas.

Um ciclo econômico se fecha e se auto-sustenta de um lado. Emissoras, clubes, tecnologia, telespectadores. O dinheiro das bilheterias cada vez vai tendo uma importância menor no montante total da coisa toda.

O que viramos nós, torcedores de arquibancada? Sem orgulho nenhum e também sem achar que estou sendo menosprezado por conta disso: vamos acabar virando cenário. As emissoras, os clubes e os telespectadores vão querer que estejamos lá, já que um jogo com estádio cheio é um espetáculo visual e sonoro muito mais atraente. Vazio fica meio que nem refrigerante sem gás. Resultado final: barateamento dos ingressos.

Os cada vez mais presentes projetos de sócio-torcedor que pululam aqui e ali apontam para esse caminho. A fidelidade "arquibancadal" gera o direito sacro-santo de pagar mais barato. E é isso que vai acontecer. Anotem aí. Podem me cobrar a realidade disso em poucos anos.

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18/12/2012 às 11h04m



Oh, oh, oh... Feliz Natal. Acabo de receber o meu décimo - terceiro salário. Isso me deixa muito satisfeito. Foram 88 pratas... Ok. Não fiquei maluco... Ou então sempre fui e talvez ainda não tenha me dado conta. Sendo ateu de carteirinha, na minha religião-Flamengo receber 88 pratas da "firrrma" nos dias que antecedem o Natal significa que fiz tudo certinho e fui um bom menino durante 2012, ou seja, torrei essa bagaça toda vendo o Flamengo "merrrmo" "merrrmãozinho".

Significa também que já é hora de falar com Papai-Noel-Meu-Patrão e reservar logo o próximo décimo terceiro + férias + empréstimo para assim que sair a tabela do Brasileirão 2013 e começar tudo de novo... Todos nossos sonhos serão verdade, o futuro já começou.

Sabe que por coincidência esse troço do valor do dinheiro vem bem a calhar com a pergunta de um leitor que atende pelo nome de @spiritofzico lá no twitter me fez dia desses? Questionou minha opinião sobre o preço dos ingressos e a relação sobre uma coisa na qual bato... Ou melhor dizendo... Marreto na mesma tecla com certa freqüência por aqui e por outros lugares também: a não-presença da Nação Rio nos estádios.

Tem desculpa pra esse troço aí não. Em 2009 quando ainda nem esperávamos o título que veio, e começamos a vislumbrar "apenas" uma vaga na Libertadores, o Maraca foi invadido jogo após jogo por uma Nação enlouquecida e vibrante que só podia culminar mesmo com a conquista do Hexa.

O amor é menor porque estamos jogando no Engenhão? O ingresso é tão mais caro assim que naquela época? O novo estádio em que mandamos os nossos jogos por algum acaso é maior que o Maracanã para ser mais difícil de encher?  Não, não e não para todas as perguntas acima. O problema é que a favela ficou meio esnobe depois de 2009 e agora só se contenta com uma taça ou uma volta olímpica, esquecendo que ela própria é um dos elementos catalisadores para levar a tais glórias.

Vivo a torcida do Flamengo há muito tempo e sei que ela está diferente. Parece que deixou um pouco de se divertir com o próprio fato de ser Flamengo e se tornou uma torcida um pouco amarga e dependente de resultados para manifestar o seu pressuposto Eterno Amor, tão decantado em prosa e verso após nossas conquistas mais marcantes.

E o tal argumento de que o Engenhão é longe? PELO AMOR DO FLAMENGO... ALGUÉM MORA PERTO DO ENGENHÃO E EM SEUS BAIRROS PRÓXIMOS. Um lugar não pode ser longe para todo mundo. Se é longe de alguém, perto de outrem há de ser. Tenho dito.

Epa... Não é que comecei me propondo a falar de dinheiro e já estou eu tergiversando sobre paixões sinceras ou não, sobre as distâncias que um verdadeiro amor pode tornar menores, sobre as sinceridades e os interesses das paixões arrebatadoras? Love in in the air... or not.

Ok. Já admiti e falo outra vez. Tenho problemas gravíssimos com papel/tela em branco. Começo a escrever e não sei a hora de parar. Como nesse mundo de despejo de informações ninguém tem muito tempo mesmo para ficar sem clicar alucinadamente em outras páginas e outros interesses tão acessíveis ao deslizar de um mouse, retomo o assunto no próximo texto e PROMETO falar apenas do preço dos ingressos. Na verdade farei uma séria abordagem não sobre o que está acontecendo, mas sobre o que acho que vai acontecer daqui pra frente.

