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Georgette Vidor retorna ao Flamengo como coordenadora técnica da ginástica artística

Referência na modalidade, rubro-negra está de volta após quase vinte anos

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Georgette Vidor está de volta ao Flamengo. Quase vinte anos depois de sua última passagem pelo clube, ela retorna como Coordenadora Técnica da Ginástica Artística e inicia oficialmente na próxima quarta-feira (15), às 14h, com a reapresentação das equipes rubro-negras.

Georgette iniciou a carreira como treinadora aos 15 anos, chegando ao Mais Querido em 1980. Sua primeira passagem foi curta, até 1983. Dois anos depois, ela voltou ao Flamengo, ficando até 1993. Após mais um breve hiato, em 1995, Georgette passou a atuar como Supervisora Geral de Ginástica Artística e Técnica Chefe da Equipe Principal Feminina.

“Eu fui treinadora da base, depois das meninas, e aí quando voltei eu comandava a escolinha, o masculino e o feminino, então já tive essa posição que tenho hoje, só que acumulava o cargo de treinadora da equipe principal feminina”, explicou a rubro-negra, complementando. “Tudo aqui ainda tem muito da minha vida, então voltar já era uma proposta minha há muito tempo. Eu fiquei na Seleção Brasileira até o final dos Jogos Olímpicos de 2016, então durante esse período como coordenadora da equipe nacional eu sempre cuidei das meninas do Flamengo”.

Com mais de 40 títulos brasileiros pelo Mais Querido e inúmeras conquistas estaduais com as equipes de base e adulta, Georgette Vidor falou sobre o início de mais uma fase no clube.

“Eu nunca me afastei. Quando saí da seleção, comecei a pensar na possibilidade da minha volta ao Flamengo. Sou flamenguista doente, tenho uma história aqui dentro, comecei a dar treino lá no ginásio Togo Kanela, e aí isso começou a ser negociado. A minha função é técnica, eu gosto dessa parte, o que me fascina é ver as meninas evoluírem. No feminino, a nossa meta sempre foi ter atletas olímpicas, e hoje temos a Flavinha, que já está classificada, a Rebeca, que pode ser que se classifique, e uma possibilidade real de medalha nas mãos do próprio Flamengo. Isso também foi uma coisa que eu sempre me preocupei”, comentou.

“Estou bastante entusiasmada, é o que eu gosto de fazer, onde eu gosto de estar. Nós temos o potencial, um ginásio excelente para treinos, bons treinadores e ótimas ginastas. Precisamos colocar um objetivo maior do que ganhar um Campeonato Brasileiro. O Flamengo sempre ganhou porque tínhamos as melhores ginastas, mas nunca foi a minha meta. O objetivo era ter as melhores do país com nível internacional aqui dentro. No meu entendimento, isso é a cara do Flamengo. Flamengo é para ser o melhor”, finalizou Georgette.

A rubro-negra atuou como coordenadora da equipe nacional entre os anos de 2009 e 2016. Como treinadora da Seleção Brasileira, trouxe para o país a primeira medalha em campeonatos mundiais, uma prata no solo com Daniele Hipólyto, em 2001; e o primeiro ouro em Jogos Pan-Americanos, com Luisa Parente, em 1991, no Pan de Cuba.

As equipes de ginástica artística do Clube de Regatas do Flamengo contam com recursos de seus patrocinadores – AmBev, Rede D’or, IRB Brasil RE, CSN, Brasil Plural, EY – via Lei de Incentivo Federal/Ministério do Esporte (IR), além de apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) proveniente da descentralização de recursos oriundos da Lei Pelé.