Libras

Notícias

De olho no pódio: Maria Eduarda Muccuci

Por - em
Maria Eduarda Miccuci começou a fazer nado artístico por ideia do pai. Sem conhecer a modalidade, ela se encantou e resolveu que gostaria de seguir naquele caminho. Desde então, foram passagens por Brasileiros, Sul-Americanos, Mundiais, um Pan-Americano e uma Olimpíada em casa. No meio de tantas competições, medalhas e memórias que guardará para sempre.

Em 2017, o nado deu a força que Maria precisava para enfrentar uma depressão, que quase a levou a desistir de tudo. Vestindo o Manto Sagrado, a atleta teve o apoio de suas companheiras de equipe e comissão técnica para seguir lutando. E que bom que o fez. Prestes a disputar mais um Pan-Americano, Duda tem o sonho de trazer a medalha inédita para casa competindo ao lado da irmã.

Na série 'De Olho no Pódio', o site oficial do Flamengo conta as histórias de alguns dos principais atletas do clube e do Brasil, passando pela vida pessoal, carreira e, claro, o Mais Querido. Conheça um pouco mais daqueles que fazem os esportes olímpicos rubro-negros e brasileiros mais fortes.

Início no nado artístico
Morei em João Pessoa durante dois anos e lá comecei a fazer nado sincronizado. Foi em 2007 e meu pai que falou sobre a modalidade. Não conhecia direito o que era o esporte, mas tinha perto da minha casa e fui testar. Porém, lá o nado ainda era muito fraco na época e no ano seguinte me mudei para o Rio. Quando cheguei, fui treinar no Fluminense e comecei a competir e me aperfeiçoar. Assim comecei a ter esse pensamento de fazer isso profissionalmente.

Chegada ao Flamengo
Em 2016 tive problemas com meu antigo clube e minha irmã (Laura) já estava no Flamengo. Então ela me influenciou muito em vir para cá. No ano seguinte, acabei chegando no clube.

Momento marcante no Flamengo
Meu primeiro Brasileiro em 2017 foi o momento mais marcante. Eu entrei em depressão e estava em uma fase complicada. As meninas e a comissão técnica me ajudaram muito a me recuperar e a superar tudo isso. Achava que já tinha perdido todo brilho pelo nado artístico e por várias outras coisas, como acontece quando você tem depressão, mas descobri muita gente do meu lado lá dentro e fora. Então esse Brasileiro acabou sendo muito importante para mim.

Rotina diária
Varia bastante. Quando estou com a Seleção, treino quatro vezes por semana na parte da manhã e tenho a tarde livre, indo estudar à noite. Faço faculdade de Estatística. Duas vezes por semana ainda fazemos uma atividade à tarde.

Quando é só pelo Flamengo, temos treinamentos apenas à tarde. Então consigo acordar, ir para a faculdade, vou para o clube e depois volto para a aula.

Dificuldades de ser um atleta de alto rendimento
A falta de apoio e patrocínio. O nado não é um esporte muito conhecido no Brasil, então isso atrapalha um pouco. Além disso, saber conciliar os treinos com a vida pessoal e acadêmica. Quem entrou comigo na faculdade, por exemplo, já está formado e ainda vou demorar uns anos para conseguir. Mas você acaba aprendendo a lidar com isso.

Principais competições e preparação
As principais competições em 2019 são o Mundial de Esportes Aquáticos, que acabou de passar, o Pan-Americano de Lima e o Brasileiro. Talvez ainda tenha outro torneio internacional, mas não está confirmado. Estamos em busca da medalha no Pan, pois no último batemos na trave, ficando em quarto. Então estamos treinando com tudo para conseguir esse bronze. O foco é total nessa conquista.

Estrutura familiar
Moro com meu pai, minha irmã e meus dois cachorros.

Ídolos
O Bruno Schmidt, atleta de vôlei de praia. Conheço ele desde pequena, pois pratiquei a modalidade por um tempo e acompanhei todo crescimento dele, o fato de ser baixo para o esporte e sempre lutar contra isso, virando campeão olímpico.

Hobbies
Gosto de ir à praia, estar com a minha família e viajar.

Outros esportes além do nado
Gosto de acompanhar todos os esportes (risos). Se tem alguma coisa passando, estou assistindo. Gosto de ver tudo, às vezes vejo alguém competindo e torço para ganhar, me sentindo como se eu estivesse vencendo também.

Tempo livre
Descanso na maior parte do tempo, aproveito para encontrar a família e busco estar sempre com meus amigos.

Ficha técnica
Nome: Maria Eduarda de Souza Miccuci
Idade: 24 anos
Altura: 1,67m
Naturalidade: Campos dos Goytacazes, RJ
Principais conquistas: Participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016, um Pan-Americano (Toronto 2015), três Mundiais Sênior (finalista em todos), dois Mundiais Júnior (finalista em um), três Sul-Americanos Sênior (nove vezes campeã), dois Sul-Americanos Júnior (seis vezes ouro), diversos Brasileiros e muitos Cariocas.