Campeonato Brasileiro 1987

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Campeonato Brasileiro de Futebol
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Revista Placar de 1987

Conteúdo

Contexto da Competição

Taças dos 5 primeiros títulos

Desde 1971, o Campeonato Brasileiro de Futebol já havia sido chamado de Campeonato Nacional de Clubes (de 71 a 74), Copa Brasil (de 75 a 79, 84 e 86), Taça de Ouro (80 a 83 e 85) e Copa João Havelange (apenas em 2000). O Campeonato Nacional só passou a ser chamado de Campeonato Brasileiro a partir de 1989. Os Campeonatos Brasileiros realizados em 1987 e 1988 ficaram conhecidos como Copa União. A Copa União de 1987 tinha o nome oficial de “João Havelange”. “União” foi apenas um nome simbólico aproveitado posteriormente para ser usado em homenagem a um dos patrocinadores ao mesmo tempo em que representava aquele histórico momento de superação no qual se agrupavam os principais clubes de futebol do país em torno de um único objetivo, apesar de toda rivalidade que sempre existiu.

O campeonato nacional era organizado pela antiga CBD, entidade que comandava todos os esportes no Brasil e passou a ser organizado pela CBF a partir de 1980. Em 1987, o campeonato nacional foi organizado pelos mais consagrados clubes de futebol do País, algo semelhante ao que acontece hoje com as famosas Ligas Européias que organizam a primeira divisão dos principais campeonatos nacionais deste continente como a Bundesliga na Alemanha, a Liga das Estrelas na Espanha, etc., incluindo a poderosa Premier League na Inglaterra[1]. 87 foi o ano da revolução no futebol brasileiro. Revoltados com o imenso prejuízo nos últimos anos, os treze maiores clubes do país bateram o pé, enfrentaram a CBF.

Tamanha era a falta de crédito da CBF que alguns clubes tradicionais até já ameaçavam não disputar o campeonato nacional caso a CBF ficasse novamente como "organizadora" da competição. Santos, Corinthians e São Paulo já havia se recusado a participar do Campeonato Brasileiro de 1979 em boicote ao excesso de clubes. Em 1987, a CBF passava por uma grave crise econômica, confusão administrativa devido a disputas políticas internas entre os dois presidentes e seguidas acusações de compra de votos pela eleição dos dois novos dirigentes da entidade no ano anterior.[2] Então em junho de 1987, Octávio Pinto Guimarães, presidente da entidade, anunciou publicamente via imprensa que a CBF não tinha condições financeiras de organizar o daquele ano.(1) Notícia que em seguida foi confirmada também pelo seu vice-presidente Nabi Abi Chedid que além de confirmar a situação deu todo o aval para que o presidente do São Paulo F.C., na época Carlos Miguel Aidar, tomasse a iniciativa de convencer os principais clubes do Brasil a fundarem uma associação que os representassem e teria como primeiro objetivo a organização do Campeonato Brasileiro de 1987.

Na manhã de sábado do dia 11 de julho de 1987 no Morumbi foi fundado a “União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro - Clube dos Treze” que reunia os representantes dos 12 principais clubes de futebol do país na época mais a inclusão do Bahia que também estava presente. Os membros fundadores da associação foram os quatro grandes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; os quatro grandes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo; os dois grandes de Minas Gerais: Atlético-MG e Cruzeiro e os dois maiores do Rio Grande do Sul: Internacional-RS e Grêmio, incluindo o Bahia que de acordo com um levantamento feito pelo Jornal do Brasil representavam juntos na época 95% de todas as torcidas do futebol brasileiro [3]. O idealizador do evento, Carlos Miguel Aidar, foi eleito também o presidente da nova entidade, permanecendo no cargo até abril de 1990. Os clubes paulistas Guarani e Portuguesa de Desportos foram anteriormente convidados a fazer parte do grupo, porém não concordaram com a ideia da nova liga e se recusaram a participar.

Reunidos na nova associação, apesar das ameaças de desfiliação por parte da CBF, com o respaldo da FIFA, agregaram um novo elemento ao mundo do futebol brasileiro, ou pelo menos inédito: o projeto de marketing. Patrocinados pela Varig (para os custos com as viagens), Rede Globo de Televisão (para venda dos direitos de transmissão), Dover (empresa de plásticos), Editora Abril e a Coca-Cola que estampou seu logotipo na camisa de todos os clubes com exceção de Flamengo (Petrobrás), Corinthians (Kalunga) e Palmeiras (Agip), São Paulo (Bic), Santos (Suvinil) e Internacional-RS (Aplub), pois estes já tinham patrocínio próprio e deveriam cumprir contrato. Assim, o Clube dos 13 acabou com a dependência que o nosso futebol tinha do paternalismo governamental e da CBF, e organizou a Copa União, que representaria o Campeonato Brasileiro daquele ano com o apoio da própria CBF.

