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Roberta Perillier comenta os próximos passos do nado rubro-negro após Mundial e Pan

Head coach do Mais Querido e treinadora da seleção brasileira, ela projeta as próximas competições da modalidade da Gávea

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O Flamengo esteve muito bem representado nas últimas semanas em importantes competições internacionais. O plantel rubro-negro iniciou a trajetória fora do país com nove representantes no Mundial de Esportes Aquáticos integrando a seleção brasileira, e logo depois cedeu seis atletas para o Pan-Americano de Lima, no Peru. Dias após o retorno ao Brasil, a técnica do Flamengo, Roberta Perillier, comenta os próximos passos da equipe do CRF.

“Voltamos agora para o Brasil, no dia 12 de agosto, com as meninas que participaram das duas competições. Como desta vez eu tive a oportunidade de ir e o restante da comissão técnica não, eu vim com um apanhado geral, mas resumido, prático e objetivo sobre o que a gente tem que fazer no Flamengo para as próximas competições, e mudei algumas coisas dentro dos nossos critérios e metodologias de treinos”, declara Beta. 

Sobre o planejamento de competições até o final do ano, a treinadora pontua.

“Competiremos o Campeonato Carioca, o Argentina Open, em que iremos com o Flamengo para uma competição internacional e pela primeira vez com todas as categorias, e o Brasileiro da modalidade. Fecharemos o ano com a seletiva, porque não temos vaga cativa e todo ano todos os atletas são obrigados a fazer uma nova avaliação para entrar na seleção”, explica.

Beta diz ainda que o impacto de ter os melhores atletas do mundo no Mundial e no Pan fez com que ela ligasse o alerta para os pontos fortes e fracos que merecem atenção no Mais Querido. Como toda equipe de alto rendimento, ajustes devem ser feitos constantemente para que se chegue cada vez mais perto da excelência. 

“Eu acredito que as competições fazem atletas e técnicos crescerem. Nós (equipe) já conversamos, desenhamos novas estratégias e vamos introduzir muito mais avaliações a fim de aumentarmos nosso nível técnico. Também falamos muito sobre a parte física dentro da água, para aumentar a nossa capacidade técnica e física como um todo, porque são muito próximos no nado artístico, se misturam, é difícil separar, mas não são a mesma coisa. No início dessa semana já iniciamos uma ideia diferente para o grupo e acredito que continuaremos crescendo cada vez mais como equipe”, enfatiza a treinadora multicampeã.  

2019 é um ano importante para o Flamengo e, consequentemente para o Brasil, já que a maior parte das atletas da seleção brasileira de nado é cedida pelo rubro-negro. Segundo Beta, será um preparatório para competições muito relevantes, como o Sul-Americano, o Mundial Junior e a tão esperada Olimpíada de Tóquio. 

“Eu acho que a gente é realmente um clube diferenciado em todos os sentidos estruturais. Não digo estrutural em quantidade de banheiros ou piscina, por exemplo, mas sim em relação ao que o nado artístico tem. Hoje eu consigo ter acesso, solicitar e ser atendida. Então, o Flamengo é um diferencial no nado artístico e ele evoluindo, a sua qualidade técnica e potencial de excelência sendo um grande formador para a Seleção Brasileira, fará com que, consequentemente, a seleção esteja mais bem servida. A Seleção Brasileira não faz o atleta, ela o prepara para determinada competição, mas o grande celeiro que faz o atleta somos nós, os clubes”, finaliza.

As equipes de nado artístico do Clube de Regatas do Flamengo contam com recursos de seus patrocinadores – Banco Bonsucesso, Furnas, Estácio, LafargeHolcim/Cimento Mauá, EY – via Lei de Incentivo Federal/Ministério do Esporte (IR), além de apoio da Confederação Brasileira de Clubes (CBC) proveniente da descentralização de recursos oriundos da Lei Pelé.