Manuel de Brito Filho

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Página com informações do atacante Obina

Conteúdo

Biografia

Obina

Manuel de Brito Filho ( Vera Cruz, 31 de Janeiro de 1983 - ) é um folclórico atacante revelado pelo Vitória, mas que fez fama jogando pelo Flamengo, onde chegou em 2005 e ficou até o início de 2010.

O Começo da Carreira

Obina, como é conhecido o atacante, foi formado no Vitória BA. Chegou ao clube de Salvador no ano de 2002 e dias depois integrou a equipe júnior que disputou a Philipps Cup, torneio internacional em Eindhoven, na Holanda. Em 2003, foi para o Fluminense BA, a fim de ganhar experiência. No clube do interior baiano chegou a marcar um gol contra o homônimo famoso, o Fluminense RJ, pela Copa do Brasil, e diversos outros no Campeonato Baiano daquele ano.

As boas atuações do então jovem atacante fizeram com que o dono do seu passe, Vitória, o requisitasse para a disputa do Campeonato Baiano de Futebol que seria disputado em 2004. Em um ano inspirado, sagrou-se campeão estadual e desencantou chamando atenção dos grandes clubes brasileiros e também do exterior. A situação, aliás, ficaria ainda melhor, quando no Campeonato Brasileiro, mesmo não tendo evitado o rebaixamento do Leão, marcou 18 gols. É certo que apesar de desajeitado, e claramente pouco habilidoso, as boas atuações e sobretudo a sorte e oportunismo o valorizaram ao fim do certame, quando envolveu-se numa transferência que prometia cifras generosas e foi jogar no Al Ittihad da Arábia Saudita.

Passou dois meses treinando no Al Ittihad, mas não chegou a jogar por problemas financeiros e burocráticos, entre o clube árabe e o Vitória.

A chegada ao Flamengo

Em 2005, de volta ao Brasil, depois da desagradável experiência no exterior, passou a ser cogitado como reforço de diversos clubes do país, inclusive o Flamengo, de quem havia sido algoz no Campeonato Brasileiro de 2004. Em partida válida pelo Campeonato Nacional daquele ano, Obina ajudou o time baiano a golear o Flamengo por 5 a 1. Naquela partida, sofreu o pênalti do primeiro gol, fez o terceiro, deu o passe para o quarto tento, apresentando seu cartão de visitas ao Mais Querido do Brasil.

Chegou ao Flamengo em situação totalmente adversa. O clube vivia um péssimo momento e tinha um ataque que não funcionava. Dimba, contratado a peso de ouro para a temporada 2004 havia se desligado do Fla, e caberia então ao atleta reviver os bons momentos passados no Vitória.

Contudo, as coisas demoraram a se encaixar, e logo a torcida e também a crítica especializada notaram as visíveis deficiências técnicas do forte jogador. Vaiado nas primeiras partidas, dava sinais de que não conseguiria se manter muito tempo como atacante do Mais Querido do Brasil.

A Ascenção

De vilão, em virtude das péssimas atuações nos primeiros jogos, Obina teve o apoio incondicional do então treinador Joel Santana e tornou-se xodó da Nação Rubro Negra ao marcar importantes gols que evitaram um quase irreversível rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Em 2006 finalmente Obina teria o ano da consagração. Mártir da conquista da Copa do Brasil, título de maior expressão do Fla desde o Campeonato Brasileiro de 1992, o atacante virou ídolo da Maior torcida do Brasil e ganhou canto comparando-o ao camaronês Samuel Eto’o, ganhou o apelido de Anjo Negro, e passou a ser referência no ataque. Com muita honra ao Manto Sagrado, garra, e gols, muitos aos trancos e barrancos, mas outros, muito bonitos, Obina conquistou a torcida rubro-negra.

No ano de 2007 o atacante chegou a ser sondado pela Juventus, da Itália, e estava praticamente vendido para o futebol russo, quando escreveu um dos mais bonitos capítulos de um jogador na história do Flamengo. Marcou um belo gol contra o Vasco, na Semi-Final da Taça Guanabara, mas caiu de mau jeito e fraturou o joelho ficando quatro meses fora dos gramados. Forneceu ali, o gás que o time precisava para chegar ás finais do Campeonato Carioca contra o Botafogo, momento aliás, em que voltaria aos gramados e ajudaria a definir o título em favor do Mengão.

Obina ganhou fama de iluminado, marcou importantes gols e foi decisivo no bicampeonato carioca do Flamengo no ano de 2008, ocasião em que marcou três dos quatro gols rubro-negros sobre o Botafogo nos dois jogos decisivos. Foi assim que tornou-se um impiedoso carrasco dos arqui-rivais do Mais Querido do Brasil. Terminou a temporada 2008 como reserva, no entanto, manteve-se como vice artilheiro do clube na temporada marcando 15 gols. Além disso o atacante atingiu uma grande marca se tornando o quinto maior artilheiro da história do clube em Campeonatos Brasileiros.

A verdade é que a camisa do Flamengo cairia bem em Obina. Bastante identificado com o clube, não demorou para que os mais saudosistas torcedores o comparassem a uma antológica figura que ilustra os anais rubro-negros, o também atacante Fio Maravilha. Existem diversos fatores que explicam a ligação inconteste entre o atacante e a torcida do Fla, como aponta o crítico esportivo Juracy Estrela - a semelhança com um ídolo, o carisma do jogador e até a imprevisibilidade das suas jogadas fizeram com que a torcida, enfim, se apaixonasse pelo Anjo Negro da Gávea.