Sou bom nisso? Sei não. Mas quando meus companheiros da Fla Mochila ficaram preocupados com um momentâneo aumento nos preços das passagens originado sei lá por qual motivo, proferi: "Calma. O capitalismo e o as leis do mercado não irão nos abandonar". Eu estava certo.

Minha previsão para o futuro das arquibancadas, envolvendo preços, novas tecnologias, leis do mercado e até mesmo a Preguiça do Ser Humano, é muito positiva. Tudo vai acabar bem. Trato disso no próximo texto.

CURTAS
.  FÉRIAS DO FLAMENGO. Olha que o mundo do lado de cá, o lado das pessoas normais, é um bocado tentador. Sem jogo parece que o final de semana demora dias, as quartas são vastas imensidões de disponibilidade de tempo. Gostei. Uma pena que não possa e não queira ficar por aqui para sempre. Já, já o Modorrento Estadual dá as caras.

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10/12/2012 às 17h46m



Bota a mão na cabeça que vai começar... O especulationtion... o especulation... o especulationtion... O especulation...

Começou a temporada dos boatos. Evento habitual nesse período do ano em que a maioria dos clubes não tem jogo pra jogar, bola na área sem ninguém pra cabecear e bola na trave que não altera o placar.

Tirando o Corinthians, que está do outro lado do planeta para tentar a façanha cruel e sem alma de conquistar o mundo justo no ano em que o seu maior rival se afundou novamente nas águas turvas da Segunda Divisão. Com letras maiúsculas, porque catástrofe que é catástrofe tem nome próprio... Tipo aqueles furacões malucos que volta e meia castigam as terras do Tio Sam.

Jornalista precisa vender jornal. Torcedor precisa torcer por alguma coisa. Pronto. Está feita a fórmula mágica que vai fazer com que até a segunda quinzena de janeiro, quando nossa equipe entra em campo (se deus inexistente quiser com um baita de um Patrocínio Master estampado sobre as listras rubro-negras) para iniciar sua história no Modorrento Estadual 2013 contra o poderosíssimo Quissamã, clube da região... eh... Veja bem... De uma região aí do Estado do Rio, posto que já vai longe o tempo que o tio aqui tinha aulas de geografia no colégio. (logo após o fim da redação desse texto, o Quissamã foi banido para dar lugar ao Goitacaz, o que veio a engrandecer em muito a qualidade técnica do campeonato) .Enfim, pronta a receita que deve trazer para a nossa equipe uns 737 reforços. Por baixo.

Eu, a bem da verdade, não me incluo nessa máxima idiota que estampei acima, a que diz que "torcedor precisa torcer". Estou de férias e aproveitando muito bem o ócio aqui do lado normal do planeta. Olha... Vou dizer que tem uns dias aqui das minhas férias que eu até entendo um pouco, bem pouquinho, a preguiça da Nação Rio, que raramente dá as caras lá pelos lados do Engenhão.

Contudo, porém, embora... Tenho minha história de vida pessoal muito ligada ao clube... Ou melhor dizendo, ao time do Flamengo. Inevitável que os conhecidos, e por vezes até um pessoal que não conheço venham me pedir algum tipo de informação sobre o nosso amado rubro-negro.

E não é que nem bem o nosso novo presidente foi eleito e já vieram me perguntar se eu sabia se eram pra valer as especulações sobre, pelo menos, uma boa meia dúzia de jogadores?

Agora então que o povo está achando que passamos a nadar em dinheiro de uma hora para outra, mesmo antes dos tais patrocínios no nosso uniforme, é que o campo para os devaneios passionais da torcida e os não tão passionais e preguiçosamente elaborados dos jornalistas encontra terreno mais do que fértil.

Nos próximos 30 dias vão bailar no ar tantos nomes que ia dá pra montar, pela quantidade, até um time de futebol americano que, a saber, contabiliza 33 atletas só entre os titulares.

Por um lado o exagero vai até jogar a nosso favor. Estou achando que esse ano a coisa vai ser tão descabida, que até o rubro-negro mais chato e ranzinza não vai ter como cair na asneira de jogar a culpa pelas não-contratações na conta do Eduardo Bandeira de Mello.

Caramba... Ainda não tinha me dado conta, mas o nome do cara tem maior pinta de Presidente da República mesmo, que no final das contas é o que ele é agora. É m nome de porte. Impõe respeito. Tanto que...

