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Nomes Memoráveis


Carpegiani

Paulo César Carpegiani

Futebol

Carreira

Como Jogador

Paulo César Carpegiani, revelado no Internacional, formou o meio-campo de duas poderosíssimas equipes dos anos 70. Inicialmente defendendo o clube Colorado, foi o cão de guarda de um time comandado por Paulo Roberto Falcão. O ex-jogador iniciou sua carreira como meia, contudo, a sua visível disposição unido ao seu vigor físico fizeram de Carpegiani mais tarde um dos inesquecíveis volantes clássicos do futebol brasileiro.

No ínicio da década de 70, o então garoto Carpegiani construiu uma belíssima carreira pautada em díficeis conquistas. Pode-se aferir então que Carpegiani foi peça-chave no Colorado na década em que o time passou a figurar entre os grandes times do futebol no país, já que, apenas para que contabilize-se, ao final de 1976, o time havia conquistado nada menos do que sete campeonatos gaúchos seguidos, além de, dois campeonatos brasileiros.

Suas boas atuações pelo time de Porto Alegre renderam passagens pela Seleção Brasileira. No ano de 1974, comandado pelo rubro-negro Zagallo, Carpegiani foi a Copa do Mundo, no entanto, foi eliminado pela antológica Seleção da Holanda apelidada de Laranja Mecânica. Ainda naquele ano, conviveu com mais um rubro-negro de destaque, tratava-se de outro Paulo César, o Paulo César Caju.

Em 1977 veio para o Flamengo por uma quantia aproximada de CR$ 5,7 mi, e se tornou um gigante. Ao contrário do que pode-se imaginar, o time de então vivia um processo de formação, nomes como Zico, Adílio e Tita começavam a aparecer timidamente, e coube a Carpegiani, que apesar de também jovem já acumulara experiência em um grande clube, o papel de assumir a liderança daquela equipe. O resultado é conhecido pela história.
Maradona e Zico acompanham Carpegiani
Maradona e Zico acompanham Carpegiani

Carpegiani marcou seu nome nos anais rubro-negros, além disso, também marcou adversários, distribuiu o jogo, fez gols decisivos - como na final da Taça Guanabara de 1979, quando o Fla venceu o Botafogo por três tentos a zero. Também provou que era um jogador de primeira linha, mas, acima de tudo, vestiu faixas de campeão. Foram três campeonatos estaduais, quatro taças Guanabara, dois troféus Ramon de Carranza, um troféu Palma de Mallorca e um campeonato brasileiro. Onze títulos em cinco anos.

E a sua bela história com o clube da Gávea poderia ter sido ainda mais marcante dentro das quatro linhas não fosse uma contusão no joelho o obrigou a abreviar sua brilhante carreira. à época, Carpegiani já havia feito uma operação no menisco em 1975, assim, com apenas 31 anos de idade, pendurou as chuteiras, numa belíssima partida amistosa contra o Boca Juniors de Diego Maradona. Numa partida ganha pelo Flamengo com dois gols de Zico, o mais emocionante momento da noite foi registrado na saída de Carpegiani de campo, com o próprio Galinho á sua direita e Maradona á sua esquerda. Dois dos maiores jogadores de Brasil e Argentina foram os escudeiros dos últimos passos do brilhante Paulo César Carpegiani num campo de futebol.

Vídeo


Histórico

Anos     Time
1970-1977     Internacional
1977-1982     Flamengo
1974-1979     Seleção Brasileira

Títulos

Pelo Flamengo

    * Campeonato Brasileiro: 1980
    * Campeonato Carioca: 1978, 1979-1º, 1979-2º e 1981
    * Taça Guanabara: 1978, 1979, 1980 e 1981
    * Taça Rio: 1978
    * 1º turno do 1º Estadual de 1979
    * 2º turno do 1º e do 2º Estadual de 1979
    * 3º turno do 2º Estadual de 1979
    * Troféu Ramón de Carranza: 1979 e 1980
    * Torneio Palma de Mallorca: 1978
    * Troféu Cidade de Santander: 1980

Estatísticas

Ano     Jogos     Gols Marcados
1977     41     5
1978     67     2
1979     53     4
1980     43     1
1981     18     0
Total     222     12

Como treinador

O abandono prematuro da carreira de Carpegiani deixou desolado não só o próprio atleta, mas também seus companheiros. Aquele time que se formara brilhante tinha peças essenciais e Paulo César Carpegiani era uma delas, o líder daquele time, um leão em campo, enfim, um daqueles jogadores que conseguem nortear qualquer equipe dentro de campo, um líder nato.

O ano de 1981, enfim, não parecia ser fácil para o scratch rubro-negro. Uma notícia, em especial, abalou em muito a equipe da Gávea, a morte de Cláudio Coutinho, treinador que havia montado aquele brilhante time, e que apesar de então não mais estar ligado ao clube, representava muito e contava com uma imensurável afeição por parte da equipe.

