Flamengo

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Primeiro Escudo de Remo
Escudo do Flamengo

Conteúdo

Introdução

A Lagoa antes da construção da Gávea, sede do Flamengo

O Clube de Regatas do Flamengo é um clube poliesportivo brasileiro com sede na cidade do Rio de Janeiro fundado para disputas de remo em 17 de novembro de 1895. Criado no bairro de mesmo nome, o clube mudou-se para o bairro da Gávea na primeira metade do século XX.

Sua atuação no futebol iniciou-se em 1912. Suas maiores glórias neste esporte são o Mundial Interclubes e a Copa Libertadores de 1981, na equipe que contava com nomes como Paulo César Carpeggiani (técnico), Júnior, Adílio, Tita e liderada por Zico, considerado o maior ídolo da história do clube. O Flamengo é o atual detentor dos títulos do Campeonato Carioca de Futebol e do Campeonato Brasileiro de Futebol, onde obteve sua sexta conquista em 2009.

Detém o recorde de maior vencedor do Campeonato Carioca de Futebol com 31 títulos, sendo conquistado em cinco oportunidades o tricampeonato estadual (1942/1943/1944; 1953/1954/1955; 1978/1979¹/1979; 1999/2000/2001; e 2007/2008/2009). Em 26 de julho de 2009, tornou-se o primeiro clube a atingir a marca de mil jogos na Série A do Campeonato Brasileiro. Junto ao Botafogo de Futebol e Regatas, detém a maior seqüência invicta do futebol brasileiro com 52 partidas em 1979. O próprio Botafogo, além do Fluminense Football Club e do Club de Regatas Vasco da Gama são os grandes rivais esportivos do Flamengo ao longo da história.

É o clube com o maior números de torcedores do Brasil e do mundo, como indicam pesquisas do IBOPE, e Datafolha e reportagem da revista Mundo Estranho. Estima-se ter uma torcida entre 33 e 40 milhões de torcedores só no Brasil.

O Flamengo foi eleito ainda, numa pesquisa feita pela FIFA, o nono maior clube do século XX, segundo maior do Brasil e quarto maior das Américas. Já o Ranking da CBF coloca o Flamengo atualmente em terceiro lugar com 2039 pontos, atrás do Grêmio e do Corinthians.

Em 9 de março de 2007, foi sancionada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, a Lei Estadual 4.998/2007, instituindo o Dia do Flamengo, festejado no estado em 17 de novembro, data da fundação do clube.

Também em 2007, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, tombou a Torcida do Flamengo como Patrimônio Cultural da Cidade por promover espetáculos de alegria no Maracanã e em diversos estádios, instituindo também, em 17 de outubro de 2007, o Dia do Flamenguista, comemorado em 28 de outubro, mesmo dia do padroeiro do Flamengo, São Judas Tadeu.

Além do remo e do futebol, outras modalidades de destaque no Flamengo são o basquete, onde a equipe masculina é a atual bicampeã nacional e foi campeã sul-americana em 2009, a ginástica artística que conta na equipe com nomes de destaque como Diego Hypólito, Daniele Hypólito e Jade Barbosa, e a natação que conta na equipe com o medalista de ouro nos 50m livres na Olimpíada de Pequim 2008 César Cielo.

¹ Campeonato Carioca Especial

História

A Origem

Em fins do século XIX, o remo dominava o Rio de Janeiro. O futebol começava a aparecer em alguns clubes, mas ainda era olhado com certo temor, pois não estava sendo recebido com entusiasmo pela sociedade carioca. Entretanto, como era o remo quem mandava, as competições movimentavam as manhãs no Rio antigo e não havia praia que não tivesse o seu grupo de regatas. A turma da praia do Flamengo não acompanhava o resto dos rapazes, preferindo os passeios de barco pela baía e o bate-papo no Lamas, o já famoso restaurante do Largo do Machado.