Opa... Boa idéia pintando, e parece que elas sempre aparecem quando estou no ato da escrita. O nosso Excelentíssimo Senhor Presidente da Nação, Eduardo Bandeira de Mello tem um jeito bom de acabar com as especulações infundadas. Ele poderia... Bem... Isso já é assunto para outro texto, posto que sem bola rolando, preciso arrumar assunto mesmo para os próximos dias, preciso vender o meu jornal.

CURTAS
. Vencedores da Liga do Blog Vida de Torcedor no Cartola F. C. e seus respectivos prêmios:
Campeão: URUBUZADA PAULISTA – 2 Mantos Sagrados
Vice-campeão: THIAGO HARPER – 1 Manto Sagrado e um "brinde" surpresa.
Terceiro Colocado – TIME DO CHARLES – 1 caneca  do Flamengo
Quarto Colocado – MARCINHO C.R – 1 caneca do Flamengo
Lanterna – MELLOS FLA F.C – uma blusa pirata de muito mau gosto, porque afinal...
O tio pretende que todos estejam com os seus brindes na noite de Natal. Deixa comigo. Oh, oh, oh.....

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Autor: Vida de Torcedor

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06/12/2012 às 13h10m



Bem, povo amigo do Blog Vida de Torcedor...

Nosso escritor misterioso, que andava um pouco ausente aqui desse espaço, voltou com mais um belo texto (mesmo porque é exatamente por isso que ele foi "contratado". Eh, eh...).

Além da beleza habitual, vem com uma homenagem aos Melhores Amigos que um rubro-negro como eu podia ter encontrado.

Agradeço de público também a existência desses caras, posto que final de ano é mesmo dado a esses arroubos emotivos.

Fla Mochila na veia.

 
O Flamengo é conhecido mundialmente pelo tamanho de sua torcida. "O Mais Querido do Brasil", o time com a maior torcida do mundo, entre outras definições são muito comuns por aí, mas, apesar de pesquisas confirmarem esses fatos, acredito que a medição deve ser outra. O Flamengo tem o tamanho que nós, rubro-negros, damos a Ele.
 
Sou rubro-negro desde que me entendo por gente. E, apesar do pai também rubro-negro, não sofri nenhum tipo de pressão por escolher o lado mais cheio das arquibancadas. Foi afinidade, foi amor a primeira vista. E acredito que a maioria dos rubro-negros são ‘fisgados’ da mesma maneira pela ‘magnética rubro-negra’.
 
Nunca duvidei do amor de nossa torcida. Aliás, não duvido do amor de ninguém pelo manto sagrado, independentemente do local onde residem. Seja no Rio de Janeiro ou nos confins do Amazonas. No entanto, o que faz o Flamengo ou qualquer outro time gigante é o poder que esse amor tem.
 
Em qualquer relação em que exista amor, outros fatores influenciam, e muito, para que esta seja bem sucedida. Quando falo disso, incluo também a relação que os rubro-negros têm com o Flamengo. Ser Flamengo é muito bom, maravilhoso! Mas o que você faz pelo Flamengo?
 
Escrevi isso tudo para explicar a frase a seguir: Parabéns, Mércio! Parabéns, FlaMochila! Vocês são a essência da palavra torcedor. Vocês são o Flamengo, sem dúvida nenhuma!
 
Não me entendam mal, pois não quero dizer que os citados acima são mais Flamengo que eu ou você, leitor. Mas, sem dúvida nenhuma, o Flamengo tem um papel mais importante na vida deles do que na minha, por exemplo.
 
E acredito que isso é que faz a relação ser bem sucedida. Não basta amor, tem que ter dedicação, tem que ter decepções, tem que ter alegrias, tem que ter um monte de coisas... E eles passam por todos esses percalços. E devem ser muito felizes. São, sem dúvida nenhuma!
 
O Flamengo, mesmo quando não ganha jogos, títulos, propicia, sem dúvida, experiências extracampo incríveis. Eu mesmo posso relatar isso. Minhas idas aos estádios nos últimos anos passaram a ser programas sociais, um encontro de amigos mesmo.
 
Ali, estamos livres de tudo! Livres dos problemas profissionais, pessoais e etc... Focados em curtir momentos de rubro-negros, contando histórias de jogos memoráveis, de momentos incríveis que o Flamengo nos proporcionou... Como eu queria ter a coragem de fazer isso ao longo de todo o ano, em todos os lugares.
 
