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Craques debatem a Era de Ouro do Fla

Zico, Junior, Raul e Claudio Adão falam da época de ouro e do amor pelo Flamengo

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Jornal dos Sports

Num período em que o Flamengo está numa situação muito incômoda na principal competição do país, ocorreu na Lapa um encontro entre quatro integrantes da maior geração que o clube já teve: a equipe campeã da Libertadores e do Mundial de 1981. Ontem, os ex-craques Zico, Júnior, Raul e Cláudio Adão se reencontraram para lembrar esta mágica fase do Flamengo numa roda de debates promovida pelo projeto Palavra-de-Craque, criado pelo ex-jogador Paulo César Caju e que tem como objetivo recordar grandes times do futebol brasileiro.

Durante as suas palestras, os jogadores deixaram transparecer o imenso amor e a grande identificação que têm com o clube e fizeram com que os espectadores revivessem momentos de glória do futebol brasileiro, de uma época em que se jogava por amor à camisa e à arte de se praticar um jogo bonito e ofensivo.

"Era uma geração de muito talento, que privilegiava o bom futebol. Naquela época, 80% do elenco era formado na Gávea. Quem chegava de outros clubes tinha de se adaptar", explicou o ídolo Zico, que teve a sua idéia complementada pelas palavras do ex-lateral Júnior.

"Existia uma identificação dos jogadores com o clube. Isto acabou ajudando muito a criar uma consciência do que a gente tinha que representar. Com a equipe que tínhamos, tudo o que conquistamos nada era do que nossa obrigação", completou.

Além deles, Raul e Cláudio Adão também deixaram transparecer a imensa gratidão que têm pelo clube. O ex-goleiro Raul, inclusive, disse que ter atuado no Flamengo o fez esquecer o fato de jamais ter disputado uma Copa do Mundo, embora tenha atuado 17 vezes na Seleção Brasileira.

"Este clube maravilhoso compensou a minha não participação numa Copa. Quando se joga no Flamengo, principalmente na equipe em que joguei, não se sente falta de atuar na Seleção. Tanto que nem lembro tanto dos títulos que ganhei, mas do Maracanã lotado, com aquela imensa torcida nos ovacionando eu lembro", disse.

Já Cláudio Adão foi um pouco mais comedido. "O clube me contratou de perna quebrada em 76. Joguei cinco anos naquela equipe e sou muito grato a tudo que o Flamengo fez por mim", afirmou.