Entretanto, a idéia de se formar um grupo na praia mais movimentada do Rio começava a nascer e numa noite de setembro de 1895, José Agostinho Pereira da Cunha perguntou a Nestor de Barros, Mário Spíndola e Augusto Lopes da Silveira o que achavam em de se fundar um clube de remo. Eles concordaram com a idéia, a notícia correu logo pelo Largo do Machado e as adesões surgiram na primeira noite. Entretanto, para se tornar um clube de regatas, havia necessidades de um barco, naturalmente.

Havia uma baleeira a cinco remos, meio gasta, que poderiam comprar. E nada mais justo do que os que tivessem dinheiro fossem os primeiros a colaborar e, assim, Mário Spíndola, Felisberto Laport, Nestor de Barros, José Félix da Cunha Meneses e José Agostinho Pereira da Cunha contribuíram com quatrocentos mil réis, o suficiente para a compra da veterana embarcação, que teria que passar por uma reforma completa para ser o barco oficial do novo grupo que se formava.

Pherusa foi o nome dado ao barco e, para os devidos reparos, alguém indicou um armador de Maria Angu. Serviço perfeito por duzentos e cinqüenta mil réis e, mais uma vez, o pessoal que podia colaborar, colaborou. A manhã do dia 6 de outubro foi uma festa, pois era a data marcada para apanhar a ambicionada Pherusa.

Um bom grupo foi formado para ir buscar o barco: Nestor de Barros, José Félix, José Agostinho, Mário Spíndola, Felisberto Laport, Napoleão de Oliveira, Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia partiram felizes e mais felizes ficaram ao contemplar Pherusa, novinha em folha, a balançar-se no mar.

Depois do meio-dia saíram orgulhosos da Ponta do Caju já na embarcação. Mário Spíndola dirigia o barco e apesar do tempo feio, nada tirava a empolgação dos rapazes. Entretanto, começou a ventar e a chover e, para tristeza de todos, a Pherusa não conseguia resistir e acabou naufragando. O medo tomou conta dos tripulantes e cada um procurava se manter de qualquer maneira seguro ao que ainda restava do barco. Bahia resolveu nadar até a praia em busca de ajuda, pois era um excelente nadador e o única capaz de tal tarefa.

Bahia sumiu, o vento parou, assim como a chuva e, de repente, uma lancha vinda da Penha viu o sinal de Mário Spíndola – uma bandeira branca – e veio buscar os náufragos. Os tripulantes da lancha Leal salvaram todos e rebocaram a pobre Pherusa, totalmente destroçada.

Entretanto, o barco pouco importava, queriam saber de Bahia. Felizmente, Bahia era um bom nadador mesmo e, depois de quatro horas de luta, conseguir chegar à praia, feliz por lá encontrar os seus companheiros. A recuperação de Pherusa foi mais uma vez iniciada, mas quando o barco já estava sendo preparado para novas batalhas, foi roubado e nunca mais foi encontrado. Ficou de Pherusa apenas a lembrança e o desejo de todos em fundar realmente um grupo de regatas.

A Fundação

Um novo barco foi comprado e recebou o nome de Scyra. Faltava agora só reunir o pessoal e fundar o grupo. Na noite do dia 17 de novembro de 1895, muita gente estava num dos corredores da casa número 22 da Praia do Flamengo, onde Nestor de Barros morava num dos quartos. Lá, há muito tempo, já guardavam Pherusa e depois Scyra.. A reunião começou e o Grupo de Regatas Flamengo nasceu e com ele a sua primeira diretoria:

Além dos eleitos, foram destacados como sócios fundadores José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Espínola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chairéo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas foram considerados sócio fundadores. Na oportunidade, ficou resolvido que a data oficial da fundação do clube seria 15 de novembro, feriado nacional.

As cores iniciais foram azul e ouro em listras horizontais bem largas. Entretanto, em 1898, por proposta de Nestor de Barros, houve mudança dessas cores para as atuais: vermelho e preto.

Novos barcos foram sendo comprados e o Flamengo começou a competir e na I Regata do Campeonato Náutico do Brasil conquista a sua primeira vitória com Irerê, uma baleeira a dois remos, no dia 5 de junho de 1896.

Em 1902, diante de seu crescimento, houve a transformação para Clube de Regatas do Flamengo.

