Arthur Antunes Coimbra
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Introdução
Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico (Rio de Janeiro, 3 de Março de 1953), foi um dos maiores jogadores de futebol do Brasil. Se notabilizou mundialmente a partir da conquista da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes pela equipe carioca do Flamengo, bem como por suas participações pela seleção brasileira nas Copas de 1982 (Espanha) e 1986 (México). Depois de sua aposentadoria dos gramados Zico ser tornou treinador e treinou à Seleção Japonesa de futebol na Copa do Mundo da Alemanha em 2006, o Fenerbahçe da Turquia, o CSKA Moscou da Russia, e o Olympiacos da Grécia.
Biografia
É considerado por muitos especialistas, profissionais do esporte e, em especial, os torcedores do Flamengo, o maior jogador brasileiro e o maior jogador da história do mundo. Atuou no Flamengo durante a maior parte de sua carreira, entre 1967 e 1989, com uma interrupção entre 1983 e 1985, período em que esteve na Itália, jogando pela Udinese. Não são poucos, também, os que o consideram como o melhor jogador de futebol dos anos 80.
No Flamengo, Zico liderou a conquista de quatro (4) títulos nacionais, em 1980, 1982, 1983 e 1987, da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1981, dentre diversos outros títulos, no período chamado de "Era Zico". Por conta disso, é até hoje o maior ídolo da torcida do Flamengo.
No Mundial Interclubes de 1981, o título mais importante do Flamengo, Zico e toda a equipe tiveram uma exibição primorosa contra o Liverpool, considerado pela imprensa o "time europeu da década", tendo conquistado entre 1973 e até o jogo contra o Flamengo cinco campeonatos ingleses e três Copa dos Campeões da UEFA. Ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, Zico teria dito: "eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso".
Tem uma esposa, Sandra, com quem teve três filhos: Júnior, Bruno e Tiago. Mede 1,72 cm, e pesa 72 kg.
Flamengo
O início de sua carreira
Zico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiúva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no River Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho.
No River, seu futebol ainda menino chamou a atenção. Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso Garcia, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no River Futebol Clube, onde jogava com a camisa do Santos, e o levou para a escolinha de futebol do clube.
Zico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco da Gama, cujo placar terminou 2 a 1 para o time rubronegro, em que o debutante deu o passe para Fio Maravilha marcar o gol da vitória. Zico só foi se firmar como titular na equipe em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física que incluía dedicação de boa parte de seu dia, desde quando chegou ao clube, em 1967 (quando ainda estava na escola), a um trabalho de fortalecimento muscular, devido ao corpo antes franzino. E devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino".
Ainda atuando pelo time juvenil, participou de duas partidas pela equipe principal do Flamengo no Campeonato Carioca de 1972, o bastante para conquistar seu primeiro título como profissional. Ainda demoraria, entretanto, dois anos para firmar-se no elenco e enterrar a imagem de um jogador de físico fraco, que sucumbia à primeira pancada dos adversários. Após esses dois anos, em 1974 (quando também recebeu a camisa 10), começava a demonstrar futebol empolgante, com dribles, lançamentos e arrancadas fulminantes em direção ao gol e também a habilidade que lhe caracterizaria, a de cobrar milimetricamente as faltas que batia.
Neste ano, conquistou seu segundo Carioca pelo Flamengo, o primeiro como titular e camisa 10, liderando uma equipe jovem em decisões contra as equipes mais experientes de Vasco e América (onde há época jogava seu irmão Edu). No Campeonato Brasileiro, recebeu sua primeira Bola de Ouro da Revista Placar, eleito pela publicação o melhor jogador do campeonato.
Nos três anos seguintes, entretanto, Zico viu rivais comemorarem o título estadual: o Fluminense de Rivellino foi bicampeão em 1975 e 1976 e, mais dolorosamente, o Vasco levou a taça em 1977 após decisão por pênaltis contra o Flamengo, em que Zico, tendo a chance de dar o título a seu clube se convertesse sua cobrança, perdeu. A série de pênaltis prosseguiria e terminaria em vitória vascaína..