Apesar das divergências e a inegável insatisfação histórica dos clubes com a Confederação. A criação da Copa União só surgiu após uma conciliação entre a CBF e o Clube dos 13, já que uma desobediência à entidade poderia provocar reações da FIFA.

Inicialmente o campeonato consistia na seguinte proposta: uma competição com 13 clubes em turno e returno (nos moldes dos campeonatos europeus), e outros 16 na Segunda Divisão. A partir de 1988, 16 na Primeira Divisão e 16 na Segunda. No entanto, a única exigência da CBF para a realização da Copa União pelo Clube dos 13 era que se incluíssem pelo menos mais três clubes de Estados diferentes [4]. Cumprindo a exigência da CBF o Clube dos 13 pediu as Federações dos estados de Goiás, Paraná e Pernambuco, que cada uma indicasse um representante para entrar como convidado no torneio. Os outros três clubes indicados pelas Federações Paranaense, Goiana e Pernambucana foram respectivamente: Coritiba, Goiás e Santa Cruz que na época em suas respectivas regiões tinham melhor desempenho em campeonatos nacionais e também eram os mais populares formando assim um total de 16 participantes no torneio.

Não houve critérios técnicos para a escolha dos outros três participantes e em contrapartida, deixaram de fora o Guarani-SP, e o América-RJ, respectivamente vice-campeão e 4ª colocado do ano anterior, ainda assim a CBF não fez qualquer objeção quanto a isso, pois excluir da disputa da competição do Campeonato Brasileiro os clubes com colocações regulares no campeonato anterior não seria uma prática exclusiva do Clube dos 13. Por diversas vezes, a própria CBF promoveu novamente clubes rebaixados, rebaixou clubes que não tinham caído para a Segunda Divisão e já havia usado até a melhor média de público como critério de classificação (sempre com o mesmo intuito de beneficiar os grandes clubes). Em outras oportunidades também a CBF não promoveu clubes que venciam a Segunda Divisão (como no caso do Villa Nova-MG campeão em 1971 não ter ido para a elite do futebol em 1972, o Sampaio Corrêa-MA em 73 e a Juventus-SP em 84).

A idéia da Copa União era de diminuir os prejuízos obtidos nos jogos sem importância contra clubes menores, pois como a CBF havia desistido de organizar o campeonato alegando falta de recursos para arcar com as despesas, então “quem pagaria a conta desses jogos menores seriam os grandes clubes”, por isso, a solução alegada pelos maiores clubes do país foi de selecionar os competidores conforme a tradição e popularidade que esses clubes tinham a nível nacional.

Em 1986 a CBF não realizou a Segunda Divisão, os clubes da Série B disputaram o mesmo campeonato com os clubes da Série A. O campeonato nacional de 1986 ficou marcado por ser um dos mais desorganizados de todos, contou com a participação de 80 clubes e ficou meio confuso distinguir quem estava na primeira divisão ou não no ano seguinte. O Conselho Nacional de Desportos e a CBF decidem que os 24 melhores colocados da Copa Brasil de 1986 disputariam a primeira divisão do ano seguinte. O CND como maior instância esportiva na época, era também a maior autoridade no Futebol, não tinha apenas função normativa, mas disciplinadora e reguladora de todos os esportes. Tinha poderes plenos para fazer intervenções no Campeonato Brasileiro de Futebol, revogar determinações da CBF, contrariar a entidade e decidir questões controversas envolvendo o desporto nacional, conforme o art. 41 da Lei 6.251/75. Em 1986, o CND, desfavorecendo a CBF, deu o ganho dos pontos em favor do Joinville na partida em que seu adversário, o Sergipe, teria disputado com um jogador dopado no empate de 1x1, o que obrigou a CBF a procurar outra solução para o caso, que foi de incluir mais três clubes já eliminados, já que essa resolução deixaria o Vasco fora da competição[5]. Clubes que historicamente tinham um retrospecto regular na competição como Botafogo e Coritiba (campeão nacional de 1985) ficariam de fora dessa lista para o ano seguinte [6], mas se sentido prejudicados com o “inchaço” do campeonato entraram com um processo na Justiça Comum.

Até 1986 ainda não existia o sistema de rebaixamento, esse critério só foi adotado, na Prática por imposição da FIFA[7], a partir da Copa União de 1988 (que foi vencida pelo Bahia), o único critério válido para se classificar para o campeonato nacional da primeira divisão, até então, era obtendo as primeiras colocações nos campeonatos estaduais (portanto, era possível que o vice-campeão ou o quarto colocado não disputasse o campeonato da primeira divisão no ano seguinte). Critério que a CBF várias vezes descumpriu (como fez com a promoção do Santos no ano de 1983, pois as vagas destinadas aos clubes paulistas eram até a oitava colocação do Paulistão e o time da Vila ficou em nono. O Vasco também não teria atingido o índice em 83, mesmo assim permaneceu na Série A. Em 86 a mesma história se repetiu, o beneficiado desta vez foi o Botafogo). Em 1993, já adotado o novo sistema de rebaixamento, a CBF teria descumprido mais uma vez com uma “virada de mesa” em favor do Grêmio. Em 2000 seria o Clube dos 13 mais uma vez a descumprir o critério técnico recolocando o Fluminense na primeira divisão quando organizou a Copa João Havelange.