A Gávea

O primeiro gramado conseguido pelo Flamengo localizava-se na Praia do Russel. Nele foram feitos os primeiros treinos, mas para os jogos do campeonato, conseguiu-se rendar o campo da Rua Paysandu. Na administração de Burle de Figueiredo, verificou-se um surto de progresso e expansão, incrementando-se a prática de diversos esportes.

O Flamengo passou a disputar vários campeonatos, construindo-se, então, o rink para a prática do basquete e da patinação. Outro grande evento da época foi a aquisição da sede náutica. A vida esportiva do clube transcorria normalmente. A conquista de brilhantes vitórias alcançadas pelos seus atletas nas competições aquáticas não sofreu solução de continuidade com o advento da prática dos desportos terrestres, nem tampouco com a passagem do amadorismo para o profissionalismo. Todavia, volta e meia, grandes dificuldades tinham de ser contornadas. Ficou-se na lembrança o plano utilizado na compra dos prédios nos 66 e 68 da praia do Flamengo (hoje sede velha) e que consistiu no acréscimo das mensalidades, destinado ao pagamento da dívida. Em pouco tempo os dirigentes de então liquidaram esse compromisso, sem que houvesse desvios de verba para pagamentos de outra natureza que não a pertinente aos fins a que a mesma se destinava. Mas eis que, ao terminar o arrendamento do campo da Rua Paysandu, os seus proprietários não concordaram com a renovação do contrato, concedendo ao Flamengo, apenas, uma opção de compra. Na falta de verba para atender a uma operação tão vultosa, ficou o Flamengo, novamente sem praça de esportes. Foi quando Pascoal Segreto encetou a campanha pró-estádio da Gávea.

Para complementação da área doada foi preciso aterrar uma faixa da lagoa. De 1940 a 1948, os irmãos Pedro e Paulo Ramos Nogueira trabalharam incansavelmente na conquista da área que faltava. E na gestão de Dario de Melo Pinto, no ano de 1948, em face do término das obras do aterro, pleiteou-se à prefeitura do antigo Distrito Federal, por intermédio de Antero Coelho, a regularização definitiva da doação que fora feita pelo prefeito Pedro Ernesto, o que foi atendido pelo sócio benemérito General Ângelo Mendes de Morais, naquela época Prefeito da cidade.

A garagem da lagoa e aquela ponte da praia do Flamengo que deixou de existir com as obras de duplicação das pistas e posteriormente do aterro, foram obras da administração Bastos Padilha, durante a qual se fomentou uma campanha para solucionar definitivamente o problema da nossa praça de esportes, visto que o Flamengo se vinha utilizando do campo do Fluminense, em troca de uma pequena participação na renda das suas partidas. José Bastos Padilha, Alessandro Baldassini e Mário de Oliveira foram as grandes figuras dessa luta. Para apurar a verba necessária à construção do estádio da Gávea, lançaram uma campanha de aumento de sócios proprietários. E foi em 1938, já na administração Raul Dias Gonçalves, que o Flamengo inaugurou o seu estádio, na Gávea, já há alguns anos totalmente murado e que dispõe de uma área útil total de 60 mil metros quadrados.

Por decreto legislativo da antiga Câmara dos Deputados do antigo Distrito Federal, o Flamengo já possuía uma área de 50 metros de frente por 50 de fundos, na Avenida Rui Barbosa. E na administração Gustavo de Carvalho pleiteou o então Ministro da Guerra, Marechal Eurico Gaspar Dutra, um terreno vizinho a esse que fora anteriormente obtido na administração José Bastos Padilha. Eram mais 93 metros de frente por 50 metros de fundos. Atendida essa pretensão, ficou o Flamengo de posse de dois terrenos situados num dos pontos mais pitorescos da baía da Guanabara. E estava aberto, assim, o caminho para a concretização de uma velha aspiração rubro-negra: a construção de uma sede social capaz de atender às necessidades de uma entidade com tão alto coeficiente de expansão. Uma comissão encarregou-se de conseguir o apoio do benemérito Marechal Eurico Gaspar Dutra, para o plano de construção e financiamento do edifício a ser erguido nos terrenos da avenida Rui Barbosa nº 170. O Marechal empenhou-se pessoalmente no patrocínio da nossa causa, obtendo o apoio financeiro. Assim, sem que se vendesse o terreno nº 66/68, onde está situada a sede velha, mas com um bom planejamento financeiro, ergueu-se o grande edifício da avenida Rui Barbosa. Com dois blocos centrais de 24 pavimentos cada. Os quatro blocos totalizando 148 confortáveis apartamentos, ficando do quarto andar para baixo destinadas todas as suas dependências para a nova e moderna sede do Flamengo, além de algumas lojas. O prédio custou 52 milhões de cruzeiros antigos e seus apartamentos e inauguração da sede nova foi na administração Gilberto Ferreira Cardoso.

