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13/10/2012 às 21h27m



E lá vamos nós para mais uma incursão na Terra da Garoa... Aliás, com o calor que anda fazendo no Rio de Janeiro, simpatizaria muito se São Paulo honrasse esse apelido na noite de hoje. O calor me irrita.

Enfim. Lá vamos nós largar os afazeres cotidianos do trabalho/estudo para buscar pessoalmente os três pontos que sempre consideramos serem nossos de direito, independente de adversários, escalações, posições na tabela, qualquer coisa.

Estamos satisfeitos com nossa campanha? Claro que não. Todos nós, torcedores, dirigentes, jogadores, funcionários, queremos sempre ver o Flamengo brigando lá na ponta da tabela... Na verdade, pela vontade de todos nós, nem lutando estaríamos. Dominaríamos o campeonato, as ruas, o mundo.

Não é possível fazer isso. Em se tratando de esportes, o Mundo Real e os Deuses do Futebol, entidades caprichosas em seus desígnios, nos levam por aí flutuando como aquela pena na abertura (ou seria no encerramento?) do filme "Forrest Gump".

Nos últimos anos temos vivido ciclicamente o que podemos chamar, sem medo de errar, de "Altos e Baixos". Bom em 2009. Ruim em 2010. Apesar das reclamações injustas de boa parte da torcida, Bom em 2011. Ruim em 2012.

Sem jamais nos esquecermos daqueles anos realmente mais negros que vermelhos, nos quais flertamos perigosamente com a Zona de Rebaixamento, até que de um tempo pra cá as nossas má fases, que são chatas feias e bobas e não deveriam existir, têm sido sonolentas e mais adequadas à nossa saúde cardíaca.

Nesse ano corrente seguimos insatisfeitos e morosos ali pelo meio da tábua de classificação. Apesar das muitas tempestades e previsões horrendas de parte da torcida e da imprensa tendenciosas, nem sequer chegamos a entrar em nenhum momento na Zona de Rebaixamento, mantendo desta, no momento, uma distância razoavelmente segura de oito pontos.

Bom? Não. Péssimo e mal posso esperar 2013 para que se confirme essa atual onda cíclica de boas e más temporadas. E mal posso esperar 2014 também para que tenhamos outra boa temporada e botemos uma pedra sobre essa tendência sanfona de ano-bom-ano-mau.

Convenhamos. Que deve ter gente aí se roendo de inveja, lá isso deve. Não vou ficar aqui batendo em tecla conhecida, mas nossos amiguinhos do arco-íris, que andavam com um risinho idiota e esperançoso nos lábios, esquecendo a regra básica do futebol que diz que "TIME GRANDE NÃO CAI", não devem estar gostando nada de ver suas vãs esperanças sendo frustradas.

Vasco, Botafogo, Fluminense* e demais da turma do contra: nós não estamos nem um pouco satisfeitos com nossa campanha, mas sinto informar que a nossa Má Fase é assim.

CURTAS
. APOIO IDIOTA. Que o rolo desnecessário provocado pelo idiota com o laser no jogo contra o Galo sirva de exemplo. O cara sai de casa pra fazer uma bobeira daquela? Tsc, tsc, tsc...

. LÍNGUA PRA FORA. Confesso que quando chegamos nessa reta final de temporada, começo a já não achar tanta graça assim na exaustiva maratona de ir a todos os jogos. Mal posso esperar pela última rodada no começo de dezembro e pelas minhas merecidas férias de Flamengo.

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TED

09/10/2012 às 16h31m



O cinema sempre teve, desde que me entendo por gente, muita importância/influência em minha vida. O quanto?
Bem... Basta dizer que vou mais vezes ao cinema que a jogo do Flamengo. Nada pessoal. É que o cinema não precisa de um intervalo mínimo de 48 horas para "entrar em campo" outra vez e também não "joga" fora do país, em lugares aonde meu dinheiro não pode me levar.

Quem me segue lá pelo twitter já deve ter percebido que basta uma lacuna de tempo entre um compromisso e outro qualquer, para que eu me enfie em uma sala escura para assistir filmes.

Dia desses, estando em Goiânia e com tempo de sobra até a hora em que teria que me dirigir ao Serra Dourada para acompanhar o jogo contra o Atlético local, fui assistir Ted. Excelente comédia e que recomendo a todos... Bem, menos para os mais sensíveis e que não curtem humor inteligente porém ácido e, não há como negar, por vezes escatológico.
O que esse texto está fazendo aqui em um blog chamado Vida de Torcedor? Explico.

O filme trata da história de um garoto que faz amizade com seu urso de pelúcia, que por encanto natalino passa a pensar, agir e falar como um ser vivo qualquer. Fato é que a amizade adentra pela adolescência e pela vida adulta do rapaz. Fato também é que o fofo ursinho "amadurece" junto com o seu amigo humano, mantém sua aparência "fofinha", mas se sente atraído pelo mundo adulto do companheiro, que no filme são álcool, mulheres, drogas, pornografia, etc.