A "Era Zico"
A partir de 1978, entretanto, o Flamengo ingressaria em um período áureo sob o comando em campo de Zico. Com um futebol quase perfeito, só possível de ser parado com violência, Zico conquistou um tricampeonato carioca, o terceiro do clube, nas edições daquele ano com as duas realizadas em 1979, mesmo ano em que o time conquistaria o prestigiado torneio amistoso Ramón de Carranza, com destaque para a vitória por 2 x 1, em que ele marcou um dos gols, sobre o Barcelona de Johan Neeskens, Allan Simonsen, Hans Krankl e Carles Rexach. Em 1979 ele também marcou seu 245º gol, em partida contra o Goytacaz, superando Dida como o maior artilheiro da história do Flamengo.
No ano seguinte, viria finalmente o inédito título no Campeonato Brasileiro. As finais foram contra o Atlético Mineiro de Reinaldo, Toninho Cerezo e Éder. Contundido, Zico não jogou a primeira partida, em que os alvinegros venceram, no Mineirão, por 1 x 0. Voltou ao time no jogo de volta, no Maracanã, tendo dado passe para o primeiro gol e marcando o segundo do Flamengo na vitória por 3 x 2 que lhe deram pela primeira vez às suas mãos a taça de campeão nacional. Ainda em 1980, Zico conquistaria com o Flamengo outros dois torneios amistosos europeus: o Torneio Astúrias e Algarve, com vitórias sobre Real Sociedad e Spartak Sófia; e um bi no Ramón de Carranza, passando por Dínamo Tbilisi e Real Betis.
Com o título nacional, o clube credenciou-se pela primeira vez para disputar a Taça Libertadores da América. Na fase de grupos, o Flamengo teve que novamente superar o Atlético, em partida-desempate marcada pela expulsão de cinco jogadores do adversário, o que deu a vitória aos rubronegros após apenas dez minutos de jogo. O time chegou à decisão, onde enfrentaria os chilenos do Cobreloa. Zico marcou os dois gols na vitória por 2 x 1 na partida de ida, no Maracanã. A de volta, no Chile, foi marcada pela enorme violência dos rivais, especialmente de seu zagueiro Mario Soto, que agrediu com um anel afiado os flamenguistas Andrade e Lico. Os chilenos venceram por 1 x 0 e, pelo regulamento da época, o troféu seria decidido em campo neutro, que foi em Montevidéu, no Estádio Centenário. Zico novamente marcou os dois gols da vitória, dessa vez de 2 x 0, o segundo deles, a dez minutos do fim, em uma de suas mais inesquecíveis cobranças de falta.
O título continental foi seguido por mais um Carioca, sobre os rivais do Vasco, em partida dedicada ao técnico Cláudio Coutinho, falecido antes do primeiro jogo da decisão. O Campeonato Carioca já havia reservado a alegria de ter imposto uma goleada de 6 x 0 sobre o Botafogo, devolvendo uma derrota de nove anos antes que ainda ressoava entre as duas torcidas. O ano mágico de 1981 terminava da melhor forma possível: da decisão estadual, o time foi para Tóquio enfrentar os britânicos do Liverpool no Mundial Interclubes.