Neste período (década de 50) o Flamengo tinha como ídolo maior o craque Dida (Edvaldo Alves Santa Rosa), que antes de uma contusão era o camisa 10 da Seleção Brasileira. Dida foi a Copa de 58, mas ficou no banco de reservas machucado, em seu lugar entrou o garoto, até então reserva Pelé (O Rei Pelé). Dida é também ídolo de Zico, que já confessou diversas vezes a sua influência em seu futebol.

Antes de chegar a "Era Zico", o Flamengo contou também com grandes craques como: Zizinho, Leônidas da Silva, Gérson, Benitez, Doval e Domingos da Guia, e ainda com com Garrincha por uma temporada, que vestiria o Manto Sagrado para encerrar a sua carreira.

Anos 60 e 70

Apesar de nessas duas décadas as conquistas do Flamengo se limitarem mais ao âmbito regional, o clube teve em seu elenco diversos jogadores importantes para o futebol brasileiro e mundial.

Jogadores como Dida, Paulo Cesar Cajú, Gerson, Rondinelli, Doval, Fio Maravilha, Evaristo de Macedo, Reyes, entre outros, fortaleciam as equipes montadas pelo clube.

Ainda na década de 60, o Flamengo sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo. Na época um título que valia muito mais que a simples rivalidade entre paulistas e cariocas.

O maior legado da década de 70, foi revelar ao mundo do futebol a equipe mais vitoriosa do Flamengo, e sem dúvida alguma um dos maiores esquadrões do futebol mundial. Foi nesse período que craques como Zico, Júnior, Leandro, Andrade e outros tão importantes quanto, subiram para a equipe profissional do Flamengo.

Segundo os próprios jogadores, o marco inicial da geração que seria tetra-campeã brasileira (1980/82/83/87), e campeã da Libertadores da América e Mundial (ambos em 1981), foi o tri-campeonato estadual de 1978/79/79, conquistado contra o rival Vasco da Gama.

Anos 80 - A era Zico

A década de 80 foi sem sombra de dúvidas a mais proveitosa em número de títulos para o clube. Neste período a talentosa geração oriunda da base do clube firmou-se no profissional e conseguiu o que as outras gerações tão talentosas quanto não conseguiram, títulos nacionais e internacionais.

Zico, Júnior, Leandro, Mozer, Andrade e Adílio, firmavam-se como a base das equipes que seriam formadas com jogadores que chegavam das categorias de juniores como Jorginho, Leonardo, Tita, Zinho e Bebeto, e com outros bons jogadores vindos de outros clubes (Renato Gaucho, Nunes e vários outros).

A caminhada do clube rumo aos títulos teve início com o título brasileiro conquistado em 1980]] contra a forte equipe do Atlético Mineiro.

Em 1981, o título da Libertadores da América contra o Cobreloa (Chile), em jogos tensos, em um país marcado pela ditadura militar de August Pinochet. Após uma vitoria para cada lado o Flamengo venceria a disputa em uma partida extra jogada no Uruguai (campo neutro para ambos os clubes). no mesmo ano, o Flamengo sagraria-se campeão do mundo, após vencer o Liverpool (Inglaterra) por 3 x 0 no estádio Yokohama Marinos (Japão) com uma grande atuação de Zico, e gols de Nunes (2) e Adílio. No final da partida Zico recebeu o trofeu de melhor jogador da partida. O que tornou a disputa interessante ,foi o fato do Liverpool viver momento semelhante ao do Flamengo em seu país.

