Em 15/11/2010 às 07h44

Relembre 15 grandes jogadores da história do Flamengo

Nos 115 anos do clube, equipe do site oficial prepara lista com craques que marcaram época no futebol rubro-negro

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Pet é um dos ídolos da nova geração

Pet é um dos ídolos da nova geração

O Clube de Regatas do Flamengo completa, na próxima segunda feira, dia 15 de novembro, 115 anos de glórias. Muitas delas conquistadas no futebol, que em 2011 comemorará seu centenário. Por isso, a equipe do site oficial não poderia deixar de prestar uma homenagem a grandes ídolos desta trajetória que tem, entre outros tantos títulos, 31 Campeonatos Cariocas, seis Brasileiros, duas Copas do Brasil, uma Libertadores e um Mundial Interclubes.

Por isso, preparamos uma breve biografia de 15 dos maiores jogadores da história do Clube de Regatas do Flamengo. É claro que uma lista como estas sempre gera discussão e cada torcedor sempre tem a sua. Alguns nomes, obviamente, acabam ficando de fora. Caso acredite que tenha faltado alguém, participe você também. Faça o login no site oficial e comente na notícia com os seus 15 jogadores favoritos.

Confira abaixo a lista feita pela equipe do site oficial:


Zico - O maior de todos. Considerado por grande parte dos rubro-negros o principal ídolo da história do clube, Arthur Antunes Coimbra vestiu a camisa do Flamengo pela primeira vez em 1967. Se profissionalizou quatro anos depois e só foi se tornar "o camisa 10 da Gávea" em 1978. Começava ali a ?Era Zico?, a mais vitoriosa da história do futebol rubro-negro. Com Zico em campo, o Flamengo conquistou 37 títulos, nacionais e internacionais, em 28 anos. Clique aqui para relembrar toda a carreira do Galinho.

Junior - O Vovô Garoto. Nenhum jogador vestiu tantas vezes o Manto Sagrado, nestes 115 anos, quanto Leovegildo Lins da Gama Junior. O Maestro, que começou a carreira como lateral na chamada Geração de Ouro e terminou como comandante de uma safra de jovens que viria a conquistar o Campeonato Brasileiro de 1992, quinto da história do clube e quarto de sua carreira, é referência no futebol rubro-negro. Seus números impressionam. Em 16 temporadas na Gávea, disputou 874 jogos, marcou 77 gols e conquistou 20 títulos importantes. Confira mais detalhes aqui.

Dida - O ídolo de Zico. Não é qualquer um que tem no currículo a alcunha de grande espelho do Galinho de Quintino. Pois bem, Dida, uma das grandes estrelas do segundo tri estadual do Flamengo (1953 a 1955), é quem tem essa honra. Edivaldo Alves de Santa Rosa, um dos maiores artilheiros da história do clube, com 264 gols e 357 jogos, saiu de Alagoas para marcar época no futebol carioca e nacional. Na seleção, era o camisa 10, titular absoluto até a Copa de 58 e só perdeu a vaga por conta de uma contusão. Para quem? O jovem Edson Arantes do Nascimento (Pelé). Saiba mais sobre Dida na Flapédia.

Leandro - O maior lateral direito do Brasil. Muitos que assistiam aos jogos dos anos 80 chegam a dizer que ele era até mais habilidoso do que Zico. Leandro "Peixe Frito" foi mais uma referência do time que é considerado o melhor da história do C.R. Flamengo. Os "causos" sobre sua habilidade são famosos no futebol. O goleiro Raul conta que, certa vez, irritado com Leandro, deu um bico na bola num tiro de meta para ele não matá-la. Leandro não só amorteceu a bola com o peito como saiu jogando, driblou dois adversários e ainda "tirou uma onda" com o arqueiro depois. Encerrou a carreira em 1988, contabilizando 417 jogos pelo Flamengo, 14 gols e 16 títulos, em dez anos. Confira mais números na enciclopédia virtual do Flamengo.

Petkovic - O ídolo da nova geração. Herói do tricampeonato carioca de 1999 a 2001 e peça fundamental na conquista do hexa brasileiro de 2009, Dejan Petkovic é o sérvio mais brasileiro do mundo. Chegou à Gávea em 2000 após grande sucesso no Vitória e não decepcionou. Rapidamente se identificou com a torcida e se tornou eterno na história após o gol de falta que deu o tri estadual, em 2001, sobre o rival Vasco, aos 43 minutos do segundo tempo. Saiu da Gávea em 2003, rodou por outros clubes, mas em 2009 decidiu voltar para casa e conquistou o título nacional que não vinha há 17 anos. Saiba tudo sobre essa história aqui.

Leônidas da Silva - O Diamante Negro. Poucos jogadores têm em suas carreiras um maior número de gols do que de partidas por um clube. Leônidas é um deles. Com a incrível marca de 153 gols em 149 jogos, ele foi um dos motivos para a rápida popularização do Flamengo. Chegou ao Rubro-Negro em 1936, foi artilheiro dos cariocas de 1938 e 1940, e principal jogador na campanha do título de 39 - que pôs fim a um jejum de nove anos sem título para o clube da Gávea. "Leônidas era um mágico do futebol", disse o jornalista Mário Filho. Saiba o porquê na Flapédia.

