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A estrada para o Flamengo: Daniele Hypolito

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Uma ginasta que dispensa apresentações! Após alguns anos longe do clube, Daniele Hypolito confirmou recentemente seu retorno à Gávea. Revelada no ginásio Cláudio Coutinho, em 1995, a atleta chega para reforçar ainda mais o elenco estrelado da ginástica artística rubro-negra e dar continuidade à sua trajetória vitoriosa, tanto pelo Mais Querido quanto pela Seleção Brasileira da modalidade.

A série ‘A Estrada para o Flamengo’ desta semana conta a história de Daniele Hypolito, que, aos 35 anos, é a ginasta brasileira mais experiente em atividade. Ela retorna ao seu clube do coração para agregar ainda mais à equipe rubro-negra, com sua experiência e talento.

Daniele Matias Hypolito
- Modalidade: Ginástica Artística
- Especialidade: Trave
- Nascimento: 08/09/1984
- Altura: 1,46m
- Naturalidade: Santo André (SP)

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

Início da carreira e chegada ao Flamengo
Filha de um motorista e uma costureira, Daniele Hypolito nasceu em Santo André (SP) e teve seu primeiro contato a ginástica artística no SESI de sua cidade. Em 1995, a atleta desembarcou na Gávea para se desenvolver ainda mais na modalidade e, assim, recebeu moradia do clube, escola para si e seus dois irmãos, além de um salário. Sua primeira competição à nível nacional foi em 1996, quando disputou o Campeonato Brasileiro Juvenil de Ginástica Artística.  

No início de 2003, a ginasta decidiu se mudar para Curitiba, onde a Seleção Brasileira treinava sob o comando do técnico ucraniano Oleg Ostapenko. Daniele fez de tudo, mas não se adaptou à capital paranaense e voltou para o Flamengo, onde permaneceu por mais um ano.

Entre idas e vindas, Dani Hypolito retornou ao Mais Querido nesta temporada para, em suas palavras, “voltar a se sentir em casa” e agregar ainda mais experiência à equipe rubro-negra.     

Principais conquistas
Logo em suas primeiras convocações para representar a Seleção Brasileira feminina, Daniele disputou o Campeonato Pan-Americano (1997) e conquistou duas medalhas de ouro nas Barras Assimétricas e no Solo. Nos Jogos Olímpicos de Sydney (2000), a atleta garantiu as melhores colocações brasileiras em Olimpíadas até então ao conseguir a 21ª colocação na classificação geral, 17ª nas Barras Assimétricas e no Solo, além do 16º lugar na Trave. No ano seguinte, no Campeonato Mundial de Gante, na Bélgica, a ginasta assegurou a primeira medalha brasileira em mundiais: a prata no Solo.

Em 2003, Daniele Hypolito disputou o Pan-Americano de Santo Domingo, levando para casa duas medalhas de prata na Trave e nas Assimétricas, além de dois bronzes no Individual Geral e por Equipes. Nas Olimpíadas de Atenas (2004), a ginasta novamente garantiu as melhores posições brasileiras: 9º lugar por Equipes e 12º na final individual. Daniele ainda soma seis ouros, sete pratas e dois bronzes em Campeonatos Pan-Americanos.  

Vestindo as cores rubro-negras, Dani coleciona inúmeras medalhas em campeonatos brasileiros e estaduais, sendo uma grande referência para as atletas mais jovens dentro da Gávea. Agora, de volta ao ginásio Cláudio Coutinho, ela se junta a Flavia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Rebeca Andrade na equipe rubro-negra que, mais do que nunca, está fortíssima e preparada para ir em busca de grandes resultados para o Flamengo.


As equipes de ginástica artística do Clube de Regatas do Flamengo contam com recursos de seus patrocinadores – AmBev, Rede D’or, IRB Brasil RE, CSN, Brasil Plural, EY – via Lei de Incentivo Federal/Ministério do Esporte (IR), além de apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) proveniente da descentralização de recursos oriundos da Lei Pelé.