Comissão técnica também tem seus Crias
Arthur Peixoto e Juninho passaram pelas categorias de base do Clube até se firmarem como preparadores físicos da equipe profissional
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Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Esta formação conquistou o maior título da história do Flamengo, o Campeonato Mundial de Clubes, em 1981. Dos 11 titulares, oito foram formados na Gávea. Orgulho máximo que levou o clube a criar o slogan “Craque o Flamengo faz em casa”.
Hoje, quase meio século depois do memorável dia em Tóquio, é possível afirmar que o Rubro-Negro também faz profissionais da comissão técnica em casa. Um bom exemplo é a dupla de preparadores físicos da equipe principal, formada por Arthur Peixoto (43 anos) e Carlos Bezerra Júnior, o Juninho (38 anos). Mas tem outros.
Arthur é o que se pode chamar de cria da Gávea. Chegou ao Clube ainda criança, para atuar pela equipe sub-10 do futsal. Alternou as quadras com o campo até pendurar precocemente as chuteiras. Acabou se formando em Educação Física e o caminho natural foi o Ninho.

Começou como estagiário da preparação física do Sub-15, em 2007. Dois anos depois foi efetivado, mas na categoria Sub-10/11. Ou seja, passou por todas as categorias até chegar ao profissional.
“No sub-11 conheci o Vini Jr e o Bernardo Ferrari (atualmente Bruno Rosa), que passou um bom tempo no Chelsea. Lembro que eles fizeram teste no mesmo dia. Depois, no Sub-13, trabalhei com o Paquetá e hoje estamos juntos de novo”, relembra Arthur.
Juninho também tentou ser jogador. Passou pela base de América e Grêmio, mas aos 22 anos entendeu que era hora de seguir outro caminho. Foi estudar Educação Física e, em 2015, chegou ao Flamengo como estagiário da equipe Sub-20.
No ano seguinte, teve a carteira assinada e assumiu a preparação da categoria Sub-12. Não parou mais. Passou por todas as categorias até chegar ao profissional, em 2024, como terceiro preparador físico. Os outros dois eram Diogo Linhares e Arthur Peixoto. Com a saída do primeiro, passou a ser o segundo.
“Quando cheguei no profissional reencontrei o Thiago Eller (treinador de goleiros), além do Arthur e do Leniyan (fisioterapeuta). Tinha trabalhando com todos eles no Sub-17. Isso ajudou muito na minha adaptação. Apesar de ter passado por todas as categorias, cada uma tem a sua especificidade. Principalmente o profissional”, recorda Juninho.

A vida profissional de Arthur Peixoto não se limita ao Flamengo. Também passou pelo futebol chinês (Guangzhou Evergrande) e pela Seleção Brasileira (Sub-17), pela qual fez parte da conquista do mundial de 2019. Era a geração de Lázaro e Daniel Cabral. “Em 2023 cheguei no profissional, com a chegada do Vitor Pereira. Virei o primeiro preparador físico da comissão permanente do clube”.
Com a chegada de Leonardo Jardim, no primeiro semestre de 2026, Arthur assumiu o comando da preparação física da equipe profissional.
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