O drama no filme se estabelece quando o homem, já avançando bastante na faixa etária dos 30 se apaixona por uma bela mulher (sempre elas). Óbvio, a mesma fica incomodada com Ted e quer dar um basta na amizade dos dois protagonistas.

Entenderam? Fato é que durante todo esse tempo que já vivi, presenciei muitos e muitos amigos passando por situação semelhante na sua amizade com o Flamengo. Sei lá porque, as mulheres acabam inventando de disputar terreno com o clube de futebol do cara. Lugar comum mesmo. Conheço alguns que sucumbiram e abandonaram os estádios, outros que vivem em um eterno estado de "negociação" com suas companheiras para poderem acompanhar o time de perto.

Não critico escolhas de ninguém. Cada um faz o que quer da vida. Já estou no terceiro casamento. Nenhum deles nunca interferiu com meus compromissos para com a Pátria. Todos foram bastante proveitosos e felizes enquanto duraram, que o destino dessa instituição de normas esquisitas talvez seja mesmo o fim. Minha amizade com o Flamengo, não.

O Flamengo é a Terra do Nunca. É o meu Ted. É passar a vida olhando para a tabela e acrescentando os três pontos da próxima vitória, mesmo se o jogo for contra marcianos em marte e sem capacete. É ficar todo feliz quando o ingresso, passaporte mágico para a Terra do Nunca, chega a suas mãos. E quer saber? É bom demais.

Caro leitor, se você ainda não abandonou o hábito, se você não chegou nessa fase estressante da "negociação" para ir a um jogo de futebol, acho que vale levar sua amada ao cinema, assistir Ted e falar uma simples frase ao final: "O Flamengo é o meu Ted".

Spoiler que nem é tão imprevisível assim, em se tratando de comédia romântica (apesar de ácida) americana: no filme a moça acaba percebendo que não adianta lutar contra a amizade entre o rapaz e o Flamen... Quero dizer, o Ted.

CURTAS
. BRINCADEIRA ETERNA. E a brincadeira tosca que empacou em um empate eterno entre duas das três pessoas classificadas para a final? Um dia sai esse Manto...

. MATEMÁTICA DE INTERPRETAÇÃO. Bem observou meu amigo Lohan. O Fluminense* está a 6 pontos do Galo e "já é campeão". O Flamengo está a 8 pontos do Z4 e está na "luta contra o rebaixamento". Tsc, tsc, tsc...

. ASTERISCO ETERNO. Logo após a nossa vitória contra o Galo um amigo meu, tricolor, começou a bradar em CAPS LOCK: "Tirem o * da tabela. Todos têm o mesmo número de jogos agora. O Flu é líder". Decidi então que, de agora em diante, sempre colocarei * ao lado do nome sempre que escrever a palavra Fluminense*, afinal de contas, todos nós sabemos muito bem que o Fluminense* pode até ser líder de fato, mas nunca o será de direito. Claro que por causa daquela estranha história de pular da Série C para a Série A. Mancha eterna.

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04/10/2012 às 12h50m



Sim. Jogamos melhor contra o Santos. Não fosse o capricho da bola na finalização do Love que resolveu parar na trave e não estufar as redes, talvez o resultado da partida tivesse sido outro.

Sim. Dominamos boa parte do duelo contra o Grêmio e saímos com um empate. Sim. Fomos grandiosos contra o líder de fato e não de direito, Fluminense, no último domingo. Entre uns caprichos e outros dos deuses do futebol, saímos derrotados mais uma vez.

Agora chega. Hora de jogarmos bem mais uma vez e sair de campo com os três pontos na conta. Nem podemos ficar "mimimizentos" nos lamentando contra o destino cruel, já que viramos bem o jogo contra o Atlético-GO e, no duelo contra o Galo, o gol com ângulo e posicionamento improváveis do Love, abriu os caminhos para uma vitória que significou muita coisa.

Ahn... não... Pode ir parando com essa história do "muita coisa" no parágrafo acima ser uma referência ao duelo travado contra um ex-funcionário nosso, atuando agora pelo clube mineiro. O que houve de bom naquele jogo foi que a noite memorável parece ter fixado (FINALMENTE, JÁ NÃO ERA SEM TEMPO E FLAMÉM) os caminhos do Engenhão no GPS até então quebrado da Nação Rio.

A torcida estava lá de novo contra o Fluminense e, pelo que vi no twitter nesse começo de noite de quarta, estará em bom número outra vez para o confronto de hoje contra o Bahia.

Queremos correria e disposição em campo outra vez, isso é a bateria do GPS da Nação.

Ah... E já que citei os deuses do futebol, e esse troço de crença divina é muito mesmo a praia de nossos adversários de hoje, está na hora de pontuar. Sai pra lá trave caprichosa. Se afasta montinho artilheiro. Que atuem em nosso favor os efeitos nefastos na bola.