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A equipe inglesa era amplamente favorita: nos últimos oito anos, havia conquistado cinco vezes o campeonato inglês, uma Copa da UEFA e três Liga dos Campeões da UEFA, possuindo um elenco de respeitados jogadores das Seleções Inglesa e Escocesa, que não deixaram de fitar com superioridade os brasileiros no vestiário, antes da partida. O título mundial, que até então só havia vindo ao Brasil por meio do Santos de Pelé, foi conquistado após exibição primorosa do Flamengo, que venceu por 3 x 0. Os três gols, marcados todos ainda no primeiro tempo, saíram de jogadas de Zico: no primeiro e no terceiro, por assistência direta a Nunes e, no segundo, marcado por Adílio, após cobrança de falta do Galinho rebatida pelo goleiro adversário Bruce Grobbelaar. Eleito o melhor em campo mesmo sem ter marcado, recebeu como premiação individual um cobiçado carro esporte da patrocinadora da partida, a Toyota. Ainda antes da partida, ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, teria dito: "eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso". Durante ela, desesperado, o goleiro Grobbelaar gritava ao zagueiro e capitão Phil Thompson: "Joga o Zico para longe, Thompson, joga o Zico para longe, em nome de Deus!". Após, o técnico adversário, Bob Paisley, declarou: "Vocês jogam um jogo que desconhecemos. Vocês dançam, isso devia ser proibido". |
A Era de Ouro no Flamengo prosseguiu no ano seguinte, em que o clube conquistou o único título que faltara em 1981, o Campeonato Brasileiro, em campanha destacada por vitórias fora de casa, mais uma resposta às críticas de que o time (e Zico) só jogavam bem no Maracanã: dois 4 x 3, sobre Náutico e São Paulo; dois 3 x 2 sobre o Internacional e Guarani - nesta partida, Zico marcou os três gols da vitória. Para completar, A taça também foi conquistada fora de casa, contra o Grêmio, em vitória por 1 x 0 com nova assistência de Zico a Nunes. O Galinho já havia sido heroi no primeiro jogo da decisão, marcando um gol de trivela no canto esquerdo de Emerson Leão, empatando uma partida em casa que já estava acabando.
Em 1983, o Flamengo igualava-se aos gaúchos do Internacional como maior vencedor do Brasileirão, conquistando seu terceiro título. O sabor foi mais especial por ter eliminado no caminho o Vasco, nas quartas-de-final, com Zico marcando o gol do empate (que garantia a classificação flamenguista) aos 44 minutos do segundo tempo. As finais foram contra o Santos. Os paulistas, que aspiravam a seu primeiro título no torneio, haviam vencido o jogo de ida por 2 x 1. Na volta, jogando machucado, Zico ruiu o sonho santista ao marcar antes do primeiro minuto, em partida terminada em vitória rubronegra por 3 x 0. Zico ergueu a taça consciente de que seria sua até então última partida pelo Flamengo: embora ainda não divulgada a transferência, o Galinho já sabia se sua venda para a equipe italiana da Udinese, em transferência já acertada um mês antes da decisão e mantida em sigilo para eventuais protestos da torcida não atrapalharem a caminhada rumo ao título.
Volta
Após duas temporadas na Itália, Zico voltou no segundo semestre de 1985 ao time do coração. Os festejos, entretanto, deram lugar à agonia pouco depois, após sofrer falta desleal de Márcio Nunes, em partida contra o Bangu. A pancada devastou suas pernas: Zico teve torções nos dois joelhos e no tornozelo esquerdo, contusão na cabeça do perônio esquerdo e profundas escoriações na perna direita. Teve de se submeter a três cirurgias no joelho esquerdo e a longo período de recuperações devido as consequentes problemas musculares. Só optou por elas pois teria de encerrar a carreira se não as fizesse.
"Decidi tentar, pois não admitia a ideia de ser obrigado a abandonar os campos. Queria um dia parar com o futebol e não o futebol parar comigo", declarou Zico que, em virtude da recuperação, teve a curvatura da perna esquerda alterada, tendo de alterar também a sua forma de pisar. Havia também a motivação extra pela realização de nova Copa do Mundo, no ano seguinte. Para voltar a jogar, teve de suportar até oito horas diárias na sala de musculação da Gávea, lutando para conseguir novos centímetros para a perna esquerda, que sofrera atrofia.
A resposta aos que já o consideravam ex-jogador veio em fevereiro de 1986, às vésperas da Copa: contra o rival Fluminense, Zico marcou três gols - um de falta - em vitória flamenguista por 4 x 1. No Flamengo, a recompensa viria com o título estadual naquele ano e, no seguinte, com o tetracampeonato brasileiro, conhecido como Copa União, já com ele tendo alterado seu estilo de jogo: substituiu seu ímpeto pela cadência, os dribles rumo ao gol por toques de primeira e lançamentos.
