Flamengo 2x0 Cobreloa - Final da Taça Libertadores de 1981

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Conteúdo

História

Galinho Zico ergue a taça da Libertadores

A primeira grande conquista internacional do futebol rubro-negro se deu em 23 de novembro de 1981. Era a Taça Libertadores da América indo para a Gávea. Após passar invicto pela primeira fase e pelas fases de quartas e semi-finais, o Flamengo, campeão brasileiro de 1980, chegava à decisão da Libertadores de 1981, diante dos chilenos do Cobreloa.

Na primeira partida, realizada no Maracanã, o time da casa fez valer seu mando de campo e venceu por 2x1, com dois gols do Galinho Zico, que a cada vez mais se firmava como grande nome do escrete rubro-negro. No entanto, no jogo de volta, Zico e cia foram caçados em campo. Porém, segurava o empate até os 39 minutos do segundo tempo. O resultado daria o título aos brasileiros, mas o atacante chileno Marello fez questão de tornar mais díficil a conquista rubro-negra. Ele, que já havia marcado o gol do Cobreloa no Maracanã, marcou também desta vez, dando a vitória aos chilenos.

Foi marcado então um terceiro confronto, que decidiria o campeão da competição. Foi em 23 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Um campo neutro, mas que trouxe muito boas vibrações para o time do Fla. Comandado, mais uma vez, por Zico, artilheiro da competição com 11 gols, o Flamengo impôs seu ritmo de jogo e provou ser muito mais time ao bater o adversário por um placar indiscutivel de 2x0, com dois gols do Galinho.

Além do importante título, que confirmou o Fla como melhor equipe das Américas, o time garantiu a passagem de ida para Tóquio, onde o Flamengo viria a conquistar a maior glória de sua história no futebol: o Campeonato Mundial Interclubes, ao bater o Liverpool, campeão europeu, por 3x0.

O Jogo

Jogadores do Fla entram em campo na terceira partida diante do Cobreloa

Irritados pela violência de que o time do Cobreloa se utilizou na segunda partida da decisão, os jogadores do Flamengo foram motivados para o Uruguai disputar a grande final da Libertadores de 1981. Sob a batuta do eterno camisa 10 da Gávea, o Galinho Zico, os rubro-negros responderam em campo, com seu talento, e deram um baile nos chilenos.

O time brasileiro começou com tudo. Pressionando desde o início, o Flamengo abriu o placar logo aos 18 minutos. Zico, que apesar de meia foi o artilheiro da competição, fez jogada individual na entrada da área, mas perdeu a bola. Quando o lance parecia perdido, no bate e rebate, a bola voltou para os pés do Galinho, que, livre, finalizou com muita precisão: 1x0.

Logo em seguida, o atacante Nunes fez uma boa jogada, chutou, a bola bateu na defesa, e sobrou para Adílio, que de cabeça, ajeitou para o meio da área, deixando Zico em boas condições de marcar, mas ele desperdiçou a chance. Porém, o camisa 10 viria a se desculpar mais tarde. No entanto, o primeiro tempo ficou só nisso. O resultado era bom para o Fla, que ia garantindo o título.

Zico disputa a bola com os jogadores chilenos

Nem por isso a equipe diminuiu o ritmo no segundo tempo. A etapa final começou já com Zico, melhor jogador em campo, aprontando das suas. Ele deu um belo chute de fora da área assustando o arqueiro do Cobreloa. Depois, foi a vez de Nei Dias fazer bela jogada individual e deixar a bola livre para Nunes, na entrada da área. O atacante só rolou para o companheiro Zico, que chutou forte, mas para fora. O gol do Flamengo estava pintando.

Aos 39, não teve jeito do Cobreloa segurar. Falta na entrada da área, após o goleiro chileno tocar com a mão na bola, fora da área, impedindo a chegada de Adílio ao gol. Mal sabiam os jogadores do Cobreloa que estavam apenas adiando, por alguns segundos, o segundo e decisivo gol rubro-negro. Adivinhem quem bateu? O camisa da 10 da Gávea. Zico cobrou com perfeição, no contrapé do arqueiro, que só olhou a bola morrer no fundo das redes.

Uma vitória limpa, justa e merecida para o Fla, que garantia o título. Mas ainda não estava tudo acabado. Faltava vingar-se da violência sofrida no jogo anterior. Mario Soto, zagueiro do Cobreloa que foi um dos mais agressivos, teria que pagar. Foi então que o técnico Carpeggiani chamou Anselmo e deu-lhe uma única instrução: "pegar o Soto". Dito e feito. Ele foi, deu um soco no rival, e acabou sendo expulso posteriormente. O lance causou uma confusão generalizada.

Com esse simbólico revide, o Flamengo, que já havia provado ser melhor na bola, também se impôs no braço. Anselmo deixou o campo antes, perseguido por todo o time rival, mas levou consigo mais dois chilenos expulsos - inclusive Soto. Mas saiu feliz por vingar as agressões aos companheiros Adílio e Lico, que sangraram na partida anterior. O segundo, inclusive, ficou impossibilitado de atuar no terceiro jogo, o que obrigou a comissão técnica a chamar às pressas Anselmo - que estava em casa, em Nova Friburgo-RJ, vendo "tudo" pela TV.

O problema foi contornado após alguns minutos, e então, foi só comemorar. O juiz apitou o fim do jogo e os jogadores e torcedores rubro-negros puderam fazer a festa. Festa que durou muito, afinal, foram três títulos naqueles 12 dias no ano de 1981. Não foi só a Taça Libertadores da América, como também o Campeonato Carioca e o Campeonato Mundial Interclubes. O melhor ano da história do futebol do Clube se concretizava.

Vídeo

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Ficha Técnica

Pôster dos Campeões da Libertadores da América de 1981

FLAMENGO 2x0 COBRELOA
Finalíssima da Taça Libertadores da América 1981

Local: Estádio Centenário, Montevidéu (URU)
Data: 23 de Novembro de 1981
Árbitro: Cerullo (Uruguai)

Gols: Primeiro tempo: Zico 18min, Segundo tempo: Zico 39min

FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Adílio, Andrade e Zico; Tita, Lico e Nunes. Técnico: Paulo César Carpeggiani

COBRELOA: Wirth.Tabile. Paes (Munõz). Mario Soto e Escobar. Jimenez. Marello e Alarcon. Puebla. Siviero e Washington Oliveira. Técnico: Vicente Cantatore.

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