Em 1982, o segundo título brasileiro contra o Grêmio. Nunes mais uma vez fez valer o seu epíteto de "artilheiro das decisões".

Em 1983, o tricampeonato contra o Santos, em uma partida que viria a ser o recorde de público em partidas do Campeonato Brasileiro.

Em 1987, o tetracampeonato contra o forte time do Internacional. Onde um Zico já veterano comandava um time com os jovens Bebeto, Renato Gaucho, Jorginho, Zinho, Leonardo e etc.

Anos 90 até a atualidade

Os primeiros anos sem Zico, mesmo sem ele, foram de glória para o Flamengo. O time conquistou a Copa do Brasil em 1990, o Estadual do Rio, em 1991 e o Campeonato Brasileiro em 1992. Nesta época, se destacaram no Rubro-Negro alguns jogadores consagrados, como Júnior, e outros despontando para uma carreira brilhante, como Renato Gaúcho e Zinho.


No período de 1990 até os dias de hoje o Flamengo teve como ídolos os craques: Sávio, Athirson, Júlio César, Adriano, Gilmar, Romário, Petkovic, Edílson, e com uma saída um tanto conturbada, o habilidoso Felipe.

Após o título brasileiro de 1992, na final contra o Botafogo, o clube entrou em uma grande crise financeira e as conquistas nacionais e internacionais tornaram-se menos freqüentes. Em 1995, ano do seu centenário, o radialista Kleber Leite assumiu a presidência do clube e contratou o atacante Romário, então o melhor jogador do mundo, que estava no Barcelona.

Mesmo com Romário (que nesse ano brigava contra Túlio e Renato Gaúcho pelo "título" de Rei do Rio) e outros craques que foram contratados, como Edmundo e Branco, o ano do centenário rubro-negro não foi vitorioso. O Flamengo conquistou apenas a Taça Guanabara com três gols de Romário contra o Botafogo.

Em 1996, o Flamengo conquista de forma invicta o Campeonato Carioca de Futebol e a Taça Guanabara, vencendo o Clube de Regatas Vasco da Gama no último jogo da Taça Rio e conquistando o título por antecipação, sem a necessidade de uma final. Romário foi o artilheiro do estadual, e Sávio o destaque da campanha do Flamengo na Copa Ouro Sul-Americana, onde o Rubro Negro sagraria-se campeão,Sávio terminou a competição como artilheiro ao marcar 3 vezes contra o São Paulo na final. Este foi o terceiro título internacional oficial do Flamengo.

Em 1999, assumiu Edmundo dos Santos Silva e, com ele, veio um contrato milionário com a empresa de marketing esportivo ISL. Apesar de campanhas ruins no Campeonato Brasileiro, o Flamengo se destacava em outras competições, tanto que sagrou-se tricampeão estadual (1999, 2000 e 2001) todas elas em cima do Vasco. Ganhou a Copa Mercosul em 1999 e a Copa dos Campeões, em 2001, dom destaque para jogadores como Edílson, Petkovic, Júlio César, Juan e Gamarra. Neste mesmo ano, o Flamengo iniciou uma série de campanhas pífias no Campeonato Brasileiro em que lutava contra o rebaixamento.

Em 2002, Edmundo dos Santos Silva foi afastado da presidência acusado de desviar dinheiro do clube. A ISL também faliu e o clube ficou sem seu parceiro milionário e sem os reforços que tinha trazido, como Denílson, Vampeta e Alex. Sem dinheiro para grandes contratações, o Flamengo não conseguiu formar equipes competitivas e por pouco não foi rebaixado no Campeonato Brasileiro em 2002, 2004 e 2005.

Em 2003 e 2004, ainda conseguiu chegar a final da Copa do Brasil. No primeiro ano, perdeu para o Cruzeiro. Na segunda vez, perdeu para o Santo André, no ano em que conquistou seu 28º título estadual em cima do rival Vasco da Gama, comandando por Ibson, Felipe, Jean e Zinho, e com grandes atuações do lateral Roger, principalmente nos clássicos contra o Fluminense.

