Regras da Ginástica Artística

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Conteúdo

Introdução

As regras da ginástica artística, bem como especificações sobre os equipamentos, arbitragens e condutas em geral, são definidas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG).

Um dos aspectos mais relevantes para o público diz respeito à pontuação, regida pelo código de pontos da FIG.

O atual código de pontos foi estabelecido em 2006, com algumas alterações posteriores. Nesta mudança, importantes modificações foram feitas em relação ao sistema a prevalecer nas décadas anteriores.


Aparelhos

Existem 6 aparelhos para os homens e 4 para as mulheres. Cada aparelho possui um conjunto próprio de regras, estabelecidos no código de pontos.

A evolução dos movimentos executados pelos atletas e o surgimento de novos materiais têm levado a modificações e melhorias dos diversos aparelhos, sobretudo quanto à segurança.

Masculinos

Femininos


Competições

Após uma etapa de qualificação, ocorrem competições por equipes (masculinas e femininas), individual geral (todos os aparelhos, feminino e masculino), e competições por aparelhos (feminino e masculino).

Assim, é disputado um total de 14 conjuntos de medalhas nas competições mais importantes.

Em cada etapa, as notas são atribuídas de acordo com o sistema resumido e simplificado abaixo.


Nota Final

Em todos os aparelhos, as notas finais são formadas a partir de duas pontuações independentes: a Nota A e a Nota B.

A Nota A avalia o grau de dificuldade dos movimentos apresentados, a existência de conexões entre estes movimentos e o cumprimento de rotinas exigidas para cada aparelho.

Em princípio, não há limite superior para a Nota A. Na prática, seu valor fica abaixo de 10.

NotaA.gif

Por exemplo, na figura acima, foram executados dois movimentos do código de pontos, o primeiro de valor 0,5 e o segundo de valor 0,2.

Como os movimentos foram executados sem conexão, nenhum ponto extra é dado.

A Nota B avalia a composição, falhas técnicas e qualidade estética ná série de movimentos apresentada. A Nota B começa sempre do valor 10, sendo reduzida a cada falha técnica, erro ou defeito estético na execução dos movimentos.

NotaB.gif

Por exemplo, na figura acima, como houve uma falha no final do movimento (pequeno passo à frente), há um desconto de 0,1 pontos da Nota B, para este movimento.

Para avaliar a Nota B, a mesa julgadora é composta por 6 árbitros, sendo excluídas a nota mais alta e a nota mais baixa, e calculada a média das quatro notas restantes. Esta é a Nota B da série.

A Nota Final é simplesmente a soma da Nota A com a Nota B.


Nota Final = Nota A + Nota B

Nota A

A Nota A é composta por três partes.

  1. Soma dos valores de dificuldade dos 10 exercícios com maior pontuação.
  2. Soma das pontuações de conexões entre movimentos (caso aconteçam)
  3. Cumprimento das rotinas exigidas para cada aparelho (0,5 por rotina)

Todos os possíveis movimentos e seus respectivos valores, em pontos, estão tabelados. Caso algum atleta deseje executar movimento fora desta lista, precisa comunicar aos jurados com antecedência, para que seu valor seja avaliado.

No caso do salto sobre o cavalo, a Nota A do salto, uma única rotina, já é previamente conhecida. Cabe apenas verificar se o movimento proposto pelo atleta foi correta e efetivamente executado em todas as suas partes.

O código de pontos masculino possui exercícios agrupados em classes de dificuldade de A (0,1 pontos) a F (0,6 pontos). O código de pontos feminino possui exercícios classificados de A (0,1 pontos) a G (0,7 pontos).

Em ambos os casos, os exercícios são divididos em grupos de elementos. Para cada aparelho, existem regras sobre a obrigatoriedade de exercícios em cada grupo e, dependendo do aparelho, movimentos próprios para o início ou fim da série.

Exemplo de conexão

NotaAcon.gif

Como exemplo a respeito de conexões, na figura acima os dois movimentos estão conectados.

Assim, além dos pontos atribuídos a cada movimento, há uma pontuação por esta conexão.

