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Campeões do Pan de Guadalajara apresentam suas medalhas

Cielo, Leo de Deus, Henrique Rodrigues e Joanna Maranhão foram recebidos pela presidente Patricia Amorim

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O campeão olímpico e mundial Cesar Cielo e seus companheiros de Flamengo, que trouxeram medalhas para o Brasil dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, foram recebidos pela presidente Patricia Amorim nesta quarta-feira (26.10), na sede da Gávea. Junto com Cielo - que trouxe quatro ouros - os nadadores Leonardo de Deus, Henrique Rodrigues e Joanna Maranhão foram mostrar as medalhas para Patricia e a nação Rubro-Negra.

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"É uma honra para o Flamengo receber parte da equipe de natação que foi ao Pan e conquistou um número tão significativo de medalhas. Vocês, atletas, encheram de orgulho não só a nação rubro-negra, mas todo o povo brasileiro. Fico muito satisfeita de ver que o nosso investimento vem rendendo frutos. Nesse momento, nós só temos a agradecer. Não é fácil um clube de futebol ter um investimento grande em natação. Algumas pessoas falam que o investimento é um 'devaneio olímpico'. Mas quando vemos resultados assim, temos a sensação de dever cumprido", afirmou a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, que recebeu os medalhistas pan-americanos na Gávea.
 

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Cielo observou que as vitórias da natação em Guadalajara vêm de um trabalho feito desde 2006 e depois, no Pan de 2007, com as conquistas do Thiago Pereira. "Passamos alguns anos com resultados pobres, mas isso foi uma transição, uma mudança de gerações. Hoje, os nadadores estão acreditando mais em virar profissionais, estão vendo que as conquistas são possíveis. Se eu ganhei, os outros podem ganhar também, todos estão acreditando mais. Temos um staff muito bom, com bons técnicos e uma boa estrutura, e isso tem tudo para continuar até 2016", afirmou.

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Questionado sobre o tempo de 21s30 que queria fazer nos 50m livre não sair no Pan (levou o ouro com 21s58, recorde pan-americano), Cielo disse que não havia fixado uma marca para alcançar. "Nunca falei isso, não, apesar de não estar muito longe do que eu queria. Foi o Albertinho que ficou empolgado e colocou esse tempo. A prova foi boa, mas ao mesmo tempo não foi tão boa. Não tive uma saída tão boa, mas tem uma janela importante para eu melhorar até a Olimpíada. Temos um tempo ainda para construir um treinamento. Acho que no final de fevereiro, começo de março, já vou estar em forma de novo. A partir do dia 2 de janeiro volto aos treinos. O sonho agora é conquistar o bi olímpico. Com certeza vou fazer o melhor que eu puder e vou treinar muito para conquistar os melhores resultados da minha vida."

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Sobre a organização do Pan Cielo observou que o Brasil soube conduzir muito bem os problemas que encontrou. "Acho que nosso período de aclimatação em San Luis Potosí ajudou muito, uniu o grupo. Saímos de lá muito focados e ficamos juntos até o fim da competição. Em todas as provas, contamos com a torcida dos outros nadadores do Brasil nas arquibancadas e isso foi o mais importante. Se tinha problemas para um, tinha para todo mundo."

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Touca do Leo

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A primeira medalha de Leo de Deus em Guadalajara veio na segunda-feira (17.10), nos 200m borboleta, depois de momentos de muita tensão. O nadador venceu a prova na piscina, com clara superioridade sobre os adversários, mas foi desqualificado porque, segundo os organizadores, sua touca, com a marca de um patrocinador, seria irregular. Depois, a organização voltou atrás e confirmou o ouro para o brasileiro. Os jornalistas quiseram saber o que passou na cabeça de Leo antes de saber que tinha sua medalha de volta. "Passou toda a minha carreira, tudo que eu abdiquei para chegar até aquele momento, todos os treinos... Foi uma explosão de sentimentos, que fica até difícil de falar. Eu fiquei feliz, triste, feliz de novo, costumo dizer que eu ganhei dois ouros: ganhei, perdi e depois ganhei de novo (risos). Fiquei muito feliz pelo fair play dos outros atletas, deles saberem que eu estava sendo injustiçado. Muito bom estar competindo ao lado de atletas assim", resumiu Leo.

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Também estreante em Pan-Americano, assim como Leo de Deus, Henrique Rodrigues (medalha de bronze nos 200m medley e ouro no revezamento 4x100m livre – nadou as eliminatórias) definiu como bom o seu resultado. "Estava voltando de uma lesão, um mês parado e conquistei duas medalhas, então foi positivo. Agora meu foco é total nas olimpíadas."

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Camisa do Flamengo no Pan

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Cielo agradeceu a recepção da presidente Patricia Amorim, que foi nadadora e defendeu o Brasil, e disse que representar o Flamengo "não é como nadar em um clube pequeno". É um clube que tem história na natação. "Estamos fazendo parte de um projeto de resgate da natação do clube, um projeto que terá continuidade. Nadar no Flamengo é especial, é muito bom chegar nas competições e encontrar uma faixa de torcida organizada."

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Cielo contou que em Guadalajara, as pessoas paravam sua mãe, Flávia, nas ruas
para saber do clube, porque ela estava usando a camisa do Flamengo. "O clube é muito forte e fazer parte desse resgate é uma sensação muito boa. Estamos respondendo na água esse investimento e queremos continuar a fazer nosso melhor. Ano que vem, acho que vamos brigar pelo título no Troféu Brasil."

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Leonardo de Deus acrescentou que o investimento de clubes como o Flamengo dão grande visibilidade para a natação. "Isso pode aumentar muito a prática do esporte. As crianças vêem os ídolos e querem praticar e isso é muito bom."

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Patricia observou que não tem como medir o valor que os nadadores trazem para a marca, mas o clube tem se diferenciado por apostar em outros esportes. "Acho que o Flamengo, hoje, é diferenciado por investir nos esportes olímpicos", afirmou a mandatária rubro-negra.

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Outra que optou pela natação do Flamengo na temporada foi Joanna Maranhão. "Estou muito feliz em voltar a treinar com a Rose e trabalhando muito, não só a parte física como a mental. Não tinha cabeça para lidar com algumas coisas. Eu tinha 17 anos e conquistei a vaga olímpica, não tinha noção e nem cabeça para enfrentar a pressão que viria com isso. Hoje tenho maturidade e renasci em um clube ótimo, grande. Tenho certeza que vou ser muito feliz aqui e sou muito grata pelo Flamengo ter me recebido tão bem", disse Joanna.