Em 2006, chegou pela quinta vez à final da Copa do Brasil, porém desta vez consegue conquistar o título sobre o rival Vasco, ganhando novamente um título nacional, o que não acontecia desde 2001 com a conquista da Copa dos Campeões.

A conquista da Copa do Brasil de 2006, sob o comando do recém-chegado treinador, Ney Franco, afirmou a empatia de Obina com a torcida e a importância dos meias Jonatas e Renato para a equipe.

Este título chegou a repercutir internacionalmente, tanto que a FIFA fez uma matéria em seu site oficial com o título "Flamengo: a sleeping giant awakens". A tradução seria "Flamengo: o despertar de um gigante adormecido". O link para o site encontra-se nas referências externas.

Em 2007, paralelo a disputa da Taça Libertadores da América, o Flamengo conquista a Taça Guanabara 2007. Esta que foi a 17ª vez que o clube levanta a taça, sendo o maior vencedor da mesma. Na final contra o Botafogo, o Flamengo empata ambos os jogos em 2x2 e, nos pênaltis (4x2), sagra-se Campeão Carioca de 2007, o 29° título estadual de sua história.

No Campeonato Brasileiro de 2007, o Flamengo consegue uma reação inédita na história da competição. Sai da penúltima posição (21ª) para a terceira (3ª), conseguindo uma vaga na Taça libertadores da América de 2008. Neste ano, o destaque também fica por conta da torcida do clube, que consegue bater os recordes de público, consagra algumas canções, e recebe o título de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

Em 2008 o Flamengo é bi campeão carioca novamente sobre o Botafogo. Na Libertadores o Flamengo é eliminado nas oitavas. E no Campeonato Brasileiro após ser líder por várias rodadas a equipe perdeu jogadores que foram vendidos e acabou a competição em quinto lugar. Também em 2008 o Flamengo foi campeão Brasileiro de Basquete pela primeira vez.

Em 2009 o Flamengo foi pela quinta vez tricampeão Carioca, sendo o Botafogo novamente vice-campeão. Mas o ano de 2009 guardava surpresas maiores para a torcida do Flamengo, após 17 anos o Flamengo volta a ser campeão brasileiro sendo Hexa campeão nacional. Também em 2009 o Flamengo foi campeão da Liga Sul-Americana de Basquete pela primeira vez e Brasileiro de Basquete pela segunda vez.

Presidentes

Futebol

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Lente.pngVer artigo: Todos os Títulos do Flamengo no Futebol