Nem adianta vir de graça "baêa". Sai pra lá que nossos tambores, batidos com vigor, compassados e intermitentes pela Nação 12, são mais fortes.

CURTAS
. BRINCADEIRA TOSCA. Êta que a maldição está forte. Primeiro adiam por quase um mês um jogo que definiria a brincadeira. Depois, na hora do desempate da tosqueira a gente não marca gol nenhum. Será que hoje vai? Eu e minha boca que ficamos clamando por uma disputa acirrada... Humpf... Boa sorte (de novo) para @regraciano @aaline_p e @ ermesonluise.

. É RUIM, MAS É MINHA. Já até avisei lá no twitter e vou colocar aqui só para registrar e patentear informalmente a idéia. Dizem que filho feio não tem pai, mas trocadilho ruim criado por mim é meu e ninguém tasca. Jogo contra o Atlético em Belo Horizonte, dia 31 de outubro e terminando perto da meia-noite? "FESTA DE GALLOWEEN", título de texto futuro por aqui.

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. Lá pelo twitter e doido para começar mais uma edição das Brincadeiras Toscas: @sorinmercio
. Facebook com belas imagens dos bastidores dos jogos, apesar de legendas não muito inspiradas, Mercio Querido... Isso aí é sobrenome de família. Não ria. Ou então ria.

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03/10/2012 às 12h06m



Ia comentar isso por aqui no texto de ontem. Se não o fiz, foi porque nutro uma profunda desconfiança sobre as minhas opiniões em tudo que cerca qualquer jogo do Flamengo. Não me envergonho e, muito pelo contrário, me orgulho de ser tendencioso e parcial. Mesmo porque essa parcialidade não é de forma alguma fruto de más intenções e vontade de deturpar os fatos. É que esses mesmos fatos já chegam ao meu diminuto cérebro deturpados mesmo, como se eu tivesse um par de lentes de contato em que a do olho esquerdo fosse vermelha e a do olho direito preta, e elas fossem "traduzindo" tudo que enxergo para "rubronegrês".

Nenhum problema no pênalti, que pênalti e gol só é gol mesmo em pelada. Nenhum problema no impedimento, que Love parecia estar mesmo meio centímetro à frente dos zagueiros. Caso houvesse algum problema de injustiça em qualquer um desses dois lances, ainda assim permaneceria calado. Tenho um profundo repúdio desse troço de reclamar de arbitragem. O motivo? Acho que esse é um comportamento típico de um povo alvinegro do Rio, muito conhecido pela capacidade impressionante de suas glândulas lacrimais.

Enfim... Antes de comentar por aqui e correr o risco de ficar parecendo choro de derrotado, consultei um amigo meu, tricolor apaixonado e que também estava presente ao Engenhão. Estranhou também o que eu havia reparado e, por pudor, não quis comentar ontem.

Que troço foi aquele de revezamento de queda ao chão praticado pela equipe tricolor? Precisava mesmo disso? Um time que se diz de elite, em detrimento daquela conhecida e irreparável mancha em sua história, aquele lance da Série B, pode mesmo se comportar daquele jeito? E líder ainda por cima... Meu Santo Deus que nem existe, o que foi aquilo?
Parecia uma final de campeonato da série B do futebol uruguaio, povo mais dado a prática da tradicional e modorrenta catimba. Ainda bem que o juiz não levou muito a sério esse lance de descontos, caso contrário, estaríamos todos até agora no Engenhão esperando os nobres e elitistas atletas da agremiação tricolor decidirem se levantar.

Levasse eu em conta a tradução para o "rubronegrês" feita pelas minhas lentes especiais "Black & Red", estaria eu decantando a supremacia de nossa equipe que fez com que o oponente se acovardasse e ficasse prostrado ao chão se escondendo do jogo. Não o farei. Aquilo ali não teve graça. O líder de fato, apesar de não de direito, do Brasileirão se comportando dessa maneira? Tsc, tsc, tsc.

Sendo sincero. Prefiro perder de pé e correndo.

CURTAS
. BAHIA. Promoção de ingressos de novo para o jogo de quinta-feira. Só quero ver. O time vem correspondendo em campo, contudo, não teremos nas arquibancadas o reforço das Viúvas do Ronaldinho. Alguém aí topa ir até lá vaiar o Marcelo Lomba?

. GALO. Já esperada a mudança de data para o confronto contra o Atlético em Minas. O que seria no final de semana passou para quarta à noite, complicando bastante a vida dos muitos que pretendiam ir até lá. Fla Mochila com presença confirmada.