Não julgo quem, como eu, quer ir e não pode. Mas acho que esses abnegados também não poderiam, ou têm problemas como nós, ‘rubro-negros’ comuns. O grande feito deles é colocar o Flamengo acima disso. É lindo, é exemplar! Parabéns, galera! Continuem deixando o Flamengo como o maior do mundo! São vocês que fazem isso!

Autor: Vida de Torcedor

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30/11/2012 às 15h42m



Retomando o raciocínio do texto anterior...

Parênteses para pensamento idiota.
(sabe que essa disposição natural das coisas em blogs incomoda uma tanto quanto a minha mentalidade de velhinho? Esse troço do texto anterior ficar DEPOIS do atual acaba com a minha percepção tempo-espaço). Fecha parênteses idiotas... Prosseguindo...

Tem uma teoria meio simplista que diz que a média de público da Nação caiu por conta do fechamento do nosso lar-estádio, o bom e velho Maraca. Não me convence. Ainda mais se partindo do princípio que o argumento-mor é a falsa premissa/mantra dos acomodados, que afirma como uma norma física imutável e bloqueadora de todo o Amor pelo Manto que possa haver no mundo: "O Engenhão é longe".

Bem. Já morei ali nos bairros próximos na adolescência. O Engenhão pode até contabilizar uns poucos punhados de distância a mais das zonas Sul e Central do Rio de Janeiro, mas a Nação é imensa. Perto de alguém aquele troço lá é.
"Cala a boca aí velhinho tolo. Está falando besteira".

Que o nosso bom e inexistente deus dê razão a quem me apedrejar pelo raciocínio dos parágrafos acima. Tomara que eu esteja redondamente enganado e a magia e amor ímpares que une a Nação ao Flamengo só funcione mesmo no templo sagrado que "atende" pelo nome de Estádio Mário Filho. Tomara.

Em sendo verdade. A missão de... Retomada do crescimento será árdua.

Sabe-se lá que espécie de reabertura do estádio a CBF anda programando para o ano que vem. Como saber quando e por quanto tempo poderemos realmente contar com o Maracanã para os jogos do Brasileirão 2013.

Vou ancorando minhas esperanças no recente período ano bom, ano mau, ano bom, ano mau que se instalou no retrospecto da nossa equipe profissional de futebol. Logo, 2013 será ano bom.

Além deste irritante... Carma das Temporadas Cíclicas ter que provar sua existência, a CBF/FIFA tem que liberar nossa casa para que possamos exercer a agradável rotina de transformar tudo aquilo em um Caos Sonoro (oh não... faz muito tempo que não escrevo isso. E isso é o elemento básico da fórmula que une torcida e time em uma única força da natureza).

Basta? Espero que sim.

Eu só não quero, e nem era bom eu ficar dando idéia para o povo preguiçoso da Nação Rio, ouvir a nova frase-desculpa para justificar uma média de público patética e inferior a... Pra que modéstia? 45.000 nos jogos com mando de campo.
"Ah... poxa vida... o Maracanã está tão diferente. Não é mais a mesma coisa".

Aí a onça daquele último parágrafo do texto anterior (e que fica depois desse aqui, no momento), há de nos engolir.
NAÇÃO RIO (se a FIFA deixar). FAÇAMOS BOM USO DA NOSSA ÚNICA BALA.

CURTAS
. EXPECTATIVA. Enquanto aguardo sonolento o jogo de sábado contra o Botafogo para finalmente me declarar de férias do Flamengo, vou atravessando as ruas com cuidado, olhando muito bem aonde piso. Dois dias para entrar no Engenhão pela última vez e ter estado presente em todos os jogos do Flamengo em território nacional no ano de 2012.

.RESPOSTA AOS CRÍTICOS. Em 2009, quando junto com o "Quarteto Fantástico", estive em 38 jogos do Brasileirão, logo surgiram as sempre presentes vozes ranzinzas para proferir injustiças: "Também, com uma campanha dessas, aí fica fácil". Resposta dada "em campo". O quarteto, que agora atende pelo nome de Fla Mochila, refez a via crúcis (em ano mau). Três de nós estiveram nos 38 jogos, um de nós (meu aguerrido filho, Sorinzinho) esteve em 37. Aqui é Flamengo.

. mercioquerido@hotmail.com
. Twitter: @sorinmercio
. Facebook: Mercio Querido

Autor: Vida de Torcedor

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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.