A taça de 1987 seria a última taça levantada pelo Galinho no Flamengo. Sua última partida profissional terminou da melhor forma: em inesquecível goleada de 5 x 0 sobre o Fluminense, em Juiz de Fora, em jogo em que Zico não poupou dribles, lançamentos e um novo inesquecível gol de sua especialidade: "Era tudo o que queria. Terminar com um gol e justo do jeito que eu mais gosto: de falta".
Seleção Brasileira
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Atuou pela seleção brasileira de futebol de 1976 à 1986, tendo marcado 66 gols em 89 partidas e perdido uma única partida no tempo normal de jogo, contra a Itália, no estádio do Sarriá, na Copa da Espanha, em 1982. Participou ainda das Copas do Mundo de 1978, e 1986. Sua estréia na seleção ocorreu numa excursão na qual o Brasil enfrentou países sul-americanos. Fez belos gols de falta e assumiu a condição de maior esperança do Brasil após o término da carreira de Pelé. Sua participação na Copa de 1978, contudo, foi curta, tendo sido encerrada logo na primeira fase após sofrer uma grave contusão muscular, contra a Polônia. Seu auge foi na Copa de 1982, mas acabou vendo frustada mais uma vez a sua vontade de ganhar uma Copa, quando o Brasil foi eliminado pela Itália. Marcado de perto pelo zagueiro Claudio Gentile, o Galinho chegou a ter sua camisa rasgada em um puxão dado pelo italiano dentro da grande área, mas o árbitro incrivelmente ignorou o lance e não marcou pênalti. |
Na sua última chance de ser campeão de uma copa como jogador, em 1986, Zico acabou sendo responsabilizado pela desclassificação de sua equipe diante da França, nas quartas-de-final do torneio. Na sua segunda partida na Copa, Zico fez um lançamento preciso e milimétrico para o jogador Branco, que foi derrubado dentro da grande-área, tendo o juiz marcado penalidade máxima. Zico, cobrador oficial de pênaltis da seleção, teve o pênalti defendido pelo goleiro Batts no tempo normal de jogo, que acabou empatado em 1 a 1. Ele converteu sua cobrança na decisão por penalidades, mas a França venceu por 4 a 3. Os jogadores Michel Platini, pela França, e Sócrates e Júlio César, pelo Brasil, erraram suas cobranças.
Pela Seleção Pré Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatório para as Olímpiadas, um dos destaques da Seleção. Inclusive fez o gol da classificação, porém foi de maneira suspeita cortado dos Jogos.
Na Copa do Mundo de 1990, o técnico Sebastião Lazaroni chegou a conversar com Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não disputar a Copa. Com outros planos, o Galinho optou por não jogar.
Udinese
Quando Zico chegou na Udinese, seu futebol de craque e o exemplo de humildade, de simplicidade levaram a redescobrir o charme discreto e a humanidade de Udine. Suas qualidades deram status e vida a uma cidade quieta e silenciosa demais. Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande metamorfose operada por ele foi o jornalista italiano, do "Il Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de seguir os passos do Galinho, Luigi Maffei.
"Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo".
Muito impressionante foi a repercussão da contratação do craque pela Udinese: "ou Zico ou Áustria".
Foi uma manifestação iniciada pela torcida do Udinese e por grande parte da população da cidade, em pé de guerra contra a realização dos dirigentes de Roma, que consideravam absurdo aprovar uma operação de US$ 4 milhões, a maior até então do futebol italiano, para a contratação de um jogador.
Era muito nítida a mensagem da torcida e da população: sem Zico, eles preferiam voltar sob o domínio austríaco, situação que existiu no Friuli até 1866. Essa ameaça separatista foi levada muito a sério pelo então presidente italiano, Sandro Pertini, que interveio a favor da contratação de Zico.