Cronologia no Futebol

Cronologia

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Esportes

Lente.pngVer artigo: Esportes

Praticados no clube

Esportes já praticados

Títulos oficiais

Torcidas organizadas

Poderes do Flamengo

Grupos Especiais

Publicações

Livros
  • ABINADER, Marcelo. Uma viagem a 1912 - Surge o futebol do Flamengo. Ed. Águia Dourada, 2009. {ISBN 8588656299}
  • ALENCAR, Edgar. Flamengo, força e alegria do povo. Ed. Conquista, 1971.
  • ALMEIDA, Antonio Luiz Mendes de. Uma vez Flamengo.... Ed Relume Dumará, 1995.
  • ALVES, Francisco. Flamengo: Um século de paixão. Ed. BR comunicação, 1995.
  • ALVES, Ivan. Uma nação chamada Flamengo. Ed. Europa, 1989.
  • ANDRADE, Jeferson de. Para sempre Flamengo. Ed. Irradiação Cultural, 1996.
  • ÁVILA, Eduardo de. Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo. Ed. Leitura, 2009.
  • ARAGÃO, Cláudio. Flamengo: O mais querido. Ed. Oficina do Livro, 1995
  • ASSAF, Roberto; MARTINS, Clovis. Almanaque do Flamengo. Ed. Abril. São Paulo; 2001.
  • ASSAF, Roberto; MARTINS, Clovis. Fla x Flu: O Jogo do Século. Ed Letras & Expressões, 1999.
  • ASSAF, Roberto; MARTINS, Clovis. Flamengo x Vasco: O clássico dos milhões. Ed. Relume Dumará, 1999.
  • ASSAF, Roberto; GARCIA, Roger. Grandes Jogos do Flamengo - Da Fundação ao Hexa. Editora Panini Books, 2010. {ISBN 9788573516432}
  • AZEVEDO, Guilherme. Flamengo, 85 Anos de Glórias. Ed. Lidador, 1980.
  • BRAGA, Marcio Baroukel de Souza; MATTA, Fernando Horácio da. O Futuro é Rubro-Negro. Impresso pela Gráfica Lidador, 2000.
  • CARVALHO, Joaqum Vaz de. Flamengo, uma emoção inesquecível. Ed. Relume Dumará, 1995
  • CASTRO, Ruy. O Vermelho e o Negro - A Pequena Grande História do Flamengo - São Paulo. Ed. DBA. {ISBN 8572342222}
  • COUTINHO, Edilberto. Grandes Clubes do Futebol Brasileiro e seus Maiores Ídolos - Nação Rubro-Negra. Fundação Nestlé de Cultura. Rio de Janeiro; 1990.
  • COUTINHO, Edilberto. Nação rubro-negra. Ed. Fundação Nestlé de Cultura, 1989.
  • COUTINHO, Edilberto. Zelins, Flamengo Até Morrer. Ed. Fundação de Amparo à Pesquisa do RJ, 1984.
  • CRUZ, Claudio; AQUINO, Wilson. Acima de Tudo Rubro Negro - Álbum de Jayme de Carvalho. Ed. Sindicado Nacional dos Editores de Livros (RJ), 2007.
  • CUNHA, Loris Baena. Tua Vida e Tuas Glórias. Ed. Maanaim, 2002.
  • FILHO, Mário. Histórias do Flamengo. Ed. Pongetti.
  • FILHO, Mário. Histórias do Flamengo. Ed. Gernasa, 1963, 2ª edição.
  • FILHO, Mário. Histórias do Flamengo. 1966, 3ª edição.
  • FILHO, Paschoal Ambrósio. Pentatri - A História dos Cinco Tricampeonatos Cariocas do Flamengo. Maquinária Editora, 1ª edição, 2009. {ISBN 9788562063039}
  • MANSUR, Carlos Eduardo; RIBEIRO, Luciano Cordeiro. Meu Maior Prazer. Ed. Leitura, 2009.
  • MANSUR, Carlos Eduardo; RIBEIRO, Luciano Cordeiro. O Time do Meu Coração - C. R. Flamengo. Ed. Leitura, 2009.
  • MONTEIRO, Rodrigo de Araújo. Torcer, Lutar, ao Inimigo Massacrar: Raça Rubro-Negra. Ed. Fundação Getúlio Vargas, 2003.
  • MUHLEMBERG, Arthur. Manual do rubro-negrismo racional - Rio de Janeiro-RJ. Ed. 7Letras, 2009. {ISBN 9788575776216}
  • NOVAES, Carlos Eduardo. Mengo: Uma odisséia no oriente. Ed Nórdica, 1982.
  • PAES, Adelino Joaquim. Um rubro-negro pelo mundo. Ed. Pongetti, 1956.
  • PEREIRA, Marcel. A Nação - Como e por que o Flamengo se tornou o clube com a maior torcida do Brasil. Maquinária Editora, 2010. {ISBN 978-85-62063-23-7}
  • REGO, José Lins do. Flamengo é Puro Amor. Ed. José Olympio, 2002.
  • RODRIGUES, Nelson; FILHO, Mário. Fla x Flu... e as multidões despertaram!. Ed. Europa, 1987.
  • SANDER, Roberto. Os dez mais do Flamengo (coleção Ídolos Imortais). Maquinária Editora, 2007. {ISBN 9788562063008}
  • SANTOS, Luis Eduardo Wetzel B. dos (Organizador). Ser Flamengo. Ed. Folha Seca, 2006.
  • SOUZA, Ivan Cosenza de. Henfil e o urubu. Ed. 34, 1996.
  • TÁVOLA, Artur da. Flamengo, 100 Anos de Paixão. Ed. Gráfica do Senado Federal, 1995.
  • UNZELT, Celso. Flamengo, Rei do Rio. Ed. Globo, 2009.
  • VÁRIOS AUTORES. História do Futebol Brasileiro – “Flamengo”. Ed. Rio, 1981.
  • VAQUEIRO, Arturo de Oliveira Vaz. Acima de Tudo Rubro Negro - A História do Clube de Regatas do Flamengo. Editora World Press, Cabo Frio-RJ, 1ª edição, 2004.
  • VAQUEIRO, Arturo de Oliveira Vaz; JÚNIOR, Celso.Acima de Tudo Rubro Negro - A História do Clube de Regatas do Flamengo. Paju Editora, Cabo Frio-RJ, 2ª edição, 2008.
  • VAQUEIRO, Arturo de Oliveira Vaz; JÚNIOR, Celso. Goleiros Rubro-Negros – Heróis Esquecidos de uma Nação. Paju Editora, 2008.
  • VAQUEIRO, Arturo de Oliveira Vaz; JÚNIOR, Celso. Os Maiores Jogos do C. R. Flamengo. Paju Editora, 2008.
  • ZIRALDO. O mais querido do Brasil. Ed. Globo, 2009.