Coube ao ex meio-campista do Flamengo e do Internacional, a tarefa de naquele ano aparentemente ruim, guiar os ex-companheiros a beira do gramado, em busca da então inédita Taça Libertadores e ainda do Campeonato Mundial.

A cumplicidade entre Paulo César Carpegiani e o time do Flamengo, fizeram com que aquela incontestável equipe galgasse degraus ainda mais altos. O time de Zico, Adílio, Tita, Lico e os demais ídolos de sempre, conquistou a Taça Libertadores sobre o Cobreloa e se habilitou à disputa do Campeonato Mundial. Aliás, na partida final do torneio sulamericano aconteceu um episódio que marcaria a condição de técnico justiceiro atribuida a Carpegiani.

Naquela partida, irritado com a maldade de Mário Soto, um marcador algoz de Zico, Carpegiani substituiu Nunes por Anselmo, no segundo tempo da partida. E a recomendação para Anselmo foi curta e grossa: acertar um soco em Soto. O atacante suplente atendeu ao pedido do treinador e acabou expulso. O Flamengo já vencia o jogo por 2 a 0, placar final.

Antes de encerrar a sua primeira passagem pelo clube carioca, o vitorioso Paulo César ainda conquistou o Campeonato Brasileiro de 1982. Logo após, aceitou um convite milionário para treinar o Al Nassr. Voltou ao Brasil em 1986 para treinar o Náutico.

O extenso currículo de Carpegiani como treinador inclui times como Coritiba, o Bangu, o Palmeiras, o Barcelona de Guaiaquil (Equador), o Cerro Porteño (Paraguai), além de Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Internacional, clube que o revelou como jogador.

Todavia, as mais brilhantes passagens do treinador foram ao comando do Mais Querido do Brasil e também á frente da Seleção do Paraguai. Nos tempos de Seleção Paraguaia, Carpegiani que disputou a Copa do Mundo de 1998, montou um time que ganhou respeito, principalmente pelo setor defensivo, que contava com o polêmico goleiro Chilavert, o lateral-direto Arce (que atuou por Grêmio e Palmeiras) e uma dupla de zaga com Ayala e Gamarra - este no auge da forma, não fez uma falta sequer no Mundial, algo excepcional para um zagueiro.

Depois de tão brilhante passagem por uma Seleção, o técnico comandou o São Paulo em 1999. Naquela ocasião polemizou ao afastar do time o goleiro Roger, revelado pelo Flamengo. O motivo é que o goleiro havia posado nu para uma revista gay.

No ano de 2000, dezenove anos após a conquista do Mundial de 1981, Paulo César Carpegiani assumiu mais uma vez o comando do Flamengo. Uma campanha pautada na regularidade fez do time rubro-negro finalista da Taça Guanabara de 2000, contra o rival Vasco da Gama. No entanto, o time de São Januário contava com o recém-egresso do clube, Romário e o time de Paulo César, havia perdido de última hora a sua estrela principal, o polivalente Athirson.

O resultado daquele jogo foi desastroso, o Flamengo perdeu por cinco tentos á um, e Carpegiani foi responsabilizado pela escalação do zagueiro Fabão em lugar de Athirson. Com isso, a continuidade do trabalho de Carpegiani foi comprometida e o técnico foi demitido pela diretoria da gestão Edmundo dos Santos Silva.

Saiu do Fla e treinou Atlético PR e Cruzeiro. Ao se afastar da Raposa no ano de 2001, Carpegiani se afastou também, ainda que temporariamente, da função de treinador. Todavia, foi tentado a voltar á beira do gramado, quando recebeu uma polpuda proposta da Seleção do Kuwaitt, ainda naquele período se tornou proprietário do RS Futebol Clube.

Em 2007, depois de alguns anos se dedicando ao seu próprio clube, aceitou o desafio de substituir Emerson Leão no comando do Corinthians. O momento era de crise no Parque São Jorge, o clube passava por uma grave crise política que culminou no afastamento do então presidente Alberto Dualib, assim, em meados do Campeonato Brasileiro Carpegiani foi preterido do cargo e deixou o time na décima terceira posição. Naquele ano, o Timão ainda mudaria de treinador mais algumas vezes, porém não conseguiria evitar a queda para Série B.

Na temporada 2009 conquistou o Campeonato Baiano pelo Vitória e deu sequência a um incrível ínicio do Campeonato Brasileiro, entretanto, por volta da 18ª rodada do certame nacional, após alguns maus resultados, o treinador que inclusive houvera sido sondado para um possível retorno ao Flamengo, foi preterido do Vitória.

Títulos

   * Mundial Interclubes: 1981
   * Taça Libertadores: 1981
   * Campeonato Brasileiro: 1982
   * Campeonato Carioca: 1981
   * Taça Guanabara: 1982
   * 3º turno do Estadual: 1981

Estatísticas

Ano     Jogos     Vitórias     Empates     Derrotas
1981-1983     116     71     27     18
2000     22     12     4     6
Total     138     83     31     24



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