Para prestigiar seus compromissos políticos com as demais federações nacionais em 1987, a CBF organizaria dois campeonatos que foram nomeados por módulos: "Amarelo", que representaria a Segunda Divisão e os Módulos "Azul" e "Branco" que representariam a Terceira Divisão. Nos módulos "Azul" e "Branco" classificariam 12 equipes para a Segunda Divisão de 1988. Porém, esta edição da Série C não passou a ser reconhecida pela própria CBF como a Terceira Divisão do Brasileirão.

A Segunda Divisão que desde 1971 já havia se chamado de "Taça de Prata" e de "Taça CBF", dessa vez foi batizada de "Roberto Gomes Pedrosa". Quando a CBF decidiu criar o chamado "Módulo Amarelo" em 87 (Segunda Divisão)(2), a Confederação usou como critério a participação dos clubes de menor expressão que se classificaram entre os 28 da Copa Brasil de 1986 que não estavam disputando a Copa União, mas na hora de fazer a seleção faltou com o critério quando deixou de incluir a Ponte Preta em favor do Sport e do Vitória que participaram apenas como convidados.

Mais adiante a Confederação passou a temer que os clubes de repente passassem a acreditar que ela não fosse mais útil. O que na prática ficou comprovado. Quando tudo parecia resolvido, apareceu outro grave problema. A CBF que já estava pressionada politicamente ficou ambicionada pelo enorme sucesso comercial da competição organizada pelo Clube dos 13 e se arrependeu de ter renunciada a responsabilidade de organizar a competição. Quando o campeonato já estava acontecendo, a CBF voltou atrás e quis mudar o regulamento em vigor da Copa União que já estava em disputa. Para isso, a entidade decidiu incluir de alguma forma na competição os 16 clubes do qual ela chamou de "Módulo Amarelo".

Para conciliar os interesses da CBF com o Clube dos 13, a Copa União passaria a se chamar "Módulo Verde" e, a princípio, esses clubes do chamado "Módulo Amarelo" que disputavam um campeonato paralelo à Copa União seriam apenas a segunda divisão do Brasileirão daquele ano, porém, no final deveria haver um cruzamento entre os campeões e vices de ambos os campeonatos para decidir quem seriam os dois representantes do Brasil que disputariam a Taça Libertadores da América no ano seguinte(2)[8]. Ainda que aparentemente fosse algo absurdo, não houve qualquer relutância quanto a essa proposta e o impasse se deu como resolvido. Curiosamente uma vaga na Libertadores não interessava tanto aos clubes nacionais quanto hoje (possivelmente, isso explica o motivo dos argentinos serem os maiores vencedores da competição). Mas em seguida a CBF muda seu discurso e a partir da quinta rodada deixa de considerar a Copa União como o Brasileirão, passando a considerar também o "Módulo Amarelo" como primeira divisão juntamente com a Copa União (chamada pela CBF de "Módulo Verde"). A mudança do regulamento proposta pela CBF seria de que nesse cruzamento entre os campeões e vices dessas duas divisões também fosse decidido quem era o Campeão Brasileiro de 1987. Porém, não houve o acordo e obviamente isso acabou gerando uma grande polêmica.[9]

O Eurico Miranda, vice-presidente de futebol do Vasco (na época) teria dado motivo para a confusão assinando em nome da associação um documento que previa o cruzamento proposto pela CBF quando ficou como interlocutor do Clube dos 13, mas representava apenas como delegado, não estava autorizado a tomar uma decisão que contrariasse os interesses da entidade, no entanto, o Clube dos 13 só tomaria conhecimento da notícia via imprensa no dia seguinte. Ainda assim, nunca houvera o entendimento entre as duas partes, o regulamento original foi mantido e o Clube dos 13 com os demais representantes dos clubes em disputa da Copa União jamais reconheceram ou assinaram qualquer documento aceitando a alteração do regulamento que foi proposta pela confederação do qual obrigava o cruzamento entre os participantes dos dois módulos. Tal hipótese sequer foi cogitada.

O "Módulo Amarelo" era composto pelos seguintes clubes: América-RJ, Atlético-PR, Atlético-GO, Bangu-RJ, Ceará-Ce, Criciúma-SC, CSA-AL, Guarani-SP, Internacional-SP, Joinville-SC, Náutico-PE, Portuguesa-SP, Rio Branco-ES, Sport-PE, Treze-PB e Vitória-BA. Como forma de protesto América decidiu boicotar o campeonato organizado pela CBF, deixando de comparecer aos jogos e perdendo todos por WO, pois estava ciente de que os participantes da Copa União nunca iriam reconhecer o "Módulo Amarelo" como primeira divisão, e por isso, jamais iriam ceder ao cruzamento entre os dois módulos.

Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo F. C. e do Clube dos 13 fretou um jatinho particular com dinheiro do próprio bolso para assistir a grande final no Estádio do Maracanã [10], pois os aeroportos estavam em greve naquele dia. Achava que ele como representante maior da entidade não poderia deixar de presenciar o título pessoalmente.

O Flamengo venceu o Campeonato Brasileiro e conquistou o seu Tetracampeonato derrotando o Internacional por 1x0 no Maracanã, com um gol de Bebeto o Rubro-Negro da Gávea levou a taça [11] [12] [13] [14] [15] [16]. O Inter tinha um grande time com Tafarell e Cia, mas o elenco do Flamengo era constituído de Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho.[17] Dos onze titulares apenas o meia Aílton jamais fora convocado para a Seleção Brasileira.

Foi uma época em que a grande maioria de nossos craques ainda estavam jogando no Brasil, mas só haviam casas lotadas em dias de clássico ou em jogos decisivos. Até então os grandes clubes do futebol brasileiro tinham as emissoras como inimigas Nº 1, pois a renda era sua maior arrecadação e eles temiam que as transmissões ao vivo fossem capazes de provocar a evasão dos torcedores nos estádios. Pela primeira vez, haveria um Campeonato Brasileiro com a tabela pronta e organizada de tal maneira que todos os clubes se confrontassem antes da próxima fase com os jogos começando pontualmente com dia e horário determinado.

O Campeonato Brasileiro de 1987, (também intitulado de Copa União) organizado pelo Clube dos 13 foi sucesso de público, recorde de audiência e exemplo de organização. Derrubou o mito de que a TV afastaria os torcedores dos estádios. O que ocorreu foi justamente o inesperado: de forma surpreendente, mais torcedores passaram a frequentar os estádios. Sendo exibido em horário nobre teve recorde de audiência média de 43 milhões de telespectadores e teve público médio de 20.877 pagantes nos estádios, o segundo maior da história do Campeonato Nacional.

O Brasil inteiro e todos os órgãos de imprensa saldaram o Flamengo como Tetracampeão Brasileiro de 1987. Não por acaso, no mesmo dia acontecia a final do “Módulo Amarelo” organizado pela CBF entre Sport e Guarani-SP que após um empate na prorrogação e outro empate em 11 x 11 nos pênaltis os dirigentes dos dois clubes decidem dividir o título através de um acordo. Ironicamente, o regulamento imposto pela CBF que previa o quadrangular se tornou irrealizável já que não ficou definido quem era o vice-campeão deste módulo.

Após o fim do campeonato a CBF volta a falar em mudança do regulamento. Alegando que o regulamento foi alterado à revelia do Clube dos 13, Flamengo e Internacional-RS se recusaram a disputar o cruzamento imposto pela CBF com o apoio do Clube dos 13 e de Carlos Miguel Aidar, na época presidente do São Paulo Futebol Clube e também do Clube dos 13, que tinha como cúmplice e comparsa o atual presidente do time do Morumbi Juvenal Juvêncio. Jogar um quadrangular decisivo não foi uma simples escolha de Flamengo e Internacional, mas o cumprimento de uma determinação do Clube dos 13 e do regulamento da Copa União que fora criado pela mesma entidade. Logo, quaisquer dos clubes que chegassem à finalíssima deveriam fazer o mesmo.[18]

O Internacional que se sagrou vice-campeão poderia se aproveitar da situação disputando outra final só para ter uma nova chance de ser reconhecido como campeão nacional daquele ano pela CBF, porém preferiu manter o acordo que já havia firmado com os demais clubes, reconhecendo o título em favor do Flamengo e demonstrando extremo exemplo de compromisso e dignidade com a entidade da qual fazia parte.
Campeão de 1987

No ano seguinte, o Conselho Arbitral é convocado e julga o caso em favor do Flamengo. Dos 15 participantes do próprio "Módulo Amarelo", todos reconheceram o título do Flamengo como legítimo, com exceção apenas de Náutico, Sport e Guarani (por motivos óbvios).

As federações não tinham autonomia para dar a última palavra em questões jurídicas, em 1988 ainda vigorava a Lei 6251/1985 que firmava o CND (Conselho Nacional dos Desportos) como máxima instância esportiva da época (portanto, superior à CBF). Na quinta-feira do dia 21 de janeiro de 1988, o CND (atual STJD) votou em reunião extraordinária através de seu relator Álvaro Melo Filho e sobre a presidência do vascaíno Profº Manoel Tubino (já falecido)[19] com decisão unânime, que o Flamengo era campeão, legitimando assim o Flamengo como campeão do Campeonato Brasileiro de 87.[20][21]

Apesar da Justiça Desportiva oficializar o título do Flamengo. A CBF descumpriu o feito desacatando a deliberação do seu órgão supremo, sobretudo através de seu vice-presidente Nabi Abi Chedid (inimigo político de Márcio Braga que era presidente do Flamengo na época) e insistiu na imposição de mudar o regulamento anunciando a tabela do tal quadrangular para janeiro de 1988. Ciente de que não haveria jogo algum, a CBF mantém o tal cruzamento, mas inverte os mandos de campo, definindo que as partidas sejam realizadas simultaneamente em Recife e Campinas. Ao mesmo tempo as Federações pediam o "Impeachment" de Octávio Pinto e Nabi sob a acusação de negligência e de usar indevidamente o dinheiro da CBF, configurando-se a malversação de verbas.

