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Remo inicia reestruturação

Departamento do Flamengo começa 2016 com planejamento voltado aos dois próximos ciclos olímpicos

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O Departamento de Remo do Flamengo, em total sincronia com o Departamento de Esportes Olímpicos do clube, tem passado por um processo de reestruturação para fomento da modalidade desde o início de 2013. Nos últimos anos, todos os esforços foram direcionados para a melhoria da infraestrutura oferecida aos atletas federados e à Escola de Esportes da sede náutica do Rubro-Negro. 2016, o ano olímpico, começou com mais um salto nessa direção, com o efetivo início do projeto CUIDAR, a constante troca de expertise com delegações internacionais e uma reforma das diretrizes da modalidade que espera-se tornar modelo para todo o país.

"O remo brasileiro não apresenta uma constância de resultados expressivos no cenário internacional há muitos anos. Tivemos, claro, resultados importantes da Fabiana (Beltrame), mas se falarmos de Olimpíadas, desde 1984 não chegamos entre os primeiros, quando uma embarcação do 4Com do país terminou a prova em quarto lugar", relembra Edson Figueiredo, Supervisor Técnico da modalidade no Flamengo.

De três anos pra cá, inúmeras conquistas materiais, fruto de parcerias internacionais e provenientes de editais da Confederação Brasileira de Clubes (CBC), fizeram com que o Flamengo pudesse reorganizar sua estrutura física. O clube recebeu novos ergômetros da Associação Olímpica Britânica (BOA), construiu um Centro de Força para seus atletas via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, negociou a aquisição de remos com Comitê Olímpico Canadense, e adquiriu um aparelho radiotransmissor que possibilita a comunicação direta entre o timoneiro e os remadores dentro da embarcação, fruto de parceria com a delegação da África do Sul. Além disso, novos remos, vogômetros e uma flotilha completa deverão chegar à Gávea ainda no primeiro semestre de 2016 através da CBC. 

Além do reforço material, o Departamento de Remo do Flamengo está em constante troca de conhecimento com as delegações internacionais, que são recebidas pela diretoria e corpo técnico do clube no pátio da sede náutica do Mais Querido, especialmente a delegação da Inglaterra, grande potência mundial. Esse intercâmbio de expertise reforçou ainda mais a filosofia do clube de ser necessário o reforço e o acompanhamento das pré-equipes e categorias de base, bem como da Escola de Esportes, para que haja renovação de atletas e consequentemente melhores performances. Tudo isso planejado por uma equipe multidisciplinar.

"Na literatura científica, é preconizada essa questão do acompanhamento dos atletas desde cedo para que um dia possamos formar atletas olímpicos. Esse processo é demorado, mas de fato funciona. No remo, especificamente no Brasil, as pessoas ingressam na modalidade um pouco mais velhas, e isso prejudica essa formação. O projeto CUIDAR (lançado ao final de 2015) quer fazer com que o Flamengo tenha a possibilidade de ser representado por um número maior de remadores nos dois próximos ciclos olímpicos, em 2020 e 2024", declara Izabel Miranda, gerente do CUIDAR. 

Além da atenção às jovens promessas rubro-negras, o Diretor Executivo de Esportes Olímpicos, Marcelo Vido, destaca ainda a importância do reforço no corpo técnico.

"A nossa ideia é buscarmos um treinador dentro do mercado internacional. Estamos focando em um profissional de um país que tenha alto desenvolvimento da modalidade para vir comandar o remo rubro-negro", finaliza Vido.

As equipes de remo do Clube de Regatas do Flamengo contam com apoio da Confederação Brasileira de Clubes (CBC) provenientes da descentralização de recursos oriundos da Lei Pelé. Clique aqui e saiba quem já transferiu o seu imposto para os projetos de 2016 pelo Anjo da Guarda.