Patrícia Filler Amorim
| Patrícia Filler Amorim | ||
|---|---|---|
| Natação feminina | ||
| Participação em Jogos Olímpicos | ||
| Seul 1988 | 200m | |
| 400m | ||
| 800m | ||
| 4x100m | ||
Página com informações da ex-nadadora e ex-presidente do Flamengo Patrícia Amorim.
Conteúdo |
Introdução
Patrícia Filler Amorim foi uma nadadora brasileira que por 28 vezes se consagrou campeã brasileira nos 200, 400, 800 e 1.500 metros livres. Entre os anos de 1983 a 1989, quebrou 29 recordes sul-americanos e interrompeu a sequencia de 12 anos de ausência da natação feminina brasileira nos Jogos Olímpicos indo aos Jogos de Seul em 1988, onde não chegou às finais, mas estabeleceu os recordes sul-americanos nos 200 e 400 metros livres. Foi eleita presidente do Flamengo após vencer as eleições em dezembro de 2009 com 792 votos, superando os 699 votos de Delair Dumbrosck. Patrícia foi a primeira mulher a presidir o Flamengo.
Biografia
Nascida no Rio de Janeiro em 13 de Fevereiro de 1969, começou a carreira aos 3 anos de idade, passou pelo Botafogo e, aos 5 anos, Patrícia Amorim surpreendeu a todos quando conseguiu nadar da Praia do Flamengo até a Praia Vermelha.
|
Patrícia logo chegou às piscinas da Gávea, onde atingiu seu ápice. Quebrou recordes em várias competições nos 200, 400, 800 e 1500m nado livre. Fez parte da equipe mais vitoriosa da história da natação rubro-negra nos anos 80. No Troféu Brasil de 1989 ganhou oito provas, dando o título ao Flamengo. Após terminar sua carreira na natação, ela permaneceu no clube, onde coordenou a equipe de esportes olímpicos. Patrícia também marcou a história da natação brasileira a ser a primeira atleta do esporte a conseguir um patrocinador. Patrícia Amorim voltou como Vice-Presidente de Esportes Olímpicos do Clube de Regatas do Flamengo, na administração de Márcio Braga, onde ficou até o início de 2009. Com 24.651 votos, foi eleita em 2000 para a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro com o propósito de defender os interesses do esporte. Obteve a reeleição em 2004 e 2008, mas sofreu grande desgaste devido à sua má gestão como presidente do Flamengo e não foi eleita para um quarto mandato em 2012. |
{{#ev:youtube|aRhD8IIPrhI|200}} |
Olimpíadas
Patrícia Amorim participou das Olimpíadas de Seul em 1988.
Resultados
- Seul 1988
- 200m: 2m04s74, 2º lugar na 3ª eliminatória
- 400m: 4m19s64, 3º lugar na 1ª eliminatória
- 800m: 8m51s95, 1º lugar na 1ª eliminatória
- 4x100m: 3m53s49, 6º lugar na 2ª eliminatória
Presidente do Flamengo
Patricia Amorim foi eleita em 2009, logo após a conquista do Campeonato Brasileiro. No site da campanha pela reeleição em 2012, a ex-presidente listou seus feitos em três anos de mandato: Campeã Carioca Invicta em 2011; Campeã da Copa São Paulo de Juniores em 2011; 20 convocações para as Seleções Brasileiras de Base, nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20; reformulação do modelo de contrato televisivo garantindo ao Flamengo maior receita, incluindo o pay-per-view; conclusão de 80% das obras do Centro de Treinamento de Vargem Grande, o Ninho do Urubu e manutenção de nove esportes Olímpicos: remo, basquete, natação, nado sincronizado, judô, polo aquático, vôlei, ginástica artística e canoagem.
No futebol, a única conquista foi o Campeonato Carioca 2011. Assim, o período sob seu comando (2010/2012) entra para a história marcado por más campanhas, fracassos e crises. Fracasso da dupla "Império do Amor" com Adriano e Vágner Love, vexame na eliminação da Libertadores da América de 2012, má campanha em quase todos os campeonatos que disputou, eliminação na Copa do Brasil 2011 para o Ceará, passagem conturbada de Zico como diretor de futebol em 2010, saída de Ronaldinho Gaúcho cobrando R$ 40 milhões por salários atrasados e direitos de imagem.
Tendo como carro chefe a revitalização da Gávea, com reformas em todos os setores do clube, Patricia Amorim acabou se envolvendo em embates políticos e tomando decisões equivocadas no gerenciamento de crises. Nem a recuperação das dependências da sede foi suficiente para salvar seu mandato. Ela tentou a reeleição no fim de 2012 e foi derrotada pela Chapa Azul, comandada por Eduardo Bandeira de Mello.