O Sport manteve a base do seu time até o ano seguinte, ao contrário do Guarani que estava com o elenco quase todo modificado em relação ao ano anterior, pois seus atletas já haviam sido negociados a outros clubes (isso mostra que nem o próprio Guarani poderia acreditar que a CBF fosse seguir a diante com o desacato à Justiça Desportiva).

A CBF de forma desonesta e equivocada considerou o Sport como vencedor do campeonato após o mesmo derrotar o Guarani em Recife e se tornar vencedor do suposto cruzamento sem vices que ocorreu sem a participação de Flamengo e Internacional, inclusive os enviando para representar o Brasil na Taça Libertadores da América de 1988, gerando dessa forma uma polêmica que persiste até hoje [22] [23][24][25]. Em seguida o Sport leva o caso a Justiça Comum, com abertura de um processo na 10ª Vara Federal de Pernambuco. O Flamengo não dá a menor importância ao processo, pois, todavia (ainda que a diretoria da CBF tenha caído em contradição), tanto a própria CBF quanto a FIFA condenam os clubes que recorrem a Justiça Comum. A FIFA não interfere julgando ou determinando os títulos de qualquer clube de qualquer país que seja[26], mas ela também não considera que a Justiça Comum seja um órgão competente em julgar causas esportivas e costuma punir os clubes que acionam a ela.[27][28].

Apesar do desmando da CBF ao órgão do qual ela era subordinada, o título já havia sido legitimado em última instância esportiva em favor do Flamengo, dessa forma, sendo o Flamengo campeão de fato e de direito do Campeonato Brasileiro de 1987.

No ano seguinte, a CBF entra em acordo com o Clube dos 13 e retoma a responsabilidade de organizar a competição. O Campeonato Brasileiro novamente viria a ser chamando de Copa União, mantendo assim, o mesmo nome do campeonato que foi realizado pelo Clube dos 13.

Em 2000, o Clube dos 13 novamente realizaria o Campeonato Brasileiro de Futebol que foi chamado de Copa João Havelange, pois a CBF estava impedida pela Justiça. Ironicamente no mesmo campeonato havia um enunciado da tabela com um cruzamento entre clubes da primeira com a segunda divisão, porém seria uma situação bem contrária daquela que aconteceu em 1987, o cruzamento desta vez não seria imposto, já estava previsto no regulamento e plenamente acordado entre os clubes participantes desde o princípio.

Os grandes clubes do país já haviam também ratificado o título do Flamengo formalmente através do Clube dos 13 em reunião realizada no dia 24 de junho de 1988 na sede do Palmeiras em São Paulo-SP[29]. Mas para resolver o impasse inconveniente que existia entre Flamengo e Sport, e o clube pernambucano se filiar como membro do Clube dos 13, em uma assembléia geral extraordinária da entidade em 09 de junho do ano de 1997, Flamengo e Sport registram em ata e assinam um documento que por unanimidade aprova a divisão do título de campeão brasileiro de 1987 entre os dois clubes, ou seja, o Clube dos 13 passaria a considerar o Sport também como campeão de 87, sendo na época representado pelo seu então presidente Milton Caldas Bivar. O documento foi subscrito por todos os demais clubes testemunhos e membros associados do Clube dos 13.[30][31][32] Por uma questão de formalidade, um ofício relatando o ocorrido com a cópia da ata de reunião em anexo é encaminhado a CBF pelo Clube dos 13 através do seu presidente, na época, Fábio Koff.

Apesar de continuar com o mesmo nome, o Clube dos 13 conta atualmente com 20 membros associados. Estão hoje filiados pela entidade: Portuguesa-SP, Coritiba, Goiás, Atlético-PR, Guarani-SP, Vitória-BA e o próprio Sport Recife que inclusive ocupa o cargo de conselho fiscal da liga.[33]

Embora com o tempo o Clube dos 13 tenha perdido o seu verdadeiro propósito pelo qual foi criado,[34][35] (pois hoje se limita apenas a negociar a venda dos direitos de transmissão das partidas), se não fosse pela iniciativa dessa associação, muito provavelmente, o Campeonato Brasileiro de 1987 nem teria existido.