Zizinho - O Mestre Ziza. Se Dida foi o ídolo de Zico, Zizinho era a inspiração de Pelé. Aos 18 anos, ele entrou no lugar do craque Leônidas e rapidamente caiu nas graças da torcida rubro-negra. Portanto, não poderia ser um jogador comum. E não era mesmo. Segundo Nélson Rodrigues, bastava os alto-falantes do Maracanã anunciarem o nome de Zizinho para se saber quem seria o vencedor da partida. Foi o maior jogador do primeiro tricampeonato carioca do Flamengo, de 1942 a 1944. Por 11 anos vestindo o Manto Sagrado, Zizinho marcou 145 gols em 318 jogos. Saiba mais aqui.

Domingos da Guia -
O Divino Mestre. Domingos da Guia, o "Divino Mestre", foi um zagueiro como pouquíssimos na história do esporte. Fazia o que queria com a bola, era um defensor inovador. Jogava sempre com a cabeça erguida e antevia os lances, fazendo com que a missão de driblá-lo fosse quase que impossível. Sempre saia jogando com classe e categoria, e não cometia muitas faltas. Foi no Fla que Domingos se consagrou definitivamente e foi fundamental para três importantes conquistas: os campeonatos cariocas de 39, 42 e 43. Confira a história deste craque aqui.
 
Raul - O goleiro campeão. Inovador nos uniformes e seguro embaixo das traves, Raul Plasmann foi um dos grandes arqueiros da história do Flamengo, e, sem dúvidas, o mais vencedor deles. Como goleiro do Flamengo, foi quatro vezes Campeão Carioca, em 1978, 1979(Especial), 1979 e 1981, três vezes Campeão Brasileiro, em 1980, 1982 e 1983, Campeão da Libertadores em 1981 e Campeão Mundial em 1981. Confira números e estatísticas na Flapédia.

Nunes - O Artilheiro das Decisões. Folclórico, cheio de personalidade e decisivo. Este é Nunes, o João Danado, que entrou para a história do Flamengo como o homem que botava a bola para dentro na hora que mais precisava. No total, Nunes atuou por oito anos na Gávea, participando de 214 jogos e marcando 99 gols. O artilheiro garantiu, pelo menos, quatro títulos ao Fla. O Campeonato Brasileiro de 1980, o Estadual de 1981, o Mundial Interclubes no mesmo ano, e o Campeonato Brasileiro novamente, em 1982. Saiba mais detalhes sobre Nunes clicando aqui.

Carlinhos - O Violino. No dia 20 de janeiro de 1954, Biguá, em sua despedida, entregava a Carlinhos o seu par de chuteiras, gesto que simbolizava a entrega do instrumento de trabalho. História repetida em 1970 quando Carlinhos entregou seu par de chuteiras a um jovem promissor das categorias de base chamado Arthur Antunes Coimbra, o Zico. A cena ficou marcada na história, mas Carlinhos foi muito mais do que isso. Sua forma de jogar com grande classe e o toque de bola refinado o valeram o apelido de "violino". No Fla, foram 11 anos, 517 jogos, 23 gols e quatro títulos. Depois, sagrou-se treinador e ficou famoso por sempre ter grandes passagens pelo Rubro-Negro. Ganhou ainda mais oito títulos como técnico. Confira detalhes na Flapédia.

Adílio - O Brown. Adílio era um jogador de rara habilidade e criatividade, dono de um passe perfeito e adepto a um estilo de jogo clássico. O jogador atuou no Flamengo entre 1975 e 1987, quando teve a oportunidade de vestir a camisa rubro-negra em 616 partidas, o que faz dele o terceiro jogador com maior número de jogos disputados pelo Flamengo. Clique aqui para mais informações.

Rondinelli - O Deus da Raça. Foi com ele que tudo começou. Foi com seu gol de cabeça contra o Vasco, na final do Estadual de 1978, que a Geração de Ouro nasceu. Rondinelli era um zagueiro vigoroso, que não dava moleza para os adversários e estava disposto a fazer o possível e o impossível para evitar gols dos rivais. Usava a cabeça para salvar bolas dos pés do atacante, jogava de maxilar quebrado e nem se importava. Por isso, tornou-se o Deus da Raça. Relembre a carreira do zagueiro na Flapédia.

Evaristo - O ídolo de Barça e Real. "Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse", dizia Zagallo. E, revelado pela Madureira, o jogador escolheu defender apenas o Flamengo no Brasil. Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil. Foram 191 jogos, 103 gols e cinco títulos. O bastante para torná-lo eterno na Gávea. Foi ainda para a Europa, onde fez história no Real Madrid e no Barcelona. Leia mais.

Julio Cesar - Referência para os mais jovens. Um exemplo de dedicação ao Flamengo. Revelado na base, Julio iniciou sua carreira em 1997, como reserva de Clêmer. Porém, aos poucos, foi ganhando a confiança dos rubro-negros e, em 2001, já era o titular absoluto da equipe. Ainda menino, brilhou no Estadual daquele ano, e então não parou mais. Só foi amadurecendo, crescendo e ganhando mais espaço. No Flamengo, no Brasil e no mundo. Disputou 285 jogos, ganhou quatro Estaduais, três Taças Guanabara, uma Taça Rio, uma Mercosul e uma Copa dos Campeões, e então foi para a Europa. Saiba mais sobre Julio na Flapédia. 

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Autor: Da equipe do site oficial do Flamengo

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