. TELEVISÃO. Muitos cuspindo marimbondo por causa da tal mudança de data. Não considero absurdo. Futebol é um programa de TV. Justo que os horários e dias sejam os mais apropriados para a grade de programação. Tenho convicção de que eu e meus amigos freqüentadores de estádio somos uma espécie em extinção. Infelizmente.
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01/10/2012 às 13h34m



Perdemos um clássico. Em detrimento do que alguns jornais maliciosos devem ter amanhecido apregoando nessa manhã de segunda-feira, fizemos, sim, uma boa partida. O Flamengo, a exemplo do que já tinha feito no jogo anterior contra o Atlético Mineiro, jogou como Flamengo. No segundo tempo então, foi uma avalanche. Partiu pra cima do Fluminense com sangue nos olhos e com toques rápidos e objetivos. De tanta rapidez e objetividade, às vezes embolou um, o que é comum quando se vai ao pote com muita sede.

Tanto melhor assim. Se repetir essa vontade até o final do campeonato, chegaremos a dezembro pensando em como tudo acabaria diferente se essa correria fosse imposta aos adversários desde as primeiras rodadas do Brasileirão.
Porque, sério, alguém se lembra da nossa estréia contra o Campeão Universal e Intergaláctico de 1987, o Sport, na primeira rodada? Eu lembro e muito bem. Estava lá no degrau mais alto da arquibancada da Ilha do Retiro. O time tinha de "vantagem" na época 40 dias só para treinar, em decorrência da eliminação precoce no Estadual. De nada adiantou. Vimos um time estranho e lento naquela apresentação, mesmo os atletas, alguns deles, sendo esses mesmos que entraram em campo nas duas últimas rodadas.

Apesar de posição não digna de nossas tradições e aspirações na tabela, posso dizer que vivi uma semana de sonho. Como eu queria que o Flamengo entrasse em campo sempre com essa disposição. Pode parecer romântico, mas é isso que nós lá de cima da arquibancada e espalhados em frente aos aparelhos de televisão de Norte a Sul do país queremos, até mais que uma simples vitória. Tanto que a torcida presente ao Engenhão no Fla-Flu, sempre tão exigente, aplaudiu a equipe após o apito final.

Não sei se foi o Dorival, se a sua comissão técnica, se o preparador físico, se alguma conversa entre os atletas, sei lá. Mas o Flamengo mudou. O Flamengo do início do trabalho do Dorival era organizado sim e foi uma melhora muito grande em relação ao que vinha acontecendo no começo do campeonato. O de agora, pelo menos o das duas últimas rodadas, é organizado sim, mas quando o gol não decorre disso, é o Flamengo que queremos e gostamos de ver em campo. Correria, suor, raça. O Flamengo que gostaríamos de ter para todo o sempre. Flamém.

CURTAS
. BRINCADEIRA TOSCA.  É... Está bem disputada essa edição das tais brincadeiras. Pelo teor da prova final, que era composta de três perguntas: "Quanto será o jogo? Em que minuto do jogo sai o nosso último gol? Quem marca o nosso último gol", @ermesonluise, @regraciano e @aaline_p, não saíram do zero e a coisa toda empatou outra vez. Valem as mesmas perguntas referindo-se ao jogo contra o Bahia. Respostas até o apito inicial, como de hábito.

. BRINCADEIRA TOSCA II. Em tempo. Cada pergunta vale um ponto. Quem passar mais perto no minuto do último gol leva o ponto dessa. As outras duas questões, só leva o ponto cravando placar exato e marcador certo do último gol. Boa sorte aos três envolvidos.

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28/09/2012 às 11h42m



Um oásis. Um inferno em preto e vermelho ao mesmo tempo. Do jeito que a gente gosta. Do jeito que o Flamengo merece. Tudo bem que uma grande parte dos presentes estava lá movida por um suposto ódio e não por um, sinto muito dizer, suposto amor pelo Manto Sagrado.

Um ódio fabricado pelas primeiras páginas de alguns jornais correndo atrás do seu ganha-pão. É sabido que o mal vende muito mais que o bem. É fato que a natureza humana se sente atraída pelo negativo. Uma estrada não é notícia sem um acidente. Um vulcão não é notícia sem uma boa, devastadora e, de preferência, mortal erupção.

Quer saber do que mais? Tenho certeza absoluta que esses mesmos "fazedores" de primeira página adorariam estar publicando na manhã de quinta-feira mais um pouco de caos e desordem. Só que dessa vez o tiro saiu pela culatra.

Queriam o caos e a desordem. Queriam o ódio da perseguição de milhares caindo sobre um jogador. Provavelmente torciam para que o ato de ódio extrapolasse e chegasse mesmo às vias de fato. Isso venderia muito mais jornal no dia seguinte, e seria lenha para queimar até o final de outubro, quando Flamengo e Atlético se enfrentarão mais uma vez, agora em terras mineiras. O beijo de Love no nosso ex-funcionário, Ronaldo, mostrou desde o início que seus planos não correriam como desejavam.