Questionar o mérito do Clube dos 13 em organizar Campeonato Brasileiro de Futebol ou o mérito do título do Flamengo no ano de 87 seria o mesmo que questionar se existiu Campeonato Brasileiro no ano de 2000 ou ainda afirmar que um clube pode ser Campeão Nacional sem disputar pelo menos uma partida contra um dos principais clubes de futebol do país.

Fórmula de Disputa

Primeira Fase: são 16 clubes divididos em duas chaves com 8 equipes com turno e returno. No primeiro turno todos os clubes da Chave A jogam contra todos os clubes da Chave B. No segundo turno todos os clubes da mesma Chave jogam entre si. Classificam-se quatro clubes sendo que dois em cada Chave. Os primeiros da Chave A e B em cada turno estão classificados para as semifinais. Caso um clube vença os dois turnos, se classifica o segundo melhor colocado geral de seu grupo;

Semifinais: o campeão de turno melhor colocado geral joga contra o quarto melhor campeão de turno geral e o segundo melhor campeão de turno geral joga contra o terceiro melhor campeão de turno geral em jogos de ida e volta sendo que o melhor colocado joga por dois empates com direito de realizar a segunda partida da decisão em casa;

Final: os dois clubes se enfrentam com jogo de ida e volta para decidir quem é o campeão. O melhor colocado realiza a segunda partida da decisão com direito ao mando de campo, sendo que o vencedor da primeira partida joga por um simples empate no segundo jogo da decisão.

Resultados

Classificação

Primeira Etapa
Chave A
Time PG J V E D GP GC SG
1 Atlético-MG1 14 8 6 2 0 14 3 11
2 Grêmio 12 8 5 2 1 8 1 7
3 Palmeiras 9 8 4 1 3 6 7 -1
4 Botafogo 9 8 2 5 1 6 4 -2
5 Bahia 7 8 3 1 4 6 10 -4
6 Flamengo 7 8 2 3 3 6 8 -2
7 Santa Cruz 6 8 1 4 3 4 10 -6
8 Corinthians 5 8 1 3 4 4 9 -5
Chave B
Time PG J V E D GP GC SG
1 Internacional 10 8 4 2 2 10 2 8
2 Fluminense 9 8 3 3 2 7 6 1
3 Cruzeiro 8 8 1 6 1 4 5 -1
4 Vasco 7 8 3 1 4 10 7 3
5 Goiás 7 8 3 1 4 5 8 -3
6 São Paulo 6 8 2 2 4 7 7 0
7 Coritiba 6 8 2 2 4 6 10 -4
8 Santos 6 8 1 4 3 3 9 -6
PG - pontos ganhos; J - jogos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas;
GP - gols pró; GC - gols contra; SG - saldo de gols


Segunda Etapa
Chave A
Time PG J V E D GP GC SG
1 Atlético-MG1 11 7 4 3 0 7 2 5
2 Flamengo2 10 7 4 2 1 10 4 6
3 Palmeiras 7 7 3 1 3 5 6 -1
4 Botafogo 6 7 2 2 3 5 5 0
5 Grêmio 6 7 2 2 5 6 7 -1
6 Bahia 6 7 1 4 2 5 8 -3
7 Santa Cruz 5 7 2 1 4 6 10 -4
8 Corinthians 5 7 1 3 3 5 7 -2
Chave B
Time PG J V E D GP GC SG
1 Cruzeiro 12 7 5 2 0 12 1 11
2 São Paulo 11 7 5 1 1 14 5 9
3 Fluminense 8 7 3 2 2 7 6 1
4 Coritiba 6 7 2 2 3 9 12 -3
5 Vasco 6 7 2 2 3 7 11 -4
6 Santos 5 7 1 3 3 4 8 -4
7 Internacional-RS 4 7 1 2 4 2 8 -6
8 Goiás 4 7 0 4 3 3 7 -4
PG - pontos ganhos; J - jogos; V - vitórias; E - empates; D - derrotas;
GP - gols pró; GC - gols contra; SG - saldo de gols

1 O Atlético-MG, por ter ficado na primeira colocação nas duas etapas, entra na semifinal com o direito de dois empates.

2 O Flamengo se classificou na sua chave por ter somado mais pontos na segunda etapa.

Semi-final

Revista Placar Semi-Final de 1987
Jogos de ida
  • 29/11 no Maracanã: Flamengo 1 a 0 Atlético-MG

gol: Bebeto

  • 29/11 no Beira-Rio: Internacional 0 a 0 Cruzeiro
Jogos de volta
  • 02/12 no Mineirão: Atlético-MG 2 x 3 Flamengo

Gols: Chiquinho e Sérgio Araújo (Atl/MG); Zico, Bebeto e Renato Gaúcho (Fla)

  • 02/12 no Mineirão: Cruzeiro 0 x 1 Internacional

Gol: Amarildo, na prorrogação


Final

Revista Placar sobre a Final de 1987
Superposter do Tetra na Revista Placar em 1987


