“Não existe nenhum sonho muito distante”: Manu Maia chega mais madura ao Mundial Cadete
Campeã do Troféu Brasil Sênior mesmo ainda em idade cadete, judoca do Flamengo disputa a categoria -63kg em Guayaquil
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Ainda em idade cadete, Manuela Maia chega ao Campeonato Mundial de Judô da categoria em 2026 carregando uma experiência que vai além da sua faixa etária. Atleta da categoria -63kg, a rubro-negra vive uma temporada de destaque e desembarca em Guayaquil, no Equador, mais madura e confiante depois de provar que também pode brigar por grandes resultados entre as principais judocas do país.
O Mundial Cadete será disputado entre os dias 20 e 23 de agosto e o Flamengo terá três representantes na competição: Manu Maia, Clarisse Vallim, atual campeã mundial da categoria, e Henrique Bahiense, que fará sua estreia em Mundiais.
Para Manu, a competição representa mais um capítulo de uma temporada especial. Mesmo ainda sendo cadete, a judoca conquistou um dos principais resultados de sua jovem carreira ao subir de categoria e se sagrar campeã do Troféu Brasil Sênior. Mais do que a medalha de ouro, enfrentar atletas mais velhas e experientes serviu para mostrar à rubro-negra que os grandes objetivos estão cada vez mais próximos.
“Ganhar o Troféu Brasil Sênior me trouxe mais confiança, pois me fez perceber que não existe nenhum sonho muito distante”, destacou.

A experiência entre as adultas, no entanto, não mudou a maneira como Manu enxerga quem está do outro lado do tatame. Para ela, idade ou currículo ficam em segundo plano no momento do combate.
“Eu acredito que cada adversária é um desafio diferente, independentemente da idade”, explicou.
Um ano depois de disputar o Mundial Cadete, Manu retorna à principal competição da categoria enxergando uma atleta diferente daquela que entrou no tatame na temporada passada. A evolução, segundo a judoca, passa principalmente pela maturidade e pela capacidade de entender melhor cada luta.
“Me sinto mais madura, com uma visão tática maior, por estar mais adaptada às adversárias estrangeiras”, afirmou.
A bagagem internacional, somada aos resultados conquistados ao longo da temporada e à experiência diante de atletas do sênior, aumenta a confiança para mais um desafio vestindo as cores do Flamengo e da Seleção Brasileira.
“É sempre muito importante representar o meu país e o meu clube, mas acredito que a diferença é que hoje me sinto mais preparada para esse desafio”, completou.
Em Guayaquil, Manu terá mais uma oportunidade de colocar à prova toda essa evolução. E, depois de conquistar o Troféu Brasil entre as atletas do sênior ainda em idade cadete, a rubro-negra chega ao Mundial carregando uma certeza construída ao longo da temporada: nenhum sonho parece tão distante quanto antes.
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