Na sua chegada, duas mil pessoas o esperavam. Parecia quase um papa acenando para a multidão. O que poucos sabem no Brasil, é que Zico marcou muitos (e belos) gols pela Udinese. Em uma temporada ficou apenas um gol atrás do artilheiro, o francês Michel Platini (da Juventus), que havia jogado seis partidas a mais que o Galinho.
Em uma sondagem realizada (11/2006) pelo jornal italiano La Repubblica, sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro. A pesquisa aponta os 10 (dez) brasileiros que mais marcaram o futebol do país, são eles: Zico, Falcão, Kaká, Careca, Júnior, Ronaldo, Cerezo, Aldair, Cafu e Emerson.
A contusão
Zico retornou ao Flamengo em 1985, muito festejado pela torcida, mas, no mesmo ano, sua carreira sofreu o mais duro golpe. Em uma partida contra o Bangu, o jogador Márcio Nunes cometeu uma falta desleal, entrando com os dois pés no joelho esquerdo de Zico. A jogada rompeu os ligamentos cruzados do joelho do jogador, que teve que se submeter a diversas operações e, segundo ele, "aprender a andar de novo". Mais tarde disse não guardar mágoas do zagueiro.
Política
De 1990 à 1991, durante o governo do Presidente Fernando Collor, foi Secretário Nacional de Esportes..
Japão
Em 1991, retornou ao futebol, para disputar o campeonato japonês. Seu retorno aos gramados, junto com outros jogadores famosos já aposentados ou em vias de se aposentar é hoje apontado como uma das maiores razões da popularização do futebol no Japão.
Em 1994, deixou definitivamente de atuar como futebolista. No Japão ele atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994.
O Galinho ganharia também uma bela estátua em sua homenagem. Zico é muito reverenciado no Japão, e outra prova disso, é o apelido carinhoso "God of Soccer" (Deus do Futebol).
Treinador
Desde junho de 2002 exerceu o cargo de técnico da seleção japonesa de futebol. Apesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo, Zico nunca aceitou. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando divídas e maus resultados. É atualmente técnico de futebol e de 2004 até 2006 dirigiu a seleção do Japão, que, apesar de ter sido a primeira classificada, foi eliminada na primeira fase da Copa do Mundo de 2006. Foi também campeão asiático com a seleção japonesa em 2004. Após a copa foi contratado para treinar a equipe do Fenerbahçe, da Turquia.
Estatísticas nos clubes
| Time | Número de Gols | Partidas | Média de Gols |
| Flamengo | 509 | 732 | 0,70 |
| Udinese | 56 | 79 | 0,70 |
| Sumitomo | 27 | 31 | 0,87 |
| Kashima Antlers | 27 | 57 | 0,47 |
| Seleção Brasileira | 66 | 88 | 0,75 |
| Seleção Brasileira de Masters | 10 | 18 | 0,56 |
| Outros | 131 | 176 | 0,75 |
| Total | 826 | 1180 | 0,70 |
Estatísticas no Flamengo
| Ano | Jogos | Gols Marcados | Assistências | Cartão Amarelo | Cartão Vermelho |