1º jogo - Internacional 1 a 1 Flamengo


  • Árbitro: Ulisses Tavares da Silva Filho (SP)
  • Público: 63.228 pagantes
  • Gols: Bebeto (Fla), 30 min; Amarildo (Int), 32 do do 1º tempo



2º jogo - Flamengo 1 a 0 Internacional


  • Árbitro: José de Assis Aragão (SP)
  • Público: 91.034 pagantes
  • Gol: Bebeto, 16 min do 1º tempo





Campeão

Campeonato Brasileiro 1987
Escudo Flamengo.jpg
FLAMENGO
Trofeu.JPGCampeãoTrofeu.JPG
4º título

Flamengo

A Campanha

Flamengo 0 x 2 São Paulo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
13/09 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Guto, Zé Carlos II, Aldair (Leonardo), Andrade, Flávio(Zinho), Zico, Renato, Nunes e Bebeto.
Público: 25.630

Flamengo 2 x 1 Vasco da Gama
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
20/09 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho(Aldair), Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Renato, Bebeto(Nunes) e Zinho.
Gols: Bebeto e Zico.
Público: 28.682

Santos 0 x 0 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
24/09 - Estádio: Pacaembu - São Paulo
Time: Zé Carlos, Jorginho, Guto, Aldair, Leonardo (Airton), Andrade, Ailton, Zico, Renato, Nunes (Zé Carlos II) e Zinho.
Público: 10.412

Internacional 2 x 0 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
27/09 - Estádio: Beira Rio - Porto Alegre - RJ
Time: Zé Carlos, Jorginho, Guto, Zé Carlos II, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Renato, Nunes(Kita) e Zinho.
Público: 27.247

Flamengo 0 x 1 Fluminense
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
04/10 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro(Zé Carlos II), Aldair, Leonardo, Andrade, Ailton, Bebeto, Marcio(Nunes), Renato e Zinho.
Público: 49.327

Flamengo 3 x 1 Coritiba
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
08/10 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Zé Carlos II, Aldair, Leonardo, Andrade, Ailton, Zinho, Renato, Kita e Nunes.
Gols: Vagner(contra) e Kita(2).
Público: 4.885

Goiás 1 x 1 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
11/10 - Estádio: Serra Dourada - Goiânia - GO
Time: Zé Carlos, Jorginho, Zé Carlos II, Aldair, Leonardo, Andrade, Ailton, Zinho, Renato, Kita e Nunes(Gerson).
Gol: Zinho.

Flamengo 0 x 0 Cruzeiro
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Turno
18/10 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Zé Carlos II, Aldair, Airton, Andrade, Ailton, Zinho, Renato, Nunes(Vandick) e Kita.
Público: 7.630

Flamengo 1 x 0 Botafogo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
24/10 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Airton(Leonardo), Andrade, Ailton, Bebeto(Flávio), Renato, Kita e Zinho.
Gol: Jorginho.
Público: 73.461

Flamengo 1 x 1 Grêmio
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
29/10 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Bebeto (Henagio), Renato, Kita e Zinho.
Gol: Andrade.
Público: 25.351

Atlético-MG 1 x 0 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
01/11 - Estádio: Mineirão - Belo Horizonte - MG
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Zé Carlos II, Leonardo, Andrade, Ailton, Bebeto (Alcindo), Renato, Kita e Zinho.
Público: 50.483

Flamengo 2 x 0 Palmeiras
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
07/11 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro (Zé Carlos II), Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico (Henagio), Renato, Bebeto e Zinho.
Gols: Renato e Ailton.
Público: 31.978

Bahia 0 x 2 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
12/11 - Estádio: Fonte Nova - Salvador - BA
Time: Zé Carlos, Leandro Silva, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico (Flavio), Renato, Bebeto e Zinho.
Gols: Zinho e Bebeto.
Público: 64.106

Corinthians 1 x 1 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
15/11 - Estádio: Pacaembu - São Paulo
Time: Zé Carlos, Leandro Silva, Zé Carlos II, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Renato, Bebeto e Zinho.
Gol: Ailton.
Público: 16.455

Flamengo 3 x 1 Santa Cruz
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Turno
22/11 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Leandro Silva , Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Renato (Alcindo), Bebeto e Zinho.
Gols: Zico(3).
Público: 67.601

Flamengo 1 x 0 Atlético-MG
Campeonato Brasileiro - Copa União - Semi final
29/11 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico, Renato, Bebeto e Zinho.
Gol: Bebeto.
Público: 118.162

Atlético-MG 2 x 3 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - Semi final
02/12 - Estádio: Mineirão - Belo Horizonte - MG
Time: Zé Carlos, Leandro Silva, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico (Henagio), Renato, Bebeto(Flavio) e Zinho.
Gols: Zico, Bebeto e Renato.
Público: 84.929
Assista aos melhores momentos da segunda partida da semi-final aqui