Em geral, esta pontuação pode ser de 0,1 ou 0,2 pontos, dependendo das classes de dificuldade (A, B, C etc.) dos dois movimentos conectados.

No caso acima, como se trata de conexão entre um movimento da classe E (0,5 pontos) com um da classe B (0,2 pontos) no solo, tal conexão vale 0,1 pontos. Portanto, essa parte valeria, para a Nota A, 0,8 pontos para o atleta. Caso não houvesse conexão, o atleta receberia apenas 0,7 pontos para a Nota A, nesta parte da série.

Nota B

Os descontos na Nota B vão de leves (0,1 pontos), médios (0,3 pontos) a grandes (0,5 pontos).

Além disso, descontos por quedas (0,8 pontos) também devem ser avaliados pelos árbitros.

Para evitar abusos, existe um conjunto de regras sobre disparidades entre pontuações atribuídas pelos diversos árbitros. Isso torna o sistema menos vulnerável a preferências, favorecimentos ou perseguições.


Outros erros

Erros como pisar fora da área delimitada no exercício de solo recebem um desconto extra, de acordo com árbitros designados para verificar estes tipos de falhas.


Exemplo

Para exemplicar, suponhamos que um atleta tenha como elementos de maior valor quatro movimentos do grupo C (0,3 pontos cada), quatro movimentos do grupo D (0,4 pontos cada) e dois movimentos do grupo E (0,5 pontos cada).

Além disso, suponhamos ainda terem sido feitas duas conexões entre movimentos de valor 0,1 e duas de valor 0,2. Finalmente, consideremos terem sido cumpridas as cinco exigências do aparalho, o que daria ao atleta mais 0,5 pontos por exigência.

Sua Nota A ficaria:

  • Elementos principais: 4 x 0,3 + 4 x 0,4 + 2 x 0,5 = 3,8
  • Conexões: 2 x 0,1 + 2 x 0,2 = 0,6
  • Exigências: 5 x 0,5 = 2,5
    • Nota A = 3,8 + 0,6 + 2,5 = 6,9

Suponhamos que as notas dos seis árbitros para a Nota B tenham sido:

  • Árbitro A = 9,4. Considerou três falhas pequenas (menos 3 x 0,1) e uma falha média (menos 0,3).
  • Árbitro B = 9,6. Considerou uma falha pequena (menos 0,1) e uma falha média (menos 0,3).
  • Árbitro C = 9,7. Considerou apenas uma falha média (menos 0,3).
  • Árbitro D = 9,5. Considerou duas falhas pequenas (menos 2 x 0,1) e uma falha média (menos 0,3).
  • Árbitro E = 9,6. Considerou uma falha pequena (menos 0,1) e uma falha média (menos 0,3).
  • Árbitro F = 9,5. Considerou duas falhas pequenas (menos 2 x 0,1) e uma falha média (menos 0,3).

A nota mais alta (Árbitro C, 9,7) e a nota mais baixa (Árbitro A, 9,4) são eiminadas.

É feita a média da outras notas:

  • (Árbitro B + Árbitro D + Árbitro E + Árbitro F) ÷ 4
  • 9,6 + 9,5 + 9,6 + 9,5 = 38,2
  • 38,2 ÷ 4 = 9,55
    • Nota B = 9,55



Com isso, a Nota Final deste hipotético atleta seria:


Nota Final = Nota A + Nota B = 6,9 + 9,55 = 16,45



Outros aspectos

Vida nova

No atual regulamento, vale o sistema de vida nova.

Assim, em cada fase da competição, as notas obtidas pelo atleta em etapas anteriores não são consideradas.

Algumas siglas encontradas em textos sobre ginástica artística

  • Provas
    • VT - Salto Sobre o cavalo
    • UB - Barras assimétricas
    • BB - Trave
    • FX - Solo
    • PH - Cavalo com alças
    • SR - Argolas
    • PB - Barras paralelas
    • HB - Barra fixa
  • Competições
    • TF - Final Por Equipes
    • AA - Individual Geral
    • EF - Finais Por Aparelhos
  • Gerais
    • DV - Valor de dificuldade
    • CV - Valor das conexões
    • EGR - Exigências nos grupos de elementos

Links externos

Ver também

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Ferramentas