Nada disso. A Nação, mesmo que muitos tenham ido ao Engenhão com outros intuitos, se mostrou maior que isso. O time, igualmente, também se engrandeceu e deu de presente para a torcida a sua melhor exibição no campeonato até o momento.

E não poderia ser sempre assim?

O Flamengo jogou como a gente gosta de ver o Flamengo jogar. Correria, entrega, luta, bico pro alto quando necessário, passes precisos e rápidos em direção ao gol, gol alcançado em chute com ângulo improvável, suor.
Três dias antes em Goiânia, mesmo sem tanto brilho, virou o jogo na base da disposição e arrancou os três pontos mais que necessários naquele momento.

O que havia de comum nas duas apresentações? A Nação estava presente e atuante. Com o time correndo como correu, com a torcida empurrando como empurrou nas duas oportunidades, fica difícil pra qualquer um adversário nos encarar. Seja lá em que estádio for.

Porque uma coisa é alguém jogar contra jogadores que estão VESTINDO a blusa do Flamengo e diante de uma torcida de preto e vermelho. Já outra bem diferente é alguém jogar contra um Flamengo único. Time e torcida unidos em um mesmo objetivo e levando a sério esse troço de SER FLAMENGO.

Porque quando a gente vira Flamengo, no sentido mais aterrorizante para os adversários, o bicho pega pra valer.
Domingo tem clássico contra o Fluminense. E você? É movido pelo ódio por qualquer coisa ou pelo amor ao Manto Sagrado?

CURTAS
. BRINCADEIRA TOSCA: Finalmente nasceu essa criança. Os classificados para a final da BrincadeiraToscaMaisDemoradaDaHistóriaDoMundo são: @regraciano, @ErmesonLuise e @Aaline_p. A pergunta decisiva aparece hoje lá no twitter, com as devidas "mentions" para os concorrentes. Fiquem ligados.

. THIAGO NEVES. Confesso que não tenho nada contra o Ronaldinho. Vaiei, berrei e apitei contra todo o time do Galo. Mas já que o povo prefere assim... Alguém aí topa dar um pulo lá no domingo pra vaiar o TN7? Escrever certo por linhas tortas mais uma vez?

. INFERNO ACÚSTICO. Do lado de fora, nas horas que antecederam o jogo, os decibéis estavam insuportáveis. Misturados aos apitos, uma barulheira monstro promovida por inúmeros candidatos transformava tudo em um grande caos sonoro. Pobre vizinhança.

. mercioquerido@hotmail.com
. Twitter com Flamengo, outros assuntos, e QG das Brincadeiras Toscas: @sorinmercio.
. Lá pelo facebook, pouco participativo, mas com cobertura fotográfica besta: Mercio Querido.

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26/09/2012 às 13h12m



"Se dizem cabeça forte, tendo a cabeça fraca... Se confundem com demagogos que te fazem de babaca... O discurso tá em alta, mas a atitude tá em baixa... Reclama revolução sem ao menos sair de casa...".
 
Provavelmente muitos não conhecerão esses versos, do rap ‘Se Oriente’, do grupo carioca Oriente. Mas pensem, digam que não é exatamente a situação de muitos de nossos amigos rubro-negros? Não entenderam? Explico abaixo...
 
Qualquer ser humano, criado do lado certo, acostumado a vestir o manto sagrado desde as primeiras horas de vida, sabe o quanto é bom ser Flamengo. Não é provocação aos nossos rivais... Nada disso. É uma constatação, como 2 + 2 = 4.
 
Desde que o mundo é mundo, convivemos com um grande paradigma rubro-negro. Perdeu um jogo, vamos ser rebaixados, o caos está instaurado e a crise arrombou a porta com pontapés. Ganhou o jogo seguinte, vamos buscar o título, ‘Isso é Flamengo’, ‘Deixou chegar’ e etc...
 
Acompanho o Flamengo há muito, muito tempo. Frequento estádios, treinos, a Gávea... E o comportamento dos rubro-negros é idêntico, salvo algumas exceções raríssimas. Do mais rico empresário, passando por dirigentes, jogadores, até o mais humilde dos torcedores, o pensamento é o mesmo. E ele chega à imprensa, que simplesmente AMA esse paradigma rubro-negro. Vendemos muitos jornais, Nação!
 
Bem, esse brasileirão está muito bom para constatar o que estou falando. Começamos, como sempre, com o pensamento do Hepta. Confesso que sempre acredito, SEMPRE. Independente de terem dois, três, 10 times mais fortes que o nosso. Enfim, passamos por maus bocados, e o assunto começa a ser o rebaixamento. Mas, espera um pouco, rebaixamento?
 
Nunca figuramos na zona maldita. É verdade que chegamos a ficar um pouco próximos, mas o estardalhaço é muito grande. Se pararmos para pensar, quem fala muito disso são os ‘exímios conhecedores do futebol brasileiro’, aqueles que infestam os programas televisivos e que possuem colunas em alguns jornais.
 