A saída

Obina

A reapresentação do grupo no ínicio de 2009, dava pistas de que Obina seria, mais uma vez, o grande nome do time para a temporada. Mais magro do que das outras vezes, o atacante que havia dedicado as suas férias em Salvador á aprimorar o seu condicionamento físico, impressionou a todos.

Outro fator positivo para Obina, era a volta de Cuca para a Gávea, coincidentemente era ele o treinador rubro-negro na época da chegada do Anjo Negro em 2005. Admirador do futebol de Obina, o técnico o bancou e passou a escalá-lo como uma das principais peças do time no Campeonato Carioca.

Os jogos se passaram, e os resultados não apareceram. Apesar da boa forma, o atacante não conseguia fazer o mínimo necessário a um jogador daquela posição: gols. Depois de perder gols improváveis, Obina irritou definitivamente a torcida ao perder um pênalti contra o Bangu na disputa do certame estadual. A má fase fez com que o jogador fosse preterido da posição, e desse lugar a Josiel, que não só deu certo, como se tornou artilheiro do time no Campeonato Carioca de 2009.

Obina ainda teria outras chances. No ínicio do Campeonato Brasileiro, o técnico Cuca apostou em uma pré-temporada fora de época exclusiva ao jogador, para que este rendesse o esperado no decorrer da competição. Assim, o Anjo Negro foi testado em mais duas partidas, contra o Internacional, e finalmente contra o Santo André.

Na última partida com a camisa do Flamengo, Obina outrora idolatrado pela torcida, saiu de campo vaiado, desprezado, e contando apenas com o apoio do companheiro Ibson que fez questão de aplaudir os últimos passos do colega, substituido por Erick Flores.

No dia seguinte á pífia apresentação contra o time do ABC Paulista, foi anunciado como reforço do Palmeiras para o Brasileiro e para a Taça Libertadores da América do mesmo ano. Emprestado pela diretoria rubro-negra ao time paulista, tanto Obina quanto o Flamengo, concordaram que aquele era um momento propício para que o jogador respirasse novos ares.

Defendendo a camisa alviverde, Obina teve um ínicio avassalador e acabou ajudando o time paulista á brigar pelo título do Brasileirão, no entanto, próximo do fim do certame, o atacante acabou se envolvendo em uma confusão com o próprio colega de clube, o zagueiro Maurício, e foi sumariamente demitido pelo Palmeiras, retornando então para o Mais Querido do Brasil.

Seu retorno á Gávea entretanto, pouco durou, depois de defender o clube em mais duas oportunidades, mais especificamente, nas duas primeiras partidas do Campeonato Carioca 2010, Obina se desligou do Fla e assinou contrato com o Atlético MG. Da efetiva última participação do jogador com a camisa do Fla, ficaram mais semelhanças com o momento da sua saída para o Palmeiras, uma má atuação, desta vez contra o Volta Redonda e a posterior entrada de Erick Flores no seu lugar. Desta forma, encerrou-se na Gávea, o ciclo de Obina, o seu Anjo Negro.

Depois do Flamengo

Regular vestindo a camisa do Palmeiras, Obina que saiu do clube após se desentender com o próprio colega de clube, acabou retornando ao Fla e sendo negociado posteriormente com o Atlético MG, onde reencontrou o bom futebol dos tempos áureos do Mais Querido do Brasil.

Em 2010, apesar de conviver com o fantasma do rebaixamento enquanto defendia o Galo, Obina que se contundiu no ínicio da temporada, esteve arrasador nos últimos e decisivos jogos do clube mineiro no Campeonato Brasileiro. Naquela oportunidade, o Anjo Negro chegou inclusive a marcar gols contra o Flamengo, no entanto, em sinal de respeito ao clube, o artilheiro preferiu não comemorar os tentos.

Tão proveitosa foi sua passagem pelo Atlético MG, que Obina, em 2011, acabou negociado a peso de ouro junto ao Shandong Luneng, clube do distante futebol chinês. Em julho de 2012 ele voltou ao Brasil para jogar no Palmeiras. Todavia, o Anjo Negro não conseguiu repetir as boas atuação de outrora e acabou rebaixado, junto com o alviverde paulista, para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Na temporada 2013 retornou ao futebol baiano, desta vez para defender o EC Bahia, rival do clube que o revelara, o Vitória. Pelo tricolor da boa terra Obina oscilou bons e maus momentos, não conseguindo, inclusive, firmar-se como titular. Ao fim da temporada, acertou com o América MG, clube que defenderá em 2014.

Dados

Nome Completo: Manuel de Brito Filho
Apelido: Obina
Dia do Nascimento: 31 de Janeiro de 1983
Local: Vera Cruz (BA)
Posição: Centroavante
Altura: 1,83m
Peso: 86 kg

Nº de Jogos: 182
Nº de Gols: 47

1° Jogo: 13 de Abril de 2005 (Flamengo 0 x 2 Ceará)

Histórico

Anos Time
2001-2002 Vitória
2003 Fluminense de Feira
2003 CRB
2004 Vitória
2004-2005 Al-Ittihad - Arábia Saudita
2005-2009 Flamengo
2009 Palmeiras
2010 Flamengo
2010 Atlético-MG
2011-2012 Shandong Luneng - China
2012 Palmeiras
2013 Bahia
2014 América-MG

Títulos

Flamengo


Vitória

  • Campeonato Baiano: 2004

Atlético MG

  • Campeonato Mineiro: 2010

Estatísticas

Ano Jogos Gols Marcados Assistências Cartão Amarelo Cartão Vermelho
2005 23(7) 7 ? 7 0
2006 27(18) 16 3 7 1
2007 16(15) 9 6 1 0
2008 19(38) 15 12 8 2
2009 10(7) 0 3 2 0
2010 2 0 1 1 0
Total 182 47 25 26 3

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