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Diretoria comenta negociação de Lucas Paquetá

Eduardo Bandeira de Mello, Ricardo Lomba e Bruno Spindel estiveram na Gávea para a coletiva

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Na manhã desta quarta-feira (17), o presidente Eduardo Bandeira de Mello, o vice-presidente de futebol Ricardo Lomba e o CEO Bruno Spindel concederam entrevista coletiva na sede social da Gávea para esclarecimentos sobre a negociação do jogador Lucas Paquetá, que aconteceu entre Flamengo e Milan na última semana. Logo no início da entrevista, Bandeira afirmou que, por conta de um acordo de confidencialidade entre as equipes, detalhes como os valores da venda não poderiam ser divulgados.



O presidente iniciou o discurso falando sobre o esforço do clube para manter Paquetá na Gávea. "Muitos diziam que teríamos que lidar com o segundo semestre sem ele. Graças ao jogador e o agente, conseguimos impedir isso. Nosso objetivo era prorrogar o contrato, dar um aumento de salário e aumentar a multa. Mas precisamos entender que ele tinha um sonho de jogar na Europa e ele quis ir. Daqui há alguns anos, se continuarmos nesse caminho, teremos tanto poder financeiro que conseguiremos reter nossos atletas e até trazê-los de volta. Neste momento, não tinha o que fazer. Tentamos fazer tudo da melhor maneira para o Flamengo”, disse Bandeira de Mello.

"É leviano pensar que qualquer um de nós tinha interesse em se desfazer de um jogador que está aqui há anos, adorado pela torcida e de Seleção. Não ficamos contentes em perdê-lo. Por ter todas essas características, ele despertou interesse de vários clubes europeus e, também por esse motivo, buscamos renovar o contrato desde o início do ano. Precisamos entender o que o jogador quer e precisa. Ele vislumbrava jogar Champion League, ir para um futebol mais bem estruturado, com calendário melhor. Era um sonho dele. Os grandes ídolos do esporte estão lá. Não somos donos do jogador, temos um contrato e buscamos oferecer a melhor estrutura. Mas a realidade do futebol brasileiro é essa. Conseguimos passar pela janela do meio do ano sem perdê-lo, o que foi muito positivo. Lucas Paquetá fica até o fim do ano e vai nos ajudar na sequência da temporada, mas precisávamos olhar o lado do atleta. A transação que foi feita foi muito boa para o Flamengo, os valores foram expressivos e esse dinheiro fica em grande parte para o próximo triênio, o que ajuda no planejamento, entre outras coisas", explicou Ricardo Lomba.

Bruno Spindel também falou do processo e do planejamento rubro-negro para a próxima temporada, além de frisar que o Mais Querido sempre tem apenas títulos e vitórias em mente.

"O principal ponto de tudo que fazemos é com o objetivo que o Flamengo seja campeão sempre. Nossa maior preocupação era que o Paquetá não saísse no meio do ano, conseguimos pela boa relação com atleta e empresário. Fizemos a negociação inteira pensando em não prejudicar o ano esportivo de 2018 e nem o de 2019, que poderia ser afetado caso ele saísse em cima do fechamento da próxima janela. Fazer a transação agora beneficia o próximo ano esportivo pois conseguimos fazer o planejamento antecipado. Ainda podemos contar com ele nessa briga por título e ainda podemos ter tempo de organizar a temporada. Os valores foram muito próximos a multa e o benefício financeiro foi muito grande. É legal o Lucas ir para um clube rubro-negro como o nosso, várias vezes campeão de Champions League. Todo atleta quer estar entre os melhores, jogar contra os melhores. Ele poderá conviver com os melhores do mundo na Europa. A base do Flamengo evoluiu muito e o fato dessas transações envolvendo nossos garotos estarem acontecendo mostra esse cenário. Queremos que esses jovens vivam as melhores fases da carreira aqui também. Queremos que esses recursos sejam investidos todos no futebol, pois hoje podemos fazer isso. Estamos sempre pensando em títulos e nosso objetivo principal sempre será esse. Tivemos inúmeras propostas e há alguns dias chegou essa concreta do Milan. Julgamos que os valores e condições era adequadas para o planejamento do ano que vem. Dói muito perder um ídolo e um cara que está aqui desde os 11 anos, mas a transação é excelente no sentido de ser boa financeiramente e esportivamente", afirmou o CEO.


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