Mas, rubro-negros, na boa, vocês caíram nessa? Como falei acima, o Flamengo VENDE. E só VENDE porque vocês compram, rubro-negros.  SE ORIENTEM! Não caiam nessa! Esses ‘conhecedores do futebol brasileiro’ são apenas pessoas comuns com um diploma de jornalista. Eles são os demagogos do verso citado acima e entendem de futebol da mesma maneira que você, torcedor!
 
"Meu pai, um homem de bem, me ensinou a não me achar nem melhor nem pior que ninguém", diz outro trecho do rap. E é exatamente isso! Não se diminuam diante da opinião desses senhores que enchem o peito para falar do Flamengo. Provavelmente eles conhecem menos o que é ser flamenguista do que você!
 
Não estou aqui pregando que teremos uma arrancada incrível, que buscaremos o título, uma vaga no G4. Nada disso. Quem sou eu para dizer isso? Não sou vidente, não tenho premonições, mas farei minha parte. E a parte que cabe ao torcedor é torcer! Torcer pelo FLAMENGO.
 
"Não adianta vir falar que é revolucionário nato... Enquanto sua vovó ainda põe a comida do seu prato... Enche a boca toda hora pra falar do que tu sonha... Mas adia o objetivo por um beck de maconha...".
 
Esse verso, onde encerro meu texto, vai para a torcida. Quer ajudar o Flamengo, faça sua parte. Vá ao estádio! Apoie o time. Até critique o time. Faça o que achar melhor, mas esteja junto! Respeito a opinião alheia, isso rege a minha vida. Mas vou deixar aqui a minha... Eu torço pelo Flamengo, não por jogadores, dirigentes, treinadores e etc... E quando o manto entra em campo, eu entro junto! Vamos, Flamengo!

Autor: Vida de Torcedor

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25/09/2012 às 12h04m



Faltando quatro jogos fora para o término da Fla Tour 2012. Como três destes são aqui do lado, em Sampa e Belo Horizonte, só resta mesmo mais uma viagem longa para completarmos os 38 jogos com a presença da Fla Mochila no Brasileirão 2012. Fora um montão que ainda tem em casa, presença certa que nós, ao contrário da maior parte da Nação Rio, sabemos muito bem qual é o caminho do Engenhão... Aliás, o caminho que nos leva ao Flamengo.

A ida para Goiânia foi, mais uma vez, bastante agradável. Começou cedo para parte da trupe. Eu e Sorinzinho já estávamos zanzando pela cidade ainda no começo da tarde de sábado. Primeira providência ao chegar, mesmo com o peso de nossas Fla Mochilas nas costas: ingressos. Fácil. Nem fila tinha no estádio do Atlético, local aonde os mesmos tranquilamente foram vendidos.

Hotelzinho barato, que aqui ninguém é mesmo de muito luxo. Sandubas básicos no shopping. Tudo básico. Não temos, como já falei recentemente por aqui, grandes pretensões turísticas. Nosso turismo se chama Flamengo.

Como nem só de futebol vive o homem, na noite/madruga fui muito bem recebido e ciceroneado por uma leitora do blog e seu irmão, os queridos Bebeta e Pedro Ivo. Aliás, leitoras de outras cidades... Bem que vocês podiam seguir o exemplo de hospitalidade que boa Cia, ainda mais feminina, nunca é demais. Eh, eh, eh.

O simpático casal de irmãos me levou a um lugar chamado Bolshoi Pub, que meu "patrão" aqui da Gávea também já havia sugerido. Blues de altíssima qualidade. Bebida a preços bons. Decoração de muito bom gosto. Presença marcante das sempre belas e produzidas goianas. Um charme o lugar. Senti-me luxuosamente transportado para New Orleans, tamanha a qualidade da música e de todo o resto.

Após muitas vodkas e diversão, chegou enfim o momento da razão de tudo, no domingo. Hora de ir para o Serra Dourada. Como de hábito, apinhado. Como de hábito, com a Nação Centro-Oeste fazendo um grande barulho. Como de hábito, apoiando o time do começo ao fim e da maneira correta. Gritos de "Love, Love, Love" foram ouvidos imediatamente após ele ter perdido o pênalti. Modo correto de ser Flamengo.

Virada e festa no Serra Dourada. Somos todos muito apaixonados. Mesmo após a seqüência negativa de resultados, bastou essa vitória para se ouvirem aqui e ali no estádio comentários que versavam sobre uma possível chegada ao G4. Bom demais ser Flamengo.

De parabéns a Nação Centro-Oeste.

Tudo muito agradável por lá. E agora que o jogo já passou. Com o perdão da palavra e em nome de mais dias agradáveis como o do último final de semana: Fica Atlético. Volta Goiás.