| 1971 | 17 | 2 | - | - | - |
| 1972 | 8 | 0 | - | - | - |
| 1973 | 52 | 13 | - | - | - |
| 1974 | 64 | 49 | - | - | - |
| 1975 | 76 | 51 | - | - | - |
| 1976 | 72 | 56 | - | - | - |
| 1977 | 45 | 39 | - | - | - |
| 1978 | 34 | 26 | - | - | - |
| 1979 | 70 | 81 | - | - | - |
| 1980 | 53 | 47 | - | - | - |
| 1981 | 58 | 45 | - | - | - |
| 1982 | 56 | 48 | - | - | - |
| 1983 | 30 | 20 | - | - | - |
| 1985 | 13 | 7 | - | - | - |
| 1986 | 6 | 4 | - | - | - |
| 1987 | 18 | 6 | - | - | - |
| 1988 | 26 | 6 | - | - | - |
| 1989 | 33 | 9 | - | - | - |
| 1990 | 1 | 0 | - | - | - |
| Total | 732 | 509 | - | - | - |
Títulos
Como jogador
Flamengo
- Mundial Interclubes: 1981
- Taça Libertadores da América: 1981
- Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983 e 1987
- Campeonato Carioca (7): 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (Especial), 1981 e 1986
- Taça Guanabara (9): 1972, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1988 e 1989
- Troféu Ramón de Carranza (2): 1979 e 1980
- Torneio de Goiás: 1975
- Torneio de Jundiaí: 1975
- Taça Rio de Janeiro: 1986
- Taça Euzébio de Andrade: 1987
- Copa Kirin (JAP): 1988
- Troféu Colombino: 1988
- Torneio de Mato Grosso: 1976
- Troféu Ciudad de Santander: 1980
- Torneio de Nápoles: 1981
- Torneio de Hamburgo (ALE): 1989
- Campeonato Carioca Infantil: 1969
- Campeonato Quadrangular Infantil: 1969
- Campeonato Carioca Juvenil: 1972
Seleção Brasileira
- Torneio Pré-Olímpico: 1971
- Copa Roca: 1976
- Copa Rio Branco: 1976
- Mundialito de Cáli (COL): 1977
- Torneio Bicentenário dos EUA: 1976
Seleção Brasileira Masters
Seleção Brasileira de Futebol de Praia
- Mundial de Futebol de Praia (2): 1995 e 1996
- Copa América de Futebol de Praia (2): 1995 e 1996
- Torneio Internacional de Futebol de Praia (JAP)
Udinese
- Torneio Quadrangular de Udine: 1983
Kashima Antlers
- Copa Muroran (JAP): 1992
- Copa Suntory (1ª fase): (JAP) 1993
- Meiers Cup (JAP): 1993
- Pepsi Cup (JAP): 1993
Como técnico
Seleção Japonesa
Fenerbahçe
Bunyodkor
CSKA Moscou
Prêmios
- Melhor Jogador do Futebol Brasileiro nos últimos 30 anos - Rede Globo / Esporte espetacular (BRA) - (2003)
- Melhor jogador das Américas eleito pelo jornal El Mundo (VEN) - (1977)
- Melhor jogador da Seleção do Resto do Mundo "FIFA" Copa do Mundo de 1978 (1979)
- Melhor jogador das Américas eleito pelo jornal El Mundo (VEN) 1981
- Melhor jogador do Mundo eleito pelo El Mundo (VEN), Guerin Sportivo (ITA), El Balón (ESP), e revista Placar (1981)
- Melhor jogador da Copa Libertadores da América (1981)
- Melhor jogador da final do Mundial Interclubes (1981)
- Melhor jogador das Américas eleito pelos jornais El Gráfico (ARG) e El Mundo (VEN) - (1982)
- Chuteira de bronze Copa do Mundo 1982
- Craque do time das estrelas da Copa do Mundo 1982 (World cup all-star team player) - (1982).
