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Prezando pela disciplina, zaga do Flamengo recebeu apenas quatro cartões amarelos no Brasileirão

Técnico Jorge Jesus explica o trabalho que faz com os defensores no elenco

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Segundo colocado no Campeonato Brasileiro com 30 pontos em 15 rodadas, o elenco rubro-negro tem mais números para comemorar. Em todas as partidas até o momento na competição, os zagueiros do atual elenco receberam apenas quatro cartões amarelos, destacando a qualidade técnica e também a consciência em não cometer faltas que possam ser punidas durante os jogos.

- Temos uma forma de defender que não deixa muito o confronto um contra um entre os atletas. Isso acaba diminuindo o número de cartões recebidos. Isso é uma ideia de defender coletiva e não individual. Mas é claro que a qualidade técnica permite que tenham decisões com esperteza e que facilite a saída da bola - afirma Jorge Jesus ao Site Oficial. 

O técnico rubro-negro afirma que poderá poupar alguns atletas para o confronto contra o Ceará e diz que o Flamengo brigará pelo título na Libertadores e também no Campeonato Brasileiro.

- Temos um jogo agora no Ceará. Estamos com possibilidade de conquistar as duas competições, estamos apenas dois pontos atrás do Santos. Não podemos abdicar do título Brasileiro e dar prioridade só para uma competição. Temos que saber atuar nas duas situações. Temos mudado alguns jogadores e vamos ver até o fim de semana como vamos lidar na próxima partida. A ideia é estarmos os mais fortes possíveis nos dois confrontos - destaca.

De volta ao time titular na grande vitória contra o Internacional, o zagueiro Rodrigo Caio elogia o setor defensivo rubro-negro.

- Estou muito feliz pelo retorno. Só eu sei o quanto é difícil ficar fora, ainda mais em jogos decisivos. Contra o Emelec, fiquei na torcida e sofri demais. Mas as lesões fazem parte da carreira, graças a Deus não foi nada grave. Consegui me recuperar muito bem. Agradeço aos fisioterapeutas e a todos os profissionais que me ajudaram. Só eu sei o quanto eu batalhei para voltar neste jogo contra o Internacional. Era minha vontade e consegui. Todo esforço e dedicação valeu a pena. Joguei em alto nível diante de um grande adversário. Isso é muito gratificante - ressalta.

O zagueiro afirma que o pensamento de lealdade dentro das quatro linhas sempre fez parte da sua vida desde a infância.

- Zagueiro não precisa ser desleal para se impor dentro de campo. Algo que aprendi desde moleque com o meu pai e nas categorias de base. Sempre cheguei firme, mas muito leal, visando a bola. Essa é uma característica dos nossos zagueiros, que são muito técnicos e leais. Na minha visão de futebol, o zagueiro não precisa dar pancada para mostrar que é mais que o atacante. O sistema está favorecendo muito pra nós, jogar com as linhas próximas. Temos mais facilidade para roubar a bola e estar mais inteiro nas jogadas - diz Rodrigo.