CURTAS
. INDEPENDÊNCIA.  Alguém me perguntou lá pelo twitter dicas sobre a ida para Belo Horizonte para o Jogo contra o Atlético Mineiro no final de outubro, como não é a primeira pessoa que me pergunta, boto um texto em breve sobre o assunto por aqui.

. FLAMENGO. Na boa pessoal, vamos para o Engenhão na quarta fazer o que deveria ser hábito, empurrar o Flamengo para a vitória. Esqueçam essa chatice de Ronaldinho. Era um funcionário do clube que foi trabalhar em outro lugar, só isso. Se for para vaiar, vaiemos TODOS os jogadores do rival.

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21/09/2012 às 11h16m



Fazer o que? Odeio começar textos com obviedades. Dessa vez tem que ser assim mesmo. Nem acho que essas tosqueiras que escrevo por aqui têm assim lá tanta qualidade, mas confesso que sou um pouco metido a "bom titulador". Fácil se considerar bom em uma coisa que ninguém mais quer disputar com você. Regra número 001 do Manual da Mediocridade, de minha autoria.

Tive que ser óbvio dessa vez por ficar com medo de que qualquer outro medíocre da irmandade entendesse mal qualquer gracinha presunçosa que encabeçasse essa folha/tela. É que ando um pouco assustado, e isso não é de hoje, com a relação esquisita que uma grande parte da torcida vem desenvolvendo com Ronaldinho Gaúcho.

Ele veio aqui, jogou partidas boas, outras vezes mal, teve lá suas noitadas, diga-se de passagem, estas nunca estiveram fora do script original, desde as negociações até sua despedida. Todos já sabiam que elas aconteceriam. Ou estou enganado?

Ele se foi. Jogar em outro clube. Porque é isso que acontece mesmo no mundo do futebol. Motivo maior para que eu e meus amigos da Fla Mochila não façamos tietagens explícitas quando voltamos nos mesmos vôos que os atletas, quando as coincidências de marcação de vôo acontecem. São funcionários do clube. Amanhã podem estar beijando outros escudos, amando outras cores.

Já me causou estranhamento aquele troço de ficar tirando o nome do rapaz do Manto Sagrado. Vi muitos Mantos cujos donos tomaram medidas corretivas um tanto quanto ímpares e estragaram a coisa toda. Os poucos que tenho com o nome do rapaz, assim permanecem e são usados. Não acho que o pequeno detalhe de um nome na parte de trás da camisa atrapalhe toda a simbologia religiosa existente no ato de envergar nosso belo uniforme.

Com a proximidade do jogo contra o Atlético Mineiro, vem me causando igual estranhamento a vibe (ih... olha só... o coroa todo metido... sintonizado com a juventude) de boa parte da torcida. Muitos falam do jogo e se referem ao nome do rapaz como um dos motivos que justificam a ida ao estádio.

Errado isso. Quer dizer que se o jogo em questão, com a boa redução no preço dos ingressos feita pela diretoria, fosse contra outro adversário qualquer, talvez não despertasse tamanho interesse?

Dessa vez estou achando que o Engenhão enche. Só realmente apreciaria mais se todos fossem até lá por amor ao Flamengo em uma proporção bem maior que a motivação vinda do... Rancor? Ódio? Seja lá o que for que passa pela cabeça dessa parte da torcida.

O FLAMENGO precisa da nossa presença e apoio. Só isso. Em qualquer jogo. Contra qualquer adversário.

CURTAS
. BRINCADEIRAS TOSCAS. Com a chegada do jogo contra o Galo, enfim conheceremos os classificados para a segunda fase da brincadeira que perguntava quantos pontos teríamos ao final do primeiro turno. Em texto próximo divulgo por aqui mais uma vez a relação dos que ainda estão na disputa.  Os mesmos devem ficar atentos e responder a pergunta da "fase de mata-mata" da promoção, que ainda não sei qual será.

.  BRINCADEIRAS TOSCAS 2. Assim que só sobrar um vencedor, pinta por aqui mais uma edição das mesmas. Pra todo mundo, finalmente, brincar outra vez.

. mercioquerido@hotmail.com
. Lá pelo twitter, quartel-general das Brincadeiras Toscas e Distribuição de Mantos: @sorinmercio
. No facebook, com cobertura fotográfica dos bastidores das nossas aventuras, Mercio Querido



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19/09/2012 às 17h20m



O que têm em comum a Ópera de Arame de Curitiba, o Pelourinho em Salvador, o Bairro do Bexiga em São Paulo, a bela Praia de Grumari... Isso fica em Santos? E Porto de Galinhas em Recife?

Todos são lugares que devem ser bastante interessantes de serem visitados e eu não conheço NENHUM deles.

"Ooohhh"...  Dirá algum leitor assíduo que acompanha há algum tempo as peripécias dos protagonistas das aventuras desse blog. "Como é possível que ele não conheça todos esses lugares? Ou muito me engano ou ele já esteve nesses estados uma boa meia dúzia de vezes só nesse tempo que tenho perdido lendo essas tosqueiras aqui".