- Melhor jogador do Mundo eleito pela revista inglesa "World Soccer" (1983)
- Premio Chevron " Melhor jogador do Campeonato Italiano " Temporada 1983-84 - (1984)
- 3º Melhor jogador do Mundo "World Soccer" (1984)
- Melhor jogador da "Copa do mundo de futebol de areia (1995)
- Melhor drible do Fifa Street 2 - "Ginga" (2006)
- Bola de Prata - Revista Placar - (1987)
- Bola de Prata - Revista Placar - (1982)
- Bola de Prata - Revista Placar - (1977)
- Bola de Prata - Revista Placar - (1975)
- Bola de Prata - Revista Placar - (1974)
- Bola de Prata (artilheiro) - Revista Placar - (1982)
- Bola de Prata (artilheiro) - Revista Placar - (1980)
- Bola de Ouro - Revista Placar - (1982)
- Bola de Ouro - Revista Placar - (1974)
- Décimo quarto Maior jogador do Século XX pela IFFHS
- Sétimo Maior jogador Sulamericano do Século XX Pela IFFHS
- Terceiro Maior jogador Brasileiro do século XX pela IFFHS
- Nono Maior jogador do Século XX pela revista - France football
- Décimo oitavo Maior jogador do Século XX pela revista inglesa - World Soccer
- Nono maior artilheiro do Mundo na história do futebol em campeonatos de primeira divisão, com 406 gols - IFFHS
- Maior goleador meio campista do Mundo na história do futebol em partidas oficiais, com 522 gols - IFFHS
- FIFA 100
- Hall da fama do futebol internacional - IFHOF (International Football Hall of Fame) - 1997
- Hall da fama FIFA - 2000
- Premio Golden Foot Award (Lenda do Futebol) - 2006
Recordes
- Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada - 49 gols - 1974
- Maior goleador do Maracanã num único campeonato - 30 gols - 1975
- Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada - 56 gols - 1976
- Zico foi quem mais marcou num único jogo no Maracanã - 6 gols, na goleada de 7 a 1 do Flamengo contra o Goytacaz - 1979
- Marcou 81 gols em 70 partidas com a camisa do Flamengo - 1979
- Artilheiro da temporada no Brasil - 59 gols - 1982
- Recorde de gols em partidas seguidas no Campeonato Japonês - 11 gols em 10 jogos seguidos - 1992
- Maior artilheiro de todos os tempos do Estádio Mário Filho (Maracanã) - 333 gols
- Maior vencedor da Bola de Ouro Sulamericana, prêmio "Rei da América" oficial El Mundo (VEN)
- Maior vencedor de todos os tempos do prêmio Bola de Prata / Bola de Ouro - Revista Placar.
- Maior artilheiro da história do Flamengo - 568 gols
- Maior artilheiro meio campista do mundo em todos os tempos - gols oficiais 522, gols no total 826
- Maior artilheiro da Seleção Brasileira em eliminatórias de copas do Mundo com 11, gols
Artilharia
- Campeonato Carioca de Escolinha - 26 gols - 1970
- Campeonato Carioca Infantil 1 - 9 gols - 1971
- Campeonato Carioca Profissional - 30 gols - 1975
- Taça Guanabara - 10 gols - 1975
- Mundialito de Cali - 8 gols - 1977
- Campeonato Carioca - 27 gols - 1977
- Campeonato Carioca - 19 gols - 1978
- Campeonato Carioca - 26 gols - 1979
- Campeonato Carioca - 34 gols - 1979 (Especial)
- Torneio Ramón de Carranza - 3 gols - 1979
- Torneio Ramon de Carranza (ESP) - 2 gols - 1980
- Torneio de Santander (ESP) - 3 gols - 1980
- Campeonato Brasileiro - 21 gols - 1980 (Rendendo também o prêmio de Bola de Prata da Revista Placar)
- Taça Libertadores da América - 11 gols - 1981
- Torneio de Nápoles (ITA) - 4 gols - 1981
- Campeonato Brasileiro - 21 gols - 1982 (Rendendo também o prêmio de Bola de Prata da Revista Placar)
- Taça Guanabara - 12 gols - 1982
- Campeonato Carioca - 21 gols - 1982
- Campeonato Italiano - 19 gols- 1983
- Campeonato Japonês - 21 gols - 1992
- Copa do mundo de futebol de areia - 9 gols - 1995
Ver também
Links externos
- Página oficial de Zico
- Matéria especial sobre Zico, no auge de sua carreira pela Revista Veja
- Homenagem aos 50 anos do Zico, com entrevistas e depoimentos
- Homenagem ao Zico no site oficial da Udinese "ARRIVA SUA MAESTA' ZICO "
- Homenagem do site Globo.com, pelos 25 anos da conquista do Mundial Interclubes