Internacional 1 x 1 Flamengo
Campeonato Brasileiro - Copa União - 1º Jogo da Final
06/12 - Estádio: Beira Rio - Porto Alegre - RJ
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico(Flavio), Renato, Bebeto (Henagio) e Zinho.
Gol: Bebeto.
Público: 63.228

Flamengo 1 x 0 Internacional
Campeonato Brasileiro - Copa União - 2º Jogo da Final e Troféu João Havelange
13/12 - Estádio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Ailton, Zico (Flavio), Renato, Bebeto e Zinho.
Gol: Bebeto.
Público: 91.034
Assista aos melhores momentos da final aqui

Artilheiros do Flamengo

1°- Bebeto 6 gols
2°- Zico 5 gols
3°- Renato Gaúcho 2 gols
3°- Zinho 2 gols
3°- Kita 2 gols
3°- Ailton 2 gols
7°- Andrade 1 gol
7°- Jorginho 1 gol

Obs: Teve 1 gol contra.

Detalhes

Jogos: 19
Vitórias: 9
Empates: 6
Derrotas: 4
Gols Pro: 22
Gols Contra: 15
Aproveitamento: 57.9%

Média de Público: 47.610


Título de 1987 legitimado pelo CND

´´– Em 1987, ainda vigorava a Lei 6251/1985, que firmava o CND como a última instância no esporte brasileiro. As federações não tinham autonomia para dar a última palavra em questões jurídicas. A CBF aceitou o fato de o Clube dos 13 organizar e, depois, intrometeu-se para não ficar em baixa. O C13 não aceitou e recorreu ao CND, que declarou o Flamengo, por unanimidade, campeão brasileiro – explica Manoel Tubino, presidente do CND no ano da polêmica Copa União.``


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Trecho de vídeo da entrevista com o Profº Manoel Tubino, presidente do CND (órgão de última instância desportiva em 1987).

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Opinião dos Especialistas

Juca Kfouri

´´ Nada tenho contra o Sport, porque só se fosse um imbecil teria alguma coisa contra algum clube. Apenas não reconheço (e isso não deveria ter a menor importância para seus torcedores) uma façanha que não foi façanha e que vivi de perto, em 1987. Façanha foi a do Flamengo e é esta que reconheço.``

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´´O Flamengo foi, de fato, o campeão brasileiro de 1987.`` ´´O Clube dos 13 acionou o Conselho Nacional dos Desportos que reconheceu, por unanimidade, o título rubro-negro como o verdadeiro título brasileiro.``

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Juca Kfouri explica Copa União 1987

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PVC

´´Flamengo campeão legítimo de 1987, porque o Brasil inteiro acompanhou a Copa União como o Campeonato Brasileiro. O Sport não pode ser descartado, porque é oficial. E eu preciso contar a história inteira. Por isso, embora eu julgue o Flamengo o campeão legítimo, quando me perguntam, digo: Flamengo e Sport são campeões de 1987. É o único jeito de alimentar a curiosidade e contar a história inteira, como todo mundo merece saber``

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Roberto Assaf

´´Uma revolução aconteceu no futebol nacional em 1987. A CBF, mal administrada e sem recursos, declarou-se incapaz de promover o Brasileiro daquele ano, levando os principais clubes do país a criarem, em 11 de julho, uma liga independente chamada Clube dos 13. Este organizou a Copa União, reunindo 16 times, incluindo três convidados: Coritiba, Goiás e Santa Cruz, seguindo um ranking estabelecido com base no histórico do campeonato, desde 1971.``

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Carlos Miguel Aidar

Entrevista com Carlos Miguel Aidar (presidente do São Paulo F.C. na época e idealizador, fundador e presidente do Clube dos 13 em 1987) no programa "Juca Entrevista" da ESPN.

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Parte 1 Parte 2 Parte 3

Ver também

Referências Externas

  • JB:
(1)Jornal do Brasil 08/07/1987. 1ª Caderno – Esportes (pág. 21)
(2)Jornal do Brasil 04/09/1987. 1ª Caderno – Esportes (pág. 20)
  • Presidente da CND, sobre o título de 1987:

http://www.lancenet.com.br/clubes/FLA/noticias/07-12-13/206681.stm

  • Juca Kfouri, sobre o Brasileiro de 87:

http://www.lancenet.com.br/noticias/07-12-13/206679.stm

  • Maioria dos adversários considera o Flamengo como campeão legítimo de 1987:

http://www.lancenet.com.br/infograficos/flamengo1987/

Livros que fazem referência ao assunto

  • AREIAS, João Henrique. Uma Bela Jogada - 20 anos de Marketing Esportivo. Editora Outrasletras - 2ª edição, 2009.
  • ASSAF, Roberto. História Completa do Brasileirão - As Glórias dos Campeões. Lance Editora.[36][37]

Vídeo

Copa União 87 (Documentário sobre o Campeonato Brasileiro de 1987) - Fla Filmes. Lançamento em breve (assista ao trayler).

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