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Claudio Pracownik se despede da vice-presidência de Finanças: "Foi uma honra"

Após mais de cinco anos na gestão, rubro-negro deixa a pasta para assumir novo desafio na carreira profissional, em São Paulo

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Quando Claudio Pracownik chegou ao Flamengo, em 2013, encontrou o clube à beira do colapso. Profissional com vasta experiência no mercado financeiro, chegou a acumular quatro vice-presidências - Administração, Fla-Gávea, TI e Secretaria - até assumir a pasta de Finanças, em agosto de 2015. Neste momento, como ele mesmo diz, o Rubro-Negro era um “paciente que ainda estava internado e inspirava cuidados, mas não corria mais risco de morrer”. A partir daí, depois de muito trabalho, foi hora de fortalecer o Flamengo para impedir uma recaída. E o objetivo foi cumprido: Pracownik sai do cargo - vale lembrar, amador e não remunerado - deixando o Mais Querido com fluxo de caixa organizado, passivo controlado, patrimônio líquido positivo e um balanço com um recorde superavitário atrás do outro.
 
“Hoje a maior parte da nossa dívida é pública e está equacionada pelos próximos anos. Somos líderes no mercado do futebol brasileiro e agora o Flamengo pode ir em busca da preponderância nas Américas”, comemora o ex-dirigente.
 
Advogado por formação, Claudio Pracownik foi sócio e Diretor Executivo do Brasil Plural Banco Múltiplo S.A. e das demais empresas financeiras do grupo, membro do Conselho de Administração da Terra Brasis Resseguros, sócio e Diretor Executivo da Ágora Corretora e do Banco Pactual além de Vice-Presidente Financeiro das Empresas Brasif e Diretor de Operações do Banco Santander Brasil, Banco Bozano-Simonsen e Banco Meridional. Agora, o rubro-negro parte para um novo desafio, como CEO na Genial Investimentos.
 
“Meus sócios me convidaram para assumir esse cargo na Genial Investimentos - plataforma aberta de investimentos do nosso grupo. É um mercado que tem muitos competidores e nossa empresa está em franco crescimento. Fui convidado para acelerar esse crescimento. É um desafio muito bacana e pelos próximos seis meses, pelo menos, preciso estar muito focado nessa tarefa. Estou animado e, por mais que eu esteja afastado do cargo de vice-presidente, sigo à disposição para ajudar o Clube sempre que necessário. Como sempre disse o Flamengo não convida, convoca!” disse Pracownik, que sente alguma tristeza por se despedir do clube como dirigente, mas também não esconde a alegria de voltar a ser “apenas” torcedor.
 
“Acho que vai ser mais leve (risos). Por mais que a gente tente separar nossas obrigações profissionais do emocional, é difícil fazê-lo. Poder voltar a torcer pelo meu time tão amado sem o peso dos resultados positivos e negativos interferindo diretamente no dia a dia profissional será com certeza mais leve. Estou feliz de poder novamente me alegrar, sofrer e vibrar com a leveza e a paixão pura de um torcedor. Meu amor pelo clube sempre foi a razão de tudo, mas deixo o Flamengo com a sensação de ter contribuído com o máximo do meu esforço para a realização dos objetivos que unem 40 milhões de torcedores. Mais que a sensação de dever cumprido, foi uma honra contribuir para o Flamengo. Agora é hora de sentar na arquibancada e torcer pelo time e pelos colegas que seguem contribuindo para que o Clube encontre seu destino, que é o alto do pódio de todas as competições que dispute”, finalizou.