Revistas
  • Flamengo Hexacampeão Brasileiro. LANCE! (Edição Especial), 2009.
  • Mengão Hexacampeão Brasileiro de 2009. PLACAR (Edição Especial), 2009.
  • Fla 111 Anos – Edição Histórica. Jornal dos Sports (Edição Histórica), 2006.
  • Grandes Clubes - Flamengo. LANCE! (Série Especial), 2005.
  • As 100 Maiores Fotos da História do Flamengo. PLACAR (Edição Especial), 2003.
  • As 10 Maiores Glórias do Mengão. LANCE! (Série Especial), 2001.
  • Flamengo Tricampeão. Jornal dos Sports (Edição Especial), 2001.
  • 50 Times do Flamengo. PLACAR (Série Especial), 2000.
  • Grandes Clubes - Flamengo. LANCE! (Série Especial), 1999.
  • Flamengo, Um Século de Paixão. LANCE! (Edição Especial), 1999.
  • Flamengo Até Morrer - A historia das grandes conquistas. PLACAR (Especial), 1999.
  • Flamengo - 100 Anos de Glórias. PLACAR (Edição Especial), 1995.
  • Fla 100 - Histórias do Flamengo. PLACAR (Edição Especial), 1995.
  • Série Grandes Reportagens de Placar - Flamengo. RGE, nº 4, 1971.


Documentários
  • Flamengo Hexacampeão Brasileiro 2009 (2010). Globo Marcas.
  • Flamengo Campeão Brasileiro - Os Bastidores do Hexa (2009). Documentário Sportv - Futvideos.
  • Flamengo: "Viva o Povo Rubro-Negro!" (2009). Documentário ESPN - Futvideos,
  • A História do Flamengo, Tudo sobre suas conquistas Estaduais (2009). Documentário Sportv - Futvideos.
  • Penta Tri - A hegemonia (2009). Fla Filmes, Direção: Rafhael Vieira e Gabriel Mendes.
  • Vamos Flamengo - Carioca 2008 (2008). Direção: Raphael Vieira - Fla Filmes.
  • Conte Comigo Mengão - Carioca 2007 (2008). Direção: Pedro Asbeg e Raphael Vieira - Fla Filmes.
  • É Campeão - Copa do Brasil 2006 (2008). Direção: Raphael Vieira - Fla Filmes.
  • Flamengo – Herois de uma nação (2007). Direção: Eduardo Leite e Marcelo Camargo.
  • Flamengo - Um Século de Paixão (1995). TV Cultura - Simily Vídeo.
  • Flamengo, Paixão (1980) - Direção: David Neves.

Ver também

Ferramentas pessoais
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