Não é desdém não. Alguns dos locais citados acima eu até tenho bastante curiosidade de conhecer. Sou relapso nesse ponto e, já pedindo sinceras desculpas aos habitantes locais das cidades citadas no primeiro parágrafo e citando algo que pode servir como álibi, apesar de viver aqui pelo Rio de Janeiro por toda a vida, nunca fui e nem pretendo ir ao Cristo Redentor.

Esse texto teve origem na pergunta feita ontem por uma amiga do trabalho. Disse ela: "Nossa... isso que você faz correndo atrás do Flamengo é uma loucura. Em compensação deve ser muito interessante poder conhecer tantos pontos turísticos".

Ri amarelo e concordei com um pálido e humilde: "É..."

Nem pensar em dizer que não é divertido. Já me divertia essa vida mesmo quando era um lobo solitário das estradas na adolescência. Imagine agora que vou desbravando as milhas e milhas que me separam do próximo jogo do Flamengo nas agradáveis companhias dos amigos engraçadíssimos da Fla Mochila, e que de quebra ainda incluí meu filho no pacote.

Contudo, sempre que nos deparamos com aquelas malditas fichas em qualquer lugar que perguntam o motivo da viagem, ficamos sem saber o que marcar, deixamos de lado as opções negócios, turismo, lazer, estudo, trabalho... E marcamos um indefinido e vago ( X ) OUTROS.

Não estamos lá para turismo. Ver o Flamengo de perto aniquila tudo. Alguns dos meus companheiros de viagens até são menos relapsos que eu e conhecem alguns dos lugares lá do primeiro parágrafo, por exemplo.

Se houvesse um guia turístico nessas viagens, ele diria mais ou menos assim: "Senhores, logo mais à frente está o estádio onde será realizado o jogo. Se observarem à direita poderão apreciar as bilheterias do mesmo. Ao final dessa rampa de acesso, se virarem à direita, chegarão ao local destinado à torcida adversária, no caso, vocês, para essa partida".

"Naquele retângulo mais próximo aonde se encontram, localizam-se o goleiro e a zaga. Nas extremidades do campo, os laterais do Flamengo procurarão proteger a zaga e, sempre que possível, avançar até o campo adversário em busca da linha de fundo. Perto do grande círculo, o meio campo procurará roubar a bola e alimentar o ataque, este estará envolvido em tarefa importante para a ‘economia’ local, a saber, a produção de tantos gols quanto forem necessários para vencer a partida".

"Esperamos vê-los por aqui outra vez em futuras oportunidades. Sabemos que o sentimento é verdadeiro e recíproco. Obrigado e aproveitem a estadia".

CURTAS
. QUEREM MAIS O QUE?  Pronto. Após um ligeiro mimimi dos preguiçosos situados no Rio de janeiro, a diretoria decidiu reduzir ainda mais o preço dos ingressos para o jogo contra o Galo Mineiro no dia 26. Vamos ver qual será a postura da Nação Rio. Só falta agora o povo querer que o Flamengo vá buscar de van na porta de casa. Francamente.

. IMAGENS TOSCAS. Quem quiser "apreciar" umas fotos sem sentido com algumas legendas piores ainda, lá no meu facebook, aonde atendo pelo nome de "Mercio Querido", estão alguns clicks mal tirados por aí pelos estádios da vida.

. mercioquerido@hotmail.com
.Twitter com Fla e outros assuntos: @sorinmercio



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Perfil

O blog vida de torcedor tem o objetivo de contar as aventuras e desventuras vividas pelos torcedores que gostam de estar nos estádios quando o Flamengo entra em campo.
Seja o jogo realizado no Maracanã ou muito longe, tem uma turma que não mede esforços para estar por lá.
Mercio Querido é um desses. Muitos dizem que seu maior mérito foi ter estado em todos os 38 jogos da campanha do hexa em 2009. Já o próprio, se orgulha muito mais das vezes que esteve lado a lado com o time em momentos mais, digamos, adversos da nossa história.
Com 39 anos de idade, a disposição para enfrentar os perrengues decorrentes desse hábito continua a mesma há anos. Noites mal dormidas, muitas vezes no chão do aeroporto, malabarismos financeiros para ajustar as despesas dentro do orçamento (na maior parte das vezes até fora dele), chuvas torrenciais, sol inclemente, risco de vida, enfim, um estilo de vida.
Sorin, como é mais conhecido nas arquibancadas de norte a sul do país, divide aqui essas experiências. Quase sempre acompanhado de seu filho de 14 anos, Marcos Felippe, o Sorinzinho, e de mais um bando de malucos espalhados pelo país, essa turma mostra que fanatismo de verdade é praticado de forma civilizada e consciente.